quinta-feira, março 30, 2017

Eu estava todo animado para um rolê LEGALZÃO com os meus amigos até que notei que caía numa sexta-feira. Nada contra sextas, até tenho amigos que são, mas essa sexta em especial seria o aniversário da minha mãe.

Não dou a mínima para aniversários, mas a minha mãe merece tudo de bom que há no mundo e eu fiquei AH NÃO. Aí eu tive que lapidar a tradição do meu jeito especial e combinei o seguinte: ANIVERSÁRIO A SEMANA TODA. Por que apenas 1 dia de aniversário se minha mãe está de parabéns e merece a semana inteira? Ela topou e lá fomos nós.

Amei minha mãe via todas as cinco linguagens do amor, até porque eu tive que ser criativo. Fizemos 3 comemorações, 2 festas, muitas homenagens e presentes! Confesso que, no final, nem eu nem ela aguentávamos mais e no sábado a gente já estava CHEGA. Risos.

O trabalho da minha mãe tem uma escala meio doida e nem todo dia a gente consegue se ver, então eu tive a ideia de, nesses dias, fazer coisas especiais à distância. Juro pra vocês que quase mandei um carro de telemico telemensagens lá no trabalho dela Hahahahah Pedi para algumas poucas pessoas da família, as mais próximas, gravarem um vídeo parabenizando minha mãe e tal, coisa pequena, de 30 segundos cada um, daí eu ficaria o dia inteiro mandando esses vídeozinhos para ela se sentir amada ao longo da semana.

Eu só tinha esquecido o quanto minha mãe é AMADA. Acho que os vídeos impactaram mais a mim que a ela.

Gente, não parava de chegar vídeo. Eu pedia pra 1 pessoa gravar, ela mandava o dela e falava "Ah, mas o fulano ficou sabendo e quer gravar também, peraí", aí vinha o vídeo do fulano e mais 5. Teve vídeo de gente que eu nem sabia quem era??? Minha família tem uns núcleos brigados, mas todo mundo parou pra participar. Tem uma prima minha que fugiu de casa ou sei lá o quê, mas ela mandou vídeo lá do lugar secreto dela Hahahahahah


Eu falei "Gente, pode ser pequeno, 30 segundos está bom", porque minha ideia inicial era juntar tudo num vídeo só, mas galera se empolgou. Teve gente comentando cada ato de amor da minha mãe, gente lendo a Bíblia (amo crente), bebês cantando parabéns, minha avó já bem velhinha desejando feliz ano novo por engano (Hahahahah <3), minha irmã cantando aquela música da Ana Paula Valadão (aquela de sempre)... Deu quase meia hora de vídeo. SOCORRO. Nunca vou ter esse social da minha mãe.

Minha mãe é o norvana da família.

E, gente, as declarações. Em mais de um vídeo teve gente emocionada agradecendo minha mãe por ter salvado a vida deles, que sem ela eles não estariam ali. Todo mundo elogiou a amizade e a prestatividade. Veio um monte de "Você foi a ÚNICA que". Maior saia justa com os sobrinhos e irmãos dizendo que minha mãe é a tia/irmã favorita deles, NÃO QUE OS OUTROS SEJAM RUINS (deixaram bem claro), mas minha mãe é o amor maior mesmo.

Sim, vocês pensem numa coisa bem cafona mesmo. O impacto que teve em mim, enquanto assistia pra editar, é que aquelas cafonices eram todas verdades. Não era da boca pra fora. Existe mesmo uma pessoa na família que é unanimidade de ser a melhor pessoa, e essa pessoa é minha mãe. MINHA MÃE. Gente, eu sou filho dela!!! Eu moro com ela!!! Eu tenho muita sorte!!!

E é só isso mesmo. Queria deixar essa semana registrada.

***

Eu tenho essa impressão de que eu me sinto amado na maior parte do tempo, de que minha autoestima é ok e que não tenho a maioria das questões que outros têm por causa dela. Eu sempre tive apoio, carinho, abrigo, sustento, atenção e respeito. Sério, nada disso nunca me faltou, acho que isso me deu condição suficiente de atravessar adolescência e esse começo da vida adulta sem grandes complexos. Ou seja, devo tudo a ela. Faria festa o mês inteiro se ela quisesse. 

