segunda-feira, junho 26, 2017

Chega a ser engraçado como eu vivo situações que me inspiram a escrever cafonices aqui no blog, daí essas cafonices me deixam com vontade de escrever histórias que, por sua vez, puxam minha orelha para eu viver mais e melhor e o ciclo recomeça. Essa roda nunca para de girar e eu gosto é assim mesmo.

Devo ter comentado algumas vezes por aí, mas, agora que eu tenho dois contos, já posso dizer que a Série Não Sei Lidar é uma coisa real e oficial? Pra mim, sempre foi, mas não queria pagar mico alardeando que Gênios era o primeiro de uma história em série que nunca teria volume 2. SÓ QUE AGORA TEM!



"Maria tem quinze anos, acredita em Deus e está torcendo para que não descubram que não há nada de especial sobre ela.  Ela precisa tanto daquela vaga de aprendiz! Tímida e escondida dentro de seu inseparável casaco, ela até que está feliz de ter uma nova amiga extrovertida. Às vezes, meio triste. Mas tão feliz!

Lídia já passou dos vinte e sinceramente? Não acredita em muita coisa. Mas, entre essas poucas coisas, está sua amizade com Pablo, e a deixa doida ver o amigo todo estranho por conta de um namoro que, gente, é isso mesmo que o amor faz com as pessoas? Queria morrer solteira.

Em duas semanas com altos e baixos, elas terão que trabalhar juntas soterradas em malas e lidar com problemas que talvez sejam um só: Será que toda mala precisa ser carregada?"


Não Sei Lidar com Malas é uma história que faz parte do mesmo universo que Gênios, então quem curtiu os personagens pode dar uma chance e matar a saudade, mas quem não leu o primeiro conto pode ler esse sem problemas. São independentes!

Assim como Gênios, o conto também veio de um textos publicados aqui no blog, mas depois você descobre de qual. Malas tem 11 capítulos, e os 7 primeiros já estão disponíveis de graça no Wattpad. VEM, GENTE.




Agora que eu terminei, posso dizer que escrever esse conto foi uma experiência diferente pra mim. Se vocês acompanham esse blog e/ou minhas histórias, sabem que eu adoro escrever sobre coisas positivas, histórias cafoninhas do bem, comédias simples que fazem rir de coisas comuns e tal, mas Malas fugiu um pouco da regra. Quer dizer, ainda tem todas as minhas marcas registradas, para o bem ou para o mal risos, mas o tema é um tiquinho mais espinhoso. Não tanto, mas não é só raio de sol e arco-íris. Eu não sabia quando comecei a escrever, mas aí a história me atropelou e, quando eu percebi, estava INDIGNADO lendo, narrando e vivendo meus próprios capítulos. Quem é Maria, quem é Lídia, quem é Felipe, jamais saberemos.

Espero que não mate vocês, mas o que não mata te faz mais forte etc. QUERO TODO MUNDO LENDO E ME FAZENDO SER O REI DO WATTPAD. Grato ;)

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Se você quiser me ajudar e me incentivar a escrever novas histórias, compartilhe Não Sei Lidar com Malas nas suas redes sociais! Sério, gente, não importa se você tem 10 ou 1000 seguidores. Toda divulgação é bem vinda. Indique para as pessoas, levem para os blogs e sites de vocês, me chamem pra entrevistas, tô aceitando tudo de coração aberto.

VAMOS ACOMPANHAR!

Posted on segunda-feira, junho 26, 2017 by Felipe Fagundes

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terça-feira, junho 20, 2017

Uma coisa legal de chamar seus amigos constantemente para ciladas do bem é que, depois de um tempo, eles ficam viciados no esquema e começam a organizar as próprias ciladas. Minha Lista agradece, é a terceirização do trabalho Hahahahah A Elisa descobriu uma promoção de 50% de desconto no Escape60 e, MEU DEUS DO CÉU, a gente tinha que ir.



