segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Caiu de paraquedas aqui? Essa é a parte 2 do meu diário de viagem de Penedo. Se quiser saber como isso começou, só ler a parte 1 do diário de viagem.

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1) É claro que eu não vim à Penedo só pra ver nhemnhemnhem de decoração. Eu tento fazer isso em todas as minhas viagens de fim de semana: Sexta e Domingo são de paz, mas o sábado, ah, gente, o sábado. Inventei de andar a cavalo.


2) Andar a cavalo talvez esteja na Lista desde que ela nasceu em 2014, mas sempre me bateu o medo de cair do bicho e ficar paraplégico que nem o famigerado Super Man. Então escolhi bem onde e com quem faria, por amor aos meus movimentos. Não dá pra subir em qualquer cavalo assim.

3) Ai, gente, viajar em grupo é TUDO. Kelly, Arthur e Taiany são muito melhores que eu em várias coisas tipo viver com o mínimo de conforto, ligar para os estabelecimentos e chamar Uber. Quando eles estão na dúvida sobre alguma coisa, eles simplesmente PERGUNTAM pra pessoa que provavelmente sabe a resposta. Acho chocante. Eu sozinho ficaria girando por uma hora e faria malabarismos para descobrir tudo sem precisar de intervenção direta de outros seres humanos. Eles que resolveram tudo com a empresa dos cavalos.

Poderia ser um publi

4) Óbvio que não tô escrevendo isso em tempo real de cima de um cavalo, então vocês sabem que sobrevivi, mas GENTE.

5) Fomos com um grupo de pessoas, e o Arthur foi o primeiro a receber um cavalo. Os... peões? cavaleiros? Os guias? Vamos chamar de guias, que são os caras que ajudam o pessoal a montar no cavalo, lideram o caminho e escolhem quem vai ficar com qual cavalo. No meu coração, eles escolhem com a alma qual animal combina mais com nossa personalidade, então eu estava esperando com paciência receber meu spirit animal.

6) TODO MUNDO recebeu um cavalo menos eu e aparentemente não tinha mais cavalos confiáveis disponíveis. Eu tava me sentindo o Ash no ep 1 de Pokémon quando não sobra mais nenhum bicho pra ele e o professor Carvalho tira um Pikachu do fiofó. Ali estava meu Pikachu!!! Um cavalo lindíssimo marrom.


7) Foi muito mais raiz do que imaginei. Tem experiências que a gente topa que é aquela coisinha mais nutella, mais segura. Sei que fui lá para andar a cavalo, mas tava achando que iria "andar" a "cavalo" e não ANDAR A CAVALO. Talvez um pônei parado, um instrutor comigo, tirar uma foto e descer. MAS NÃO. Me colocaram em cima do cavalo, e eu AI MEU DEUS. Tipo, UM CAVALO!!! É uma sensação diferente porque não estamos acostumados com aquele tipo de altura. Montamos em motos, brincamos de cavalinho na infância, mas nada é igual. É um cavalo. 

8) Eu precisava de regras, mas já colocaram a rédea na minha mão, um guia falou frases por 30 segundos que eu só entendi (inaudível) e, gente, o pânico. "PrapararfazXpraandarfazYvirapraesquerdapradireitaéisso, boa sorte, pessoal". E eu QUÊ???? Pra completar, meu cavalo começou a andar sozinho naquele espaço micro com outros 20 cavalos parados. Eu ainda não sabia como me comunicar com meu Pikachu.

9) FOMOS. Andamos muito. Os cavalos de alguma forma que a ciência deve explicar seguiam um caminho pré-definido, iam em fila indiana e tal. Dava pra controlar minimamente, principalmente quando eles davam a louca. Ao mesmo tempo que tinha essa "segurança", eu ficava "Gente, e se eu cair??? Serei pisoteado??? Eu posso cair agora mesmo". O caminho também não era dos mais fáceis. Era uma trilha toda esburacada, com galhos na nossa cara, no meio do mato, atravessamos riachinhos com pedras e tudo. Bom, ninguém morreu.

