segunda-feira, abril 16, 2018

Lógico que eu ia entrar numa crise de identidade depois de ter beijado na boca.


Uma coisa que é muito difícil pra mim, como introvertido e planejador, é "curtir o momento" e "ver no que vai dar". Eu quero entender tudo, quero rotular tudo, quero planejar os detalhes e, mesmo que o planejamento vá por água abaixo por causa de imprevistos, eu me sinto bem só de ter tentado prever as coisas. Gosto de saber onde estou pisando e isso de vez em quando me põe na categoria dos doidos. Frequentemente amigos viram pra mim e dizem RELAXA, PELO AMOR DE DEUS.

Mas aí eu passei os primeiros vinte anos da minha vida sem sentir nada por ninguém e do nada beijei na boca. Não apenas beijei, eu gostei de ter beijado. E de abraçar e ser abraçado, de ficar juntinho, de segurar na mão, de ter a liberdade de tocar num outro corpo que não o meu. Eu gostei e quis mais, e até o momento não parei de querer. Parece que ter me colocado nessa situação ativou várias células adormecidas do meu organismo e agora eu tenho superpoderes sensoriais. O efeito colateral é que estou viciado em sentir.

Vocês estão transando bastante? Pois eu não estou. Eu mal sei se quero, mas só de eu cogitar que talvez eu queira, só dessa possibilidade existir, já é algo que faz eu pôr minha assexualidade em cheque.

Meu eu interior parte pra agressão se alguém ousar me questionar dessa forma, mas eu posso. Será que me confundi e não sou assexual? Existem gays tão tardios assim? Por que eu demorei tanto? Será que dentro de mim eu sempre soube que queria fazer sexo com alguém, mas não notei? Eu quero fazer sexo com alguém? Só o fato de eu não ter certeza sobre sexo já não me torna assexual?

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Vocês entendem de sexo? Vocês sabem o que é? É onde eu esbarro quando tento me entender. A definição mais básica de assexual é "pessoa que sente baixa ou nenhuma atração sexual". Beleza. Mas o que é atração sexual? "Vontade de fazer sexo". Então eu preciso saber o que é sexo, para saber se tenho vontade.

Acho que, desde que o li pela primeira vez, eu volto a cada 6 meses no texto do Alex Castro sobre a definição de sexo.

"Como definir uma trepada? Se chupei, beijei seus pés e lambi seus mamilos, mas não penetrei, é sexo? Se lambi entre seus dedos dos pés enquanto ela se masturbava, mas nunca nos beijamos, é uma ficada? Se houve penetração, mas foi dela em mim, seja com um consolo ou fazendo fio-terra, é sexo? Um boquete, pura e simples, é uma ficada, uma transada, ou nenhuma das opções acima? Passei a noite inteira dedando a moça por debaixo da mesa: uma ficada, ou nem isso? Os dois se masturbarem juntos é sexo? Um masturbar o outro, com dedo, língua ou consolo, é sexo?"

Eu amo esse parágrafo de todo o meu coração, pois é justamente disso que estou falando. Não teve piroco entrando em ninguém e, mesmo assim, parecem ter sido noites maravilhosas de tão prazerosas. A questão do tato anda mexendo muito comigo. Vocês não sabem o quanto eu amei ganhar um beijo no pescoço ou eu mesmo dar o tal beijo, ou ainda sentir com o próprio corpo os pelos do @... É tão BOM notar que a outra pessoa está sentindo tanto prazer quanto você... Será que isso é atração sexual? ALGUÉM ME AJUDA.

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Quando falam de virgindade, perder a virgindade, fica claro que estão falando de penetração. Acho que nunca ouvi alguém dizer que deixou de ser virgem com sexo oral. Tem gente que faz oral, anal, ouvidal, narigal e jura de pé junto que ainda é virgem só porque não foi visitada por pirocos na via mais comum. Nem sei dizer se a pessoa está certa ou sendo muito ridícula.

Uma conhecida minha, evangélica, supostamente tinha perdido a virgindade com o primeiro namorado. Depois terminaram e tal, e ela ficou noiva de outro cara. Ele não ligou para o fato de que ela não era mais virgem (evangélicos geralmente ligam). Beleza. Ela foi ao médico fazer um exame sei lá de quê e por acaso descobriu que o hímen dela AINDA ESTAVA LÁ. Foi motivo de comemoração NA FAMÍLIA. O marido ficou todo bobo e feliz. Aparentemente, estava realizando o sonho cristão de casar com uma mulher virgem. Juro pra vocês.

É só o hímen que conta? Dá para perder a virgindade com um consolo? E qual é o equivalente para pessoas com pênis? Lésbicas e gays passivos são virgens para sempre? Fica aí o suspense.

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A definição que mais serviu pra mim foi a que eu mesmo inventei. Risos. Sexo tem a ver com mexer nas partes. Pra ter sexo, tem que ter pelo menos uma vagina, um pênis ou um ânus em cena. Não importa muito o como, mas tem que ter, desde que uma pessoa toque a outra. Duas ou mais pessoas interagindo da cintura pra baixo ou fazendo a malandra brincando com o bumbum? Pra mim, estão fazendo sexo.

Alex Castro diz que definir é castrar. Eu acho libertador.

Todo mundo fica meio confuso quando assexuais admitem sentirem prazer com orgasmos, mas convenhamos que existem formas de chegar nesse ápice sem precisar de uma outra pessoa interagindo com os seus genitais. Atração sexual, aparentemente, é isso: vontade de interagir com os órgãos sexuais de outra pessoa ou que alguém, nem precisa ser uma pessoa específica, venha interagir com os seus. Talvez você só ache a pessoa muito bonita ou muito legal ou até gostaria de dar uns beijos, gostaria de abraçar... Mas, se não há vontade de brincar dentro das calças, não é atração sexual. Posso estar equivocado, mas me atende.

Sabe quando você acorda com AQUELA vontade? Eu não sei.



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Posted on segunda-feira, abril 16, 2018 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, abril 09, 2018

Demorei, mas voltei com a parte 2! Pra quem perdeu a parte 1, onde encarei animais hostis e deixei um livro erótico acidentalmente cair nas mãos de uma tia crente, só ler aqui. Lembrando que não trabalhamos com cronologia nesse diário, já que não sei mais o que aconteceu que dia, mas vamos que vamos.



17) A gente já tinha ido em duas praias e, no terceiro dia, eu já tava POR FAVOR, NÃO ME OBRIGUEM. Bells, principalmente, que leva esse negócio de ser filha de Poseidon muito a sério, não pode ver uma água que já fica ME SEGURA SENÃO VOU ENTRAR. Eu tava maravilhoso à toa em casa.

Parece uma foto de tédio, mas esse é meu Nirvana

18) Aí sei lá como surgiu um passeio pra Casimiro, que é uma cidade jeitosinha lá perto de Rio das Ostras e, aparentemente, onde viveu o poeta (o Casimiro de Abreu). Eu adoro andar e foi ótimo pra isso. A gente só bateu perna, tirou umas fotinhas despretensiosas e umas fotos muito doidas que até agora seguem sem explicação.



