quinta-feira, abril 18, 2019

Minha família por parte de mãe veio toda de um lugar que, quando criança, eu só conhecia como "Roça". Não tinha ideia do estado, município, bairro, nada. A Roça era só um lugar genérico meio parado no tempo, onde asfalto, internet e água pra dar descarga na privada chegavam lá por último. Se você conversar com a minha mãe por uma horinha, ela vai te contar uma dúzia de histórias envolvendo espingardas e animais de fazenda. É fascinante.

Eu odiava ir pra lá visitar meus parentes, pois sempre fui mocinho da cidade, mas aí você se pergunta: Nossa, Felipe, não aguenta ficar uma semana sem internet? Gente, que internet o quê. Eu só não era muito feliz passando pela experiência de CAGAR NO MEIO DO MATO. Isso e porque eu ficava muito confuso com as pessoas chamando minha mãe de Ilza.


Minha mãe é Elza igual a Frozen, mas com Z. Tipo, sempre foi. Só lá na Roça que ela não era. Viajar pra lá era tipo entrar numa realidade paralela onde as pessoas ganhavam um novo nome e limpavam a bunda com sabugo de milho. Todo mundo só chamava ela de Ilza. As tias, minha vó, meus primos. Meu tio Edson virava Édio, minha tia Ana Gilda virava Nagilda, mas meu nome seguia o mesmo. Pessoal de lá tem um sotaque meio caipira? Tem, mas não era isso. Até minha mãe começava a chamar as pessoas pelos nomes de Roça! E minha mãe sempre morou no Rio de Janeiro.

- Mãe, por que todo mundo te chama de Ilza aqui?
- É meu nome

Não era??? Eu já tinha visto a identidade da minha mãe várias vezes e sabia que lá estava escrito Elza. Ela inclusive fora da Roça atendia como Elza. Ilza era um delírio coletivo.

- Eles um dia te chamaram pelo nome errado e você deixou pra sempre?
- Meu nome é Ilza, Elza é o errado
- O QUE???

Eu talvez fizesse parte de uma família de espiões secretos com múltiplas identidades, mas a explicação que minha mãe me deu depois serviu melhor. Gente, a explicação: O pessoal do cartório usava drogas. Minha mãe não disse isso, mas eu deduzi e sei que essa é a verdade. A revelação é que minha mãe É UMA ILZA. Meu avô foi lá registrar minha mãe bebêzinha no cartório e registrou como Ilza. Minha vó que escolheu o nome. Beleza. Os documentos só ficavam prontos um bom tempo depois, e aí quando chegou a certidão... minha mãe era uma ELZA. Mas aí todo mundo já chamava de Ilza, eles tinham escolhido Ilza, e ficou por isso mesmo. O mesmo com Édio e Nagilda.

(Eu sei, vocês devem estar se perguntando QUEM registra filhos com nomes de ÉDIO e NAGILDA. Resposta: Meus avós)

O pessoal do cartório simplesmente mudava os nomes e registrava do jeito que achavam melhor e fizesse mais sentido pra eles. Quando minha mãe, já adulta, saiu da Roça e veio para o Rio, foi um inferno ter que explicar que o nome dela era Ilza, mas nos documentos era Elza, então ela simplesmente adotou os dois. Aqui ela é Elza, na Roça ela é Ilza. Os outros irmãos fizeram o mesmo.

E isso é a cagada só dos nomes... Se eu contar que meu avô inventou um monte de sobrenome que nem existia na família e o cartório nem checou, vocês acreditam? Pois cada filho dele tem um sobrenome diferente que nem ele nem minha avó tem Hahahahahah Na mesma família somos Alves, Cruz, Francisco, Santos...

Eu morro com a Roça.

Mas, caramba, que oportunidade perdida. Se eu fosse meu avô, hoje meu nome seria Felipe Lambertini, Felipe Müller com a trema mesmo, talvez Felipe Hickmann...



Curtiu o texto? Quer me fazer feliz? Você pode fazer gratuitamente o teste do Kindle Unlimited por 30 dias e ter mais de 8 mil livros pra ler quantos quiser no seu Kindle ou celular. Sem pegadinhas! Experimente o Kindle Unlimited aqui.

Posted on quinta-feira, abril 18, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

segunda-feira, abril 15, 2019

Acho que todo mundo concorda que ciúmes é uma coisa ruim. Tem aquelas pessoas que acham que um pouquinho de ciúmes é saudável e até recomendável, mas elas provavelmente cheiram cola e acessam a deep web. Agora aqui pensando rápido, não consigo imaginar nenhuma vantagem em se corroer por dentro por sentir que sua pessoa amada prefere outros a você. É uma energia muito mal gasta porque não conseguimos transformar em nada que preste, porém, entender que é ruim não faz o ciúme desaparecer magicamente, o que é uma pena.


Vou ignorar casos de violência física pra evitar pesar o assunto, mas tem essas duas histórias que acho o ÁPICE do ciúme.