10) No começo, eu tava muito tenso. COMO EU TINHA IDO PARAR ALI? Os guias de vez em quando ainda vinham atiçar nossos cavalos e eles começavam a correr feito doidos. A gente tava tranquilo com nosso cavalo de boas, e via o guia chegando perto e ficava AH NÃO já com a mão apertando a rédea com força. E lá ia o cavalo disparado que nem um desgraçado.


11) Meu cavalo, sinceramente, era muito de boas. Uma lerdeza lindíssima. "Moço, acho que meu cavalo tá com defeito". Eu tava só brincando, mas a sensação era que meu cavalo ia parar a qualquer momento e falar CANSEI.

12) Tinha um cara lá que já sabia cavalgar e fazia questão de mostrar isso pra gente. Tinham dado pra ele uma BESTA-FERA que nem ele conseguia controlar direito. QUE INFERNO, era o que eu pensava quando o cara chegava perto de mim com aquele demônio. Corria muito, berrava muito, empinava, assustava os outros cavalos. O meu cavalo mal respirava.

13) Outra pessoa se mostrando no grupo era o Arthur tirando várias fotos e fazendo stories de cima do cavalo. Gente, sinceramente. Eu LUTANDO PELA MINHA VIDA e o Arthur fazendo STORIES. Eu quase deitando no pescoço do meu cavalo e agarrando com as duas mãos, Arthur SEM SEGURAR mexendo no CELULAR. Uma coisa que aprendi sobre Arthur é que ele faz o tipo medrosinho quando falo das ciladas do bem, mas ele SEMPRE demonstra muito mais coragem que eu na hora H.

Fiquei com inveja e me arrisquei também

14) Kelly também tava toda linda amazona. Meu cavalo de vez em quando emparelhava com o da Taiany e a gente podia trocar pedidos de socorro. Teve uma hora que eu morri porque aconteceu sei lá o quê com o sutiã da Taiany e ela tava lá desesperada segurando os peitos com uma mão e a rédea com a outra. QUE FASE.

15) Teve o cavalo de alguém (não vi quem) que ignorou o bando e voltou sozinho pelo caminho. Os guias nem viram e ficaram "Cadê fulano???". Eu fiquei jurando que era o cavalo do Arthur e quase chorei em cima do meu cavalo achando que ele estava em risco kkkkk (não era ele, e conseguiram resgatar a pessoa)

16) Tinha um menino de uns 12 anos num cavalo do meu lado, e o meu cavalo simplesmente TENTOU MORDER ELE. A minha cara, gente. Tava me sentindo pai quando filho faz vergonha. Eu nem sabia que cavalo mordia. Depois disso fiquei atento pra todo cavalo que chegava perto de mim.

17) Um dos guias depois foi contando pra gente qual era o nome dos cavalos. GUERREIRO, SELVAGEM, MAMUTE, SEDEX. O do Arthur era Café, um nome mais modesto. Eu queria saber o nome do meu, que supostamente era meu spirit animal e certamente dava significado para minha essência de aventureiro.

- QUAL É O NOME DO MEU, MOÇO?
- Ah, esse aí? Esse é o Pacato.

Gente, nunca fui tão humilhado.

18) Já estávamos no final quando ACONTECEU. Estava eu já feliz que estávamos voltando vivos quando reparei que uma das cordas do cavalo do Arthur tinha soltado e tava balançando, quase enrolando nas pernas do Café. Ele tava lá na frente, meu lindo Pacato quase no final da fila, mas eu vi. Arthur nem tinha reparado na corda. Gente, me deu um NERVOSO. Só que eu não sou uma pessoa que grita, né. Só sei que caçei um dos guias que estava perto de mim e falei OLHA ALI, MOÇO, A CORDA ENROLANDO NO CAVALO DO MEU HOMEM do menino que eu gosto do menino de azul (agora rindo porque eu e Arthur ainda não estávamos namorando e eu não quis demonstrar para o guia nenhuma ligação emocional com a vítima da corda). Por dentro eu tava SALVA MEU BEBÊ, PELO AMOR DE DEUS. O cara chegou, colocou a corda no lugar e me senti o herói LGBT do dia.