Como diz a Bells, todo domingo um Felipe caído no chão
(Eu realmente tenho todo um histórico de fotos desse naipe)


ABDUÇÃO? FAZENDO A JEAN GREY?


19) A convivência na casa com os parentes da Bells foi um capítulo à parte. Foram tantos momentos que eu nem sei se consigo listar e também tenho medo de acabar ofendendo as pessoas. RISOS. Mas vou me expor um pouquinho.

20) Cara, a criança hiperativa. Muito fofo de longe o menino. Até que de perto também, mas, gente, NÃO PARAVA DE FALAR. Queria brincar de pique, fazia mil perguntas, corria, pulava, chamava pra brincar de pique, arrumava jogos, queria comer o tempo todo, queria saber por que ninguém tava brincando de pique, aaaahhhhhhh. Teve uma hora que até eu cedi e ficamos todos na cama jogando Cara a Cara com ele. Não foi ruim. Teve até um momento de EMOÇÃO em que o menino tava sentado na cama alta e, de repente, ESCORREGOU DE COSTAS PARA O CHÃO. Eu literalmente movi 1 dedo pra tentar amparar uma criança que se bobear pesa mais do que eu, e ele não se machucou. Foi só um susto. Muitos dirão que não, mas tenho pra mim que foi meu 1 dedo que salvou o dia. Ficou doendo o resto da viagem toda.

Eu SALVANDO A VIDA da criança

21) Não me orgulho do que fiz naquela noite, mas precisei tomar uma medida drástica. Eu tava lá dormindo na sala, né. As meninas lá no quarto com ar-condicionado, a tia Florzinha, dona da casa, no quarto privado dela com ventilador... Eu não tinha nada, só os mosquitos e o gato encapetado me fazendo companhia. TUDO BEM. Sério, eu tinha superado isso. Dava pra dormir. Mas aí tinha Florzinha começou a roncar alto lá do quarto privado dela. A porta dela estava aberta. Ela tinha pedido expressamente pra não fecharem a porta dela por causa do calor. MAS AQUELE RONCO, GENTE.

MOSQUITO.
GATO.
CALOR.
RONCO.

COMO EU IA DORMIR?

Todo mundo sabe que dormir bem é minha verdadeira religião, então deixar um ronco alheio atrapalhar minha noite era praticamente um pecado contra os deuses do sono. Sorrateiramente no meio da noite, fui lá e fechei a porta. Silêncio. Paz. Dormi muito bem, obrigado.

No dia seguinte, Tia Florzinha tava meio puta de manhã falando "Poxa, gente, quem fechou minha porta??? Não fecha não, por favor! É muito quente lá dentro". Fiquei com pena porque ela é um amor de pessoa, mas não me entreguei Hahahah Não fechei a porta dela nas outras noites, mas ela também não roncou, então ficamos quites.

22) Praia do Cemitério! Pra uma praia com esse nome, até que tinha muita gente viva lá. Foi um custo convencer Tia Florzinha a ir à praia com a gente, porque ela quase nunca sai de casa. Pra essa praia, ainda andamos uma boa meia hora e nem sei como ela teve forças pra largar o habitat natural dela. Mas foi. PORÉM, assim que chegamos lá naquela praia LOTADA, Tia Florzinha só falou "Meu Deus" e foi embora.

Tipo, ela literalmente VIU a praia, falou "Meu Deus" ou algo assim, VIROU AS COSTAS e foi embora.

DEPOIS DE MEIA HORA ANDANDO.

ELA NEM FALOU TCHAU PRA GENTE.

Todo mundo ficou: ????????

Confesso que não julguei. Na verdade, eu, Taiany e Bells rimos muito e até admiramos a atitude. Cunhamos a expressão "Fazer a Tia Florzinha", esse grande ícone introvertido, que é quando você chega num lugar que não quer estar e, ao invés de ficar lá sofrendo sei lá por que, você simplesmente vira as costas e vai embora, não importando o que passou para chegar até lá. Admiro demais.

Aquela praia foi um cocô mole mesmo, olha minha cara

23) Sei que o grande tchan de ir para Rio das Ostras são as praias, mas acho que o apelo principal de qualquer viagem pra mim é a convivência com os amigos. Tipo, de dividir quarto, ficar na mesma casa, essas coisas simples, mas que a gente não faz todo dia com as nossas amizades. A Bells vendo a novela turca dela, por exemplo. Eu NEM SABIA que existia uma novela turca no ar na tv aberta brasileira. Entendi alguma coisa? Não entendi, mas tão bonitinho a Bells vendo. Novela turca tem mais dramalhão que novela mexicana, cada cena parece estar acontecendo um GRANDE momento. Outra coisa que ADOREI foi poder assistir BBB ao lado da Taiany. A gente comenta essa temporada por whatsapp desde que começou, mas assistir um do lado do outro foi TÃO HINO. Nossas piadas, os comentários, poder ouvir a risada um do outro, mandar as tias calarem a boca, foi muito especial pra mim.

24) Praia da Joana! Cara, deu um AUÊ pra chegar nessa praia. Ninguém sabia como chegar. A gente sabia que existia no mapa e que era perto, mas cada pessoa que surgia na casa dizia que a praia era para um lado. As tias começaram a brigar entre si tentando ensinar pra gente. Chegou uma hora que Bells ficou doida e berrou CHEGA! PRONTO, NINGUÉM VAI MAIS. Se trancou no banheiro. Ficou maior climão. Eu e Taiany pianinhos, né, aquela situação tipo quando os pais do seu amigo brigavam com ele na sua frente quando você tava na casa dele. Mas por dentro eu tava AH, MAS VAMOS SIM, SÓ DE RAIVA, EU HEIN, eu nem gosto de praia, MAS VOU NESSA SIM, NEM QUE SEJA MOVIDO PELO ÓDIO. Sei lá como a situação se resolveu, mas FOMOS. E, gente, melhor praia. Foi literalmente a praia mais bonitinha, mais legal, altas fotos. Achei um sucesso.



25) Rio das Ostras é um lugar excelente para imagens doidas.

Tipo essa loja da Apple. Não, pera.

Ou os funcionários dessa farmácia que sinto que conheço todos de ALGUM LUGAR

Ou ainda esse caixão que me representa sendo vendido numa loja de lembrancinhas

26) Nossa, essa viagem foi muito especial pra mim. É surreal que ela tenha sequer acontecido. Vocês viram COMO e QUANDO minha amizade com Bells e Taiany realmente começou, mal tem 1 ano, uma coisa por causa de blog e Twitter, que só aconteceu por conta de um convite corajoso. Que eu aceitei. E agora a gente se fala todo dia e VIAJAMOS JUNTOS. E foi tão bom! E queremos mais! Gosto assim <3

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Foi bom pra você? Pra mim foi. Voltem sempre :)



OUTROS TEXTOS


Posted on segunda-feira, abril 09, 2018 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, abril 05, 2018

Não que seja uma das minhas prioridades enquanto Blogueiro, mas ando sem conseguir manter alguma linearidade entre os assuntos dos textos do Não Sei Lidar. Acho que todos concordam que a editoria desse blog é DOIDA. Tanto que eu estava adiando fazer esse texto, meio que esperando o melhor momento, pra quando tudo estivesse mais organizado na minha cabeça, mas aí eu chorei no metrô e acho que esse é um bom gancho pra qualquer texto.