O cara era casado e tinha uma amiga do trabalho com quem ele sempre conversava pelo whatsapp. Acho que existe uma linha muito tênue entre amizade e flerte, e ele e essa amiga estavam sobre essa linha, mas nunca avançaram. Apenas risadas, memes, umas fotos inocentes aqui e ali, nada demais. Mas conversavam todo santo dia, até nos finais de semana e feriados. A mulher dele odiou quando descobriu. O que ela fez? Deu uma de doida e jogou o número da amiga dele pra um monte de pervertido num site qualquer da vida aí. O marido morreu de vergonha, mas cortou o papo com a amiga.

Também teve uma conhecida minha que teve que excluir todos os homens do Facebook dela quando começou a namorar. Até eu rodei. Quando questionei o motivo, ela disse que o namorado mandou. Fiquei muito chocado. "Você não acha isso meio doentio?". A resposta: "Nah, normal, até porque primeiro eu pedi pra ele excluir todas as mulheres do Face dele".


Uma parte minha ouvindo esses contos de terror fica MEU DEUS, QUE DESGASTE EMOCIONAL, mas a outra... Gente, eu sou uma pessoa que pensa demais e, ainda mais agora que eu tô amando, eu acho que entendo a lógica do ciúme e tenho que confessar que essas pessoas estão certas em defender os seus. Se vale a pena no fim das contas já são outros 500.

Porque, pensa, eu pelo menos acho assim, não existe essa coisa de alma gêmea, não existe aquela pessoa única que é perfeita pra você, o amor da sua vida, e, se ela morrer, acabou amor pra você. Pensando na quantidade de pessoas que existem no mundo, NÃO É POSSÍVEL que só tem UMA que pode te fazer feliz. Dito isso, você pode encontrar pessoas para estarem num relacionamento com você em qualquer esquina a qualquer momento. O mesmo vale para a pessoa que você ama. Meu namorado com certeza conhece centenas de caras mais bonitos do que eu. Alguns mais engraçados, mais legais, outros com mais dinheiro, com mais interesses em comum, com mais todas essas coisinhas que a gente conta num relacionamento. Mas só eu sou a combinação de características que ele escolheu pra namorar com ele. Isso porque, TALVEZ, ele ainda não tenha conhecido alguém que encaixe melhor. E talvez jamais irá conhecer. Poder ser que essa terceira pessoa more na Índia e ele jamais pise lá. Azar o dela.    

Daí dá pra entender essas pessoas doidas de ciúme que impedem suas pessoas de conhecerem outras, porque essas outras podem mesmo ser o novo amor da vida do seu @. Quem sabe? É tudo questão de não permitir esses encontros. Se eu soubesse que a melhor pessoa pro meu namorado mora mesmo na Índia, será que eu iria sugerir esse país como destino de uma viagem nossa? Provavelmente não, pois não sou besta.

Assim, é uma estratégia que funciona pontualmente e você de fato pode estar garantindo a longevidade do seu relacionamento, mas, gente, o mundo inteiro. O mundo inteiro de gente. Excluiu os homens todos do Facebook, beleza, mas e na vida real? E os colegas de trabalho? E os homens nos ônibus? E os amigos? E o dentista dela? E os irmãos da igreja? Legal que cortou a amizade do marido com a fulana, mas e todas as outras mulheres do mundo offline e online? É um trabalho sem fim, apenas desempregados conseguem.

NÃO DÁ.

Eu particularmente acho que não vale o esforço e o desgaste mental. Pra mim é mais fácil contar com a sorte e com a confiança. Se meu namorado conhecer um cara mais legal, o que eu posso fazer? Tenho que deixar ir se ele quiser, né? Espero nunca ter que passar por isso, porém.   
             


Curtiu o texto? Quer me fazer feliz? Você pode fazer gratuitamente o teste do Kindle Unlimited por 30 dias e ter mais de 8 mil livros pra ler quantos quiser no seu Kindle ou celular. Sem pegadinhas! Experimente o Kindle Unlimited aqui.

Posted on segunda-feira, abril 15, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

quinta-feira, abril 11, 2019

Falaram que, enquanto gay, meu silêncio sobre a carreira da Anitta é ensurdecedor, então vamos ter O POST SOBRE ANITTA (me informaram que é obrigatório se você é homossexual e tem mais de 25 anos, quem sou eu pra contrariar a lei).

Veio esse álbum "Kisses" e você ouviu? Eu também não, mas descobri que não precisa. Nem a Anitta faz questão.


Tenho pra mim que Anitta é a Kardashian brasileira (mulher que sai do nada, mas enriquece porque é inteligente e sabe administrar negócios) e sempre quando vejo a carreira dela dando errado, flopando, acho que na verdade é um acerto disfarçado. Ela começou muito bem, hitou pra caramba em todas as festas e charts, até que mirou nessa carteira internacional em que ela fala 3 línguas ao mesmo tempo e deixou os fãs azedos. Vem música nova, eles reclamam. Vem single, reclamam. Vem clipe milionário, reclamam. Esse "Kisses" parece ter sepultado a Anitta, porque ele não tem nada a ver com os álbuns de sucesso anteriores e os fãs já cansaram de berrar que não querem esse tipo de música. E a Anitta? Cagou. Agora eu já fico rindo quando vem textão de alguém debochando da Anitta, porque, gente, acho que, depois de tudo isso, a verdade é que...

