quinta-feira, janeiro 26, 2017

Um pouco complicado falar de Bells & Cia aqui no blog sabendo que mais cedo ou mais tarde Bells & Cia lerão este texto, mas esta é uma história de vulnerabilidade (e um oferecimento de Amanda Palmer, óbvio) porque começa com Bells dizendo VEM para uma pessoa aleatória da internet. No caso, eu mesmo.

¯\_(ツ)_/¯

Eu passei a minha infância com a cara enfiada em jogos de tabuleiros que eu mesmo inventei. Nossa, gente, altas noites de jogatina com minha prima e amigos. Histórias de piratas, mundo medieval,  apocalipse zumbi, histórias com pokémons, Harry Potter, Jogo da Vida, Jogo da Vida com Mutantes, Jogo da Vida com Mutantes E Pokémons, valia tudo. Eu inventava um cenário, desenhava o tabuleiro, criava os personagens e, BUM, festa. Um sucesso criado a partir de folhas de ofício, caixa de lápis de cor com 12 cores e um dado surrado de 6 lados.

O tempo passou, eu cresci e, junto comigo, cresceu também o vazio causado pela falta de pessoas que jogassem RPG na minha vida (Descobri que tinha esse nome. Você inventa um personagem com várias características e vive na pele dele). Eu nunca joguei. Mas, em todo filme e série que aparecia um grupo de amigos jogando RPG, eu ficava com aquela certeza de que tinha tudo a ver comigo. Chegava a ser uma falha de caráter eu nunca ter presenciado uma mesa de RPG acontecendo. Não sei dizer quais foram as palavras mágicas exatamente, mas postei no Twitter algo como QUEM AQUI JOGA RPG??? ME CHAMEM, POR FAVOR. Daí a Bells disse VEM.

E eu fui, porque eu sou desses que vai mesmo.


Eu sabia mais ou menos onde estava me metendo, porque a Carol já tinha contado aqui como a coisa toda nasceu, eu tinha visto as duas pessoalmente 1 (uma) (01) vez na Bienal, amo o Conversa Cult de paixão e tudo fez sentido pra mim.

Cara, eu nunca vi tanta gente ótima no mesmo lugar. Eu tenho uma regra que, se passarem 10 minutos e eu não estiver falando pelos cotovelos com as pessoas, é porque estou desconfortável e/ou querendo morrer. TIVE SUCESSO. No caminho, eu já tinha feito mil perguntas, falado mal de certos livros maravilhosos com final bosta, descoberto livros novos (ainda quero ler o livro da prosofygsduiguey, Taiany), ouvido histórias hilárias e Deus sabe o quanto eu amo gente com histórias hilárias.

Catei da Bells

O jogo em si, meu deus do céu, eu já fiquei impactado quando vi a quantidade de dados. Tantas cores, tanto brilho, TANTOS LADOS. COMO ASSIM TANTOS LADOS, GENTE? Foi a primeira vez que toquei em dados com mais (e menos!!!) de 6 lados. O meu eu criança ia ficar ALUCINADO com aquele dado de 20 lados. Nossa. VINTE LADOS!!! Muitas possibilidades. Aquela criança fazia muito milagre com 6 faces. Com 20, ela dominaria Nova Iguaçu. Dados à parte, imaginem 5 ou 6 pessoas em volta de uma mesa, muitas fichas de papel, o mestre com o notebook dando play em efeitos sonoros (música de suspense, aventura etc) e um tabuleiro quase que imaginário. Eu fui no céu quando o mestre simplesmente pegou uma folha de papel, desenhou o tabuleiro, fez uns quadrados e, pronto, tava ali a cena. Era EXATAMENTE como eu fazia quando criança! Fiquei maravilhado.

Assim, é muito complexo, tem que relembrar a história, ENTRAR no personagem, memorizar as pontuações das fichas e praticar a imersão, mas a risada é garantida.

Bem assim Hahahah

O mestre pode inventar qualquer coisa. "Tem uma pedra rolando pra cima de vocês", "Fulana caiu num buraco", "Nasceu um terceiro olho na testa de Ciclana, o que vocês vão fazer?". E fica todo mundo "QUÊ???". Uma surpresa em cada esquina. É uma história acontecendo em tempo real. O mestre diz o que está acontecendo e os personagens decidem como querem reagir.

***

Eu fui só para ficar olhando mesmo e adorei. Quer dizer, gente, apenas que nasci para ser mestre. Sempre fui GameMaker, né? Escrever as histórias, montar os desafios, ri da cara dos personagens quando tomarem uma banda, eu gosto assim. Que jogo de gente doida. Talvez, não seja um tipo de jogo para todo mundo, é muito imaginativo e leva hoooooras, mas fica aí a dica de que existe. O mais legal é que é muito adaptável e você pode criar RPG de QUALQUER COISA (Já imaginando um de Jogos Vorazes e Survivor). Eu amei e quero mais.

