terça-feira, abril 30, 2019

Tem essa parte no "Jane Eyre" em que a protagonista precisa decidir se quer ser feliz com o homem que ela ama e ferir seus princípios ou manter os princípios e ficar sozinha. Não posso dizer por todos, mas direi por todos e digo que TODOS os leitores ficam "JANE, PRA QUÊ PRINCÍPIOS? JOGUE TUDO FORA", mas Jane é teimosa pra caramba. Pra ela existe um grande obstáculo moral em ficar com o homem, obstáculo este que divide opiniões se é mesmo um obstáculo, porque é mais... bom, coisa de igreja. A Jane mega acredita, fiel fervorosa. Pra ela, é um grande pecado. Jane mete o pé.


"Que não sintais jamais o que senti! Que os vossos olhos jamais vertam lágrimas escaldantes, aflitas (...) Que não apeleis jamais para Deus em preces tão sem esperança e tão agoniadas como as que nessa hora saíam dos meus lábios. Que jamais, como eu, receeis ter sido instrumento do demônio contra aquilo que mais profundamente amais!"

Eu fiquei devastado. Não tanto porque o romance ficou muitíssimo prejudicado nessas circunstâncias, mas porque eu faria o mesmo. Eu seria a Jane todinha. Esse apego aos meus princípios é algo que não consigo largar. É curioso isso, né? Principalmente quando ligado à religião, pode ter esses nossos princípios que de fato não afetam em nada a vida ao redor, mas somos apegados a eles, acreditamos neles e, mesmo que ninguém mais dê bola, não largamos o osso. Coisas, tipo, sei lá, desvirar o chinelo pra mãe não morrer. Ou colocar o arroz em cima ou em baixo do feijão O certo é em cima. A Jane tinha esse aí. Pior ainda, era princípio religioso, então ela se sentia traindo O PRÓPRIO DEUS, que é uma coisa que ninguém que acredita em Deus quer. Acho que meu princípio religioso era não ser gay.

Gente, sério, essa citação do livro é praticamente uma visão da realidade paralela que eu poderia ter vivido se tivesse insistido na igreja por mais tempo e aí conhecido o Arthur, minha atual pessoa que mais me faz feliz. Eu tenho certeza que eu deixaria de viver o que vivo com ele hoje por causa desse meu princípio e isso é assustador. Acho que foi isso que eu senti lendo essa parte de "Jane Eyre". Eu ia jogar TUDO PRO ALTO por causa de uma decisão que no meu coração era moral. Que morte horrível. Acho que todo gay cristão temeu em algum momento estar sendo "instrumento do demônio".


De alguma forma, escapei. Mas muita gente não escapa e agora tô pensando no tanto de pessoas LGBT que abrem mão dessa essência pra seguir o que acreditam serem os planos de Deus. Não posso culpar essas pessoas. É tudo o que a gente SABE e VIVE e não adianta outras pessoas falarem que não tem nada a ver e tal, a gente acredita no que a gente acredita.

Acho que eu fui desconstruindo meu pensamento com o tempo e ainda bem que só fui conhecer Arthur depois. Eu não tinha escolhido esperar nada, mas foi bom ter passado meus primeiros 26 anos sem ter me envolvido com ninguém. Me deu tempo. Hoje, que eu sinto do fundo do meu coração que tô cultivando esse sentimento TÃO PURO E PERFEITO que não consigo imaginar o que ALGUÉM que sentisse O MESMO poderia criticar, eu simplesmente não tenho como dizer que não ser gay ainda é um princípio meu. Ser gay, na verdade, é muito bom. EU RECOMENDO A TODOS. Queria que todo mundo fosse gay o suficiente pra ser feliz que nem eu ando sendo.

De qualquer forma, fiquei orgulhoso pela Jane. Existe um equilíbrio entre manter nossa essência e ir se livrando do que não faz mais sentido. Tem coisa que eu tenho que ser teimoso mesmo, coisas que, se eu transgredir, vou me sentir mal pelo resto da vida. Mas tem outras que eu só preciso entender que não funciona. Posso aprender princípios novos com outros, posso ensinar, posso deixar pra trás... Cada um sabe de si.