ANITTA NÃO SE IMPORTA COM VOCÊ. Acorda, gay.

Diz meu namorado anitter que nessa biografia "não-autorizada" que saiu sobre ela pelas mãos do Léo Dias tem a info de que Anitta já planejou o fim da carreira ou algo assim. Tipo, ela já escolheu uma data pra parar de fazer música, porque não quer durar pra sempre nisso, não quer ficar se arrastando, não quer ter 50 anos e ficar rebolando por aí. Rebolar cansa, gente. Pelo que eu entendi, ela quer algo finito, marcante, pá pum e acabou. Quem quiser pode ouvir os hits antigos. Isso porque ela obviamente descobriu outras formas de fazer dinheiro e viver bem muito mais práticas do que ser artista. Ou isso ou ela já ganhou tanto dinheiro que não precisa de mais. Ser artista dá MUITO trabalho. Imagina, gente: show toda semana, ensaios sem fim todo dia, escrever música, estudar música, aula de canto, o cursinho de inglês e espanhol da FISK, administrar a carreira toda, gravar clipe, aparecer em propaganda, fazer feat, performar, mais shows... É um INFERNO. Investir dinheiro na bolsa de valores, montar uma franquia de coxinha, lançar marcas de roupa e maquiagem... Certeza que é tudo menos cansativo e se pá rende ainda mais. Vocês concordam? A Rihanna tá aí fazendo o mesmo.

Cantando agora em 3 idiomas, não me parece que Anitta esteja muito preocupada em agradar o fã Marcelo de 32 anos que mora em Curicica/RJ. Eu não me surpreenderia se o próximo cd da Anitta fosse todo instrumental com ela tocando banjo porque descobriu o instrumento numa viagem pelo mundo e quis experimentar.



Curtiu o texto? Quer me fazer feliz? Você pode fazer gratuitamente o teste do Kindle Unlimited por 30 dias e ter mais de 8 mil livros pra ler quantos quiser. Sem pegadinhas! Experimente o Kindle Unlimited aqui.

Posted on quinta-feira, abril 11, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

segunda-feira, abril 08, 2019

Em algum momento da vida, eu fiquei apaixonado por não-ficções. Sempre tive certo preconceito com qualquer coisa que beirasse a autoajuda, mas, de uns anos pra cá, um livro desses me marcou aqui, outro acertou em cheio ali, teve aquele que virou tudo de cabeça pra baixo... Não consigo evitar. Agora ler não-ficção pra mim é um grande momento. Sempre é um marco na minha vida, porque eu abraço os ensinamentos com todas as minhas forças e alguma coisa muda pra melhor. Fico melhor a cada livro.



Por isso, venho aqui compartilhar AS BÍBLIAS DA MINHA VIDA, meus gurus literários, os 4 livros que indico pra todo mundo + 1 bônus no final. Quase nenhum se encaixa bem na autoajuda, alguns possuem embasamento científico, a maioria dá dicas práticas e ensina pequenos ajustes que você pode fazer pra sua vida ficar melhor em diversas áreas.

Vamos lá?



1 - A Idade Decisiva (Meg Jay)

A mensagem desse livro parece bem simples: Dos 20 aos 30 anos é a fase mais importante da sua vida, saiba aproveitá-la. Ponto. Parece meio opressor, né? Mas o que a autora explica é nessa faixa etária que seu corpo está mais disposto, saudável, apto para realizar, o que também coincide com o maior número de boas oportunidades que aparecerão na sua vida. Não precisa entrar em pânico se já passou dos 30, a vida continua e também tem coisa boa pela frente. O fato é que Meg Jay explica que a maioria das pessoas vivem essa etapa da vida totalmente alheias à importância dela e quando chegam aos 30/40 se acham estagnadas na área pessoal e profissional. Pra que isso não aconteça, o livro traz dicas práticas de como orientar sua vida, fala dos vínculos fracos, que são as pessoas que podem impulsionar sua carreira, e mostra que, se você tem desejos para o futuro, seria melhor começar a correr atrás desde já.

Gente, eu acho esse livro maravilhoso. Foi por causa dele que consegui meu atual emprego e consegui tirar do além a ideia do Saia da Rotina, que hoje conta com 2 clubes do livro e 17 clientes.




2 - O Poder do Quando (Michael Breus)

Você sabe que no nosso corpo funcionam ao mesmo tempo milhares de relógios biológicos? Tudo no nosso organismo tem um horário certo pra funcionar perfeitamente e podemos aproveitar esses horários biológicos para realizar melhor nossas tarefas diárias. Existe um melhor horário pra cada tarefa nossa e, com pequenos ajustes, podemos aproveitar melhor nossa energia, nossa atenção, nosso sono e nossa saúde.

