segunda-feira, novembro 06, 2017

Mesmo antes de terminar de escrever Não Somos Um, eu sabia que teria dificuldade em encaixá-lo em alguma categoria literária. É romance? É comédia? Tem coisa mais genérica que ficção geral? Essa ainda é a parte fácil. Por mais que eu tenha esbarrado nessa dificuldade no meu primeiro livro, aparentemente não aprendi a lição e segui o mesmo caminho nas histórias que vieram depois. Agora mesmo estou escrevendo meu livro novo e JÁ SEI que a fruta não vai cair longe da árvore. Cuidado com a burra, mas não consigo parar. Eu não aprendo.


Na segunda agência literária que tentei, NS1 foi rejeitado por, entre outros motivos que até concordei, "a narrativa religiosa ser de difícil encaixe no mercado" e "Se a religião for usada para humor, pode funcionar, mas se não for o caso...". Aí fica até parecendo que escrevi o novo A Cabana ou o substituto daquele livro do Padre Marcelo Rossi para senhorinhas católicas.

"Não Somos Um" não é um livro religioso, não é uma ficção cristã.

Ou é? Fica aí o suspense.

***

Apesar de ter lá meus problemas com igrejas em geral, eu sou cristão. Eu creio em Jesus, amo a mensagem e a revolução que ele traz, posso até dizer que os princípios dele transformaram minha vida para melhor. Eu hesito um pouco em dizer que sou religioso, porque a palavra me passa a ideia de hábitos vazios, e Jesus pra mim é uma pessoa viva. É muito difícil pra mim separar religião e vida pessoal, porque é quem eu já sou. Quer dizer, muita coisa que eu faço ou deixo de fazer não é porque está ou não escrito na Bíblia, é porque eu aprendi, pratiquei e experimentei alguma coisa que Jesus falou. É aquele hábito que você pega de alguém depois de conviver muito com a pessoa.

Daí que eu amo personagens cristãos na ficção, porque eles, na maioria das vezes, falam diretamente comigo. Ok, talvez vocês pensem que cristãos na ficção aparecem o tempo todo, porque é uma religião dominante, digamos assim, e quase todo mundo, no mínimo, acredita em Deus, tanto em produções nacionais quanto americanas. O problema é que todos eles parecem cristãos não-praticantes. Que, a nível de representatividade, é a mesma coisa que nada pra mim.

Quais personagens aparecem lendo a Bíblia? E indo à igreja? E participando de viagens missionárias? Quantos deles comentam sobre dúvidas bíblicas ou contam casos que aconteceram nos cultos? E críticas, eles fazem críticas? Eles concordam com tudo o que os pastores falam? Eles possuem conflitos entre fé e sociedade, fé e ciência? Como a religião deles moldou a personalidade, a infância e a adolescência deles? Isso passa pelo menos no Globo Repórter?

Eu raramente vejo coisas desse tipo fora das ficções cristãs. Por um lado, até entendo. Religião é uma coisa de nicho, digamos assim, mas, sei lá, é um aspecto tão grande e fundamental na vida de algumas pessoas! E não são poucas! E aqui eu digo sobre todas as religiões. Se é difícil pra quem é cristão, sei nem o que dizer sobre religiões africanas, budismo, entre outras. Acho que nunca vi um personagem budista na ficção.

Eu procurando representatividade religiosa decente na ficção

Então eu conto histórias sobre eles. Os protagonistas e boa parte dos personagens de NS1 são cristãos. Há cenas que se passam na igreja e até uma versão bem doida de Jesus aparece. A mãe da Lídia de "Não Sei Lidar com Gênios" é católica, a protagonista de "Não Sei Lidar com Malas" também é cristã. Eu soco crente em todos os lugares. ME SALVEM.

Mas, assim, não são histórias sobre a Bíblia ou sei lá. Não estou evangelizando ou pregando para ninguém. Os personagens fazem parte de uma religião e é isso aí. É como se eles fossem fãs de esporte ou roqueiros ou amassem moda ou, sei lá, fossem bissexuais. É uma característica que molda o personagem, mas não dita quem ele é por inteiro nem o gênero da história. NS1 é sobre cada pessoa ser um universo de possibilidades, Gênios é sobre acreditar em si mesmo e Malas é uma história sobre relacionamentos abusivos. Em todos eles, inclusive, eu faço críticas diretas e indiretas sobre o modo como igrejas e crentes em geral simplesmente cagam tudo.

No livro que estou escrevendo agora, um dos protagonistas é (adivinhem) cristão e o outro é gay. Será ficção cristã ou literatura LGBT?

COMO SE VENDE ISSO?

Sabe, eu escrevo o que eu gostaria de ler. Eu não quero ser obrigado a ler aqueles dramas chatos, histórias de superação através da fé e sei lá mais o quê pra conseguir me ver. Eu quero ler comédias, histórias de ação e aventura, suspenses, histórias sobre adolescência que tratam de temas diversos, eu quero tudo isso com personagens crentes. Então, eu escrevo.