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Posted on terça-feira, abril 30, 2019 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, abril 25, 2019

Eu guardei esse segredo da internet por muito tempo, embora sempre sussurrasse para os mais íntimos nas rodas de conversa, mas agora me sinto decidido o suficiente para revelar: Eu odeio museus.


Ok, odiar é uma palavra forte demais. Eu só não gosto. Apenas desgosto muito. Eu poderia passar batido com isso se não fosse o fato de eu morar no Rio de Janeiro, que é uma cidade com um museu em cada esquina e onde as pessoas sem dinheiro gostam de passear. Um inferno.

Mas, nossa, o que os museus fizeram pra você?

Nada, esse é o problema. Eles não fazem NADA, não cumprem o básico do entretenimento. Fico mortificado quando descubro que tenho que pagar pra entrar. Não sei, gente, é como se eles não se esforçassem. Não me admira que as pessoas não gostem de museus, já que museus aparentemente também não gostam de pessoas felizes (O Museu do Amanhã é um caso à parte que realmente odeia gente).

Acho curioso que eles geralmente são bem bonitos. Limpinhos, paredes imponentes, iluminação perfeita. O chão até brilha. Certamente têm ar-condicionado. Aí você entra na sala vazia exceto que no meio dela existe uma estátua. Uma sala inteira para UMA ESTÁTUA QUE NEM É BONITA. Tipo, caramba, sabe quem não tem iluminação perfeita? ESCOLAS. E ar-condicionado? BEBÊS NO HOSPITAL. Se você apoia museus, então é a favor de bebês passando calor, ESCOLHA SEU LADO. Eu acharia muito mais interessante se entrássemos numa sala imponente de um museu e, ao invés de estátuas feias, encontrássemos bebês vivos em incubadoras, sob uma luz maravilhosa. Imagina, pessoas encantadas com os ser humaninhos, dando aquele quentinho no coração, voltando pra casa felizes. Ia suprir toda a necessidade de ter bebês próprios e resolveria a superpopulação mundial e a tristeza das almas. Pessoas pagariam horrores pra ver bebês e os pais ganhariam dinheiro! Mas os museus não pensam nisso. Esse é o problema, gente, se você apoia museus, você é a favor que pais de recém-nascidos fiquem sem dinheiro pra cuidar da criança, eu não posso concordar com isso.

Talvez eu tenha ido um pouco longe demais, mas você sabe que estou certo.

Eu consigo imaginar uma centena de coisas mais legais que poderiam estar ocupando aquele espaço exageradamente grande e que dariam mais dinheiro. MAS TUDO BEM. Digamos que museus realmente guardem coisas de valor. Como assim querem que a gente pague pra ver uma cadeira velha? Ou um pedaço de pedra? Ou quadros e rabiscos que poderiam ter sido feitos por uma criança de 5 anos, mas só porque alguém famoso fez está lá? Pelo amor de Deus, gente. Cadê as pessoas fantasiadas? Se eu fosse dono de museu (Deus me livre), ia contratar pessoas fantasiadas. Seria um HINO ir visitar o museu da família imperial e, sei lá, ver homens vestidos a caráter, mulheres com aqueles vestidões interagindo com a exposição. Talvez as pessoas pudessem pegar roupas emprestadas e tirar selfies! Perucas coloniais!!! Talvez bolaria um jogo daqueles que você tem que encontrar uma série de coisas e quem completar ganha brindes! Uma estátua sem cabeça, um quadro com as cores azul e vermelho, o cabideiro do Dom Pedro II, SERIA INCRÍVEL. As pessoas ficariam mega atentas e, se pudesse tirar fotos, poderia ser melhor ainda. Um jogo de perguntas com as respostas naquelas etiquetas que ninguém lê... As oportunidades são MUITAS. Meu Deus, eu de fato tenho que enviar essa ideia pra algum museu. Mas, como eu disse, eles não se esforçam. EU NÃO TENHO COMO ACHAR GRAÇA NUMA CADEIRA VELHA. CAGUEI QUE GETÚLIO VARGAS SENTOU NELA. QUEM QUER SABER? A menos que tivesse uma pergunta "Quem sentou na cadeira do salão 8B?" no jogo do museu e o vencedor com mais pontos ganhasse um chaveiro, AÍ EU IA FAZER QUESTÃO DE SABER.