O autor é cientista do sono e divide as pessoas em quatro grupos: Leões (acordam muito cedo, dormem cedo), Ursos (vivem no horário padrão da nossa sociedade), Lobos (acordam tarde, vivem na noite), Golfinhos (pessoas com insônia e horários malucos). De acordo com seu biotime, o livro traz cronogramas específicos e muito bem detalhados sobre qual seria o melhor horário para dormir, acordar, se exercitar, trabalhar, transar, comer e uma série de outras coisas. Fazendo as coisas na hora certa, você faz melhor. Dormindo melhor, você melhora 90% da sua vida.

Foi por causa desse livro que eu diminuí meu consumo de café, passei a jantar às 18h da tarde e ganhei pelo menos 4h extras de tempo livre por dia. Consigo aproveitar muito melhor meu tempo acordado. Nada de meter o pé na jaca no domingo e se sentir um lixo na semana seguinte.

Comprar na Amazon: em Português | em Inglês 




3 - O Poder dos Quietos (Susan Cain)

Se você é uma pessoa introvertida, saiba que esse livro é o mais importante dessa lista pra você. Se puder ler só um, leia esse. Porque, gente, QUE TRANSFORMADOR. Eu comecei pensando "Ser introvertido é uma merda" e terminei berrando "EU TENHO SUPER PODERES, COITADO DE QUEM É EXTROVERTIDO KKKKK". Susan Cain traz centenas de experimentos científicos que provam por A + B que ser introvertido tem lá suas qualidades. Na verdade, muitas qualidades. É uma benção disfarçada.

O fato é que a nossa sociedade é moldada para valorizar pessoas extrovertidas e suas características, mas a verdade é que na prática a pessoa mais falante, mais sociável, mais eloquente nem sempre tem as melhores ideias ou é a mais observadora ou a melhor amiga. Geralmente esses são os introvertidos.

Não é uma guerra também. A autora deixa claro que ambas personalidades possuem vantagens e desvantagens e que o livro existe para que os introvertidos saibam das ferramentas que possuem naturalmente. O livro traz exemplos práticos e relatos pessoais sobre gente que, abraçando sua introversão, soube explorá-la ao máximo para lidar com a vida no mundo dos extrovertidos.

EU AMO ESSE LIVRO, LEIAM PELO AMOR DE DEUS.





4 - A Arte de Pedir (Amanda Palmer)

Provavelmente o mais famosinho da lista, A Arte de Pedir também é o mais coração. Não é muito do embasamento científico, é um livro pra você sentir na alma com todo seu ser. Bem além de ajudar os leitores a terem a coragem necessária para pedir o que precisam, o livro é sobre ter coragem de ser quem você já é. É sobre vulnerabilidade, sobre aceitar riscos, sobre se abrir para as pessoas e deixar elas te conhecerem de verdade.

O livro também é uma mini-biografia da Amanda Palmer. Cantora, compositora, ex-estátua viva, empreendedora, esposa do Neil Gaiman e uma das pessoas mais interessantes que já ouvi falar. Ao longo de relatos pessoais próprios, Amanda vai nos mostrando a diferença que faz abaixar um pouco nossas barreiras e aceitar as ajudas que nos oferecem.

Aliás, se você faz arte de qualquer tipo, esse é o seu livro da lista.

Se prepare pra chorar e refletir muito sobre o modo que você tem vivido até hoje. Esse é o livro que mais comprei na vida. Dou de presente e empresto pra um monte de amigo.

Comprar na Amazon: em Português | em Inglês




BÔNUS: Alma Sobrevivente (Philip Yancey)

Bônus porque esse é um livro cristão direcionado exclusivamente para cristão e sei que a maioria das pessoas lendo aqui compartilha da mesma fé.

Alma Sobrevivente é pra quem sabe que a instituição igreja anda bem problemática e conhece de perto histórias HORRÍVEIS sobre pastores, líderes diversos e membros em geral. O que a Bíblia diz e o que a igreja faz parece meio diferente, né? Isso traz bastante desesperança.

No livro, Philip Yancey fala de cada um dos seus mentores espirituais, alguns deles nem cristãos são, mas são pessoas que ele enxerga como bons exemplos de que o mundo e a religião ainda tem salvação. É pra dar up na fé, sabe? Principalmente pra você que quer continuar conhecendo mais de Jesus, mas não sabe como já que as igrejas, ao seu ver, parecem completamente doidas.

Comprar na Amazon: em Português | em Inglês | Leitura gratuita por 30 dias


***

É isto! Espero que eles façam tanta diferença na vida de vocês quanto fizeram na minha. Me contem quando estiverem lendo!

Além disso, comprando pelos links aqui do blog,  vocês fazem um blogueiro feliz (dinheiro) e, assinando o Kindle Unlimited (Mais de 8 mil ebooks pra você ler no seu Kindle/celular) gratuitamente por 30 dias, me fazem mais feliz ainda. Façam o teste gratuito do Unlimited, gente! Eu imploro. É gratuito mesmo, 0 pegadinhas.