Como a maioria das coisas que entra na Lista, eu não faço ideia de como descobri essa coisa de escape room, só sei que tava lá e eu queria muito. Parece que virou febre no mundo, e aqui no Rio de Janeiro temos até opções. Para quem não sabe do que se trata, escape rooms funcionam assim: Você entra numa sala com o seu grupo e juntos precisam sair dela dentro de um limite de tempo. Geralmente são 60 minutos. Acontece que existe toda uma história dentro dessas salas, elas são cenários montados para simular situações onde o grupo precisa desvendar enigmas para encontrar a saída. Caso não consigam, TODOS MORREM. Sim, a gente paga pra morrer.

MAS É CLARO QUE EU QUERIA ISSO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS. Eu cresci assistindo Scooby-Doo, gente. Eu amo enigmas, anagramas, problemas numéricos, quebra-cabeças, charadas, eu já inventei os meus próprios mistérios (Sdds #DesafioDos50), eu piro com livros de suspense. Então fomos para o Escape60, que é o mais popular no Rio de Janeiro.

(Engraçado que somos muito impopulares e não tínhamos quórum. Risos. A sala atende até 8 pessoas e tínhamos 4. Eu acabei vivendo momentos muito legais por causa da Lista, então conheci pessoas nesses momentos e resolvi OUSAR e misturar todo mundo. Ficamos com uma equipe de 7, nem eu conhecia todas as pessoas, mas foi o maior sucesso. Todo mundo se deu bem e já queremos dominar o mundo as escape rooms juntos. Fui o RH da cilada do bem Hahahahah)

VOCÊS ACREDITAM QUE A GENTE PERDEU???

Fuéeeeeeeeen

Gente, que morte horrível Hahahahah Eu jurando que minha vida inteira tinha me preparado para este momento, meu corpo estava pronto, mas aparentemente meu cérebro não. A GENTE CHEGOU TÃO PERTO. Talvez se fosse Escape80. Risos. Mas, fora essa derrota, eu achei a experiência toda bem legal. É uma coisa tão doida que a gente não tem como se preparar mesmo.

Não vou dar detalhes para não estragar o jogo de quem for jogar nessa mesma sala que a gente acho que até posso ser processado se contar -q, mas, gente, vivemos vários momentos. A atendente do Escape60 disse que a nossa sala era a mais felizinha, todas as demais tem um aspecto meio sombrio e de terror. Já imagino sangue pelas paredes e um cadáver na mesa. Mas a nossa, realmente, era toda colorida, clara e limpinha. Depois que fomos derrotados, nos contaram que só 15% dos grupos vencem nessa sala, então por aí vocês já podem abaixar as expectativas de ser a nova gangue do Scooby-Doo. Eu perdi, mas tô me sentindo 87% orgulhoso do meu trabalho (dei uns moles, sim).

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Os enigmas não são difíceis, mas são MUITOS. Você acha uma chave secreta, atrás da porta tem um cofre. Você desvenda o segredo do cofre, tem um mapa dentro. Você descobre como ler o mapa, acha um críptex. Você abre o críptex, tem uma bomba relógio. Nunca acaba. Teve até uma hora que a gente jurou que tinha resolvido tudo! Até comemoramos!!! Mas daí, PLOT TWIST, NÃO ERA O FINAL E TINHA DUZENTOS NOVOS ENIGMAS AINDA AAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH


Juro que não sou mau perdedor, mas preciso confessar que os enigmas poderiam ser melhores. Sei lá, eu acho que eu conseguiria pensar em algumas coisas mais legais. Nessa sala que a gente foi, de cara a gente já se depara com meia dúzia de coisas diferentes para resolver. Daí vamos achando um bando de pista que não sabemos onde enfiar. As pistas não se conectam diretamente com os enigmas e, mesmo depois que a gente consegue resolver, fica aquela sensação "Nossa, nada a ver". A gente apenas aceita e segue em frente pois ainda falta uma vida de enigmas. 

Nós somos monitorados pelo pessoal do Escape60, daí de vez em quando eles dão dicas quando percebem que estamos travados. "Tem uma pista embaixo do banco", "Prestem atenção na sequência dos números", "Tentem a combinação XXXTRG7875". Sim, até resposta eles dão quando a coisa tá braba.

Me atrapalhou um pouco eu achar que os desafios eram super elaborados, sendo que na verdade eles são bem simples. Foi aquela coisa de "Claro que não é essa resposta idiota" e daí era ¯\_(ツ)_/¯

Saí de lá com vontade de fazer minha própria escape room.