Eu não sei se eu faço bem, isso já são outros 500, mas eu tento. Talvez eu ainda soe muito proselitista ou as pessoas ficam perdidas com as referências religiosas, estou analisando isso e vendo como posso melhorar. Parar eu não consigo mesmo. Eu me seguro, mas, quando vejo, já estou fazendo piada com Jesus, vida após a morte e voto de castidade. Um caso perdidíssimo mesmo.

Posted on segunda-feira, novembro 06, 2017 by Felipe Fagundes

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terça-feira, outubro 17, 2017

Foi uma amiga minha da faculdade que me apresentou o conceito da Bubble Fest e, desde então, fiquei obcecado. Cara, acho que já estava há uns dois anos tentando comprar ingresso pra esse evento, mas, sempre que eu via anunciando uma nova edição, dava de cara no aviso de INGRESSOS ESGOTADOS. Era sempre tarde demais. Que morte horrível.

Até que um belo dia eu tive a sorte de estar online quando anunciaram em JULHO a edição especial de OUTUBRO e comprei com vontade. Tipo, essa edição de Outubro nem era pra existir, porque a Bubble Fest só acontece 1 vez no ano e já tinha acontecido uma no começo do ano. Galera queria tanto que eles abriram essa segunda edição. Eu mal acreditei.


Pra quem não sabe do que se trata, e dessa vez me arrisco a dizer que ninguém sabe mesmo, a Bubble Fest é um evento... sobre bolhas. Ai, gente, sei lá, é um conceito muito abstrato. É basicamente um dia num sítio maneiro, onde tocam música pop muito atual, tem um monte de brinquedo inflável e tentar forçar o tema BOLHAS e BOLAS. Tem Futebolha, tem bolha de sabão, tem futebol DE SABÃO... É daquelas coisas que não se explica, a gente simplesmente vai. Eu anotei na Lista e queria muito riscar. As atrações pareciam maravilhosas.


POIS O DIA CHEGOU. Montei meu squad, pois Deus me livre de enfrentar ciladas do bem sozinho, e fui PRONTO PARA TUDO.

Menos para a chuva que caiu no dia. Também não estava preparado para me perder no BRT.

(Inclusive, gente, eu simplesmente peguei SETE ônibus nesse BRT. Cuidado Com A Burra total, mas eu simplesmente não sabia como chegar de um ponto ao outro. Eu queria ir reto, o ônibus fazia curva. Eu queria curva, ele ia reto. Eu tinha que ir pra frente, ele ia pra trás. Eu via meu destino, ele passava direto, AAAAHHHHH Eu tava me sentindo num daqueles filmes que a pessoa está presa num cômodo, daí ela atravessa a porta da saída e aparece dentro do cômodo de novo. Meu deus do céu. Eventualmente cheguei)

Mesmo debaixo de chuva, fomos pra Bubble Fest, até porque não devolviam dinheiro (60 pilas o primeiro lote) e a linda da organização ainda mete essa de que "Brincar na chuva é muito mais divertido!". Tá, né. 

Cara, a Bubble Fest foi uma sucessão de altos e baixos, sucessos e perrengues. Eu saí de lá feliz, mas com pouca coisa poderia ser ainda melhor. VEJAMOS.

***

PERRENGUE: A chuva, né. Ok que jogar futebol de sabão na chuva pode ser mais divertido, mas TU TÁ DOIDA, BUBBLE FEST? E a piscina? E o frio? E MINHAS CRIANÇA PEGANDO PNEUMONIA. A chuva logo passou, de vez em quando vinha uns chuviscos perdidos, então deu pra aproveitar bastante, mas não teria condições de brincar se fosse uma chuva pesada. Nenhuma das atrações era coberta, seria o fim mesmo. Aí achei paia não devolverem o dinheiro nem nesse caso.

SUCESSO: O sítio é maneirinho. É grande o suficiente pra não ficar insuportável de lotado, tem espaço pra ficar quietinho de boas longe da muvuca se quiser, tem banheiro, vestiário, vende comes e bebes, tem piscina, guarda-volumes e atrações suficientes pra gente sentir que valeu a pena.

SUCESSO: Futebolha! É mesmo uma realidade! Eu literalmente entrei numa bolha e joguei futebol! Achei MUITO legal. Eu estava cagando para o futebol, só queria mesmo tomar tombo, cair no chão e sair rolando. Tinha um cara VIOLENTO que simplesmente jogou o Lucas pelos ares. Invejei Hahahahah


Lucas está DESMAIADO

PERRENGUE: Bubble Fest, pelo amor de Deus, vamos lavar essas bolhas? Gente, um cheiro do mais puro CECÊ dentro daquele troço. A minha ainda estava meio molhada por dentro, que obviamente foi porque gente saída da piscina tinha entrado ali antes de mim, mas eu não consegui parar de pensar que era suor. Sério, um cheiro de suvaco da dificuldade ali.

