Foi uma amiga minha da faculdade que me apresentou o conceito da Bubble Fest e, desde então, fiquei obcecado. Cara, acho que já estava há uns dois anos tentando comprar ingresso pra esse evento, mas, sempre que eu via anunciando uma nova edição, dava de cara no aviso de INGRESSOS ESGOTADOS. Era sempre tarde demais. Que morte horrível.

Até que um belo dia eu tive a sorte de estar online quando anunciaram em JULHO a edição especial de OUTUBRO e comprei com vontade. Tipo, essa edição de Outubro nem era pra existir, porque a Bubble Fest só acontece 1 vez no ano e já tinha acontecido uma no começo do ano. Galera queria tanto que eles abriram essa segunda edição. Eu mal acreditei.


Pra quem não sabe do que se trata, e dessa vez me arrisco a dizer que ninguém sabe mesmo, a Bubble Fest é um evento... sobre bolhas. Ai, gente, sei lá, é um conceito muito abstrato. É basicamente um dia num sítio maneiro, onde tocam música pop muito atual, tem um monte de brinquedo inflável e tentar forçar o tema BOLHAS e BOLAS. Tem Futebolha, tem bolha de sabão, tem futebol DE SABÃO... É daquelas coisas que não se explica, a gente simplesmente vai. Eu anotei na Lista e queria muito riscar. As atrações pareciam maravilhosas.


POIS O DIA CHEGOU. Montei meu squad, pois Deus me livre de enfrentar ciladas do bem sozinho, e fui PRONTO PARA TUDO.

Menos para a chuva que caiu no dia. Também não estava preparado para me perder no BRT.

(Inclusive, gente, eu simplesmente peguei SETE ônibus nesse BRT. Cuidado Com A Burra total, mas eu simplesmente não sabia como chegar de um ponto ao outro. Eu queria ir reto, o ônibus fazia curva. Eu queria curva, ele ia reto. Eu tinha que ir pra frente, ele ia pra trás. Eu via meu destino, ele passava direto, AAAAHHHHH Eu tava me sentindo num daqueles filmes que a pessoa está presa num cômodo, daí ela atravessa a porta da saída e aparece dentro do cômodo de novo. Meu deus do céu. Eventualmente cheguei)

Mesmo debaixo de chuva, fomos pra Bubble Fest, até porque não devolviam dinheiro (60 pilas o primeiro lote) e a linda da organização ainda mete essa de que "Brincar na chuva é muito mais divertido!". Tá, né. 

Cara, a Bubble Fest foi uma sucessão de altos e baixos, sucessos e perrengues. Eu saí de lá feliz, mas com pouca coisa poderia ser ainda melhor. VEJAMOS.

***

PERRENGUE: A chuva, né. Ok que jogar futebol de sabão na chuva pode ser mais divertido, mas TU TÁ DOIDA, BUBBLE FEST? E a piscina? E o frio? E MINHAS CRIANÇA PEGANDO PNEUMONIA. A chuva logo passou, de vez em quando vinha uns chuviscos perdidos, então deu pra aproveitar bastante, mas não teria condições de brincar se fosse uma chuva pesada. Nenhuma das atrações era coberta, seria o fim mesmo. Aí achei paia não devolverem o dinheiro nem nesse caso.

SUCESSO: O sítio é maneirinho. É grande o suficiente pra não ficar insuportável de lotado, tem espaço pra ficar quietinho de boas longe da muvuca se quiser, tem banheiro, vestiário, vende comes e bebes, tem piscina, guarda-volumes e atrações suficientes pra gente sentir que valeu a pena.

SUCESSO: Futebolha! É mesmo uma realidade! Eu literalmente entrei numa bolha e joguei futebol! Achei MUITO legal. Eu estava cagando para o futebol, só queria mesmo tomar tombo, cair no chão e sair rolando. Tinha um cara VIOLENTO que simplesmente jogou o Lucas pelos ares. Invejei Hahahahah


Lucas está DESMAIADO

PERRENGUE: Bubble Fest, pelo amor de Deus, vamos lavar essas bolhas? Gente, um cheiro do mais puro CECÊ dentro daquele troço. A minha ainda estava meio molhada por dentro, que obviamente foi porque gente saída da piscina tinha entrado ali antes de mim, mas eu não consegui parar de pensar que era suor. Sério, um cheiro de suvaco da dificuldade ali.

SUCESSO: O brinquedo assassino que gira. Gente, infelizmente não teve foto porque todo mundo estava se divertindo, apanhando e sendo traumatizado por esse brinquedo, tudo ao mesmo tempo. Não sei nem dizer o nome. Sabe aquela brincadeira do relógio? Uma criança pega uma corda e começa a rodar rente ao chão, rodando, e as outras têm que ficar pulando. Era basicamente isso. Só que inflável, e a corda inofensiva era um PORRETE GIRATÓRIO claramente possuído por ninguém menos que SATANÁS. Elisa nem quis voltar, Elizabeth ficou grudada na parede imóvel até nosso tempo acabar e Lucas levava cada pancada que a gente gritava AAAAAI só de ver. E eu? Eu me arrisquei porque esse é um brinquedo que só se alcança o sucesso através da coragem e da ilusão de que não dói, POIS AS PANCADAS SÃO REAIS. Consegui pular algumas vezes, mas levei tombo também.