(Graças a Deus que não quis Hahahah Gente, festa me cansa)

Posted on quinta-feira, março 30, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, março 27, 2017


A Lorde divulgou Liability dia desses, e eu parei para ouvir... Daí eu ouvi de novo, prestei atenção na letra, ouvi mais, procurei a tradução, fiquei obcecado ouvindo, li textos sobre e até hoje não superei o quanto essa música é boa em acertar alvos que quase nenhuma outra acerta. A Lorde é alguém que a gente simplesmente respeita.



Eu nunca estive no lugar da menina sobre qual a letra canta, mas, gente, a Lorde joga a gente LÁ DENTRO da dor. A historinha é até bem básica. A menina está voltando pra casa, bem triste, depois de levar um pé na bunda, mas não um pé na bunda qualquer, mas aquele SENHOR pé na bunda.

He don't wanna know me
Says he made the big mistake
Of dancing in my storm
Says it was poison

Ele não quer me conhecer
Diz que cometeu o grande erro
De dançar na minha tempestade
Diz que foi veneno

Não foi só um "Então, amor, não está dando certo pra gente". Não. Ele diz que o relacionamento deles foi um VENENO, que ela é uma TEMPESTADE e, acho que o pior, diz que ela é um FARDO, que é o que dá nome à música.

They say: You're a little much for me
You're a liability
You're a little much for me
So they pull back, make other plans
I understand, I'm a liability
Get you wild, make you leave
I'm a little much for
E-a-na-na-na, everyone

Eles dizem: Você é um pouco demais para mim
Você é um fardo
Você é um pouco demais para mim
Então eles recuam, fazem outros planos
Eu entendo, sou um fardo
Te deixo louco, te faço ir embora
Sou um pouco demais para
E-a-na-na-na, todo mundo

Assim, eu nem conheço o casal, não sei do passado deles, vai ver Lorde aprontou mesmo todas, mas sei que o cara bagunçou com ela todinha, tanto que ela enxerga um padrão das pessoas a abandonando por ela ser difícil demais de lidar. Nem vou entrar nesse mérito, até porque acho que a conclusão fica no ar, ela denuncia que as pessoas a tratam como um objeto, mas também diz que entende o peso que é. Fica aí o suspense.

Mas o que me deixou orgulhoso pela menina, pela Lorde, pela música é que, ok, ela volta triste pra casa, mas para abraçar a si mesma. Doeu, mas ela não se vê como um lixo, ela sabe que é complicada, mas sabe apreciar a si mesma.

So I guess I'll go home
Into the arms of the girl that I love
The only love I haven't screwed up
She's so hard to please
But she's a forest fire
I do my best to meet her demands
Play it romance, we slow dance
In the living room, but all that a stranger would see
Is one girl swaying alone
Stroking her cheek

Então acho que vou pra casa
Para os braços da garota que amo
O único amor que eu não arruinei
Ela é tão difícil de agradar
Mas é um incêndio florestal
Dou o meu melhor para atender às suas exigências
Romantizo, dançamos lentamente
Na sala de estar, mas tudo o que um estranho veria
Seria uma garota balançando sozinha
Acariciando seu próprio rosto

Lorde é THE SUN, O SOL. Ela sabe que é. Quando tudo vai embora, ela é quem fica. Não importa o que aconteça, a vida dela continua. A vida é DELA, e ela existe até morrer. O sol não pode viver em função dos outros planetas. Tem muita coisa importante nas nossas vidas, eu sei. Família, trabalho, estudos, relacionamentos, finanças, religião, imagens... Mas tudo isso pode desmoronar e, AINDA ASSIM, você vai ser você e sua vida continua. Sua família pode te abandonar, você pode ser demitido, pode ser jubilado, pode ouvir que é um FARDO de todos os relacionamentos que teve, podem arrancar de você tudo de bom ao seu redor ou você mesmo pode abrir mão de todas essas estruturas que parecem super importantes agora... Mas não são tanto assim, porque você vive além delas.

No fim do dia, aquela catástrofe que parece ser perder alguma coisa ou a opinião negativa de uma pessoa que você considera tanto não acaba com a sua vida. Claro que dói. Mas, querendo ou não, a vida segue, e acho que o mais importante é fazer que nem a Lorde e desaparecer dentro do sol, essa coisa que você nunca vai perder.

Posted on segunda-feira, março 27, 2017 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, março 23, 2017

Já posso ter comentado casualmente que Survivor é o melhor reality show de todos os tempos, então é provável que vocês já saibam. Sempre que eu falo do jogo, alguém diz “Nossa, parece interessante, são quantas temporadas?”. Aí eu respondo e a pessoa nunca mais toca no assunto.

34 temporadas.

TRINTA E QUATRO.