SUCESSO: O brinquedo assassino que gira. Gente, infelizmente não teve foto porque todo mundo estava se divertindo, apanhando e sendo traumatizado por esse brinquedo, tudo ao mesmo tempo. Não sei nem dizer o nome. Sabe aquela brincadeira do relógio? Uma criança pega uma corda e começa a rodar rente ao chão, rodando, e as outras têm que ficar pulando. Era basicamente isso. Só que inflável, e a corda inofensiva era um PORRETE GIRATÓRIO claramente possuído por ninguém menos que SATANÁS. Elisa nem quis voltar, Elizabeth ficou grudada na parede imóvel até nosso tempo acabar e Lucas levava cada pancada que a gente gritava AAAAAI só de ver. E eu? Eu me arrisquei porque esse é um brinquedo que só se alcança o sucesso através da coragem e da ilusão de que não dói, POIS AS PANCADAS SÃO REAIS. Consegui pular algumas vezes, mas levei tombo também.

 Eu imediatamente depois de sair do brinquedo assassino.
É sério! Hahahahahah

PERRENGUE: A fila da tirolesa. A gente simplesmente ficou QUASE QUATRO HORAS NA FILA. A gente não tinha ideia de que ia ficar a festa quase toda numa fila. A tirolesa era a única atração com hora pra acabar, então ficamos "Bom, vamos logo entrar nessa fila pra ir de uma vez". Fomos trouxas. Gente, demorou uma vida. E tirolesa é uma coisa que você acha com facilidade em vários lugares e da Bubble Fest nem era uma Brastemp. Não vale a pena esperar. Tinha que ter um aviso desse tempo de espera ou pelo menos distribuição de senhas que nem tinha pro Futebolha e pra Archery Tag. A gente podia curtir o evento sem ter que ficar na fila. Se tivesse sol, todo mundo teria desmaiado naquela fila.

O sorriso de quem ficou quatro horas numa fila

Um lindo dia chuvoso para voar o mais alto que puder 
e ser alvo de raios

PERRENGUE: Archery Tag. Não sei, as senhas acabaram quando eu estava na fila da tirolesa.

SUCESSO: A playlist da Bubble Fest era muito atualizada com o pop. Tinha até a música nova da Anitta, que tinha sido lançada há menos de uma semana. Teve Taylor Swift, Dua Lipa, Pabllo Vittar e sei lá mais quem do pop que vocês gostam. Lucas que entende e achou sucesso.

SUCESSO: Big Volley! Cara, aquela bola gigante parece leve e fofa nas fotos, mas AQUILO É PESADO. Elisa quase perde os dedos, Lucas quase quebra o pescoço e, gente, sou idoso, A MINHA LOMBAR. Mas sabendo não ir na bola sozinho que nem um tarado e jogando em equipe, o jogo pode ser bem divertido. Só tenha cuidado com a bola.

Eu super focado no jogo
Meu time perdeu de lavada, NÃO ENTENDI

SUCESSO: Aula de ritmoS! Não fiz, mas Lucas dançou e aprovou. Cama elástica! Um jogo de totó humano que achei chato, mas galera amou! Fazedor de bolhas gigantes! Não fiz, mas muito bonito de ser ver. Nada disso tinha uma fila com mais de 5 pessoas.

PERRENGUE: Já era de se esperar que os comes e bebes vendidos não fossem ser baratos, mas 10 reais num misto quente já achei meio puxado. Eu compro por 2 reais nas ruas do Centro do Rio. Eu nem almocei, porque né.

SUCESSO: Pode entrar com comida e bebida, então acho que vale a pena levar seus próprios lanches.

PERRENGUE: Eu fiquei tanto tempo na maldita fila da tirolesa que nem tive tempo de ir em todas as atrações. Tive que ser seletivo e ir só no que eu realmente queria, porque não dava mais tempo ou eu não tinha mais pique.

SUCESSO: Guerra de cotonetes! Apenas que eu sou o rei disso e Lucas jamais teve uma chance.




Luta que venci movido pelo ÓDIO 
depois de tanto tempo perdido na fila da tirolesa

Engraçado que depois fui duelar com a Elisa, e a moça da Bubble Fest que estava monitorando o brinquedo, vendo que estávamos meio que empatados, gritou:

- BATE COM FORÇA, GENTE, EMPURRA O OUTRO COM O COTONETE
- Você quer que eu dou NA CARA dela com esse cotonete?
- É, UÉ, É ASSIM QUE FAZ.

Gente, não é assim que faz Hahahahah Os cotonetes não são leves, vocês se respeitem.

SUCESSO: Teve coisas que não experimentei, tipo o Futebol de Sabão, guerra d'água, Archery Tag e tal. Nem na piscina eu entrei. Isso mostra que há realmente muitas opções.

PERRENGUE: Não sei o vestiário feminino, mas o vestiário masculino não era lá grandes coisas. Além de pequeno (não cabia 10 pessoas dentro), não dava muita privacidade. O lugar de trocar de roupa era DE FRENTE pra porta. E alguém vivia deixando a porta aberta, qualquer um lá fora podia ver. Só tinha dois chuveiros e uma das cabines NEM TINHA PORTA. Ok, eu nem tenho problema em exibir meu corpo nu com outros homens no recinto, porém, essa cabine sem porta TAMBÉM ERA VIRADA PARA A PORTA DO VESTIÁRIO, que vivia aberta. Aí ficava puxado, gente. Passa uma senhorita ou criança lá fora e, PÁ, olha aí eu sendo acusado de atentado ao pudor. Resolvi tomar banho de sunga, que nem no Big Brother.