Ainda mais que eu nunca choro.



Eu tentei fazer parte de uma igreja. Tentei mesmo, tentei HARD. Me sentia armado e preparado, estava com muita boa vontade em junho de 2016 e meu relacionamento com Jesus nunca tinha sido melhor. Achei que realmente fosse dar certo, mas não deu. Me cansei um pouco menos de um ano depois. Meu deus, gente, é muita TRETA. Vi meus amigos irem desanimando um por um, vi algumas coisas saindo do controle, vi que a água que eu tinha era mole demais para cabeças de pedras muito duras. Acho até engraçado que as pessoas associem meu estilo de vida e o fato da minha sexualidade não ser um exemplo de padrão cristão com minha falta de entendimento com igrejas. Porque todo mundo fica "Mas é tão simples! É só IR! Eu vou lá todo domingo, oro, falo com os irmãos, escuto a pregação, canto. O que tem difícil?". Não é suficiente pra mim. Não é a vida cristã que eu quero pra mim. Honestamente, acho que não é a vida que Deus quer pra ninguém, mas sei que cada um faz do jeito que quer e sabe, então me contento em decidir pelo menos a minha vida. Não é possível que Jesus passou um livro inteiro falando palavras incríveis pra isso. 

Chegou uma hora que eu já não via mais tantos motivos para lutar, não tinha mais certeza de nada e até meu relacionamento com Deus ficou meio abalado pelo desânimo. Em algum momento que nem percebi, eu desisti. Em outro momento, parei de frequentar de vez.

Ainda falo com Jesus ocasionalmente, mas nunca mais parei para orar com pompa e circunstância. Não leio a Bíblia. Trouxe duas para a casa nova, porém, ainda não as abri. Não me meto mais em debates cristãos. Só gosto de falar de Jesus e religião com quem não é cristão. Evito com afinco o assunto igreja. Já proibi praticamente todos os meus amigos crentes de tocarem nesse assunto comigo. Pra quem pergunta se eu me desviei, eu digo que estou dando um tempo. Brinco que estou de férias. Pra quem me pede para fazer uma visita na igreja X, eu respondo que Deus me livre "Humn... Não gosto muito de igrejas, não é nada pessoal". Faço de tudo para não pisar numa igreja novamente, porque surgem um milhão de más lembranças, a sensação de falha, de impotência, de perda de tempo. Eu me sinto praticamente pecando se passo duas horas dentro de um templo.

Eu nem ia falar nada disso.

Estava no metrô e chorei porque vi uma matéria sobre esse filme novo do Edir Macedo e todo esse cheiro de LAVAGEM DE DINHEIRO que está levantando aí. O filme tem a maior bilheteria do Brasil ou sei lá, mas, se você paga pra ver, encontra o cinema praticamente vazio. Acho que nem quero me aprofundar e investigar essa treta, mas... mas... CARAMBA, IGREJA, VOCÊ TINHA UM - UM - TRABALHO. E NÃO ERA FAZER FILME SUSPEITO SEI LÁ PRA QUÊ.

Chorei porque Jesus não merece. Sei que na internet é facinho xingar cristão, e na maioria das vezes eu nem tiro a razão das pessoas, mas isso me machuca ao pensar que Jesus fez todo um esforço pra abraçar o mundo inteiro com o amor dele e, por causa de pessoas, a mensagem dele não chegue onde deveria chegar. Ou haja resistência pesada. Ou as pessoas que mais precisam recusam. Tipo, ele realmente não merece. Mal estamos nos falando, mas eu gosto tanto desse homem, gente. Queria que desse pra separar a imagem dele da imagem que a igreja assumiu nos dias de hoje. Queria que a igreja limpasse sua barra ou então que afundasse de vez e surgisse um novo modelo de igreja ou sei lá. Não sei se tenho mais fé nisso, mas antes eu tinha. Sei que quero fazer parte de alguma coisa, mas de uma coisa boa. Viva, saudável, alinhada, inteligente. Amorosa. Mas também sei que não adianta nada eu criticar sem mover uma palha pra fazer minha parte. Por isso não ando tocando no assunto.

Já contei que estou de férias?



OUTROS TEXTOS


Posted on quinta-feira, abril 05, 2018 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, março 26, 2018

Quem leu leu, que não leu não lê mais, pois acabo de guardar nos rascunhos aquele post pré primeiro date da minha vida. Ele é só meu agora.

Gente, esse negócio de sentimentos. Que coisa, né.


Ai, transbordei mesmo. Esse lance de eu me interessar por uma pessoa já interessada em mim ainda é tão novo que acho que me apaixonei pela situação. Sabe, idealizei bastante, me apropriei de tudo que aprendi na TV e nos livros, me enchi de, sei lá, efusividade e pari aquele texto.

Voltei pra ler aquilo que escrevi e achei assustador. Acho que se o @ cai naquele texto, foge pra bem longe. Eu menti naquele texto? Não menti. Mas dois encontros depois, muitas conversas honestas, propostas indecentes que eu adorei e uma DR, acho que já estou mais tranquilo e posso entender melhor meus sentimentos.

É uma morte tão horrível e maravilhosa que eu nem sei que conselho daria pra quem por acaso estivesse pensando "Humn... Será que esse negócio de sentimentos românticos vale a pena?". Não sei mesmo.

***

Ele pegou minha mão no cinema.

A gente estava dividindo uma pipoca e por uns vinte minutos de filme eu tinha até esquecido que estava num date e acho que, se não fosse aquela mão procurando pela minha de repente, acho que era capaz de continuar tudo na mesma até o final. Deus abençoe aquela mão desesperada. Eu agarrei com vontade, foi meio estranho, os dedos não estavam bem posicionados e eu tive vergonha de não saber nem segurar uma mão. Teve um momento que eu falei "Meu Deus, pera" e devagarzinho ajeitei os dedos. Primeiro um dedo dele, depois um meu, um dele, um meu. Organizando direitinho, deu espaço pra todo mundo.

Talvez vocês que já estão acostumados a pegar nas mãos das pessoas achem isso meio idiota, mas, nossa, eu adorei. Duas mãos. Juntas. Dedos acariciando minha pele, eu copiando movimentos, como sempre.

Não lembro bem como a coisa evoluiu, mas em nenhum momento reclamei por ela ter evoluído, ainda mais que tive várias primeiras vezes. Primeira vez que acaricio o braço de alguém. Primeira vez que colocam o braço em volta de mim no cinema. Primeira vez que deitei romanticamente num ombro. Primeira vez que alguém segura meu queixo.