Boa leitura!




OUTROS TEXTOS

Posted on segunda-feira, abril 08, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Caiu de paraquedas aqui? Essa é a parte 2 do meu diário de viagem de Penedo. Se quiser saber como isso começou, só ler a parte 1 do diário de viagem.

***

1) É claro que eu não vim à Penedo só pra ver nhemnhemnhem de decoração. Eu tento fazer isso em todas as minhas viagens de fim de semana: Sexta e Domingo são de paz, mas o sábado, ah, gente, o sábado. Inventei de andar a cavalo.


2) Andar a cavalo talvez esteja na Lista desde que ela nasceu em 2014, mas sempre me bateu o medo de cair do bicho e ficar paraplégico que nem o famigerado Super Man. Então escolhi bem onde e com quem faria, por amor aos meus movimentos. Não dá pra subir em qualquer cavalo assim.

3) Ai, gente, viajar em grupo é TUDO. Kelly, Arthur e Taiany são muito melhores que eu em várias coisas tipo viver com o mínimo de conforto, ligar para os estabelecimentos e chamar Uber. Quando eles estão na dúvida sobre alguma coisa, eles simplesmente PERGUNTAM pra pessoa que provavelmente sabe a resposta. Acho chocante. Eu sozinho ficaria girando por uma hora e faria malabarismos para descobrir tudo sem precisar de intervenção direta de outros seres humanos. Eles que resolveram tudo com a empresa dos cavalos.

Poderia ser um publi

4) Óbvio que não tô escrevendo isso em tempo real de cima de um cavalo, então vocês sabem que sobrevivi, mas GENTE.

5) Fomos com um grupo de pessoas, e o Arthur foi o primeiro a receber um cavalo. Os... peões? cavaleiros? Os guias? Vamos chamar de guias, que são os caras que ajudam o pessoal a montar no cavalo, lideram o caminho e escolhem quem vai ficar com qual cavalo. No meu coração, eles escolhem com a alma qual animal combina mais com nossa personalidade, então eu estava esperando com paciência receber meu spirit animal.

6) TODO MUNDO recebeu um cavalo menos eu e aparentemente não tinha mais cavalos confiáveis disponíveis. Eu tava me sentindo o Ash no ep 1 de Pokémon quando não sobra mais nenhum bicho pra ele e o professor Carvalho tira um Pikachu do fiofó. Ali estava meu Pikachu!!! Um cavalo lindíssimo marrom.


7) Foi muito mais raiz do que imaginei. Tem experiências que a gente topa que é aquela coisinha mais nutella, mais segura. Sei que fui lá para andar a cavalo, mas tava achando que iria "andar" a "cavalo" e não ANDAR A CAVALO. Talvez um pônei parado, um instrutor comigo, tirar uma foto e descer. MAS NÃO. Me colocaram em cima do cavalo, e eu AI MEU DEUS. Tipo, UM CAVALO!!! É uma sensação diferente porque não estamos acostumados com aquele tipo de altura. Montamos em motos, brincamos de cavalinho na infância, mas nada é igual. É um cavalo. 

8) Eu precisava de regras, mas já colocaram a rédea na minha mão, um guia falou frases por 30 segundos que eu só entendi (inaudível) e, gente, o pânico. "PrapararfazXpraandarfazYvirapraesquerdapradireitaéisso, boa sorte, pessoal". E eu QUÊ???? Pra completar, meu cavalo começou a andar sozinho naquele espaço micro com outros 20 cavalos parados. Eu ainda não sabia como me comunicar com meu Pikachu.

9) FOMOS. Andamos muito. Os cavalos de alguma forma que a ciência deve explicar seguiam um caminho pré-definido, iam em fila indiana e tal. Dava pra controlar minimamente, principalmente quando eles davam a louca. Ao mesmo tempo que tinha essa "segurança", eu ficava "Gente, e se eu cair??? Serei pisoteado??? Eu posso cair agora mesmo". O caminho também não era dos mais fáceis. Era uma trilha toda esburacada, com galhos na nossa cara, no meio do mato, atravessamos riachinhos com pedras e tudo. Bom, ninguém morreu.

10) No começo, eu tava muito tenso. COMO EU TINHA IDO PARAR ALI? Os guias de vez em quando ainda vinham atiçar nossos cavalos e eles começavam a correr feito doidos. A gente tava tranquilo com nosso cavalo de boas, e via o guia chegando perto e ficava AH NÃO já com a mão apertando a rédea com força. E lá ia o cavalo disparado que nem um desgraçado.


11) Meu cavalo, sinceramente, era muito de boas. Uma lerdeza lindíssima. "Moço, acho que meu cavalo tá com defeito". Eu tava só brincando, mas a sensação era que meu cavalo ia parar a qualquer momento e falar CANSEI.