SUCESSO: O clima. Não o clima CLIMA, até porque estava nublado, mas estava todo mundo se divertindo de boas: famílias, crianças, casais, amigos, não rolou nenhuma briga ou desentendimento. Gostei das good vibes, dos animadores do evento... Era um lugar pra ser feliz, sabe? Ainda é um evento de gente rica, na minha opinião, mas não tão rica ao ponto de todo mundo ser branco com cara de europeu. No quesito de público, achei razoavelmente diversificado.



Bom, poderia ser melhor? Tanto poderia que VAI SER assim que eu voltar lá na próxima edição que rolar aqui no RJ com um lindo dia de sol. E óbvio que nem ameaçado de morte eu entro na fila da tirolesa. Fora isso, foi tudo ótimo! Certeza que volto com ainda mais gente.

Pra quem se interessou, a Bubble Fest acontece no RJ só uma ou duas vezes por ano, mas isso porque ela viaja pelo Brasil. Então galera de SP, MG, Brasília, etc pode ficar de olho na página dos organizadores. Além da Bubble Fest, eles organizam outros eventos doidos que podem ser legais também. Recomendo a experiência!

Posted on terça-feira, outubro 17, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, outubro 09, 2017

Acho que qualquer pessoa que me faz uma pergunta direta sobre um assunto polêmico já percebeu como eu enrolo e, no final, raramente dá para saber qual de fato é minha opinião. Não concordo nem discordo, muito pelo contrário. E o contrário, no caso, é que eu quero gritar AI, NÃO SEI, ME DEIXA EM PAZ.

Eu sou muito ruim nesse lance de ter opiniões contundentes. Inclusive, fico fascinado e com um pouco de medo ao observar gente que consegue.


No máximo, consigo dizer o que é bom ou ruim pra mim, mas, se eu tivesse que fazer leis e definir regras para um grupo de pessoas ou algo assim, acho que eu ia querer morrer. Eu vejo pessoas em cargos de autoridade tendo que decidir coisas polêmicas e fico "Nossa, ainda bem que é ele e não eu".

Cara, tem tanta coisa que eu simplesmente NÃO SEI. Tem coisas que eu não gosto nem de pensar. As pessoas me perguntam esperando um concordo ou discordo, mas eu fico 57 horas pensando no assunto e não consigo chegar à nenhuma conclusão.

Acho que, por conta disso, eu gosto de jogar muito em cima do muro. Como eu não tenho opinião formada, eu ouço as pessoas. Tento ouvir todos os lados. Não que isso me ajude a decidir, mas eu pelo menos tenho o que dizer numa discussão. Ou seja, conversando comigo, eu vou sempre tentar furar o seu argumento com "serás".

- ESSE QUADRO É PEDOFILIA.
- Será que é mesmo? Tem gente dizendo que é uma crítica social.
- ISSO É CENSURA! NÃO PODEM PROIBIR ESSA EXPOSIÇÃO.
-  É censura ou só gente que não quer ver?
- QUE PROFANAÇÃO DA RELIGIÃO.
- Será que não pode criticar religião?
-  LIBERDADE DE EXPRESSÃO! A GENTE FALA O QUE QUISER!
- Mas será que é ok ofender as pessoas?

Posso ser insuportável.

Eu fico pensando e repensando os lados e, de alguma forma, consigo concordar e discordar de ambos. Abençoado seja o rapaz Deus que não me fez ter que decidir qual é o melhor e mais certo.

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Pior ainda quando eu não tenho NADA a ver com o assunto. Nesse caso do peladão do MAM, por exemplo, eu nem abri a boca. Eu não sou pai, não sou criança, não sou artista, não sou dono de museu... Eu não faço ideia do que faz bem ou mal para os envolvidos, Deus me livre de ter que opinar. Me faltam DADOS, experiência, sei lá, me falta tudo para escrever um textão na internet xingando alguém. Talvez, depois de 3 anos estudando o caso, eu consiga dar um parecer.

Política, aborto, preconceito, representatividade na ficção, apropriação cultural, arte, religião, MEU DEUS, GENTE, mantenho até distância se posso. "Não sou capaz de opinar" é meu hino.

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Eu sei que é importante a gente se impor e defender aquilo que a gente acredita, porque senão os outros passam por cima da gente como um rolo compressor, mas... Nessas questões sociais, eu tenho o maior medo de apoiar um troço que vai dar mó errado lá na frente. Vai que eu apoio o peladão do MAM e aí um monte de criança acaba sendo exposta a safadezas e fica desgraçada da cabeça? Mas vai que eu não apoio e aí a ditadura militar surge do abismo e toma o poder do Brasil? Nossa, muito complicado. Só observo e fico na torcida para que tudo acabe bem.