- Isso foi um selinho?
- Foi.

Primeira vez que dou um selinho.

***

Saí daquele cinema achando que podia TUDO. Só fui descobrir um pouco depois, para minha tristeza, que não podia muito não. Demonstração de afeto em público se você e sua pessoa são do mesmo gênero ainda é uma questão em 2018. Eu não tinha ideia. Admito que achei meio bobagem no começo, porque, pelo amor de Deus, a gente só queria se abraçar! Mas notei que o @ ficou tenso em alguns momentos, olhava pra todo lado, esperava as pessoas passarem para me tocar... A gente literalmente teve que caçar lugar pra continuar o que o fim do filme parou. Até eu fiquei com medo depois de surgir um maluco e quebrar uma lâmpada nas minhas costas. Onde estou me metendo, gente?

***

Não sei se existe um deus ou santo LGBT, mas, se existe, aquele parque é abençoado por ele, porque eu pesquisei muito onde rapazes que beijam rapazes podiam ser felizes em paz e várias fontes me indicaram o parque. Não estavam enganados.

Antes eu estava só procurando um lugar mais reservado no meio daquelas trilhas e ruínas, mas acabamos entrando numa torre e, CARAMBA, aquela torre. Era coisa de filme. O parque todo parece coisa de um filme que eu escrevi pra eu mesmo protagonizar. Existe essa torre no meio do nada, de um cômodo só, bem rústica. Mas em cada pedacinho de parede há mensagens de amor escritas por visitantes. Letras diferentes, cores diferentes, romances diferentes. Eu fiquei doido querendo ler tudo. Poemas, letras de músicas, frases cafonas, mas que ali dentro pareciam lindas, pedidos de volta-pra-mim... Algumas eram meio diretas tipo "ADORO PICA ME ADD NO ZAP", mas tudo bem, eu ri. Tinha até um Fora Temer, talvez uma mensagem de amor pelo Brasil. O @ pegou na minha mão de novo e me tirou da realidade, porque eu fiquei que nem um panaca olhando paras as paredes e para o teto, quando tinha o @ o tempo todo ali, que era muito mais interessante.

Meu primeiro beijo de verdade foi numa torre cheia de mensagens de amor. VOCÊS TÊM NOÇÃO?

O segundo foi também, o terceiro, o quarto. De vez em quando surgia uma pessoa aleatória, e a gente ficava NOSSA, OLHA ESSA PAREDE, daí a pessoa ia embora e continuávamos no quinto, no sexto e no sétimo beijo.

Alguns acontecimentos dessa torre eu quero só pra mim.

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A parte ruim é o depois. A incerteza. Eu sempre bati no peito pra dizer que o ÚNICO jeito possível de eu me envolver com alguém seria através de uma amizade, porque não tem como criar nada com gente desconhecida e que não me conhece. Errei feio. Mas com uma pessoa que faz parte da minha realidade seria muito mais fácil. Um amigo que mora na minha rua, alguém que trabalha comigo, alguém que vejo com frequência e sei que amanhã estará lá pra mim querendo ou não. Não foi nada como planejei. Já entrei numas paranoias de achar que acabou tudo, de que não vai pra frente, de que somos muito diferentes... Às vezes eu acho que ele não quer mais nada. Em outras, parece que EU é que perdi o pique e enjoei. É chato porque não dá pra fazer muitos planos, e eu AMO planos, mas é o que tem.

Quando a gente conversa, tudo volta ao lugar. Mas depois sai. E se ajeita de novo. É um inferno bem gostosinho.

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Não sei mesmo para onde a coisa toda vai. Vocês que já estão calejados dessa vida de romance e encontros devem saber melhor do que eu. Estou gostando, mas, caramba, tão difícil às vezes. O conselho que mais de uma pessoa me deu foi o de curtir o momento. Ainda é tempo de pensar só no agora. Um dia de cada vez. Curta os encontros. Viva o que tiver para viver. Ninguém vai morrer se acabar, e existem um milhão de coisas que podem dar um fim em tudo, mas eu vou sobreviver. É assim esquisito mesmo, me disseram. Eu sei que eu quero mais e não é pouco mais não. É muito mais. Se o @ quiser, eu quero. Se ele não quiser, paciência.

Me surpreende que pessoas comecem a namorar já na adolescência. Isso é coisa que nem adulto sabe lidar direito.


UPDATE: Tirei o tal post dos rascunhos porque o @ já tinha lido tudo sem eu saber. RISOS. Bom, ele não fugiu.



OUTROS TEXTOS E LINKS


Posted on segunda-feira, março 26, 2018 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, março 14, 2018

É uma verdade universalmente conhecida que eu não sei ficar inerte. Quer dizer, depende. Sou muito bom em ficar imóvel, refletindo, lendo um livro, à toa em casa, mas ficar sem nenhuma expectativa na vida, sem nenhum plano, só deixando a vida me levar, é algo que eu não sei fazer. Eu sempre tenho coisas rolando nos bastidores. Algumas grandes, algumas pequenas, outras muito ridículas e umas que dão realmente certo às vezes. Eu nunca sei antes de tentar.

Ficar sem emprego é uma morte horrível, ainda mais quando não foi ideia nossa, mas, dessa vez, eu fiz TANTOS planos que praticamente nem senti o ócio. Eu acho que até TRABALHEI MAIS. Ganhei dinheiro? Não ganhei. Mas é justamente essa parte que estou aqui contando com vocês.


Eu sempre quis participar de um clube do livro. Sei lá, acho que é o sonho de 76% dos leitores assíduos. A gente já fica todo feliz quando conhece alguém que também tem o hábito da leitura, imagina participar de um grupo de amigos que se reúne pra conversar sobre livros? Melhor ainda, que está ali para comentar o mesmo livro que você? É o nirvana literário.

Mas você já tentou montar um clube do livro? Seus amigos não curtem tanto ler assim, é difícil marcar com todo mundo, galera esquece de ler o livro, tem gente que some no meio do processo, 1 mês depois ninguém lembra mais que tinha topado participar do clube. Eu conheço 0 pessoas que já participaram de um clube do livro. Todo mundo quer, mas ninguém faz. É um mistério.

Contudo, sou teimoso.

E é por isso que hoje trago à existência O MAGNÍFICO CLUBE DO LIVRO DE FELIPE FAGUNDES NO RIO DE JANEIRO. Brincadeira, o nome não é esse, mas a ideia é tão legal quanto.


Gente, tô aqui unindo o útil ao agradável. Gosto muito de ler, quero conversar sobre livros, sou bom em bater papo, excelente em organizar coisas, quero ter uma renda extra e conhecer novas pessoas. Então, CLUBE DO LIVRO!

É um negócio mesmo: Você que mora no RJ entra com 10 reais e informa em quais leituras você tem interesse. Eu corro atrás de gente com os mesmos interesses, tento montar um grupo de 5 a 10 pessoas, posso emprestar livros e sugerir meios de consegui-los, organizo tudo, marco um dia, faço o dever de casa pra ser um bom mediador e, de 30 a 45 dias depois, a gente se encontra onde for legal pra todo mundo para comentar, debater, rir e se divertir com uma conversa sobre o livro escolhido e histórias em geral. É algo bem com a minha cara de conhecer novas pessoas e quem sabe fazer novas amizades. Você só precisa ler o livro e comparecer. O resto do trabalho é todo meu.