De 15 episódios de 45 minutos cada uma, o que, fazendo a conta, dá um total de: muitas horas. Assusta, desanima e acaba que ninguém vê nada.

Daí, como embaixador autoproclamado de Survivor no Brasil, resolvi fazer um roteiro pouco pretensioso chamado de O MELHOR JEITO POSSÍVEL DE ASSISTIR SURVIVOR (by Felipe Fagundes). Eu mesmo comecei a assistir tudo errado, perdi vários plots históricos, perdi linhas de pensamento, peguei spoilers, mas finalmente entrei nos trilhos e encontrei a luz. Vamos ver se vocês encontram também.


Se você não faz ideia do que seja Survivor, já expliquei do que se trata aqui.

O lance é: POR ONDE COMEÇAR?

Acho que Survivor é o único contexto que a resposta pra essa pergunta não é “do começo”. Gente, não tem condições de você querer assistir TODAS as temporadas em ordem e ainda permanecer de pé. Com 34 temporadas, o jogo começou de um jeito, mas já foi muito refinado. Novas regras, novas reviravoltas, a edição foi ficando mais esperta… Então pode ser um balde de água fria assistir Borneo (temporada 1) com os participantes ainda muito ingênuos e a imagem toda borrada.



Acontece que, se você resolver assistir a temporada atual (Game Changers, S34), também não vai ser uma boa ideia, porque é uma temporada especial com ex-participantes, alguns que já até venceram o programa, muitos deles tem relacionamentos passados que influenciam no jogo. Vendo algumas das temporadas anteriores, você aproveita muito mais as temporada especiais, sem tomar spoilers. E há várias temporadas com retornantes. Tem gente jogando Survivor pela quarta vez!

Sendo assim, selecionei e ordenei o que considero as temporadas mais importantes e divertidas, que vão fazer valer o seu tempo e te dar conhecimento histórico para as temporadas futuras e principais referências entre os fãs.

O ROTEIRO

S33 – Millennials Vs Gen X
S28 – Cagayan
S07 – Pearl Islands
S15 – China
S16 – Fans Vs Favorites
S19 - Samoa
S20 – Heroes Vs Villains
S25 – Phillipinnes
S30 – Worlds Apart
S31 – Second Chances
S32 – Kaoh Rong
S34 – Game Changers

(As temporadas em negrito são as que possuem retornantes)

Claro, esse é um grupo muito reduzido de temporadas, mas, na minha opinião, é o suficiente para ficar por dentro dos principais momentos clássicos, conseguir acompanhar as melhores temporadas segundo os fãs (S16 e S20) e ser feliz assistindo junto com todo mundo.

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S33 – Millennials Vs Gen X: Temporada muito recente e, gente, o nível de jogo é muito alto. Teve ídolo de imunidade, eliminação nas pedras, personagens carismáticos… O primeiro episódio eu achei meio qualquer coisa, mas depois rendeu DEMAIS. Certeza que muita gente dessa temporada vai voltar no futuro (dois já voltaram na temporada seguinte). Millennials são as pessoas de 20 e poucos anos, Gen X é a geração anterior, com a galera de 30+. Um embate de gerações.

S28 – Cagayan: Tem a minha premiere favorita de todos os tempos e eu nunca vou superar as risadas que eu dei. São 3 tribos dessa vez, Brawn (Músculos) Vs Brain (Cérebro) Vs Beauty (Beleza), que agregam pessoas cujas carreiras profissionais encaixam em um desses rótulos. Depois a gente descobre que tudo se mistura e rótulos não querem dizer nada. Essa temporada nos deu personagens icônicos e uma meia dúzia de retornantes.

S07 – Pearl Islands: A gente pode estranhar um pouco, porque, né, SÉTIMA temporada, lá atrás. Mas é uma temporada clássica necessária e rende demais. Tem todo um contexto de pirata que é legal de ver. 2 participantes dessa temporada se tornaram MUITO populares, já voltaram trocentas vezes.

"EU POSSO FALAR ALTO TAMBÉM"

S15 – China: Um momento clássico na história de Survivor, muitos participantes populares. E PROVAS NA LAMA.

"Eu não gosto das pessoas mais do que não gosto do Todd e da Amanda, e acho que eles confundem isso com amizade"



S16 – Fans Vs Favorites: Colocaram pessoas viciadas no jogo para jogar contra ex-participantes populares, o resultado foi maravilhoso. Você vai ficar meio perdido vendo ex-participantes que você não conhece, mas dá para seguir de boas. É nessa temporada que surge a INCRÍVEL Brigada das Viúvas Negras, que é a melhor aliança que esse jogo já viu. Também tem a jogada mais burra de todos os tempos e 483749743 momentos que são lembrados até hoje.