Posted on segunda-feira, outubro 09, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 25, 2017

Acredito que a maioria saiba, mas, para quem chegou agora, antes do Não Sei Lidar existir, eu mantive um outro blog por bons 4 anos. Acabei encerrando de vez o antigo blog alguns meses atrás, não fazia mais sentido ficar mantendo aquele fantasma, mas uma coisa eu não previ: Tinha tanta história boa por lá! E vira e mexe eu quero citar um causo que contei no blog antigo e fico frustrado porque não há mais links. Daí que resolvi ressuscitar e repostar aqui os textos mais necessários. Esse é o primeiro. Vou dar uma revisada e uma atualizada. Quem não leu antes, divirta-se. Quem já leu láaaa em 2012, recordar é viver também :)

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Gente, segue abaixo uma história que eu PRECISO deixar registrada, porque senão até eu vou achar que sonhei daqui a alguns anos. Avaliem.

Foi em 2012 que a editora Novo Conceito anunciou um concurso de poesias que valia nada mais nada menos do que um box COMPLETO da séries de livros "Beijada por um anjo". Se em 2017 você não faz ideia do que se trata, naquele ano as pessoas sabiam. Uma série adolescente cafoninha querendo seguir na aba de Crepúsculo, mas com anjos no lugar de vampiros. Eu zoava sempre que podia porque eu acho que eu era meio babaquinha.

O anel vinha junto também. Sério.

Se não fosse a minha tara por concursos culturais, eu nem teria olhado, mas quis ver que tipo de poesia as pessoas estavam escrevendo pra ganhar o box. Foi decepcionante. Não entendo de poesia, não gosto de poesia, não compreendo quem gosta, mas tenho amigos etc e, toda vez que tento ler uma, eu durmo ou fico com a sensação de que faltam umas 200 palavras. Mesmo assim, eu reparei que, pelo menos as primeiras poesias postadas, eram muito ruins.

"Você é meu raio de sol"
"Rosas são vermelhas, violetas são azuis..."
"Meu coração por ti bate..."
"Você é meu anjo de luz, raio, estrela e luar"

Francamente. Se só UMA pessoa levaria o box, como a editora iria escolher se todos estavam seguindo o mesmo padrão? A mesma melosidade, versos até sem sentido e mais zZZzZZ. Foi aí que eu tive a CERTEZA de que poderia escrever algo melhor do que aquilo. Se eu iria ganhar era outra história, mas ainda assim meti a cara nas poesias, li sobre rimas ricas e raras, formatos e - tcharam - virei um poeta.

A parte mais incrível foi quando apaguei no ônibus vindo pra casa e  - pausa dramática - TIVE UM SONHO. No sonho, eu escrevia uma poesia sobre anjos e assinava como F.Harquimedes e GANHAVA a promoção. Foi aí que nasceu F.Harquimedes, o futuro maior poeta brasileiro. Você sabe o que significa esse nome? Pois eu também não. Quando descobrir, me conta. Já veio pronto no sonho, nem reclamei.

Dizem que o poeta é um fingidor (Li isso no meu processo de aprendizagem que durou 1h30), então eu simplesmente entrei no personagem e no dia dos namorados estava eu escrevendo a poesia abaixo:

“Faz-me acreditar que és um anjo
Seu sorriso num belo arranjo
Mesmo sem asas, apenas vontade
Um convite à calamidade.

O amor que me atrai e me repele
Há mesmo um lobo por baixo dessa pele
Sentimento de dúvida voraz
Mas, o mesmo que me afasta, me traz.

Fere-me com setas, envolve-me em asas
Inferno límpido, um céu em brasas
Lobo bom, anjo mau
Amor bandido, paixão visceral."

PAREM DE RIR.

Eu já estava com vergonha de ter parido isso em 2012, agora em 2017 eu não sei nem o que dizer. Mentira, sei, sim: É TÃO RUIM QUANTO TODAS AS OUTRAS, AGORA VEJO.

Mas, poxa, ninguém ganharia o concurso se continuassem no mesmo lenga lenga então eu tive F.Harquimedes teve a brilhante ideia de escrever esse poema sobre um amor estranho, complicado, que causa mal e bem, ainda dando um jeito de colocar anjos no meio.

Até que o resultado saiu.

DÁ PRA ACREDITAR QUE F.HARQUIMEDES REALMENTE É UM SUCESSO NO MUNDO DA POESIA??? EU VENCI.



E ainda teve esse bônus: "Entre todas as poesias enviadas, um sortudo destacou-se, enchendo de suspiros os corações da Equipe Comercial e de Marketing da Editora Novo Conceito".

BERRO.

Mas hilário foi esse comentário de alguém na página do resultado: "Nossa! Com certeza, lindo! Contou a história da série de forma que só quem já tivesse lido soubesse totalmente do significado!".

EU NÃO SEI DO QUE ESSA PESSOA ESTÁ FALANDO.

E essa é a história toda. Depois de ter ganhado o 5º Beijada por um anjo num sorteio (Duas vezes, diga-se de passagem) agora tenho que me virar com esse box e um anel de prata. Essa série quer MESMO ser lida por mim. Se fosse "Beijada pelo Demo", até rolaria uma curiosidade, mas amor meloso com anjo no meio...

Agora me digam se minha vida não daria uma série de TV de comédia?