 Eu imediatamente depois de sair do brinquedo assassino.
É sério! Hahahahahah

PERRENGUE: A fila da tirolesa. A gente simplesmente ficou QUASE QUATRO HORAS NA FILA. A gente não tinha ideia de que ia ficar a festa quase toda numa fila. A tirolesa era a única atração com hora pra acabar, então ficamos "Bom, vamos logo entrar nessa fila pra ir de uma vez". Fomos trouxas. Gente, demorou uma vida. E tirolesa é uma coisa que você acha com facilidade em vários lugares e da Bubble Fest nem era uma Brastemp. Não vale a pena esperar. Tinha que ter um aviso desse tempo de espera ou pelo menos distribuição de senhas que nem tinha pro Futebolha e pra Archery Tag. A gente podia curtir o evento sem ter que ficar na fila. Se tivesse sol, todo mundo teria desmaiado naquela fila.

O sorriso de quem ficou quatro horas numa fila

Um lindo dia chuvoso para voar o mais alto que puder 
e ser alvo de raios

PERRENGUE: Archery Tag. Não sei, as senhas acabaram quando eu estava na fila da tirolesa.

SUCESSO: A playlist da Bubble Fest era muito atualizada com o pop. Tinha até a música nova da Anitta, que tinha sido lançada há menos de uma semana. Teve Taylor Swift, Dua Lipa, Pabllo Vittar e sei lá mais quem do pop que vocês gostam. Lucas que entende e achou sucesso.

SUCESSO: Big Volley! Cara, aquela bola gigante parece leve e fofa nas fotos, mas AQUILO É PESADO. Elisa quase perde os dedos, Lucas quase quebra o pescoço e, gente, sou idoso, A MINHA LOMBAR. Mas sabendo não ir na bola sozinho que nem um tarado e jogando em equipe, o jogo pode ser bem divertido. Só tenha cuidado com a bola.

Eu super focado no jogo
Meu time perdeu de lavada, NÃO ENTENDI

SUCESSO: Aula de ritmoS! Não fiz, mas Lucas dançou e aprovou. Cama elástica! Um jogo de totó humano que achei chato, mas galera amou! Fazedor de bolhas gigantes! Não fiz, mas muito bonito de ser ver. Nada disso tinha uma fila com mais de 5 pessoas.

PERRENGUE: Já era de se esperar que os comes e bebes vendidos não fossem ser baratos, mas 10 reais num misto quente já achei meio puxado. Eu compro por 2 reais nas ruas do Centro do Rio. Eu nem almocei, porque né.

SUCESSO: Pode entrar com comida e bebida, então acho que vale a pena levar seus próprios lanches.

PERRENGUE: Eu fiquei tanto tempo na maldita fila da tirolesa que nem tive tempo de ir em todas as atrações. Tive que ser seletivo e ir só no que eu realmente queria, porque não dava mais tempo ou eu não tinha mais pique.

SUCESSO: Guerra de cotonetes! Apenas que eu sou o rei disso e Lucas jamais teve uma chance.




Luta que venci movido pelo ÓDIO 
depois de tanto tempo perdido na fila da tirolesa

Engraçado que depois fui duelar com a Elisa, e a moça da Bubble Fest que estava monitorando o brinquedo, vendo que estávamos meio que empatados, gritou:

- BATE COM FORÇA, GENTE, EMPURRA O OUTRO COM O COTONETE
- Você quer que eu dou NA CARA dela com esse cotonete?
- É, UÉ, É ASSIM QUE FAZ.

Gente, não é assim que faz Hahahahah Os cotonetes não são leves, vocês se respeitem.

SUCESSO: Teve coisas que não experimentei, tipo o Futebol de Sabão, guerra d'água, Archery Tag e tal. Nem na piscina eu entrei. Isso mostra que há realmente muitas opções.

PERRENGUE: Não sei o vestiário feminino, mas o vestiário masculino não era lá grandes coisas. Além de pequeno (não cabia 10 pessoas dentro), não dava muita privacidade. O lugar de trocar de roupa era DE FRENTE pra porta. E alguém vivia deixando a porta aberta, qualquer um lá fora podia ver. Só tinha dois chuveiros e uma das cabines NEM TINHA PORTA. Ok, eu nem tenho problema em exibir meu corpo nu com outros homens no recinto, porém, essa cabine sem porta TAMBÉM ERA VIRADA PARA A PORTA DO VESTIÁRIO, que vivia aberta. Aí ficava puxado, gente. Passa uma senhorita ou criança lá fora e, PÁ, olha aí eu sendo acusado de atentado ao pudor. Resolvi tomar banho de sunga, que nem no Big Brother.

SUCESSO: O clima. Não o clima CLIMA, até porque estava nublado, mas estava todo mundo se divertindo de boas: famílias, crianças, casais, amigos, não rolou nenhuma briga ou desentendimento. Gostei das good vibes, dos animadores do evento... Era um lugar pra ser feliz, sabe? Ainda é um evento de gente rica, na minha opinião, mas não tão rica ao ponto de todo mundo ser branco com cara de europeu. No quesito de público, achei razoavelmente diversificado.



Bom, poderia ser melhor? Tanto poderia que VAI SER assim que eu voltar lá na próxima edição que rolar aqui no RJ com um lindo dia de sol. E óbvio que nem ameaçado de morte eu entro na fila da tirolesa. Fora isso, foi tudo ótimo! Certeza que volto com ainda mais gente.

Pra quem se interessou, a Bubble Fest acontece no RJ só uma ou duas vezes por ano, mas isso porque ela viaja pelo Brasil. Então galera de SP, MG, Brasília, etc pode ficar de olho na página dos organizadores. Além da Bubble Fest, eles organizam outros eventos doidos que podem ser legais também. Recomendo a experiência!