S19 - Samoa: Eu mesmo não vi (ainda), mas vocês darão gostosas risadas quando assistirem a S20 logo após essa. Acho importante que vocês conheçam Russel RANÇO Hantz.

S20 - Heroes Vs Villains: Survivor tem mesmo toda uma história, parece ficção, e com 19 temporadas eles já tinham vários participantes para separar entre heróis e vilões. TEMPORADA ICÔNICA. Nem sei o que dizer, apenas sentir. Melhor reunion de todas.

S25 – Phillipinnes: Conheçam o dragão brasileiro Abi-Maria Gomes.




S30 – Worlds Apart: 3 tribos, Blue Collor (pessoas que colocam a mão na massa) Vs White Collor (gente que manda) Vs No Collor (galera good vibes que cria o próprio caminho). Muita gente volta dessa temporada também.

S31 – Second Chances: Todos os participantes estão jogando pela segunda vez (óbvio), e meio que estão de volta para reescrever a história deles. Gente que perdeu o jogo no passado por causa de 1 decisão mal tomada ou um golpe de azar ou, enfim, circunstâncias adversas. Dá um dó danado ver alguns serem eliminados sem ter alcançado uma redenção, mas teve gente que FLORESCEU.


S32 – Kaoh Rong: Segunda edição do Brawn Vs Brain Vs Beauty, achei maior sucesso.

S34 – Game Changers: Temporada atual com ex-participantes que movimentaram o jogo de alguma forma nas temporadas passadas. Alguns vencedores, uns finalistas, tem tudo para ser sucesso (tem sido, até agora).

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UFA! Estou há um tempão querendo escrever esse post, agora ele está aí para a posteridade. Se você também é fã de Survivor, me diz aí se acha que ficou faltando alguma temporada importante ou sabe de uma ordem melhor. Há umas temporadas bem ruins, principalmente entre as antigas. Alguns participantes excelentes estão nelas, mas aí vai de cada um assistir só por causa de um ou outro fulano.

Espero que esse guia sirva! E ASSISTE LOGO PRA GENTE COMENTAR. Você encontra torrents para quase todas as temporadas aqui.

VEM, GENTE!

Obrigado.

Posted on quinta-feira, março 23, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, março 20, 2017


Mais um oferecimento da Lista para este blog, teve um dia que eu estava à toa com vontade de fazer alguma coisa que eu não sabia o que era. Fui fuxicar a Lista, e a resposta apareceu: ESCALADA INDOOR.

 Lizzie topou a cilada do bem

Eu não lembro quando nem como isso entrou na Lista, mas a escalada indoor, como o nome já diz, é aquela que você faz em lugares fechados, naquelas paredes artificiais. Me amarro nessas coisas que qualquer um pode fazer mesmo sendo um pseudo nerd sedentário como eu, então montei minha cilada do bem, arrastei pessoas e fui.

GENTE. É bem mais difícil do que parece.

Na primeira vez que você tenta subir nas pedras (o nome correto é agarras, mas eu chamo do que quiser) e vê que o buraco é mais embaixo, a vontade é dizer "Moço, será que rola devolver meu dinheiro?". Mas, quando você insiste, descobre que é humanamente possível.

Ou seja, é mais difícil do que parece, mas mais fácil que esse difícil -q



Me exigiu uma força no braço que eu nem sabia que tinha. No fim da aventura, meus membros superiores eram feitos de geleia. Também tem que usar uma sapatilha que aperta seu pé com aquela ponta petrificada.

(Um dos melhores momentos é quando a gente SAI DE LÁ e pode tirar a sapatilha)

MAS TÃO LEGAL. Juro.

A gente não escala no dia a dia, né? Então achei o máximo. Descobri esse Evolução em Botafogo (30 reais a diária, você pode ficar lá o dia todo até morrer) (fico umas 2h quando vou) e funcionou muito bem pra mim. Existem aquelas escaladas de altura, com cordas e tal, que você tem que chegar ao topo, mas as do Evolução são horizontais. Você vai de uma ponta da parede à outra. O percurso nem é muito longo, mas é desafiador. De 20 tentativas, acho que só consegui atravessar tudo umas 5 vezes, contando os três dias que já frequentei. Tem as paredes mais inclinadas, tem as vezes que simplesmente não há onde colocar o pé e você faz uma oração ao menino Jesus enquanto descobre como lidar, tem pedras MÍNIMAS que depois você percebe que dá para colocar o pé sim e as agarras que parecem horríveis, mas servem de encaixe para sua mão perfeitamente. Tem toda uma estratégia e técnica naquele muro (que eu ainda não descobri, risos). O chão é todo acolchoado, então ninguém morre se cair lá de cima (não é tão alto também).