19) Olha, tudo valeu muito a pena. Superou minhas expectativas e eu super faria de novo. Todos os meus amigos gostaram. É aquele misto de perigo controlado e aventura que eu acho tudo de bom. Se puder subir num cavalo em Penedo, suba!




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Posted on segunda-feira, fevereiro 18, 2019 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Essa é a primeira vez que um "eu te amo" não me atende. Nunca tive dificuldade com a expressão, eu digo que amo sem hesitar. Falo pra minha mãe, para os meus amigos, para conhecidos da internet, para os autores do livros que gosto. Sempre funcionou. Mas agora eu falo que te amo e sinto que só essas palavras não são suficientes.

Será que você entende?


Eu quero expressar meus sentimentos e transmitir a mensagem completa de forma clara. Eu te amo, Arthur. Não estou só dizendo que gosto de você, porque gostar eu gosto dos meus amigos também. Também não tô só dizendo que você é muito importante pra mim, porque minha mãe é importante. Eu me divirto com meus conhecidos da internet, eu tenho vontade de abraçar e tomar um café com meus autores favoritos. Mas com você, Arthur? É diferente.

Estou dizendo, deslumbrado, que consigo ver a gente construindo nossas vidas entrelaçadas uma na outra. E que, meu Deus, eu tenho uma dívida eterna contigo por me ensinar a usar cenoura, cebola, manteiga e massa de tomate na cozinha. É aquele tipo de coisa que só outro ser humano poderia ter feito. Estou dizendo que gosto muito de abraços, mas o seu é o melhor de todos. Que com você vale muito a pena dividir uma cama pequena. Estou dizendo que não tenho certeza se namorar é uma coisa boa, mas contigo é e eu recomendaria a todos se quisesse dividir (não quero). Quando eu falo que amo, eu falo como quem acha um tesouro. Porque é muito precioso poder ver de pertinho as suas expressões faciais e o jeito que você se movimenta andando pela casa. Como você interage com as pessoas, sejam amigos seus ou meus, sejam pessoas que conhece há muito tempo ou gente que acabou de conhecer. E quando você implica comigo? Que audácia gostosa. Que eu te amo você sabe, Arthur, mas quero que você sinta todo o resto, porque é um sentimento só pra você.

Eu falo "eu te amo" só porque é menor do que "VOCÊ ACREDITA QUE ESTAMOS VIVENDO ISSO?". Porque parece mentira. Parece uma história que alguém está escrevendo. Como a gente se achou, meu Deus? Não estou apenas dizendo que amo, está implícito o tom de "OLHA ISSO!!! EU TE AMO! COMO PODE??? Como os astros se alinharam de tal forma que é possível que eu ame você e você me ame de volta?". No meio da geração que ai meu Deus vai morrer sozinha, a gente tá aqui. Isso não é um absurdo?

É uma breguice descabida falar que fomos feitos um para o outro, mas, quando eu tô sozinho e quietinho à noite com a cabeça no travesseiro, me permito a dúvida tímida. "SERÁ?". Porque, gente, há indícios. É tipo uma pessoa que odeia jujubas verdes se apaixonar por outra que só gosta das verdes. Daí eles ficam mega felizes comprando jujubas juntos. É um encaixe, sabe? Acho que temos um encaixe. Eu sei que você não acredita em nada disso e vai dizer que temos lá nossas divergências, mas, assim, eu fico pensando em tudo no qual a gente poderia ter dado errado, nas coisas que poderiam não ter batido e simplesmente deram certo. Assim, facinho. Pode discordar, mas eu acho grande coisa.

Eu te amo. Favor reler esse texto toda vez que receber de mim essas três palavras.



OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, fevereiro 11, 2019 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, janeiro 28, 2019


É meio desconfortável dizer isso em voz alta, embora não seja nenhum grande segredo: Evangélicos acham que TODAS as outras religiões são adoração à demônios. Não tipo satanistas, mas demônios que se fingem de divindades para enganar trouxas. É muito difícil arrancar essa confissão de um cristão que gosta de dizer que respeita todas as religiões. Até respeita, né, não vai falar horrores na sua cara, mas o pensamento por trás é esse do Satanás mesmo. Por isso que é comum um evangélico chamar pessoas para ir ao culto de domingo, mas vai lá ver se ele pisa num terreiro, numa visita descompromissada? Não pisa.

Eu super pensava isso dos demônios até pouco tempo atrás, mesmo tendo amigos espíritas, do candomblé... Dentro da mitologia cristã, onde só existe Deus e o Diabo, essa narrativa faz muito sentido. Se aquele poder sobrenatural que está agindo na galera da umbanda não é Deus, quem sobra? Era muito fácil pra mim de acreditar.

Agora, já alguns anos longe da igreja e do meu círculo social que era basicamente de crentes, estou com a pulguinha na orelha que não é possível que seja assim, gente. É tão fácil demonizar as outras religiões! Quanto mais eu conheço gente de outras crenças e vejo de perto como essas pessoas agem no dia a dia, o jeito que falam, o que acreditam e o que vivem, eu tendo cada vez menos pra essa história dos capirotos. Ao mesmo tempo, não é como se eu tivesse passado por uma detox 100% da igreja, no fundo da minha consciência eu ainda penso SERÁ QUE É UM DEMÔNIO SEDUZINDO MINHA MENTE TAMBÉM?

Tirando as seitas doidas, as demais religiões tem histórias TÃO LINDAS e ensinamentos tão positivos! O que difere mesmo são as divindades e as histórias delas, mas no geral é sempre aquela coisa de fazer o bem, ser uma pessoa melhor, ter fé e tal.

Ainda bem que tenho um blog pra desabafar essas coisas, pois simplesmente não consigo conversar com meus amigos crentes sobre isso. O que eles mais me dizem é "Mas na Bíblia diz que...", "Não, porque na Bíblia pipipi popopó", "Felipe, é só você ver que na Bíblia blábláblá". QUE INFERNO (com todo respeito). Eu já não sei mais se as pessoas acreditam em Deus por causa da Bíblia ou se acreditam na Bíblia por causa de Deus. Uma das coisas que andam tirando meu sono é pensar que, bom, e se a Bíblia for uma mentira? Ok, uma pergunta nada original e qualquer amigo crente meu responderia "Felipe, a Bíblia é a palavra de Deus". Mas e se - ATENÇÃO - ela for mesmo a palavra de Deus e AINDA ASSIM não ser verdadeira? E se "Deus" for um ser sobrenatural qualquer que inventou essa história toda sobre si mesmo, escreveu tudo num livro, fez a galera acreditar e no fim das contas não for nada disso? Seria um plot twist bem doido, mas também nada impede. Me internem.

Impressionante que a gente precisa ter fé pra ter fé. Acho que toda religião a pessoa só acredita porque quer acreditar. Em algum momento a gente fala OK, VOU CONFIAR, e aí, depois que você confia, as coisas fluem. Tem que dar um salto de fé pra crer na Bíblia e comprar a história do deus bondoso e compassivo. Eu particularmente AMO essa história e sou muito Team Deus, mas temos que ser sinceros, né, essas coisa de religião são bem doidas.

Ficarei putíssimo se "Deus" me passar a perna no final.




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Posted on segunda-feira, janeiro 28, 2019 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, janeiro 21, 2019

2018 foi o ano em que eu escolhi ser vilão. Isso mesmo, eu escolhi ser. Essa coisa de ser muito bonzinho não estava me levando a lugar algum. Quer dizer, até estava, mas para o fundo do poço. Apesar de ser muito desapegado de algumas coisas, eu sou muito coração mole com outras, então eu não tinha certeza se ia conseguir cumprir minha jornada da vilania.