12) Tinha um cara lá que já sabia cavalgar e fazia questão de mostrar isso pra gente. Tinham dado pra ele uma BESTA-FERA que nem ele conseguia controlar direito. QUE INFERNO, era o que eu pensava quando o cara chegava perto de mim com aquele demônio. Corria muito, berrava muito, empinava, assustava os outros cavalos. O meu cavalo mal respirava.

13) Outra pessoa se mostrando no grupo era o Arthur tirando várias fotos e fazendo stories de cima do cavalo. Gente, sinceramente. Eu LUTANDO PELA MINHA VIDA e o Arthur fazendo STORIES. Eu quase deitando no pescoço do meu cavalo e agarrando com as duas mãos, Arthur SEM SEGURAR mexendo no CELULAR. Uma coisa que aprendi sobre Arthur é que ele faz o tipo medrosinho quando falo das ciladas do bem, mas ele SEMPRE demonstra muito mais coragem que eu na hora H.

Fiquei com inveja e me arrisquei também

14) Kelly também tava toda linda amazona. Meu cavalo de vez em quando emparelhava com o da Taiany e a gente podia trocar pedidos de socorro. Teve uma hora que eu morri porque aconteceu sei lá o quê com o sutiã da Taiany e ela tava lá desesperada segurando os peitos com uma mão e a rédea com a outra. QUE FASE.

15) Teve o cavalo de alguém (não vi quem) que ignorou o bando e voltou sozinho pelo caminho. Os guias nem viram e ficaram "Cadê fulano???". Eu fiquei jurando que era o cavalo do Arthur e quase chorei em cima do meu cavalo achando que ele estava em risco kkkkk (não era ele, e conseguiram resgatar a pessoa)

16) Tinha um menino de uns 12 anos num cavalo do meu lado, e o meu cavalo simplesmente TENTOU MORDER ELE. A minha cara, gente. Tava me sentindo pai quando filho faz vergonha. Eu nem sabia que cavalo mordia. Depois disso fiquei atento pra todo cavalo que chegava perto de mim.

17) Um dos guias depois foi contando pra gente qual era o nome dos cavalos. GUERREIRO, SELVAGEM, MAMUTE, SEDEX. O do Arthur era Café, um nome mais modesto. Eu queria saber o nome do meu, que supostamente era meu spirit animal e certamente dava significado para minha essência de aventureiro.

- QUAL É O NOME DO MEU, MOÇO?
- Ah, esse aí? Esse é o Pacato.

Gente, nunca fui tão humilhado.

18) Já estávamos no final quando ACONTECEU. Estava eu já feliz que estávamos voltando vivos quando reparei que uma das cordas do cavalo do Arthur tinha soltado e tava balançando, quase enrolando nas pernas do Café. Ele tava lá na frente, meu lindo Pacato quase no final da fila, mas eu vi. Arthur nem tinha reparado na corda. Gente, me deu um NERVOSO. Só que eu não sou uma pessoa que grita, né. Só sei que caçei um dos guias que estava perto de mim e falei OLHA ALI, MOÇO, A CORDA ENROLANDO NO CAVALO DO MEU HOMEM do menino que eu gosto do menino de azul (agora rindo porque eu e Arthur ainda não estávamos namorando e eu não quis demonstrar para o guia nenhuma ligação emocional com a vítima da corda). Por dentro eu tava SALVA MEU BEBÊ, PELO AMOR DE DEUS. O cara chegou, colocou a corda no lugar e me senti o herói LGBT do dia.


19) Olha, tudo valeu muito a pena. Superou minhas expectativas e eu super faria de novo. Todos os meus amigos gostaram. É aquele misto de perigo controlado e aventura que eu acho tudo de bom. Se puder subir num cavalo em Penedo, suba!




OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, fevereiro 18, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Essa é a primeira vez que um "eu te amo" não me atende. Nunca tive dificuldade com a expressão, eu digo que amo sem hesitar. Falo pra minha mãe, para os meus amigos, para conhecidos da internet, para os autores do livros que gosto. Sempre funcionou. Mas agora eu falo que te amo e sinto que só essas palavras não são suficientes.

Será que você entende?


Eu quero expressar meus sentimentos e transmitir a mensagem completa de forma clara. Eu te amo, Arthur. Não estou só dizendo que gosto de você, porque gostar eu gosto dos meus amigos também. Também não tô só dizendo que você é muito importante pra mim, porque minha mãe é importante. Eu me divirto com meus conhecidos da internet, eu tenho vontade de abraçar e tomar um café com meus autores favoritos. Mas com você, Arthur? É diferente.