É legal que tem muita gente lá que já é ninja e você percebe que existe mesmo uma técnica. As pessoas tudo doida escalando de cabeiça pra baixo. Alguns são ~escaladores~ profissionais ou sei lá o quê, e é a coisa mais fascinante do mundo ver dois deles conversando, porque você não entende NADA, parece outro idioma. "Não, porque o bidedo e não sei o que lá, usei o grigri e blábláblá e pitonei sei lá o quê". 

PITONEI. 

No horário que eu fui (à noite), sempre tem uns iniciando também, então acho bem democrático. O espaço é pequeno e às vezes a gente dá um tempinho para que os outros possam usar as paredes, mas é o tempo de espera perfeito pra você respirar e recuperar a força nos braços. Tem umas paredes mais desafiadoras que outras, há um espaço separado só para os ninjas, eu fiquei só nas básicas mesmo e achei satisfatório.

Eu pitonando com a Raquel também

É verdade que eu não vi nenhuma pessoa gorda lá, como tinha no Crossfit, então não sei se o peso é uma coisa que realmente conta. Mas tem umas pessoas que você jura que passam o dia todo no computador e têm asma, mas escalam que é uma beleza. Não precisa ser fitness pra ter sucesso.

Tudo nesse blog eu recomendo DEMAIS, né? Pode ser que a escalada não seja uma coisa para todos, mas acho que uma tentativa vale, sim. Eu me diverti a beça e adoro levar gente lá. Acho que o Evolução já pode pensar em me pagar alguma comissão. Vamos pitonar juntos, gente!

(Não faço ideia do que essa palavra significa, mas certeza absoluta que não é assim que se usa)

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Ei! O Museu do Amanhã acha que eu compartilhar minhas experiências VALE OURO (sério, ele me disse), então, se você quiser me ajudar, compartilhe esse OURO texto nas suas redes sociais para que mais pessoas possam saber que escalada indoor é legal! OURO OURO OURO
Se você é do Rio, marque um rolê, marque seus amigos me chamem, tem cara de sucesso pra mim :)

PS: Saiu no Facebook o resultado do sorteio dos Narins!

Posted on segunda-feira, março 20, 2017 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, março 16, 2017

Tenho notado que Juliana Fina Flor vem tentando derrubar minha reputação de pessoa positiva, good vibes e de bem com a vida faz um tempo, então hoje estou aqui para ajudá-la  e desmistificar  minha personalidade. Eu juro que não faço de propósito, mas às vezes (sempre) eu acabo me colocando como um ser de luz, paz e amor na internet. A Juliana me conhece fora daqui, então ela sempre fica A-HÁ! VIU? VOCÊ NÃO É TÃO GOOD VIBES COMO DIZ! cada vez que eu respiro perto dela. Resolvi abrir o jogo logo.

VAMOS LÁ.

Eu sou gente. Já começa por aí o escorrego na bacia.

Eu não aplaudo o sol de verdade. Na verdade, alguém faz isso? Eu adoraria presenciar esse momento. Gosto muito de acordar cedo, total sou uma pessoa da manhã e dou meu reino por um dia de sol onde eu possa dar uns rolês ao ar livre, mas aplaudir mesmo eu nunca fiz não.

Eu realmente gosto das segundas-feiras? Verdade. Nossa, acho que é meu dia favorito. Me bate aquela sensação de recomeço, de tudo é possível, de que eu sou uma pessoa completamente nova e capaz. É o dia que eu ressuscito todos os meus projetos especiais e começo a assistir séries novas.

Chego no trabalho cantando. Só não danço porque não sei. Mas é porque eu vivo cantando, então eu chego cantando em TODO LUGAR. Em casa, no ônibus, na igreja, no hospital, no cemitério...

