É incrível como estou tentando escrever desde o final do ano passado. Consegui alcançar minha meta de ter um livro novo escrito antes da metade do ano? Não consegui e falhei miseravelmente. Mas, gente, vocês têm que me dar algum crédito.


Entra mês e sai mês e vejo um monte de blog morrendo, newsletters nascendo pra meia dúzia de edições e nunca mais, histórias inacabadas mil, mas eu tô aqui post atrás de post. Diminuí o ritmo e mal consigo emplacar 1 post por semana, mas parando eu não estou. Acho que tudo bem se eu quisesse parar de escrever para o blog também, mas eu não quero e hoje só passei aqui pra dizer que escrever é uma parte de mim. Uma parte importante, se já não está óbvio. Acho que já perdi a conta de quantos "Oi, gente, eu sumi, né? rsrsr" já vi por aí, e os motivos geralmente são faculdade, trabalho e vida acontecendo, mas, mesmo com trabalho, faculdade e vida acontecendo, eu nunca abandonei escrever de vez. Tem o blog, tem meu livro novo (Final de 2018, será que rola?), tem a série de novelas Não Sei Lidar... Se eu não estou aqui, eu estou lá e vice-versa.

Não consigo parar, mas, nos últimos seis meses, olha, quase parei. Gente, a vida aconteceu demais e teve uma fase aí que eu até fiquei triste porque não conseguia mais escrever. Não tinha tempo, não tinha cabeça, não tinha corpo. A vontade nunca me abandonou, mas não havia condições e passei esse tempo me arrastando tentando digitar uma letrinha por vez.

O Allan comentou comigo que pra ele minha vida sempre pareceu uma montanha-russa, porque eu não sossego o facho nem um segundo e, se você acompanha esse blog, deve ter notado como as coisas realmente andaram agitadas. Troquei de emprego, saí da casa da minha mãe, troquei de cidade, fui morar por minha própria conta, fiquei desgraçado da cabeça na Firma nova, PERDI O EMPREGO, conheci 1 rapaz pela primeira vez, beijei esse rapaz, terminei com esse mesmo rapaz e daí conheci outro rapaz, arrumei um emprego novo, INVENTEI UM EMPREGO NOVO e agora tô me mudando mais uma vez pra uma casa cheia de gente. E isso comigo presente para os meus amigos, tocando o Saia da Rotina e tentando manter o blog ativo.

Sobrou só um trapinho de espírito para a escrita criativa, e eu já estava me sentindo um fracasso de escritor.

Só fui me recuperando agora, vendo gente falar sobre escrever. Nossa, é a melhor coisa. Fica aí a dica pra quem escreve: Siga escritores nas redes sociais, acompanhe o trabalho deles, frequente eventos literários. Eu fico MUITO inspirado vendo pessoas contarem suas conquistas, falarem sobre o processo de criação e ouvir leitores explicando como uma história específica os impactou. Na minha timeline do Twitter, todo dia alguém lança um livro, consegue um agente, fala que faltam X palavras pra bater a meta, dizem que escrever é horrível, dizem que escrever é incrível (a mesma pessoa)... Isso me deixa com vontade de não parar nunca.

Eu em todos os eventos literários que vou

Pra completar minha ressurreição, aconteceu outro BOOM de leitores de NS1 no Wattpad (eu realmente não sei como essa plataforma opera) e eu recebi muuuuitos comentários e depoimentos legais. Mas, assim, muito legais mesmo! Fiquei bestinha e com o coração em chamas. Me senti muito querido e é sempre bom lembrar que existe gente que ama minhas histórias. Eu esqueço às vezes, depois de muito tempo sem publicar nada novo.

Movido exclusivamente pelo fogo no rabo, me empolguei e escrevi um conto, especial do mês dos namorados! Já leu? É uma sequência de NS1, é uma coisa mais para quem leu o livro e estava com saudade dos personagens. Tem um milhão de spoilers. Mas é fofinho, engraçado e tô orgulhoso de ter escrito isso depois de meses sem finalizar nenhuma história.



Pra encerrar, agora é isso: Tenho essa meta não muito firme de escrever um livro novo até o final de 2018 (pelo menos o primeiro rascunho!), mas agora estou empenhado em criar um terceiro volume para a série Não Sei Lidar. Prontos para mais uma história orbitando ao redor dos personagens de Gênios e Malas? Eu estou prontíssimo e dessa vez tenho grandes planos. Vamos acompanhar!



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