Estou dizendo, deslumbrado, que consigo ver a gente construindo nossas vidas entrelaçadas uma na outra. E que, meu Deus, eu tenho uma dívida eterna contigo por me ensinar a usar cenoura, cebola, manteiga e massa de tomate na cozinha. É aquele tipo de coisa que só outro ser humano poderia ter feito. Estou dizendo que gosto muito de abraços, mas o seu é o melhor de todos. Que com você vale muito a pena dividir uma cama pequena. Estou dizendo que não tenho certeza se namorar é uma coisa boa, mas contigo é e eu recomendaria a todos se quisesse dividir (não quero). Quando eu falo que amo, eu falo como quem acha um tesouro. Porque é muito precioso poder ver de pertinho as suas expressões faciais e o jeito que você se movimenta andando pela casa. Como você interage com as pessoas, sejam amigos seus ou meus, sejam pessoas que conhece há muito tempo ou gente que acabou de conhecer. E quando você implica comigo? Que audácia gostosa. Que eu te amo você sabe, Arthur, mas quero que você sinta todo o resto, porque é um sentimento só pra você.

Eu falo "eu te amo" só porque é menor do que "VOCÊ ACREDITA QUE ESTAMOS VIVENDO ISSO?". Porque parece mentira. Parece uma história que alguém está escrevendo. Como a gente se achou, meu Deus? Não estou apenas dizendo que amo, está implícito o tom de "OLHA ISSO!!! EU TE AMO! COMO PODE??? Como os astros se alinharam de tal forma que é possível que eu ame você e você me ame de volta?". No meio da geração que ai meu Deus vai morrer sozinha, a gente tá aqui. Isso não é um absurdo?

É uma breguice descabida falar que fomos feitos um para o outro, mas, quando eu tô sozinho e quietinho à noite com a cabeça no travesseiro, me permito a dúvida tímida. "SERÁ?". Porque, gente, há indícios. É tipo uma pessoa que odeia jujubas verdes se apaixonar por outra que só gosta das verdes. Daí eles ficam mega felizes comprando jujubas juntos. É um encaixe, sabe? Acho que temos um encaixe. Eu sei que você não acredita em nada disso e vai dizer que temos lá nossas divergências, mas, assim, eu fico pensando em tudo no qual a gente poderia ter dado errado, nas coisas que poderiam não ter batido e simplesmente deram certo. Assim, facinho. Pode discordar, mas eu acho grande coisa.

Eu te amo. Favor reler esse texto toda vez que receber de mim essas três palavras.



OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, fevereiro 11, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

segunda-feira, janeiro 28, 2019


É meio desconfortável dizer isso em voz alta, embora não seja nenhum grande segredo: Evangélicos acham que TODAS as outras religiões são adoração à demônios. Não tipo satanistas, mas demônios que se fingem de divindades para enganar trouxas. É muito difícil arrancar essa confissão de um cristão que gosta de dizer que respeita todas as religiões. Até respeita, né, não vai falar horrores na sua cara, mas o pensamento por trás é esse do Satanás mesmo. Por isso que é comum um evangélico chamar pessoas para ir ao culto de domingo, mas vai lá ver se ele pisa num terreiro, numa visita descompromissada? Não pisa.

Eu super pensava isso dos demônios até pouco tempo atrás, mesmo tendo amigos espíritas, do candomblé... Dentro da mitologia cristã, onde só existe Deus e o Diabo, essa narrativa faz muito sentido. Se aquele poder sobrenatural que está agindo na galera da umbanda não é Deus, quem sobra? Era muito fácil pra mim de acreditar.

Agora, já alguns anos longe da igreja e do meu círculo social que era basicamente de crentes, estou com a pulguinha na orelha que não é possível que seja assim, gente. É tão fácil demonizar as outras religiões! Quanto mais eu conheço gente de outras crenças e vejo de perto como essas pessoas agem no dia a dia, o jeito que falam, o que acreditam e o que vivem, eu tendo cada vez menos pra essa história dos capirotos. Ao mesmo tempo, não é como se eu tivesse passado por uma detox 100% da igreja, no fundo da minha consciência eu ainda penso SERÁ QUE É UM DEMÔNIO SEDUZINDO MINHA MENTE TAMBÉM?

Tirando as seitas doidas, as demais religiões tem histórias TÃO LINDAS e ensinamentos tão positivos! O que difere mesmo são as divindades e as histórias delas, mas no geral é sempre aquela coisa de fazer o bem, ser uma pessoa melhor, ter fé e tal.

Ainda bem que tenho um blog pra desabafar essas coisas, pois simplesmente não consigo conversar com meus amigos crentes sobre isso. O que eles mais me dizem é "Mas na Bíblia diz que...", "Não, porque na Bíblia pipipi popopó", "Felipe, é só você ver que na Bíblia blábláblá". QUE INFERNO (com todo respeito). Eu já não sei mais se as pessoas acreditam em Deus por causa da Bíblia ou se acreditam na Bíblia por causa de Deus. Uma das coisas que andam tirando meu sono é pensar que, bom, e se a Bíblia for uma mentira? Ok, uma pergunta nada original e qualquer amigo crente meu responderia "Felipe, a Bíblia é a palavra de Deus". Mas e se - ATENÇÃO - ela for mesmo a palavra de Deus e AINDA ASSIM não ser verdadeira? E se "Deus" for um ser sobrenatural qualquer que inventou essa história toda sobre si mesmo, escreveu tudo num livro, fez a galera acreditar e no fim das contas não for nada disso? Seria um plot twist bem doido, mas também nada impede. Me internem.