Eu gosto da ideia de uma criança, mas, entre todos os tipos de pessoa, é um dos meus menos favoritos. Gosto de ouvir e ler histórias sobre crianças, acho bonitinhas as fotos e tal, mas não rola muita interação quando estamos no mesmo recinto. Prefiro evitar. Eu finjo que não estou vendo quando uma criança aleatória no colo de alguém começa a brincar comigo. Tenho pavor quando chega alguém com um bebezinho e fala OLHA AQUI O TIO FELIPE, DÁ OI PRO TIO FELIPE. Fico total sem reação, acho que a pessoa quer que eu faça aquela vozinha infantil, mas só por cima do meu cadáver.

Me importo com a natureza menos do que deveria. 

Não sou apaixonado por animais, mas tenho amigos que são. De vez em quando, eu me encanto por um bicho ou outro, mas aquelas campanhas de SALVEM OS ANIMAIS nunca tocam meu coração. Acho que eu sou mais de salvar pessoas mesmo, mas super de boas vocês salvarem quem vocês quiserem.



Eu fui muito ogro numa vida não muito distante dessa, então de vez em quando cometo algumas ogrices. Na verdade, às vezes eu faço um esforço real para ser gentil e tranquilo, mas azar de vocês que me encontram quando estou muito cansado, pois não sobra energia para muitas gentilezas.

Amo gente, mas há pessoas que são umas chatas do caramba mesmo. Evito mais que crianças.

Realmente detesto violência. Qualquer arremedo de briga e discussão acalorada já me dá um desgaste emocional muito grande, então evito o Facebook sempre que possível, me retiro do recinto e tudo. Acho que eu sou mais pacífico do que deveria. Não gosto de ver ninguém sendo punido, mesmo quando a pessoa supostamente merece.

Peguei um ranço enorme de sarcasmo. ENORME. Aliás, ranço é uma coisa que me pertence, ainda não alcancei a iluminação suficiente para me livrar dele.

Não sou VISIVELMENTE feliz, sabe? Eu sei que, quando escrevo, passo a impressão de ser um labrador humano, de que ando sorrindo na rua (às vezes eu ando mesmo), falo com todo mundo e abraço desconhecidos, mas sou bem na minha. Em muitos lugares que frequento, as pessoas acham que sou mudo. Meu chefe dia desses disse que sou "sombrio".

Eu gosto muito de me jogar de cabeça nessas coisas de Jesus, mas aparentemente é muito incomum um cristão botar em prática o que Cristo disse, daí as pessoas ficam ADMIRADAS com meu comportamento, às vezes. Como se eu estivesse inventando alguma novidade, sendo que Jesus já fez e disse tudo há mais de dois mil anos.

Pra desmistificar mais ainda, já contei sobre minha vida comum e sobre meus defeitos. Agora venham me abraçar pois nóis é tudo humano.

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ESTÁ FELIZ, JULIANA? EU ESPERO QUE SIM.

PS: O título do post veio deste tweet da Lilian, pois me fez rir demais.

Posted on quinta-feira, março 16, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, março 13, 2017

QUEM ESTÁ SE SENTINDO COM SORTE?

Porque chegou o dia de você que tem rinite, sinusite e outros problemas horrorosos de nariz poder finalmente ter o seu Narin como eu prometi!



Eu tenho dois Narins para sortear e vai ser aquele sorteio de raiz com o Random.org mesmo. Algumas pessoas já conseguiram chances extras comentando lá na página do Facebook, mas é aqui que a coisa está valendo de verdade.

REGRAS: não há regras.

Mentira.

Você precisa:

1) Comentar qualquer coisa aí nos comentários que deixe claro que você quer seu nome no sorteio.
2) Ter endereço de entrega no Brasil.

Só. Não precisa compartilhar nada, nem curtir nada, só mandar aquele QUERO aqui neste post.

Assim, qualquer pessoa pode participar, mas eu ficarei mais feliz se quem estiver participando for MESMO usar o produto ou dar para alguém que realmente precisa. São duas oportunidades de mudar a vida de duas pessoas de fato, gente. Se você pretende deixar o Narin pegando pó na sua casa, poxa, segue em frente, tem outros sorteios.

Ok? Então ok. Inscrições até sábado 18/03. Resultado na segunda dia 20 na página do Facebook!

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Se você não faz ideia do que se trata Narin e lavagem nasal, eu já escrevi sobre isso aqui e fiz um vídeo aqui.

Boa sorte!

Posted on segunda-feira, março 13, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, março 06, 2017

Eu nunca dei muita bola pra comida. Eu sei, isso é motivo para vocês soltarem um NOOOOOSSA. As pessoas tendem a ser muito apaixonadas por comida, e eu nunca pude participar do rolê. Às vezes, sinto que como apenas para sobreviver. Tem dias que eu nem janto por pura preguiça. Quando eu invento de almoçar com os colegas de trabalho e eles ficam naquela indecisão para escolher o restaurante, eu vou falando na ordem do mais perto para o mais longe. Porque, pra mim, realmente tanto faz.