Eu tô muito triste que isso nunca vai acontecer.

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Tem também o fato de que eu acho que as pessoas fingem que gostam. OK, alguém tem que gostar genuinamente (ou talvez sejam pagas pra isso pelos Illuminati), mas acho que a maioria só finge que acha aquele pedaço de tecido do século XV uma grande coisa. Um pano que você acharia um igual por 10 reais o metro. Eu fico muito igual o Ben com o pessoal de Pawnee idolatrando o Lil Sebastian. É SÓ UM PANO, PELO AMOR DE DEUS. 


Sei lá, museus tem essa aura de proteção mística que impede as pessoas de criticarem com a verdade de seus corações. É que nem música clássica. Difícil alguém dizer de cara que é chato, sempre vão ficar com aquele olhar de contemplação, fingindo que estão absorvendo e que é a coisa mais linda. Por dentro estão "Caramba, nunca acaba. Servem comida aqui?". Museus são iguais. DIZEM que eles são muito importantes, então a gente acaba agindo como se fossem mesmo sem saber o motivo e ficamos com vergonha de criticar. Talvez por isso eles não se esforcem, já que recebem admiração gratuitamente.

Nesses incêndios do Museu Nacional e da catedral de Notre Dame, fiquei chocado com o tanto de gente berrando em cima dos caixões. Como se todo mundo fosse mega fã de museus ou tivessem sido criados por um. Claro que foi triste por estarmos falando de incêndios e do trabalho das pessoas, mas esse escarcéu? Minha mente não conseguiu acessar ainda a importância de objetos velhos, mas estamos aqui abertos a diálogo.

Eu realmente não sei a diferença de um museu expor a Monalisa original ou uma réplica exata dela. Acho que só faz diferença porque as pessoas SABEM. Mas na prática daria tudo na mesma. Eu aposto que os Iluminatti já substituíram todas as obras mais valiosas dos museus por réplicas E VOCÊS NEM PERCEBERAM.

Acho que eu tô precisando de meia hora numa sala com bebês incubados.



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Posted on quinta-feira, abril 25, 2019 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, abril 18, 2019

Minha família por parte de mãe veio toda de um lugar que, quando criança, eu só conhecia como "Roça". Não tinha ideia do estado, município, bairro, nada. A Roça era só um lugar genérico meio parado no tempo, onde asfalto, internet e água pra dar descarga na privada chegavam lá por último. Se você conversar com a minha mãe por uma horinha, ela vai te contar uma dúzia de histórias envolvendo espingardas e animais de fazenda. É fascinante.

Eu odiava ir pra lá visitar meus parentes, pois sempre fui mocinho da cidade, mas aí você se pergunta: Nossa, Felipe, não aguenta ficar uma semana sem internet? Gente, que internet o quê. Eu só não era muito feliz passando pela experiência de CAGAR NO MEIO DO MATO. Isso e porque eu ficava muito confuso com as pessoas chamando minha mãe de Ilza.


Minha mãe é Elza igual a Frozen, mas com Z. Tipo, sempre foi. Só lá na Roça que ela não era. Viajar pra lá era tipo entrar numa realidade paralela onde as pessoas ganhavam um novo nome e limpavam a bunda com sabugo de milho. Todo mundo só chamava ela de Ilza. As tias, minha vó, meus primos. Meu tio Edson virava Édio, minha tia Ana Gilda virava Nagilda, mas meu nome seguia o mesmo. Pessoal de lá tem um sotaque meio caipira? Tem, mas não era isso. Até minha mãe começava a chamar as pessoas pelos nomes de Roça! E minha mãe sempre morou no Rio de Janeiro.

- Mãe, por que todo mundo te chama de Ilza aqui?
- É meu nome

Não era??? Eu já tinha visto a identidade da minha mãe várias vezes e sabia que lá estava escrito Elza. Ela inclusive fora da Roça atendia como Elza. Ilza era um delírio coletivo.

- Eles um dia te chamaram pelo nome errado e você deixou pra sempre?
- Meu nome é Ilza, Elza é o errado
- O QUE???