A minha função exatamente é fundar os clubes, organizar a primeira reunião e garantir que a galera consiga seguir em frente sem depender de mim.

Quem me acompanha mais de perto, mas beeeem de perto mesmo, sabe que já estou com esse projeto em andamento há algum tempinho, então já tenho algumas pessoas interessadas e prontas pra me apoiar nisso. Eu juro que não é cilada! Nem tô planejando sumir com seu dinheiro.

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Separei essas sugestões de livros que estão na imagem só como ponto de partida e sugestão mesmo. Assim que eu conseguir encontrar um grupo legal, seja lá de qual livro for, fecho o clube e começo os trabalhos. Você pode saber mais dos livros sugeridos clicando no link para a página deles no Skoob. São todos livros curtos, leves e divertidos.

1) Nimona (Noelle Stevenson)
2) O ano em que disse sim (Shonda Rhimes)
3) Simon vs A Agenda Homo Sapiens (Becky Albertalli)
4) Tá todo mundo mal (Jout Jout)
6) Quinze Dias (Vitor Martins)


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Infelizmente, é só pra quem é do Rio de Janeiro mesmo (cidade e arredores), não rola não ser presencial. Então, se você mora em outro estado, mas conhece alguém aqui no RJ que ia adorar participar, pode recomendar!

Se você é curioso e/ou precisa sentir que a coisa é séria mesmo, esse clube do livro faz parte de uma iniciativa maior, um projetão que tomou conta da minha vida no último mês e já está em andamento. Tem site e tudo (www.saiadarotinarj.com.br), fique de olho na página do Facebook também! Pra quem é leitor desse blog, juro que em breve explico tudo com mais detalhes. É muita novidade!

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Bom, é isso.

Interessados, só me procurar em qualquer lugar. Aí nos comentários do blog, pode usar o formulário de contato, pode me chamar no Twitter, na minha página no Facebook ou pelos contatos oficiais do Saia da Rotina.

(Toda minha gratidão pra quem compartilhar esse post nas redes sociais e a imagem com os amigos no whatsapp)

Posted on quarta-feira, março 14, 2018 by Felipe Fagundes

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terça-feira, março 06, 2018

Alô, Brasil, estamos prontos pra mais um diário de viagem? Pois eu estou. Ok, ok, eu sei que quem acompanha o blog semana após semana talvez tenha mais interesse em saber de c e r t a s coisas que foram citadas em posts passados, mas feliz ou infelizmente eu que mando, então é diário de viagem que tem hoje mesmo. Me perdoem.

Pra quem não sabe como funcionam os meus diários: São diários físicos que vou escrevendo durante as viagens, depois eu chego em casa, edito e posto no blog. Então aqui estamos.

Destino: Rio das Ostras!



1) DEUS AGIU, e finalmente consegui quebrar o ciclo e fugir da igreja. Todos os meus carnavais foram passados em retiros e, gente, não dava mais. Não gosto de farra, de bloco, de samba nem nada, mas não fazia ideia do que pessoas que não frequentam igrejas nem blocos fazem. Ficam em casa trancadas? Mas tô muito orgulhoso do meu networking que me fez ficar amigo de menina Isabelle e, PLAH, aqui estou indo para RIO DAS OSTRAS passar o Carnaval inteiro na casa das tias da Bells, vivendo de sol, ventinho gostoso e praia.

2) Até a instituição trio que eu tanto prezo se fez presente, pois Taiany veio junto e ficou tudo perfeito.

Bells e vó da Bells na frente, Taiany e eu atrás

3) SOCORRO que me tornei aquilo que sempre odiei: gente que não cala a boca dentro da condução. Eu literalmente fiquei 3 horas tagarelando no banco de trás com Taiany e aposto que estava sendo alvo de ódio dos demais. Mas conversar é tão bom!

4) Inclusive, fui vítima do PODER DO ÓDIO quando a mochila de Taiany caiu do bagageiro NA MINHA CABEÇA. Sério, gente! Simplesmente CAIU. Nenhum passageiro demonstrou o mínimo de preocupação e compaixão (nem Bells, todos riram). Me vinguei de todos e não me calei até o final da viagem, pois sou ruim agora.

5) Várias pessoas seminuas no centro de Rio das Ostras, recomendo.

6) As tias da Bells são todas crentes. RISOS de nervoso. Eu estava meio ressabiado com isso, pois aparentemente desenvolvi trauma do universo cristão. Até tenho amigos que são, mas evito entrar em discussões. Outra coisa é que as tias tem nomes super fofinhos, vamos aqui chamar de Florzinha e Lindinha, então eu tava esperando chegar numa casa decorada que nem o escritório da Dolores Umbridge.



7) Tem uns 10 seres humanos na casa e, além das tias, há uma criança hiperativa, um gato possuído pelo capeta que rouba a atenção de todos e uns parentes avulsos que acho que só aparecem pra comer. Não julgo, pois estou fazendo o mesmo. As tias são ótimas.

8) Confesso que acho praias lugares superestimadíssimos, então não sei bem como vou me comportar aqui, onde TUDO é praia. De dia, de tarde, de noite, praia perto, praia longe, a gente tropeça e cai numa praia. Ainda tenho umas memórias meio desagradáveis de quando uma praia tentou me assassinar e de quando minha bunda foi exposta.

9) Praia do Bosque! Gente, que água gelada, puta merda. Infelizmente, minhas acompanhantes são ratas de praia e acharam a água "gostosinha" e, no máximo, "um pouco fria". Desisti meia hora depois e fiquei na areia. Iam me deixar cuidando das bolsas, mas logo perceberam que sou desses que deitam na canga, dormem e deixam o ladrão levar tudo.

Eu dormindo na Praia do Bosque, cenas reais

10) Eu tinha esquecido da dinâmica nas casas de gente crente. Homens e mulheres não se misturam nos quartos. Às vezes, nem os casados. Só que, né, estou socado numa casa com 200 mulheres, então as bonitas ficaram com todos os ventiladores e com o quarto do ar-condicionado. QUE MUNDO MISÂNDRICO. Me restou dormir sozinho na sala com os mosquitos e, óbvio, o gato encapetado.

11) SOCORRO, esse gato. Já convivi com alguns gatos hostis, mas esse supera todos. O bicho é super alucinado, não pode ver NADA se movendo que PULA pra atacar com garras e dentes. A criatura ainda tem um brilho natural que seduz todas as pessoas, mas não me engana. Tipo, gente, o bicho mordeu o peito da Taiany! E rasgou o braço da vó da Bells com a unha!!! Todo mundo: Nossa, que fofinho.

12) Perguntamos pra tia Florzinha de onde veio o nome do gato. É árabe. O nome do diacho do bicho significa "Abençoado". Gritei.