Acho até engraçado quando surgem aquelas conversas sobre comida, e as pessoas ficam “Humn, eu faço um canelone que, olha, QUE CANELONE” (nem sei o que é canelone), “E aquela costelinha do restaurante X? Deliciosa”, “Nossa, teve uma vez que eu comi um ensopado de peixe que foi o melhor de toda minha vida”. Eu fico mudo, porque, gente, é só comida. Galera fala como se fosse uma EXPERIÊNCIA TRANSCENDENTAL e até brigam sobre se fica melhor com bacon ou sem bacon. Nem sei identificar direito um bacon.

Claro que eu sinto o gosto das coisas (risos) e tenho lá minhas preferências, mas tá aí um assunto com o qual eu pouco me importo.

Quer dizer, que eu pouco me importava. Vocês sabem que, quando eu entro no recinto, as pessoas falam “chegou o viciado nas experiências” (mentira) , então fiquei curioso para ter minha própria EXPERIÊNCIA TRANSCENDENTAL. Vai que eu estava perdendo alguma coisa? Foi aí que fui no Twitter e gritei GENTE, QUERO COMER COMIDAS BOAS. ME SALVEM. Terminei com uma lista com mais de 10 restaurantes/lanchonetes e agora é minha missão na Terra comer de tudo de bom que há no mundo. Chamo pretensiosamente de Tour Gastronômico.

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Quando a Ju sugeriu comida japonesa, eu achei meio ARGH. Meio que nunca comi nenhuma dessas comidas de outros países, nenhuma mesmo, elas sempre me pareceram super estranhas, mas, se estamos na chuva... Fomos.

Dizem que comida japonesa é algo difícil de amar de primeira, o preço salgadinho também não ajuda muito, então elas, Ju e Rute, pediram o trem pequeno para eu experimentar. Gente, você olha assim e, apesar de ser visualmente bonito, nada parece de comer.



Leigos falando aqui, não sei o nome de nada, e a primeira coisa que mordi (Ju disse ser um Hot Philadelphia) (cadê o nome japonês?) tinha um gosto de HAMBÚRGUER PODRÃO DA ESQUINA. Posso estar equivocado, mas acho que os cozinheiros não estavam esperando essa reação. Meu paladar refinado etc. Uma delícia Hahahahah Nossa, se não é o podrão, não faço ideia do que tem naquele troço.

Eu nem gosto de peixe, mas aparentemente tudo ali tem peixe e cru ainda por cima. Bate aquele nojo quando a gente pensa a respeito, mas na real? Nem senti peixe ali. Deve ser muito temperado, tem o molho shoyo e o wasabi para ficar ainda com mais sabor, não senti mesmo o peixe.

Tem muita coisinha com arroz, tem aquelas peçonas gordas de sushi de salmão, camarão e atum (basicamente é um bolinho de arroz com um salmão/camarão/atum jogado em cima, achei preguiçoso) que você tem que enfiar tudo na boca. Só o camarão que achei meio ~incomum~ porque vai com rabinho e tudo pra dentro da nossa boca.

Tinha um trem de alga também, que foi o único momento que parei e fiquei “Ai, gente…”. É uma comida PRETA. Não marrom, tipo feijão, mas PRETA mesmo. Deve ser criada em laboratório. Acabou que tinha o mesmo gosto delicinha de todo o resto.

Daí chegou o momento em que mordi o bolinho de salmão, que parece um salgadinho comum até você morder, e, gente, ele é o que eu vou ficar dizendo nas conversas sobre comidas “Menina, comi uma vez um BOLINHO DE SALMÃO”. Jesus Cristo, como uma comida pode ser tão boa? Custa os olhos da cara uma porção pequena, e a gente fica refletindo “Imagina uma coxinha disso”. Ele nem tem cara de comida japonesa, mas foi o que ganhou meu coração. Vai ver existe mesmo essa coisa de EXPERIÊNCIA TRANSCENDENTAL.

Já faz mais de dois meses que fui nesse restaurante e ainda estou falando dele. Mestre Kami fica na Lapa, é meio apertadinho e todos os pratos têm nome de personagens do Dragon Ball Z. Achei sucesso e recomendo. Mas não saiam de lá sem provar o bolinho de salmão.