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O ANO É 2017. F. Harquimedes se tornou um perfil abandonado no Twitter e fez aparições no meu livro Não Somos Um. Eu paguei língua e por todos os meus pecados e não apenas li os CINCO volumes de Beijada Por Um Anjo como também ontem mesmo pedi o último livro no Skoob Plus e tô esperando chegar para fechar este ciclo. Vocês acreditam que eu gostei? Não é nenhuma obra de arte transformadora de vidas e poderia ter terminado com decência no livro 3, mas me rendeu bons momentos de entretenimento. Até recomendo pra colocar alguém que não tem o hábito de ler no caminho da leitura. Ainda tenho o anel de prata, por um acaso nunca usei e não faço ideia do que fazer com ele. Acho que em 2017 ninguém mais tem coragem de usar esse troço.

Posted on segunda-feira, setembro 25, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 18, 2017

Às vezes eu sou sugado para dentro do Youtube e, quando percebo, já assisti várias compilações aleatórias naipe "Os 16 tombos mais feios do futebol feminino", "As 25 piores batidas de carro 2017" e "Os comerciais de creme dental mais esquisitos do mundo". Pois é. Faz parte da vida.

Daí que, na minha cabeça, existem vídeos que eu adoraria assistir, mas que, infelizmente, são compilações impossíveis, a menos que eu realmente viva num reality show filmado por Deus e que ele edite para me mostrar no pós-vida. Veja se você concorda comigo.



1) X vezes em que tudo quase deu errado

Eu amo ver essas compilações de pessoas mais sortudas do mundo que mostram situações em que, POR UM MILAGRE, uma desgraceira não aconteceu. Tipo criança cair na rua, um carro passar por cima e nada acontecer, a criança levanta e está tudo de boa. Ou quando uma pessoa QUASE é atropelada ou uma árvore QUASE cai em cima de alguém. AMO.

Tipo esse

Queria ver uma versão minha, com desgraças que quase me ocorreram. Pessoas que QUASE me assaltaram, mas eu sem saber saí do recinto, ônibus que eu deixei de pegar e se envolveram num acidente, animais hostis que me atacariam, mas eu desviei meu caminho de última hora... Cara, eu ia gritar muito assistindo isso.

2) Pessoas se pegando

NÃO ESTOU FALANDO DE PORNÔ.

Uma coisa que Grey's Anatomy me ensinou é que TODO MUNDO se pega no elevador e, bom, eu uso elevadores todos os dias e nunca suspeitei de nada. Ou seja, as pessoas disfarçam MUITO BEM. Eu gargalharia com esse vídeo com pessoas se pegando em elevadores, salas, vestiários, banheiros públicos e retiros e parando e se ajeitando imediatamente ao notarem minha aproximação. Daí eu abro a porta e digo "Oi, gente, tudo bem aqui? Tá um calor, né?". BERRO.

Do jeito que a galera é, não é difícil acreditar em pessoas fornicando embaixo do nosso nariz.

Aquela vez que você foi pegar uma pepsi e encontrou uma moça gentil se afastando da máquina.

3) Gente falando bem de você

Eu adoro receber elogios, mas nem sempre pessoas que gostam de você falam isso para VOCÊ. Por timidez, vergonha, falta de oportunidade, sei lá. Os motivos são muitos. Mas elas geralmente não possuem freios para te elogiarem para outras pessoas. Tá aí um vídeo do bem que todo mundo mereceria assistir: Pessoas falando bem de você para outras pessoas sem você estar presente. QUE HINO, GENTE. Sua mãe te elogiando exageradamente para as amigas dela, seus amigos falando do amigo incrível que eles têm, seus ex-colegas de trabalho falando daquela pessoal legal que trabalhava lá, pessoas da internet falando sobre você no privado, gente que curte as artes que você faz indicando para outras pessoas, AAHHHHHHH. Talvez seja o meu vídeo impossível favorito.

A gente vendo pessoas que nem imaginávamos falando bem da gente

(Uma outra versão impossível seria gente falando MAL de você, mas aí não sei se teria um impacto tão positivo assim. Deus me livre de assistir isso)

4) Tinha um conhecido bem ali

O mundo não é tão grande quanto a gente imagina e tem aquela regra universal dos seis graus que separam a gente de qualquer outra pessoa no planeta Terra, então imagina essas verdades sobre a sua cidade? Simplesmente que TODO MUNDO se conhece, mas você não sabe.

Eu daria meu reino por um vídeo que mostrasse que já dividi recintos com conhecidos ou semi-conhecidos ou pessoas que na época eu nem conhecia, mas agora conheço!

Sabe aquele tio da sua melhor amiga que você nem sabe que ela tem? Então! Ele é aquele cara que tava sentado do seu lado no ônibus ouvindo funk sem fones de ouvido! Sabe sua nova professora na faculdade? Ela estava no mesmo vagão do metrô que você quando peidaram lá! Na verdade, o peido veio dela! Você provavelmente já passou mil vezes na rua por várias pessoas que só depois veio a conhecer. Vocês estavam tão perto!

Você! 
E aquela pessoa que te segue no Instagram! 
E sua futura sogra! 
E o presidente do Brasil de 2045!

Eu ficaria abismado com todas as coincidências e assistiria esse vídeo mais de 17 vezes.