Eu talvez fizesse parte de uma família de espiões secretos com múltiplas identidades, mas a explicação que minha mãe me deu depois serviu melhor. Gente, a explicação: O pessoal do cartório usava drogas. Minha mãe não disse isso, mas eu deduzi e sei que essa é a verdade. A revelação é que minha mãe É UMA ILZA. Meu avô foi lá registrar minha mãe bebêzinha no cartório e registrou como Ilza. Minha vó que escolheu o nome. Beleza. Os documentos só ficavam prontos um bom tempo depois, e aí quando chegou a certidão... minha mãe era uma ELZA. Mas aí todo mundo já chamava de Ilza, eles tinham escolhido Ilza, e ficou por isso mesmo. O mesmo com Édio e Nagilda.

(Eu sei, vocês devem estar se perguntando QUEM registra filhos com nomes de ÉDIO e NAGILDA. Resposta: Meus avós)

O pessoal do cartório simplesmente mudava os nomes e registrava do jeito que achavam melhor e fizesse mais sentido pra eles. Quando minha mãe, já adulta, saiu da Roça e veio para o Rio, foi um inferno ter que explicar que o nome dela era Ilza, mas nos documentos era Elza, então ela simplesmente adotou os dois. Aqui ela é Elza, na Roça ela é Ilza. Os outros irmãos fizeram o mesmo.

E isso é a cagada só dos nomes... Se eu contar que meu avô inventou um monte de sobrenome que nem existia na família e o cartório nem checou, vocês acreditam? Pois cada filho dele tem um sobrenome diferente que nem ele nem minha avó tem Hahahahahah Na mesma família somos Alves, Cruz, Francisco, Santos...

Eu morro com a Roça.

Mas, caramba, que oportunidade perdida. Se eu fosse meu avô, hoje meu nome seria Felipe Lambertini, Felipe Müller com a trema mesmo, talvez Felipe Hickmann...



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Posted on quinta-feira, abril 18, 2019 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, abril 15, 2019

Acho que todo mundo concorda que ciúmes é uma coisa ruim. Tem aquelas pessoas que acham que um pouquinho de ciúmes é saudável e até recomendável, mas elas provavelmente cheiram cola e acessam a deep web. Agora aqui pensando rápido, não consigo imaginar nenhuma vantagem em se corroer por dentro por sentir que sua pessoa amada prefere outros a você. É uma energia muito mal gasta porque não conseguimos transformar em nada que preste, porém, entender que é ruim não faz o ciúme desaparecer magicamente, o que é uma pena.


Vou ignorar casos de violência física pra evitar pesar o assunto, mas tem essas duas histórias que acho o ÁPICE do ciúme.

O cara era casado e tinha uma amiga do trabalho com quem ele sempre conversava pelo whatsapp. Acho que existe uma linha muito tênue entre amizade e flerte, e ele e essa amiga estavam sobre essa linha, mas nunca avançaram. Apenas risadas, memes, umas fotos inocentes aqui e ali, nada demais. Mas conversavam todo santo dia, até nos finais de semana e feriados. A mulher dele odiou quando descobriu. O que ela fez? Deu uma de doida e jogou o número da amiga dele pra um monte de pervertido num site qualquer da vida aí. O marido morreu de vergonha, mas cortou o papo com a amiga.

Também teve uma conhecida minha que teve que excluir todos os homens do Facebook dela quando começou a namorar. Até eu rodei. Quando questionei o motivo, ela disse que o namorado mandou. Fiquei muito chocado. "Você não acha isso meio doentio?". A resposta: "Nah, normal, até porque primeiro eu pedi pra ele excluir todas as mulheres do Face dele".


Uma parte minha ouvindo esses contos de terror fica MEU DEUS, QUE DESGASTE EMOCIONAL, mas a outra... Gente, eu sou uma pessoa que pensa demais e, ainda mais agora que eu tô amando, eu acho que entendo a lógica do ciúme e tenho que confessar que essas pessoas estão certas em defender os seus. Se vale a pena no fim das contas já são outros 500.