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Se você conhece algum lugar no Rio de Janeiro que tem AQUELE prato especial que é o melhor do estado, favor indicar que agora eu tô doido pra conhecer.

Posted on segunda-feira, março 06, 2017 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, março 02, 2017


Estou dando uma de besta e rabiscando uma coisa chamada Projeto Moana, que vocês podem ter uma ideia do que se trata lendo aquele outro texto que publiquei sobre a lição transformadora de vidas que tirei do filme. Daí que, enquanto eu estava pensando em SAIR DA MINHA ILHA, fiz uma coisa totalmente na contramão neste Carnaval: fiquei 5 dias confinado com minha rapeize num retiro da igreja.

Gente, 5 dias offline, com mais ninguém no mundo além deles. SOCORRO.

Verdade seja dita, eu gostei bastante, mas outro dia entro em detalhes. O fato é que, com CINCO DIAS trancafiado dentro da ilha, eu tive que me defender o tempo todo. Foi meio desgastante.

Era impossível fugir das conversas de "e as namoradinhas?" e "Quantos anos você tem que ainda não casou?" quando os casais estavam todos ali ajeitadinhos. Também não tinha como impedir que todos apontassem pra mim como a alma solitária, triste e doente quando todo mundo resolvia se juntar para virar a noite numa farra e eu preferia ir dormir ou ver série.

Talvez você pense: Mas, ai, Felipe, foi para o retiro ver série podendo conversar com as pessoas ao redor, fazer amizades e se entrosar mais?

Sim. Risos.

Gente, que conversas CHATAS. Sou uma pessoa totalmente diurna, mas, se o evento noturno vale a pena, eu até faço um esforço. Esses não valiam. As conversas bestíssimas girando em torno de quem gostava de quem, quem ia ficar com quem (amo crente), brincadeiras infantis... Me sinto um idoso de 72 anos falando isso, mas, sério, Deus me livre. Eu me sinto muito deslocado no meio de mais de 10 pessoas, ainda mais quando elas parecem falar outra língua. Não dá pra falar de livros, de seriados, de experiências da vida (todo mundo mais novo que eu, ninguém saiu da ilha), de cultura pop, ninguém sabe o que é Twitter, acham que a internet é o Facebook, que Jesus é igreja, é uma morte horrível às vezes.

Tava lembrando da última vez que fui dormir antes de todo mundo porque não queria participar de uma brincadeira projetada para arrumar par para todo mundo no retiro, e uma pessoa veio falar comigo.

- Mas, Felipe, o que você vai contar para os seus netos?

Antes de tudo, nem netos eu acho que terei. Risos. Mas apenas desconversei, sabe? Eu poderia responder que, bom, talvez eu possa contar daquela vez que saltei de um tronco de 12 metros e me agarrei num trapézio. Ou sobre quando eu entrei num barco que passou embaixo de uma cachoeira ou quando enfiei mais de 20 pessoas dentro de um ônibus chique para doar sangue. DUAS VEZES. Também poderia contar que vi Lázaro Ramos e Taís Araújo glorificados em cima de um palco e que patinei no gelo, andei de Kart, escrevi um livro, participei de uma corrida de obstáculos, fiz trilhas, fiz rapel, visitei lugares, experimentei comidas diferentes, virei compositor, fiz um monte de amigos e sabe lá mais o que farei até de fato ter meus netos hipotéticos. Eu honestamente acho que é um currículo de avô bastante interessante. Eu ia querer ser meu neto.

O problema de estar na ilha é esse. Você não quer fazer as mesmas coisas que todo mundo faz, então a impressão que fica é que você não faz NADA, que você tem NADA, que sua vida é um NADA. Mas não é verdade, a gente tem sempre que ter isso em mente. As pessoas não fazem mesmo por mal, pelo menos as daqui gostam muito de mim, mas o tempo todo vão vir as alfinetadas, as perguntas para nos deixar desgraçados da cabeça, a realidade para nos deixar miseráveis desejando coisas que nem queremos de verdade...

Não tenho paciência para ficar me justificando o tempo todo, às vezes a melhor resposta é um "ata" da Mônica, mas acho que vou literalmente imprimir minhas realizações pessoais pra distribuir quando a banca avaliadora da minha vida aparecer no retiro da igreja do ano que vem. Ou isso ou já ser Moana o suficiente para passar o Carnaval num lugar totalmente diferente com gente que realmente me entende, com quem eu passaria noite adentro gargalhando e conversando.

Posted on quinta-feira, março 02, 2017 by Felipe Fagundes

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