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De qualquer forma, é muito legal trabalhar em grupo! A gente dava várias risadas das tentativas nonsense feitas no desespero e RACHÁVAMOS NO MEIO quando elas funcionavam Hahahahahah Foi legal que cada pessoa teve seus momentos, acho que deu pra todo mundo se divertir. Eu fiquei orgulhosíssimo de ter encontrado pistas escondidas (que no final nem prestaram pra muita coisa, mas ENFIM) e ter entendido alguns padrões. Outros eu só entregava nas mãos de Deus e o grupo resolvia. Risos. Queria muito ver a imagem das câmeras desses nossos 60 minutos, eu tenho certeza que certa hora eu estava só rodando a esmo pela sala sem saber o que fazer. Eu jurando que ia ser uma Velma ou pelo menos um Fred, fiquei mais pra Salsicha mesmo.

Um momento ICÔNICO (sim, vivemos momentos icônicos em 60 minutos) foi quando o Jonas apertou sem querer o botão vermelho. Tem um botão vermelho que qualquer um pode apertar caso queira desistir da sala, seja lá qual for o motivo. Claustrofobia, medo, vontade de ir no banheiro, sei lá, qualquer coisa. Só que a pessoa não pode voltar. O Jonas apertou o botão E SAIU DA SALA. E eu JONAS, ONDE VOCÊ VAI? VOLTA AQUI. E ele MAS EU APERTEI. E eu MAS FOI SEM QUERER. Mas ele foi embora, e o grupo ficou abalado, e eu só pensando QUE MORTE HORRÍVEL, COITADO DO JONAS, AINDA TEMOS QUINZE MINUTOS. Daí do nada o Jonas foi reinserido na sala Hahahahahahah Deixaram ele voltar. Aí a bomba explodiu antes da gente conseguir desarmar e todos morremos. Achei sucesso.

***

Eu recomendo demais e estou doido para jogar em outras salas. Só é meio puxado por causa do preço, quase 80 reais, gente. E só uma hora! Ou menos, se você terminar antes!!! É aquele tipo de coisa que, quando você encontra uma promoção, TEM QUE APROVEITAR. É tão diferente de tudo que a gente geralmente faz que vale a pena. É risada, desespero, drama, vitórias e derrotas, tudo condensado em uma hora. Tô apaixonado pelo conceito.

Posted on terça-feira, junho 20, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, junho 12, 2017

Estou lendo esse "Yes Please" da Amy Poehler e, sinceramente, é um livro que vocês podem deixar passar caso não sejam super fãs da comediante ou do Saturday Night Live (Só ter assistido Parks & Recreation não te torna um super fã da atriz, verifiquei). O livro fala de um monte de coisa aleatória, mas uma delas realmente me ganhou.

Num capítulo sobre saber quem a gente é, a Amy diz que, por ela, a gente parava de perguntar para as pessoas de 20 e poucos anos o que elas querem ser e começava a querer saber o que elas definitivamente não serão. Faz muito sentido, porque a gente não sabe escolher do que gosta, mas diz rapidinho do que não gosta. É um bom método para cortar opções.



Ela acha e eu acredito que quanto mais rápido a gente descobrir quem não somos, melhor. Vocês também tem essa sensação? Gente, é um atraso de vida a gente tentar ser TUDO. Primeiro porque é humanamente impossível. Segundo porque várias coisas correm em direção oposta e você fica travado no meio do caminho se quiser agarrar todas. É difícil aceitar, mas tem um monte de coisa que a gente não é e, pasmem, NUNCA VAMOS SER. Algumas coisas a gente nem quer mesmo, mas colocam na nossa cabeça que precisamos. Outras a gente até quer, mas será que vale o custo de sacrificar coisas que realmente gostamos? Nem sempre. Conhecer a nossa peça da personalidade vale muito.