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Fica aqui a torcida para que Deus manje dos paranauês da edição de vídeos.

Posted on segunda-feira, setembro 18, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 11, 2017

Teve uma vez que fui na casa de um amigo meu, e a mãe dele me ofereceu um pedaço de bolo. Eu comi desavisado de que aquele seria o início da minha ruína. Era um bolo comum, bolo de bolo, mas, de alguma forma, tinha recheio de leite condensado nele.

RECHEIO DE LEITE CONDENSADO NUM BOLO COMUM???

Foi tão inesperado que eu declarei aquele como o melhor bolo que eu já havia comido na minha vida e nunca mais vi bolos com os mesmos olhos. Que bolo, gente. A mãe do meu amigo contou onde tinha comprado, eu não gravei o nome, mas, beleza, vida que segue.



Aí surgiu uma lojinha num lugar que passo sempre. Depois outra. E outra. Eu dava uns rolês e esbarrava em mais uma lojinha. Eu pegava trem, metrô, ônibus e encontrava uma lojinha. Eram pequenas, apertadinhas, cabiam em qualquer lugar. Cadê aquela pastelaria que tava aqui? Virou lojinha. E aquele cara que consertava sapatos? Sumiu e apareceu uma lojinha no lugar. Comecei a ficar curioso com aquela logomarca aparecendo em todo lugar. Abriu uma lojinha do lado do meu trabalho. Aí eu reparei no nome.

Fábrica de Bolo Vó Alzira.

Lembrei. Foi Vó Alzira quem pariu aquele bolo de bolo com leite condensado.

Gente, eu nunca comi tanto bolo na minha vida. Bolo de churros, de laranja, de maçã, de banana, de nozes, tradicionais, com recheio, de prestígio, sequinhos, melequentos, de festa, de fubá, a variedade é enorme. Eu não consigo parar de comprar até experimentar TODOS ELES. E parece que todo dia inventam um sabor novo, eu já estou HÁ DOIS ANOS com essa meta de comer de tudo.

As lojas não param de aparecer, cada vez menores e inesperadas. Eu quase posso apostar que, se você entrar na cozinha de uma Fábrica de Bolo Vó Alzira, você vai encontrar outra Fábrica de Bolo Vó Alzira operando lá dentro. Vó Alzira, que eu até googlei e descobri que é realmente uma avó chamada Alzira, está quase ultrapassando em número de franquias a Igreja Universal. Aparentemente, está muito mais próxima da dominação mundial do que a Hinode e os Illuminati.

SERÁ QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO?

Enquanto a humanidade está preocupada com problemas menores como Trump e Bolsoçauros, eu estou DE OLHO nessa senhora. Meu plano para impedir a expansão deste reino hostil é comer todos os bolos das lojas até eles ficarem sem. Estou bem engajado porque todo santo dia compro uma fatia de R$ 3,50 de bolo de chocolate com bastante calda. Ainda não senti a loja definhando, mas sigo firme no propósito. Eu de fato estou pensando seriamente em parar de comprar fatias avulsas e comprar logo um bolo inteiro e fatiar eu mesmo. Sai mais barato e Vó Alzira não espera essa jogada de mestre minha. Eu ganho mais bolo e, ela, menos dinheiro. SOU UM GÊNIO.

O mínimo que espero é que, agora que os alertei, vocês se juntem a mim nessa luta e fiquem ATENTOS. Qualquer dia vocês estarão chegando em casa e verão que ela foi substituída por uma Fábrica de Bolo.

Posted on segunda-feira, setembro 11, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 04, 2017

Depois do meu sucesso no Big Brother Rio, eu não estava querendo manchar minha reputação me arriscando em outros jogos Real Life tão cedo, então concordei em ir apenas para assistir o Survivor Paquetá. Sim, existe uma franquia chamada SURVIVOR PAQUETÁ, onde pessoas legais recriam o melhor reality show do mundo na ilhazinha de A Moreninha. E lá fui eu pra Paquetá acompanhar o jogo.

Gente, assim como o BBRIO, foram muitas emoções, só que eu estava muito mais tranquilo porque, né, eu só ia ficar de boas assistindo do ladinho da minha Roberta favorita, que ia moderar o jogo. O que pode acontecer com alguém na torcida, não é mesmo?

1) Pois faltou uma pessoa do cast e, antes que eu percebesse, eu já estava numa tribo. RISOS.



2) Eu não estava preparado para jogar e ainda podia recusar, mas, gente, ERA MEU SONHO. O BBRIO tem um formato ligeiramente parecido com Survivor, mas não é a mesma coisa. Survivor é Survivor. Tem tribos, tem conselho tribal, tem a merge, tem ídolos de imunidade, é um jogo diferente. Eu também estava diferente, já conhecia algumas pessoas, tinha meus próprios relacionamentos passados, já não era mais tão inocente. ACEITEI COM GOSTO.