Cara, eu deveria dar uma de doido e me jogar no Twitter mais vezes. Recomendo :)

Posted on quinta-feira, janeiro 26, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Não sei se já deixei transparecer alguma vez que gosto muito de Survivor, TALVEZ NÃO, então vou contar pra vocês sobre Hannah Shapiro.

O texto a seguir contém spoilers de Survivor Millennials Vs Gen X!

Toda semana eu vou no último episódio da temporada 33, assisto 30 segundos, morro de rir e restauro a fé em mim mesmo. A Hannah com 24 anos caiu na tribo dos Millennials (coitada), aquela tribo cheia de gente descolada, gente bonita, gente cool, xóvens e tal, aquela galera que cria seu próprio lugar no mundo, sonhadora etc etc. Daí a gente olha pra Hannah:


Até ela brincava que o jogo era Pretty People Vs Weirdos. Hannah ficou cheia de tremeliques na primeira vez que foi para o Conselho Tribal, quando a aliada dela foi eliminada de surpresa. Teve uma prova que ela NEM ESTAVA PARTICIPANDO, mas, só de olhar, teve um ataque de pânico, ficou toda asfixiada e chamaram os médicos correndo pra salvar a menina. Ela tinha todo um histórico de ansiedade e dava pra enxergar claramente que Hannah era uma coisinha frágil se comparada com os demais. Não era fisicamente forte, não era boa no social, aquelas que a gente já espera indo embora mais cedo ou mais tarde.

Só que, gente, alguma coisa aconteceu ali no meio que Hannah virou UMA FORÇA DA NATUREZA e simplesmente tomou as rédeas da coisa toda. Era amiga de todo mundo? Não era, mas fez aliança com quem deu, arquitetou planos, convenceu muita gente a fazer o que ela queria (inclusive, ser eliminada no lugar dela!!!), FLERTOU BONITO e ainda chegou até a final toda confiante.

Até coloquei no Youtube com legendas o trecho da Reunion que me faz a pessoa mais feliz da face da Terra, porque, caramba, QUE MOMENTO. Nem de longe parece a mesma pessoa.

TODO MUNDO RINDO HAHAHAHAHAH A CARA DELA HAHAHAH A DESCOLADEZ FALANDO O QUE SENTE NA CARA DAS PESSOAS. ATÉ O JEFF RIU.

Eu sempre brinco que uma forma de encarar os próprios medos é vestir um personagem e agir como se fosse outra pessoa. Fico agoniado conhecendo gente nova, meu instinto me diz pra me esconder e ficar quietinho, mas o que eu faço? Finjo que sou super descolado e converso até não poder mais, como se fosse natural e fácil. Finja até que atinja, sabe?

A gente se trava muito. Aquela pessoa bonitona pode estar, sim, interessada em você de verdade. Seu currículo pode ser interessante. Seus amigos gostam mesmo de você. Você tem total capacidade de estar onde quiser. Ainda acha que não? Amigo, faz a Hannah e vê no que dá.

Meu coração pra sempre a Hannah já tem.

Posted on segunda-feira, janeiro 23, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, janeiro 16, 2017

Uma das minhas crises recorrentes é sentir que, daqui a alguns anos, eu vou sofrer um acidente fatal em casa e só vão encontrar meu corpo 5 dias depois, quando o gato ou o cachorro já tiverem comido dois terços da minha cara. E olha que eu tenho evidências, porque teve um final de semana que minha mãe foi viajar e ocorreu aquele fatídico dia em que eu APAGUEI de meio-dia até o dia seguinte. Alguém notou minha falta? Tinha alguma ligação ou mensagem de preocupação no meu celular quando acordei? Nadica. Isso, meus amigos, chama-se SOLIDÃO. Eu não sou o whatsapp de ninguém e isso me mata por dentro às vezes. Mas eu supero até não superar mais.

 Superando!

Eu não sei que mágica de sucesso eu fiz, mas eu realmente tenho muitas pessoas AGORA e sou grato por cada uma delas. Cara, não sei o que eu faria sem as minhas pessoas. Algumas eu cultivei, outras Amanda Palmer e Jesus trouxeram pra mim nos últimos dois anos. Não tenho muito do que reclamar, é bem mais do que eu esperava com a minha personalidade fechada e meio ogra.

Mas eu não consigo parar de pensar no futuro. A festa está muito boa, está todo mundo aqui, mas e daqui a dez anos? Como será? Estou vendo meus amigos iniciando namoro e desaparecendo. Tô vendo todo mundo casando e tendo filhos e ficando quase que indisponível. É como se minha rapeize fosse morrendo aos pouquinhos. Acontece que o ciclo da vida é esse mesmo, eu acho. Seus amigos te sustentam por um tempo, até que cada um encontra sua pessoa, aí a vida já é outra. Não há necessidade mais daquela atenção especial que havia antes, porque já tem uma pessoa cuidando carinhosamente de você e seus amigos já tem as pessoas deles. Organizando direitinho, todo mundo fica feliz.