A gente quer ter um bom salário, crescer profissionalmente, talvez ter o próprio negócio, então a gente estuda pra isso, faz cursos, faz faculdade, engata numa pós, pula pro mestrado e doutorado, gasta horas enfiado em livros. Aí a gente quer ter um corpo bonito e saudável (às vezes só um dos dois importa, não disse qual), tem que se alimentar bem, fazer exercícios, malhar, VEM MONSTRO, entrar nesses projetos Verão 20XX, dietas doidas. A gente quer acompanhar todas as séries do momento, ninguém desgruda da Netflix, queremos ler todos os livros, queremos viver, sair com os amigos, descobrir o mundo, viajar. Mas também, claro, montar uma família, quem não quer ter filhos? Ah, você não quer? Dane-se, quer sim, vamos fazer filhos, corre atrás de namoro, casamento, bebês. A gente quer saber dirigir, nadar, cozinhar, cuidar de animais, entender de música e cinema, assistir todos os filmes do Oscar, acompanhar memes, saber jogar xadrez, cuidar da nossa pele e do nosso cabelo, desenvolver consciência política e ambiental, salvar as baleias e o planeta, militar na internet, militar nas ruas, eu já disse que você precisa ter um filho?

GENTE, NÃO DÁ. A vida pode ser linda, mas as opções são inúmeras e o Universo é IMENSO. Infelizmente, eu não vou conseguir seguir a carreira de programador-escritor-compositor-blogueiro-youtuber-gamemaker-livreiro-cozinheiro-astronauta-psicólogo-presidente-ator-exBBB-modelo-DJ que sempre quis ter. É literalmente impossível.

Tem muita coisa boa que eu poderia fazer por mim mesmo, mas só o fato dela ser boa não é o suficiente. A gente tem que QUERER ou PRECISAR muito. Se a gente não passar nossas aspirações nessa peneira, se a gente não ficar de olho, vamos correr atrás de coisas que só roubam nosso tempo e nem dão retorno algum.

Eu sou um palito de magro e não ia reclamar se eu tivesse um corpo de Instagram, desses que postam fotos sem camisa e ganham 3 mil likes. É algo que eu poderia tentar. Eu poderia entrar numa academia, tomar bomba me alimentar melhor, fazer as dietas certas para ganhar massa muscular etc etc etc. Eu realmente poderia tentar. Sou muito disciplinado quando quero uma coisa. Mas aí eu paro pra pensar no desgaste e no tempo que vou perder e, sinceramente, que Deus drible todos nós. Eu não sou isso. Eu, na verdade, mal me importo com a minha aparência. Claro que eu sinto essa pressão para ser mais bonito, atraente e tal, mas no fundo é mais uma coisa que as pessoas me cobram do que algo que eu realmente quero. Então eu deixo pra lá. Abri mão de tentar correr atrás disso, vou fazer outras coisas.



Nessa jornada, eu já descobri muita coisa sobre quem eu não sou: Já passei tanto tédio em festa que aprendi que não gosto delas. AH, VAMOS NESSA FESTA IMPERDÍVEL. Não, obrigado. Não curto dramas pesados, nem shows, nem bares. Não quero prestar concurso público nem voltar para a faculdade. Não me importo com não saber dirigir, não quero ter um carro. Não quero filhos tão cedo. Não gosto de mandar nas pessoas, tenho horror a terno e gravata. Não sou gente que vira a noite fazendo coisa alguma.

A gente acaba forçando uns limites quando esquecemos quem não somos e isso bagunça a gente todinho. Esse emprego pode pagar muito bem, mas acaba com a sua sanidade mental. É isso mesmo que você quer? E esse relacionamento no qual você entrou, te faz mesmo bem?

Desistir de coisas que não tem a ver com você faz um bem danado, porque você economiza tempo e energia para focar no que realmente importa, nas coisas que você realmente quer e vão te dar retorno, seja dinheiro, comodidade, paz de espírito ou felicidade.  Tá tudo bem não querer o que todo mundo quer ou acha que quer. Tá tudo bem não se encaixar no modelo de sucesso dos outros. Sucesso é correr atrás dos nossos próprios sonhos.

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(As imagens e o tweet usados nesse post foram antes postados na página do blog no Facebook. Curte lá! Todo dia eu posto imagens como estas, os meus melhores tweets, posts novos e os mais populares, além de notícias felizes e positivas do mundo real. Vem, gente!)

Posted on segunda-feira, junho 12, 2017 by Felipe Fagundes

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