A-ham. Abençoadíssimo.

13) Apenas meu pé foi atacado à noite, mas passo bem. Não posso dizer o mesmo do gato. Brincadeira. Infelizmente, nós dois saímos vivos daquela primeira noite.

14) Acho que foi eu emanando bad vibes na sala que fez o ar-condicionado pifar e começar a pingar em cima da cama alheia Hahahahahah No dia seguinte, além de calor, tava todo mundo reclamando de ronco e peido, então acho que sofrer ataques do gato de madrugada não foi tão ruim assim.

15) Praia da Baleia! Outra banheira de gelo. Eu literalmente fiquei tremendo e com os lábios roxos, mas adorei as fotos. Eu tô acostumado com as praias da Costa Verde, que são meio que selvagens e um pouco mais vazias. Rio das Ostras no Carnaval é um FERVO, porém, o plano de 5 praias em 5 dias estava de pé.

Hangloose em homenagem à Carol, sempre em nossos corações
Parece que a Carol morreu, né. Ele está viva

16) Já contei no Twitter, mas quero deixar registrado em todos os lugares possíveis que esse causo aconteceu. O fato das tias serem crentes realmente não afetou em nada as good vibes da viagem, não teve mesmo nenhum problema, apenas um leve constrangimento quando eu lembrei que tinha levado na mala um livro chamado PRAZERES MALDITOS. Isso mesmo: PRAZERES MALDITOS. Gente, eu tenho esse livro há tanto tempo e NÃO SEI POR QUE escolhi ele pra levar. Não foi a melhor das minhas decisões. Daí eu sou do tipo que deixa a mala arreganhada e as coisas jogadas por aí, então calhava do meu livro sempre estar à mostra. Às vezes ele sumia, aí aparecia do nada misteriosamente. Pois teve um dia que Tia Lindinha entrou no banheiro, e Bells veio correndo contar "GENTE, TIA LINDINHA LEVOU O PRAZERES PRO BANHEIRO". Eu GELEI. E gargalhei e infartei. Foi, tipo, TÃO SURREAL.

ESSA MULÉ VAI QUEIMAR MEU LIVRO? VAI RASGAR? DAR DESCARGA NELE?

OU PEGOU PRA LER? KKKKK

Gente, sério, Prazeres Malditos. Eu tinha lido umas 10 páginas só, nem sabia direito do que se tratava, não leio sinopse. Sabe Deus o que tava escrito ali dentro. E a tia crente lendo.

Daí, SUSPENSE, Tia Lindinha sai do banheiro e conta pra Bells "Ah rsrsr Achei que fosse minha Bíblia rsrsrsr Peguei pra meditar rsrsrsr"

Pensa numa meditação gostosa

A Bíblia da mulher tem o dobro do tamanho e é rosa. ME ENGANA QUE EU GOSTO, LINDONA. Pior que depois achei o livro chato pra caramba e abandonei, podia ter deixado lá em Rio das Ostras.

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Socorro que já tá muito grande e vou deixar para finalizar em outro post. Eu juro que continua.



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Posted on terça-feira, março 06, 2018 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Recapitulando fatos importantes: Eu tenho 26 anos, sou assexual, nunca me relacionei romanticamente com ninguém, nunca beijei na boca. Obviamente, sou virgem de todas as formas possíveis. Nunca senti falta de nada disso.

Aí não sei por que marquei esse date.



Nem acho que vou morrer nem nada, inclusive já sobrevivi a situações mais adversas, porém tô nervoso como nunca. Eu sempre fugi de dates. Essa coisa de você deixar evidente que quer um relacionamento, de tentar impressionar a outra pessoa, essa pressão de se vai ter beijo, se não vai, se vai ter segundo encontro, se vai rolar química... Só a teoria já me mata, e eu jamais em sã consciência me colocaria numa situação dessas. É muita exposição, é muito ser o centro das atenções, eu não sei, a minha cara arde só de imaginar. Eu até evito sair em dupla com amigos, sempre monto trios ou grupos, não sei se vocês já repararam. Mas aí tem esse date e muitas questões.

Primeiro, eu já disse que vou nesse date com um rapaz? Pois vou com um rapaz. Não sei se é um choque pra alguém.

Nunca saí com rapazes, mas também nunca saí com moças. Risos. Algumas pessoas juram de pé junto que sou gay, e eu até acreditei por um tempo. Acho que já falei com uma dúzia de pessoas que acho rapazes interessantes. Mas aí eu conheci gays de verdade e, gente, acho que não funciona pra mim não. Óbvio que conheci héteros e definitivamente não funcionou também. Sempre existe um vão imenso e, mesmo sabendo que alguns assexuais conseguem se identificar como homo/heterorromântico, eu nunca me classifiquei nessas categorias, até porque nunca precisei. Tava aqui esperando, né: o dia que rolar um sentimento, rolou. Aí estou lidando com esses dilemas de, oh, meu Deus, rapazes, o que vão pensar, serei obrigado a ver a mangueira entrar? socorro preconceito e blábláblá.

Eu quando converso com amigos gays sobre dates


Eu quando o amigo é hétero

Tem também a questão de que eu nunca estive nessa posição de gostar e ter interesse nas pessoas. As pessoas que sempre gostam de mim. Risos. Mas é sério. Um dos dramas menores da minha vida é esse de eu nunca ter sido capaz de retribuir de verdade os flertes e as investidas que recebi ao longo da vida. Parece ridículo da minha parte dizer isso, mas, em quase todo lugar que eu vou, tem uma pessoa apaixonadinha por mim sei lá por que. Tanto meninas quanto meninos já pediram pra namorar comigo, já fui pedido em CASAMENTO, já quebrei o coração de alguns, já vi gente CHORAR por causa de um não meu, também passei pela saia justa de ouvir um "Você quer me beijar?" meio safadinho e ter que responder com um "QUE??? Não!". Enfim. Não que eu me ache o rei da cocada preta, são apenas os fatos. Também não entendo esse sucesso. Deve ser meu brilho natural.

Mas aí surgiu esse rapaz do nada, fez umas investidas, eu recusei gentilmente e comentei sobre assexualidade. Ele ficou animado e disse que é demissexual. Papo vai, papo vem e ficou por isso mesmo. Só que aparentemente fiquei falando do moço o tempo todo, e meus amigos ficaram meio:

- Felipe??? Você está apaixonado por este rapaz?
- EU??? kkkkkk Claro que não kkkkkkkk Ai, ai kkkkkkkkkk
- ...
- Nossa, gente, só por que eu cito o nome dele de hora em hora e às vezes desejo que ele estivesse aqui perto de mim e gosto de ficar olhando as fotos dele e acho ele bonito e amo a voz dele e existe alguma coisa misteriosa acontecendo dentro de mim que me faz ter sentimentos que nunca tive e está me consumindo?
- ...
- Eita, ferrou.

Então, SEI LÁ, marquei o date. Já me arrependi umas 10 vezes e no momento me pergunto se é socialmente aceitável fingir que morri pra não ter que aparecer.