Eu tô dizendo isso agora, né, porque, por mim, todo mundo ficava solteiro pra sempre. Risos. Eu desorganizei o rolê todinho tendo 25 anos na cara e 0 relacionamentos no currículo. ZERO. Então, o que acontece é que eles seguem com a vida e eu fico aqui inventando o que fazer.

Inventando!

Foi tentando ignorar as verdades aí de cima que eu tomei algumas bandas. 100% dos meus amigos mais próximos está namorando ou casando ou tendo bebês, e eu estava querendo fingir que estava tudo igual. Chamando para sair, puxando conversa, estando disponível para eles, aconselhando, cancelando minhas coisas quando eles precisavam de mim... Me doando bem, sabe? Mas quando eu que precisei...

A penúltima banda foi quando chamei um deles para montar um grupo e ir ao cinema. Eu queria muito falar com ele. É um dos meus melhores amigos e eu tava sentindo faltar de passar tempo com ele. Ao que ele respondeu (depois de ter ignorado a mensagem e eu ter insistido numa resposta, mas enfim):

- Poxa, não vai dar por agora, tá tudo muito corrido, mas um dia vamos sim :-/

Fiquei triste, mas ok. A vida de todo mundo fica corrida e nem eu tenho todo tempo do mundo. Juro que perguntei o que ele andava fazendo não para que ele justificasse a falta de tempo, mas para eu saber mesmo o que esse amigo do qual eu não tinha muita notícia estava fazendo da vida. Um curso novo? Estudando para alguma prova? Um projeto especial?

- Ah, você sabe, trabalho, igreja, academia, namoro...
- ............................................... Sua vida normal, no caso
- Sim! Hahahah
- Eu estava chamando sua namorada pra ir também
- AH, EU POSSO, SIM, QUANDO VAI SER?

Ele só podia sair se fosse com ela. Tempo ele tinha, né, então tirem aí suas conclusões, porque eu não aguento mais pensar nisso, só sei que não me senti bem.

Fui convidar outro amigo excelente para jogar xadrez, comer pizza, alguma coisa, eu só queria pessoas. Conversamos pelo whatsapp, marcamos para o dia seguinte, eu bem feliz, tudo certo. Cancelei alguns compromissos que poderiam ser adiados para dar lugar a esse rolêzinho e fui confirmar pela manhã.

- E, aí, tudo ok pra hoje? Onde a gente vai?
- Ih, cara, não tô disponível não
- Ué. Mas ontem vc disse que estava.
- Foi minha namorada que tava mexendo no celular e falou contigo kkk Não dá pra mim não

GENTE. 

Essa banda simplesmente LIBERTOU MEU DRAGÃO INTERIOR de um jeito que nunca vi antes, fiquei REVOLTADO, quis cabeças rolando, explodir alguma coisa, sentar numa wrecking ball, INDIGNADO. Então respondi:

- Ah, ok. Valeu. Tchau :)

17 horas depois (que é o tempo que levo para digerir minhas emoções), eu cheguei à conclusão de que essas coisas todas não foram mesmo legais. Foi como se carimbassem um DESCARTÁVEL no meio da minha cara. Também não vou pensar muito mais sobre isso.

O fato é que também não farei nenhuma performance dramática. Cansei. Não é a primeira vez que acontece, tanto que já estou até acostumado e acreditando que a coisa toda é assim mesmo. Quando se começa a namorar, os amigos perdem um pouco da relevância. Quer dizer, eles continuam importantes, mas de um jeito diferente. O foco de quem entra num relacionamento romântico está em outra pessoa agora.

 Ok, no Twitter eu fiz drama, sim, ninguém é de ferro

Cortei a rapeize todinha da minha lista de Viver Pessoas. Se eles quiserem, eles podem me chamar para os rolês, pra conversar, para o que estiverem querendo de mim no momento. São meus amigos, estarei lá. Mas não vejo mais sentido em investir tanto assim no laço. Só vou tomar tocos, bolos e passar por essas cenas lamentáveis. Acho que estou investindo meu tempo em pessoas ótimas, mas erradas. Enquanto todo mundo está seguindo com a vida, eu estou ali observando, apoiando, ajudando... Mas e a minha vida? Como os meus relacionamentos evoluem?

A Lilian me marcou nesse texto e, gente, a Idade Decisiva É REAL

Eu sei que quero conhecer gente nova. Quero investir meu tempo em pessoas solteiras, que sei que vão ter mais tempo e estarão no mesmo barco que eu. Eu nem estou dizendo que quero NAMORAR, a menos que isso seja a única coisa que me garanta ter pessoas por perto pra sempre. Caso não seja, estou aí para fazer novos amigos, desses que não vão desaparecer tão cedo. Talvez, TALVEZ, seja um pouco de desespero da minha parte, mas vou saber que pelo menos tentei.