Impressionante que a gente precisa ter fé pra ter fé. Acho que toda religião a pessoa só acredita porque quer acreditar. Em algum momento a gente fala OK, VOU CONFIAR, e aí, depois que você confia, as coisas fluem. Tem que dar um salto de fé pra crer na Bíblia e comprar a história do deus bondoso e compassivo. Eu particularmente AMO essa história e sou muito Team Deus, mas temos que ser sinceros, né, essas coisa de religião são bem doidas.

Ficarei putíssimo se "Deus" me passar a perna no final.




OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, janeiro 28, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***

segunda-feira, janeiro 21, 2019

2018 foi o ano em que eu escolhi ser vilão. Isso mesmo, eu escolhi ser. Essa coisa de ser muito bonzinho não estava me levando a lugar algum. Quer dizer, até estava, mas para o fundo do poço. Apesar de ser muito desapegado de algumas coisas, eu sou muito coração mole com outras, então eu não tinha certeza se ia conseguir cumprir minha jornada da vilania.


Pois venho aqui dizer que estou satisfeito com meu desempenho. 

Falei palavras duras quando achei que precisava falar, disse um monte de não, neguei ajuda pra gente folgada, desviei daquele pessoal que fica pedindo contribuição pra caridade na rua, me segurei muito pra não dar esmola e não dei, não fiz o trabalho de outras pessoas, não tentei puxar ninguém do buraco que a pessoa não quer sair e encerrei alguns relacionamentos que precisavam ser encerrados. Inclusive, encerrei relacionamentos que eu nem imaginava começar algum dia. Foi difícil, mas, se era pra ter pena de alguém, eu tinha que ter pena de mim primeiro. Isso provavelmente é antibíblico ou sei lá, mas acredito que não cometi nenhum crime perante a lei e minha consciência está 99% em paz.

Eu tive essa fase de me doar 100% para as pessoas. Familiares, amigos, conhecidos e até desconhecidos. Eu fazia de TUDO, dava TUDO o que pudesse pra evitar causar o mínimo de sofrimento ou desconforto pra qualquer um. Todo mundo ficava feliz, menos eu. Não era mesmo um bom negócio pra mim.

Já estava num processo de me distanciar disso acho que desde 2017, mas foi em 2018 que eu CANSEI e corri pra bem longe. Nossa, nem olhei pra trás.

***

Não vou dizer que me incomoda, mas fiquei meio surpreso com esse "nem olhei para trás". Se alguém me perguntasse antes, eu diria que sou o tipo de pessoa que olharia para trás. Não me arrependi de nada, mas tem umas coisas que te vez quando BATE e eu fico "Rapaz...".

Eu corri de pessoas. Pessoas que em algum momento da minha vida foram importantes pra mim, mas que, puf, eu decidi que não eram mais. E não foi só uma ou duas vezes. Acho que 2018 foi o ano em que eu mais substituí amigos. É meio assustador.

Esses dias eu estava pensando se isso é uma fraqueza minha, não aguentar mais. Talvez a vida me calejou nesse sentido e eu não tenho mais forças para sustentar uma relação em que eu tenha que me esforçar demais. Ai, gente, eu só gosto de gente fácil. Eu vejo muitas pessoas ao meu redor, mas muitas mesmo, mantendo relações que podem até não serem tóxicas, mas que eu já teria dado no pé em dois tempos. Uns namoros estranhos, relações com familiares que não deveriam ser do jeito que são, amizades doidas... Eu geralmente me pergunto por que as pessoas aturam. As respostas: Ah, é que ela é minha irmã. Poxa, ele é meu namorado, né, fazer o quê? Eu sou o único amigo dele, não tenho como abandonar... Todo mundo ali PRESO, sustentando com força. Acho que essa foi minha maior vilania de 2018: Dar no pé. Não ando sustentando mais nada. Quando percebem, já estou lá na esquina.

***

Por outro lado, eu vejo isso como um sentido-aranha ou sei lá e fujo do perigo. Se esse seu amigo toda hora te irrita, se sempre sai briga quando vocês estão juntos, se ele sempre te decepciona, TALVEZ ele não seja mais seu amigo, já parou pra pensar? Mesmo que vocês tenham 20 anos de amizade. Aí vai lá vocês ficar aguentando desaforo "em nome da amizade". Quando eu começo a notar os sinais de que a coisa não vai caminhar bem, agora eu estou deixando pra lá. Viro as costas, corto o laço, fico vendo de uma distância segura até, mas, ficar me esforçando e correndo atrás "em nome" de sei lá o quê que nem existe mais, isso não quero não. Quem quiser ir embora pode ir, mas quem quiser ficar que fique direitinho, sem bagunçar.

Será que isso já é sinal de velhice, gente? Eu não tenho nem 30 anos.



OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, janeiro 21, 2019 by Felipe Fagundes

No comments

***
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...