SERÁ QUE É AMOR? TÁ TÃO DIFÍCIL DE ESCONDEEEEER, OOOOOH, OLHA O QUE O AMOR ME FAZ, ME DEIXA SEM SABER COMO AGIR, OOOOOHHHH, é o que fica tocando na minha cabeça o tempo todo enquanto vou ao shopping comprar uma brusinha nova para o date. Fui no Google pesquisar "Como agir num primeiro encontro no cinema" (inclusive, achei dicas kkkkk) Eu me sinto muito ridículo quando vejo que rapaz não está online e permaneço encarando a tela do computador, esperando a bolinha ficar verde. Fico vermelho se tiver que contar pessoalmente essa história toda pra alguém. Todo mundo acha fofo enquanto reflito se quero morrer. Eu tô muito "Pai, afasta de mim esse cálice, mas, se quiser, aproxima".

Não sei mesmo como vai ser. É um sentimento muito novo pra mim, eu nem sabia que era capaz de sentir isso, gente. Então é ASSIM que aquelas pessoas otárias nos livros, filmes e na vida real se sentem o tempo todo? SOCORRO. Eu e rapaz nos vimos pessoalmente uma única vez, trocamos 5 palavras. Acho que nem temos um vínculo forte. Eu consigo fazer um top 5 amigos com quem converso e compartilho coisas mais do que com ele. Há vários obstáculos entre a gente (lugares onde moramos, diferença de idade, orientações sexuais tecnicamente desfavoráveis, eu ser maluco etc) e eu não sei por que tô me prestando a esse papel, mas existe essa ATRAÇÃO MISTERIOSA que eu não sei explicar. Ou vai ser muito bom ou vai ser muito ruim, uma fonte eterna de dor e sofrimento.

Vai ver é karma voltando depois da meia dúzia de corações que sem querer já parti.

Se hoje for segunda-feira, dia 19/02/2018, o date é hoje à tarde e aceito todas as dicas possíveis. ME SALVEM. Se eu sobreviver, volto num futuro próximo com mais notícias.



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Posted on segunda-feira, fevereiro 19, 2018 by Felipe Fagundes

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terça-feira, fevereiro 06, 2018

Foi há 84 anos que Helena me indicou para esta tag e talvez todos os envolvidos nela já estejam mortos, mas aqui estou para comentar detalhes exclusivos dessa vida de escritor cheia de glamour.



Mentira, gente, nem tem glamour nenhum, mas essa tag precisa ser respondida porque eu já estou com vergonha do tanto que posterguei. Finjam que estão muito interessados nas respostas.

(Fui verificar, e quem criou essa tag aqui no Brasil foi a Pam Gonçalves. Ela passa bem, obrigado)

ONDE EU ESCREVO?

Onde eu NÃO escrevo, né, gente? Esse lance do lugar ideal e único nunca rolou pra mim. Eu escrevo onde posso. Não sei nem dizer onde eu prefiro. Escrevia de madrugada no meu quarto em Nova Iguaçu, escrevia no trabalho antes do meu expediente começar, passei a escrever no ÔNIBUS quando não estava mais rolando as opções anteriores (app Evernote, juro) e por aí vai. Também escrevo num caderno de papel quando me dá vontade.


COMO VOCÊ SE ISOLA DO RESTO DO MUNDO ENQUANTO ESTÁ ESCREVENDO?

Fecho a porta.

COMO VOCÊ REVISA O QUE ESCREVEU NO DIA ANTERIOR?

Deus me livre revisar o que escrevi 24 horas atrás. Só reviso os capítulos quando vou enviando para as betas e depois quando já escrevi tudo e chega a hora de editar. Eu escrevo tão despreocupado que nos meus textos originais tem um monte de [DESCREVER ROUPA DE FULANA AQUI] e [CONTAR COMO CICLANO MORREU, ESTOU SEM VONTADE DE ESCREVER ISSO AGORA]


QUAL A SUA PRIMEIRA ESCOLHA DE MÚSICA QUANDO NÃO ESTÁ SE SENTINDO INSPIRADO?

Jura que música serve pra isso? O que me inspira é ver gente falando sobre escrita (Por isso que recomendo demais assistir palestras, workshops e seguir autores, principalmente iniciantes, nas redes sociais) e ler trechos dos meus livros favoritos.

O QUE VOCÊ SEMPRE FAZ QUANDO ESTÁ LUTANDO CONTRA O BLOQUEIO DE ESCRITA?

Falo AMANHÃ SERÁ MELHOR, ADEUS. Geralmente é mesmo. Mas os meus bloqueios de escrita são todos pelo mesmo motivo: estou achando a história chata. E eu achar a história chata é um problema, porque eu tenho que ser meu fã número 1. Então, antes de sentar pra escrever, eu fico o dia todo pensando em como deixar a história mais empolgante pra mim. Só escrevo quando descubro. Às vezes é inventar algo novo, cortar um personagem ou mudar o foco. Lembro que Não Sei Lidar com Malas não estava andando no começo, os protagonistas eram Breno e Maria. A parte da Maria era maravilhosa, mas a do Breno... Insisti bastante, até que desisti e promovi Lídia como protagonista. Breno virou figurante. A história voou.

Só para constar, eu tenho poucos bloqueios na hora de escrever, porque sempre planejo antes. Sou desses que planeja. Agora mesmo estou escrevendo o capítulo 11 da minha história nova e já tenho planejado até o 16.

QUAIS FERRAMENTAS VOCÊ USA ENQUANTO ESCREVE?

Google Drive, meu caderno de ideias e meus rascunhos no Gmail (nossa, uso pra criar mil fichas).

QUAL A ÚNICA COISA QUE VOCÊ NÃO PODE VIVER SEM DURANTE A SESSÃO DE ESCRITA?

Depende do momento. Teve uma vez que fiquei em pânico porque esqueci meu caderno de ideias sei lá onde e meu planejamento estava todo lá. Estava escrevendo um capítulo que eu já sabia o que acontecia, mas nos próximos eu não tinha ideia. Graças a Deus achei meu caderno antes de travar. Não sei se o caderno é a resposta, acho que é saber o que vou escrever. Esse negócio de abrir uma página em branco e ficar pensando no que escrever nem faz sentido pra mim.


COMO VOCÊ SE ABASTECE/SE ALIMENTA DURANTE UMA SESSÃO DE ESCRITA? 

Abastece??? Vocês escrevem por quantos dias seguidos, gente? Eu nem como enquanto escrevo. Até olho torto para aquelas pessoas que levam lanche pra comer durante provas. Acho SURREAL.


COMO VOCÊ SABE QUANDO TERMINOU DE ESCREVER?