Porque, pensa, eu pelo menos acho assim, não existe essa coisa de alma gêmea, não existe aquela pessoa única que é perfeita pra você, o amor da sua vida, e, se ela morrer, acabou amor pra você. Pensando na quantidade de pessoas que existem no mundo, NÃO É POSSÍVEL que só tem UMA que pode te fazer feliz. Dito isso, você pode encontrar pessoas para estarem num relacionamento com você em qualquer esquina a qualquer momento. O mesmo vale para a pessoa que você ama. Meu namorado com certeza conhece centenas de caras mais bonitos do que eu. Alguns mais engraçados, mais legais, outros com mais dinheiro, com mais interesses em comum, com mais todas essas coisinhas que a gente conta num relacionamento. Mas só eu sou a combinação de características que ele escolheu pra namorar com ele. Isso porque, TALVEZ, ele ainda não tenha conhecido alguém que encaixe melhor. E talvez jamais irá conhecer. Poder ser que essa terceira pessoa more na Índia e ele jamais pise lá. Azar o dela.    

Daí dá pra entender essas pessoas doidas de ciúme que impedem suas pessoas de conhecerem outras, porque essas outras podem mesmo ser o novo amor da vida do seu @. Quem sabe? É tudo questão de não permitir esses encontros. Se eu soubesse que a melhor pessoa pro meu namorado mora mesmo na Índia, será que eu iria sugerir esse país como destino de uma viagem nossa? Provavelmente não, pois não sou besta.

Assim, é uma estratégia que funciona pontualmente e você de fato pode estar garantindo a longevidade do seu relacionamento, mas, gente, o mundo inteiro. O mundo inteiro de gente. Excluiu os homens todos do Facebook, beleza, mas e na vida real? E os colegas de trabalho? E os homens nos ônibus? E os amigos? E o dentista dela? E os irmãos da igreja? Legal que cortou a amizade do marido com a fulana, mas e todas as outras mulheres do mundo offline e online? É um trabalho sem fim, apenas desempregados conseguem.

NÃO DÁ.

Eu particularmente acho que não vale o esforço e o desgaste mental. Pra mim é mais fácil contar com a sorte e com a confiança. Se meu namorado conhecer um cara mais legal, o que eu posso fazer? Tenho que deixar ir se ele quiser, né? Espero nunca ter que passar por isso, porém.   
             


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Posted on segunda-feira, abril 15, 2019 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, abril 11, 2019

Falaram que, enquanto gay, meu silêncio sobre a carreira da Anitta é ensurdecedor, então vamos ter O POST SOBRE ANITTA (me informaram que é obrigatório se você é homossexual e tem mais de 25 anos, quem sou eu pra contrariar a lei).

Veio esse álbum "Kisses" e você ouviu? Eu também não, mas descobri que não precisa. Nem a Anitta faz questão.


Tenho pra mim que Anitta é a Kardashian brasileira (mulher que sai do nada, mas enriquece porque é inteligente e sabe administrar negócios) e sempre quando vejo a carreira dela dando errado, flopando, acho que na verdade é um acerto disfarçado. Ela começou muito bem, hitou pra caramba em todas as festas e charts, até que mirou nessa carteira internacional em que ela fala 3 línguas ao mesmo tempo e deixou os fãs azedos. Vem música nova, eles reclamam. Vem single, reclamam. Vem clipe milionário, reclamam. Esse "Kisses" parece ter sepultado a Anitta, porque ele não tem nada a ver com os álbuns de sucesso anteriores e os fãs já cansaram de berrar que não querem esse tipo de música. E a Anitta? Cagou. Agora eu já fico rindo quando vem textão de alguém debochando da Anitta, porque, gente, acho que, depois de tudo isso, a verdade é que...

ANITTA NÃO SE IMPORTA COM VOCÊ. Acorda, gay.

Diz meu namorado anitter que nessa biografia "não-autorizada" que saiu sobre ela pelas mãos do Léo Dias tem a info de que Anitta já planejou o fim da carreira ou algo assim. Tipo, ela já escolheu uma data pra parar de fazer música, porque não quer durar pra sempre nisso, não quer ficar se arrastando, não quer ter 50 anos e ficar rebolando por aí. Rebolar cansa, gente. Pelo que eu entendi, ela quer algo finito, marcante, pá pum e acabou. Quem quiser pode ouvir os hits antigos. Isso porque ela obviamente descobriu outras formas de fazer dinheiro e viver bem muito mais práticas do que ser artista. Ou isso ou ela já ganhou tanto dinheiro que não precisa de mais. Ser artista dá MUITO trabalho. Imagina, gente: show toda semana, ensaios sem fim todo dia, escrever música, estudar música, aula de canto, o cursinho de inglês e espanhol da FISK, administrar a carreira toda, gravar clipe, aparecer em propaganda, fazer feat, performar, mais shows... É um INFERNO. Investir dinheiro na bolsa de valores, montar uma franquia de coxinha, lançar marcas de roupa e maquiagem... Certeza que é tudo menos cansativo e se pá rende ainda mais. Vocês concordam? A Rihanna tá aí fazendo o mesmo.