Pois venho aqui dizer que estou satisfeito com meu desempenho. 

Falei palavras duras quando achei que precisava falar, disse um monte de não, neguei ajuda pra gente folgada, desviei daquele pessoal que fica pedindo contribuição pra caridade na rua, me segurei muito pra não dar esmola e não dei, não fiz o trabalho de outras pessoas, não tentei puxar ninguém do buraco que a pessoa não quer sair e encerrei alguns relacionamentos que precisavam ser encerrados. Inclusive, encerrei relacionamentos que eu nem imaginava começar algum dia. Foi difícil, mas, se era pra ter pena de alguém, eu tinha que ter pena de mim primeiro. Isso provavelmente é antibíblico ou sei lá, mas acredito que não cometi nenhum crime perante a lei e minha consciência está 99% em paz.

Eu tive essa fase de me doar 100% para as pessoas. Familiares, amigos, conhecidos e até desconhecidos. Eu fazia de TUDO, dava TUDO o que pudesse pra evitar causar o mínimo de sofrimento ou desconforto pra qualquer um. Todo mundo ficava feliz, menos eu. Não era mesmo um bom negócio pra mim.

Já estava num processo de me distanciar disso acho que desde 2017, mas foi em 2018 que eu CANSEI e corri pra bem longe. Nossa, nem olhei pra trás.

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Não vou dizer que me incomoda, mas fiquei meio surpreso com esse "nem olhei para trás". Se alguém me perguntasse antes, eu diria que sou o tipo de pessoa que olharia para trás. Não me arrependi de nada, mas tem umas coisas que te vez quando BATE e eu fico "Rapaz...".

Eu corri de pessoas. Pessoas que em algum momento da minha vida foram importantes pra mim, mas que, puf, eu decidi que não eram mais. E não foi só uma ou duas vezes. Acho que 2018 foi o ano em que eu mais substituí amigos. É meio assustador.

Esses dias eu estava pensando se isso é uma fraqueza minha, não aguentar mais. Talvez a vida me calejou nesse sentido e eu não tenho mais forças para sustentar uma relação em que eu tenha que me esforçar demais. Ai, gente, eu só gosto de gente fácil. Eu vejo muitas pessoas ao meu redor, mas muitas mesmo, mantendo relações que podem até não serem tóxicas, mas que eu já teria dado no pé em dois tempos. Uns namoros estranhos, relações com familiares que não deveriam ser do jeito que são, amizades doidas... Eu geralmente me pergunto por que as pessoas aturam. As respostas: Ah, é que ela é minha irmã. Poxa, ele é meu namorado, né, fazer o quê? Eu sou o único amigo dele, não tenho como abandonar... Todo mundo ali PRESO, sustentando com força. Acho que essa foi minha maior vilania de 2018: Dar no pé. Não ando sustentando mais nada. Quando percebem, já estou lá na esquina.

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Por outro lado, eu vejo isso como um sentido-aranha ou sei lá e fujo do perigo. Se esse seu amigo toda hora te irrita, se sempre sai briga quando vocês estão juntos, se ele sempre te decepciona, TALVEZ ele não seja mais seu amigo, já parou pra pensar? Mesmo que vocês tenham 20 anos de amizade. Aí vai lá vocês ficar aguentando desaforo "em nome da amizade". Quando eu começo a notar os sinais de que a coisa não vai caminhar bem, agora eu estou deixando pra lá. Viro as costas, corto o laço, fico vendo de uma distância segura até, mas, ficar me esforçando e correndo atrás "em nome" de sei lá o quê que nem existe mais, isso não quero não. Quem quiser ir embora pode ir, mas quem quiser ficar que fique direitinho, sem bagunçar.

Será que isso já é sinal de velhice, gente? Eu não tenho nem 30 anos.



OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, janeiro 21, 2019 by Felipe Fagundes

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