Quando eu termino o Processo. Escrevo tudo o que planejei, volto revisando, editando e incorporando o feedback das betas, reviso tudo de novo e FIM. Sempre dá para melhorar. Tipo, SEMPRE. E isso é um problema, porque, se você ficar nessa de querer deixar o texto perfeito, além de nunca conseguir, ele também nunca ficará pronto. Eu poderia estar editando Não Somos Um até hoje se não tivesse alcançando essa iluminação espiritual. Dia desses, eu estava relendo Gênios e fiquei "Humn... Esses parágrafos poderiam ser melhoresNÃO". Desliguei o Kindle e fingi que não vi. Já foi, gente. Volto para trabalhar mais nessas histórias quando uma editora quiser publicá-las e algum profissional me orientar. Fora isso, está bom. Muita gente leu e gostou, a mensagem foi passada, vida que segue. Farei melhor nas próximas.

Posted on terça-feira, fevereiro 06, 2018 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Numa das temporadas de Survivor que assisti, chegou um momento em que, na hora da eliminação, os votos ficaram empatados entre dois participantes. Quando isso acontece no reality, os participantes que não foram votados precisam entrar  num consenso ou, pelo menos, tentar convencer alguém a mudar de lado e encerrar o desempate. Se o empate continuar, já era, acontece um sorteio de pedras entre todo mundo e quem pegar a pedra preta está automaticamente eliminado. É sempre um caos.

Daí que tinha essa participante Coisinha que ficou GENTE, PELO AMOR DE DEUS, VAMOS ENTRAR NUM CONSENSO, mas ninguém quis e foram para as pedras. A cara de choque de Coisinha quando tirou a pedra preta me deixa no chão até hoje.

Depois de já eliminada, foram perguntar pra Coisinha se ela se arrependia de não ter ela mesma mudado de lado, e ela disse que não, não se arrependia. Porque, se ela mudasse de lado naquele voto, sabia que seus dias no jogo estariam contados. O que adianta durar mais um pouco se não for pra vencer? Ela disse que não tinha como não agir como ela agiu. "Decisão certa, pedra errada, só isso".

Pois acabou Firma pra mim.



Sim, aquela mesma Firma pela qual eu larguei meu emprego (onde eu ganhava mais) e estava AMANDO trabalhar lá

Gente, a Firma é incrível. O RH que mima a gente, as cafonices do bem que eles inventam, o ambiente descontraído, os presentes, o plano de carreira, os benefícios... Foi por isso que larguei meu antigo emprego, porque, apesar de ganhando mais, eu não via mais como crescer na área. A Firma me dava essa oportunidade, e eu achei que iria prosperar.

Eu também trabalhei muito, principalmente depois que fui mal avaliado numa avaliação de desempenho. Eu estava acostumado com a tranquilidade do último trabalho e custei a entrar no ritmo, mas engatei. Toda semana estava lá eu lutando para fazer mais e melhor, desafiando até alguns limites meus. Também sei que desenvolvi algumas habilidades sociais. Tinha dia que eu saía de lá me sentindo derrotado, mas havia dias em que eu era a pessoa mais feliz daquele prédio.

Uma coisa que eu ainda não entendi bem é por que uma empresa que é fofinha também vem acompanhada da característica de fomentar competição/meritocracia. Já notei que esse é mesmo um padrão de empresas desse naipe. TRABALHE PARA BRILHAR. FAÇA POR MERECER. SEJA O MELHOR. O alto desempenho é muito celebrado. E daí todo mundo se dispõe a dar o melhor e trabalha até o dobro necessário para ganhar, sei lá, uma medalha. Parece que estou fazendo uma crítica negativa, mas não necessariamente. Esse modelo funciona muito bem para algumas pessoas, tanto que o clima de paz e amor da Firma é sempre muito bem avaliado pelos colaboradores, mas não funcionou pra mim.

Até com ansiedade sofri, coisa que nunca aconteceu nesse nível. Acordei uns dois dias tremendo e com muito frio por causa de uma apresentação importante que tinha que fazer. Teve semanas que fiquei no chão achando que ia ser demitido por causa de N fatores.

Particularmente, sinto que estava indo muito bem nessa reta final. Eu tinha orgulho do que estava produzindo e até esse feedback positivo me deram, mas outras coisas aconteceram. Um colega de trabalho exigiu ser promovido (ele realmente merecia), Firma disse que não dava, esse colega ameaçou sair e deram um jeito de conseguir a promoção para ele. Aí o orçamento ficou pesado para o setor. Tiveram que me cortar e provavelmente vão contratar alguém com salário menor para ocupar meu cargo. Achei até justo. Era um jogo, e eu perdi.



Não chorei, não me desesperei e, no dia seguinte, já estava até me sentindo mais positivo em relação a vida e ao futuro. Não que eu tenha uma grande maturidade e estabilidade emocional, é só meu modus operandi mesmo. Não sei explicar. Eu agora estou de boas, embora preocupado com o futuro e com as últimas coisas que conquistei.

Achei ruim? Claro, né, gente. Chato, triste, uma pena... Achei que poderia virar a situação e não consegui. Também tem aquela DOR de, caramba, eu estava na paz e tranquilidade do meu antigo emprego, ganhando mais dinheiro, e larguei tudo para ganhar menos e trabalhar mais! E AGORA FIQUEI SEM NADA. Se eu continuo pensando nisso, entro numa espiral de desgraçamento e não saio mais. Porém, aprendi com Coisinha: decisão certa, pedra errada.

NÃO TINHA COMO eu não largar meu antigo emprego. Faz praticamente parte da minha essência tomar uma decisão dessas. Não é a primeira que vez que eu, mesmo morrendo de medo do futuro incerto, largo o que tenho pra tentar algo melhor. Eu simplesmente não consigo ficar numa situação que me desagrada, sofrendo, reclamando e sem fazer nada, sabendo que lá fora podem existir realidades que funcionem melhor para mim. Eu arrisco, eu tento, eu monto um plano doido e jogo tudo para o alto. Claro que não é legal quando dou com a cara no chão, mas, quando funciona, não tem sensação mais maravilhosa do que saber que VOCÊ se colocou numa posição melhor, VOCÊ batalhou para chegar ali, VOCÊ foi vulnerável o suficiente para arriscar e conquistar o que queria.

Talvez funcionasse se eu já estivesse acostumado com o ritmo da empresa. Ou se meu colega fosse outra pessoa. Ou se ele não tivesse pedido promoção ou ainda se tivesse ido para outra empresa por causa de uma promoção negada. Se eu tivesse caído em outra equipe ou, SEI LÁ, as possibilidades são muitas. Coisinha pegou a pedra errada no meio de quase dez certas. 

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Agora, né, estamos aí desempregado e sem saber o que fazer da vida. O gerente que me demitiu me indicou para vagas de emprego, e me disseram que isso é um bom sinal: Eles gostaram do meu trabalho, mas não tinham como me manter. Se eu fosse ruim no que faço, não estariam me indicando. Estou aqui pensando no que será que o futuro me reserva. Estou enviando currículos, mas também tendo ideias variadas de como quero construir meu próprio caminho. De repente, eu dou uma virada inesperada. Sou viciado em viradas inesperadas.



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Posted on quinta-feira, fevereiro 01, 2018 by Felipe Fagundes

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