VAMOS ACOMPANHAR.

Posted on segunda-feira, janeiro 16, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, janeiro 09, 2017

Eu estava enrolando para começar os trabalhos de 2017 aqui no blog, e, juro pra vocês, não foi por causa de procrastinação. Tenho alguns textos para postar, mas eu sempre abri o ano com Um Grande Ensinamento, que é algo que vem do além, me atropela e rege minha vida durante o ano todo. Fazer Coisas! Viver Pessoas! Não tenha vergonha! Seja vulnerável! Mas não dessa vez. Até quebrei a cabeça tentando forçar uma mensagem cafona do jeitinho que gosto, mas me toquei que, se eu estou forçando, então não é ela. Porque Um Grande Ensinamento não é uma frase de autoajuda barata. Quer dizer, pode até ser, mas ela precisa me consumir, me desafiar, me atropelar forte mesmo. Toda mudança na minha vida vem de uma catarse emocional, mas o universo ficou devendo uma dessa vez.

O que a gente faz então?  ¯\_(ツ)_/¯

2015 e 2016 foram anos muito bons para mim. Eu aprendi um tanto de coisa nova que REALMENTE mudou meu jeito de pensar e de me comportar, coisas que eu sentia falta, mas não sabia o que eram. Não tenho do que reclamar. Eu sinto que essa jornada de descoberta me fez tão bem que eu não sei mais o que enfiar nela além do que já me desafiei. Ser quem você é e enxergar as pessoas como elas são não paga as contas, mas, gente, faz muito feliz sim. Não sinto necessidade de algo novo, só quero melhorar o que já tenho.

Eu amo muito o que eu já tenho.

Na semana passada, circunstâncias inexplicáveis (mentira, foi aquela treta com a Sonserina e o Pottermore) me levaram a fazer o teste oficial para saber em qual casa de Hogwarts eu cairia se o mundo bruxo realmente existisse e eu morasse na Inglaterra (Tenho pra mim que eu seria trouxa com orgulho, mas não tem essa opção). A coisa toda é bem bobinha, mas eu também sou, então tiveram estas duas perguntas que REVELARAM MEU SER e me fizeram ter assunto para movimentar este blog. Uma perguntava como eu gostaria de ser conhecido. "O Sábio", "O Incrível", "O Poderoso", coisas assim. Marquei "O Bondoso" sem nem pensar duas vezes. A outra era sobre como eu gostaria que as pessoas lembrassem de mim após minha morte. Bom, eu nunca tinha realmente pensando sobre isso (meio que não me interessa muito, pois estarei morto???), porém gostei da "Sentiriam minha falta, mas sorririam".



Querendo ou não, a gente tem todo um legado, né? Árvores plantadas, livros escritos, bebês com nosso DNA, contribuições para a humanidade, impérios magníficos... Ou nada disso. Tudo bem que eu escrevo histórias e talvez elas fiquem aí para sempre, mas, mesmo que eu não escrevesse, eu ficaria satisfeito com este legado que é nosso impacto na vida das pessoas, esse sorrisinho saudosista pós-morte. Quer dizer, gente, estamos na Terra PRA QUÊ? Fazer a vida dos outros mais miserável? Vou deixar a glória e o poder para o Sábio e o Incrível, mas essa tentativa de bondade ninguém pode tirar de mim. Aliás, só depende de mim mesmo. É a minha escolha.

Eu li no A Idade Decisiva que é interessante você montar seu currículo como se contasse uma história que faça sentido.  A autora chama de "capital de identidade" essa história que a gente conta, que mostra quem somos. Algumas escolhas contribuem com nosso capital, outras não. O lance é sempre ir agregando conhecimento e experiências que façam sentido para a visão que temos de nós mesmos.

O meu desejo para 2017 é só esse: fazer sentido. Não é como estar preso numa jaula e não descobrir mais nada de novo sob o sol. Eu quero profundidade. Já descobri minha mina de ouro e quero cavar mais. Quanto mais fundo, mais eu sei o que combina comigo, mais eu sei do que eu gosto, mais satisfeito fico. Sorte minha que, por acaso, isso deixa todo mundo ao redor feliz.

Pra vocês que entendem de Harry Potter, caí na Lufa-Lufa. Não sei exatamente o que significa, mas me disseram que isso é óbvio, pois sou o poster boy de lá. Para quem não entende, isso tudo foi só pra dizer que quero continuar mirando naquilo que me faz bem.

VEM NI MIM, 2017!

Posted on segunda-feira, janeiro 09, 2017 by Felipe Fagundes

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