Cantando agora em 3 idiomas, não me parece que Anitta esteja muito preocupada em agradar o fã Marcelo de 32 anos que mora em Curicica/RJ. Eu não me surpreenderia se o próximo cd da Anitta fosse todo instrumental com ela tocando banjo porque descobriu o instrumento numa viagem pelo mundo e quis experimentar.



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segunda-feira, abril 08, 2019

Em algum momento da vida, eu fiquei apaixonado por não-ficções. Sempre tive certo preconceito com qualquer coisa que beirasse a autoajuda, mas, de uns anos pra cá, um livro desses me marcou aqui, outro acertou em cheio ali, teve aquele que virou tudo de cabeça pra baixo... Não consigo evitar. Agora ler não-ficção pra mim é um grande momento. Sempre é um marco na minha vida, porque eu abraço os ensinamentos com todas as minhas forças e alguma coisa muda pra melhor. Fico melhor a cada livro.



Por isso, venho aqui compartilhar AS BÍBLIAS DA MINHA VIDA, meus gurus literários, os 4 livros que indico pra todo mundo + 1 bônus no final. Quase nenhum se encaixa bem na autoajuda, alguns possuem embasamento científico, a maioria dá dicas práticas e ensina pequenos ajustes que você pode fazer pra sua vida ficar melhor em diversas áreas.

Vamos lá?



1 - A Idade Decisiva (Meg Jay)

A mensagem desse livro parece bem simples: Dos 20 aos 30 anos é a fase mais importante da sua vida, saiba aproveitá-la. Ponto. Parece meio opressor, né? Mas o que a autora explica é nessa faixa etária que seu corpo está mais disposto, saudável, apto para realizar, o que também coincide com o maior número de boas oportunidades que aparecerão na sua vida. Não precisa entrar em pânico se já passou dos 30, a vida continua e também tem coisa boa pela frente. O fato é que Meg Jay explica que a maioria das pessoas vivem essa etapa da vida totalmente alheias à importância dela e quando chegam aos 30/40 se acham estagnadas na área pessoal e profissional. Pra que isso não aconteça, o livro traz dicas práticas de como orientar sua vida, fala dos vínculos fracos, que são as pessoas que podem impulsionar sua carreira, e mostra que, se você tem desejos para o futuro, seria melhor começar a correr atrás desde já.

Gente, eu acho esse livro maravilhoso. Foi por causa dele que consegui meu atual emprego e consegui tirar do além a ideia do Saia da Rotina, que hoje conta com 2 clubes do livro e 17 clientes.




2 - O Poder do Quando (Michael Breus)

Você sabe que no nosso corpo funcionam ao mesmo tempo milhares de relógios biológicos? Tudo no nosso organismo tem um horário certo pra funcionar perfeitamente e podemos aproveitar esses horários biológicos para realizar melhor nossas tarefas diárias. Existe um melhor horário pra cada tarefa nossa e, com pequenos ajustes, podemos aproveitar melhor nossa energia, nossa atenção, nosso sono e nossa saúde.

O autor é cientista do sono e divide as pessoas em quatro grupos: Leões (acordam muito cedo, dormem cedo), Ursos (vivem no horário padrão da nossa sociedade), Lobos (acordam tarde, vivem na noite), Golfinhos (pessoas com insônia e horários malucos). De acordo com seu biotime, o livro traz cronogramas específicos e muito bem detalhados sobre qual seria o melhor horário para dormir, acordar, se exercitar, trabalhar, transar, comer e uma série de outras coisas. Fazendo as coisas na hora certa, você faz melhor. Dormindo melhor, você melhora 90% da sua vida.

Foi por causa desse livro que eu diminuí meu consumo de café, passei a jantar às 18h da tarde e ganhei pelo menos 4h extras de tempo livre por dia. Consigo aproveitar muito melhor meu tempo acordado. Nada de meter o pé na jaca no domingo e se sentir um lixo na semana seguinte.

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3 - O Poder dos Quietos (Susan Cain)

Se você é uma pessoa introvertida, saiba que esse livro é o mais importante dessa lista pra você. Se puder ler só um, leia esse. Porque, gente, QUE TRANSFORMADOR. Eu comecei pensando "Ser introvertido é uma merda" e terminei berrando "EU TENHO SUPER PODERES, COITADO DE QUEM É EXTROVERTIDO KKKKK". Susan Cain traz centenas de experimentos científicos que provam por A + B que ser introvertido tem lá suas qualidades. Na verdade, muitas qualidades. É uma benção disfarçada.

O fato é que a nossa sociedade é moldada para valorizar pessoas extrovertidas e suas características, mas a verdade é que na prática a pessoa mais falante, mais sociável, mais eloquente nem sempre tem as melhores ideias ou é a mais observadora ou a melhor amiga. Geralmente esses são os introvertidos.

Não é uma guerra também. A autora deixa claro que ambas personalidades possuem vantagens e desvantagens e que o livro existe para que os introvertidos saibam das ferramentas que possuem naturalmente. O livro traz exemplos práticos e relatos pessoais sobre gente que, abraçando sua introversão, soube explorá-la ao máximo para lidar com a vida no mundo dos extrovertidos.

EU AMO ESSE LIVRO, LEIAM PELO AMOR DE DEUS.





4 - A Arte de Pedir (Amanda Palmer)

Provavelmente o mais famosinho da lista, A Arte de Pedir também é o mais coração. Não é muito do embasamento científico, é um livro pra você sentir na alma com todo seu ser. Bem além de ajudar os leitores a terem a coragem necessária para pedir o que precisam, o livro é sobre ter coragem de ser quem você já é. É sobre vulnerabilidade, sobre aceitar riscos, sobre se abrir para as pessoas e deixar elas te conhecerem de verdade.

O livro também é uma mini-biografia da Amanda Palmer. Cantora, compositora, ex-estátua viva, empreendedora, esposa do Neil Gaiman e uma das pessoas mais interessantes que já ouvi falar. Ao longo de relatos pessoais próprios, Amanda vai nos mostrando a diferença que faz abaixar um pouco nossas barreiras e aceitar as ajudas que nos oferecem.

Aliás, se você faz arte de qualquer tipo, esse é o seu livro da lista.

Se prepare pra chorar e refletir muito sobre o modo que você tem vivido até hoje. Esse é o livro que mais comprei na vida. Dou de presente e empresto pra um monte de amigo.

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BÔNUS: Alma Sobrevivente (Philip Yancey)

Bônus porque esse é um livro cristão direcionado exclusivamente para cristão e sei que a maioria das pessoas lendo aqui compartilha da mesma fé.

Alma Sobrevivente é pra quem sabe que a instituição igreja anda bem problemática e conhece de perto histórias HORRÍVEIS sobre pastores, líderes diversos e membros em geral. O que a Bíblia diz e o que a igreja faz parece meio diferente, né? Isso traz bastante desesperança.

No livro, Philip Yancey fala de cada um dos seus mentores espirituais, alguns deles nem cristãos são, mas são pessoas que ele enxerga como bons exemplos de que o mundo e a religião ainda tem salvação. É pra dar up na fé, sabe? Principalmente pra você que quer continuar conhecendo mais de Jesus, mas não sabe como já que as igrejas, ao seu ver, parecem completamente doidas.

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É isto! Espero que eles façam tanta diferença na vida de vocês quanto fizeram na minha. Me contem quando estiverem lendo!

Além disso, comprando pelos links aqui do blog,  vocês fazem um blogueiro feliz (dinheiro) e, assinando o Kindle Unlimited (Mais de 8 mil ebooks pra você ler no seu Kindle/celular) gratuitamente por 30 dias, me fazem mais feliz ainda. Façam o teste gratuito do Unlimited, gente! Eu imploro. É gratuito mesmo, 0 pegadinhas.

Boa leitura!




OUTROS TEXTOS

Posted on segunda-feira, abril 08, 2019 by Felipe Fagundes

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