3) Me senti no Survivor real. DEZOITO participantes indo num barco para um lugar remoto, um monte de gente desconhecida, os moderadores entregando as bandanas das tribos e tal. Dividiram o povo em 3 tribos: Os estratégicos, as ameaças físicas e os mais sociais. Eu não sei se fui realmente alocado na tribo dos sociais ou se apenas ocupei o lugar da pessoa que faltou (Roberta, favor confirmar), mas lá estava eu numa tribo cheia de gente conversadeira, engraçada e FOFA. Eu de fato amei minha tribo, não gostaria de estar em nenhuma das outras, sabia que a gente ia se dar bem.

Pessoas que saem fazendo careta nas fotos, me add
Tínhamos até 1 (UMA) mulher nessa temporada!!!

3) Fui o primeiro eliminado da minha tribo.




4) Mas era uma eliminação de mentirinha. Cada tribo teve que enxotar uma pessoa e, depois, todos os participantes juntos iam DE FATO eliminar uma pessoa. ALI NA BARCA MESMO. Cara, 15 minutos no jogo e eu já tive que fazer um discurso para SALVAR MINHA VIDA. E eu estava numa BARCA PÚBLICA.

5) Realmente tinha gente na barca olhando pra galera do jogo meio assim, "Gente??? Que isso???". Até tinha pessoas perguntando o que estava havendo Hahahahah "Nossa, que legal, vocês organizam jogos! Tipo uma gincana!". Sim, querida, tipo uma gincana, MAS DE DESGRAÇAMENTO MENTAL.

Eu rindo pra galera da barca fascinada com o jogo 
enquanto pensava no meu discurso

6) O menino enxotado da tribo dos estratégicos quase chorou no discurso dele, até eu fiquei com pena. Tava quase falando "Ok, gente, me mandem embora agora, nem era pra eu estar aqui". O da tribo das ameaças físicas disse assim "Ah, caguei, tanto faz". Belo discurso. Eu fui o último e tentei usar meu brilho natural para ficar no jogo e, no final, todo mundo bateu palma e cantou parabéns pra mim (?) porque contei como foi passar meu aniversário no BBRIO. Achei sucesso.

7) As pessoas são horríveis e o primeiro eliminado foi o fulano que quase chorou dizendo que amava o jogo e queria muito ficar. COITADO. Mas, de quebra, eu ainda ganhei secretamente um ídolo de imunidade por ter ficado. Minha tribo que me aguardasse.

8) Minha tribo jurou de pé junto que me amava e que só me "eliminaram" porque tinham mesmo que escolher alguém e não me conheciam, mas fizeram de tudo pra me salvar. Eu acreditei pois sou bestinha assim. Foi muito legal passar um tempinho com eles na barca, todo mundo rindo, conversando, tirando foto, dizendo que amou a tribo... Éramos seis. Foi 3 se separarem na hora de descer da barca por causa da multidão para o jogo começar. Já me puxaram num canto e "Eu confio em fulano e fulana, se juntar nós 4 já somos a maioria, podemos eliminar ciclano de cara e OI, CICLANO, NOSSA, VOCÊ ACHOU A GENTE, QUE BOM". Risos.


9) Paquetá é uma graça. Não tem carros lá (é uma ilha, gente), é tudo muito calmo, é outro tipo de vida pra quem mora lá. Tem pedalinhos na lagoa, tem gente sentada na calçada, podemos andar no meio da rua... O parque onde ficamos para jogar parece que foi feito para Survivor. Muito bonito, muito verde, espaço para as provas, uma arquibancada para o conselho tribal, maravilhoso.





10) O primeiro conselho tribal da minha tribo foi um MERDELÊ, inclusive foi o primeiro de todos, pois aparentemente ser fofo não te garante vencer desafios. Minha tribo foi muito derrotada. Cara, eu não sabia em quem confiar. TODO MUNDO tinha planos de eliminar um ou outro, toda hora surgia um novo nome na roda. Acho que todos vieram dizer que confiavam muito em mim, que eu não era alvo, que o lance era eliminar fulano ou ciclana, MAS VAI QUE ERA EU?

11) Minha tribo era a única que tinha uma mulher e, gente, que experiência fascinante acompanhar Paula. Paula, pelo que entendi, já era uma jogadora experiente nos jogos virtuais. Me disseram que ela era muito esquentada e que chorava, fazia drama e sei lá mais o quê, mas ela me garantiu que já tinha mudado, que sabia separar as coisas e tal. Beleza.

12) Eu tava tanto me cagando de medo no conselho tribal que avisei todo mundo: VOU USAR MEU ÍDOLO, NÃO QUERO SABER, NEM ADIANTA VOTAR EM MIM. Eu poderia ter guardado, mas, ai, gente, nunca se sabe. Chatão ser o primeiro a cair fora (Mais um minuto de silêncio pelo menino eliminado na barca). Todos votaram, usei meu ídolo pra me livrar logo de tanto poder escondido no bolso e vi o cabaré pegar fogo.

Olaaaaar, tenho um ídolo
VOTEM EM MIM AGORA, SEUS DESGRAÇADOS

13) Todo mundo tinha combinado de eliminar um fulaninho, mas apareceu o nome da Paula num dos votos.

- QUEM FOI QUE VOTOU EM MIM? EU QUERO SABER. NÃO ACREDITO QUE VOCÊS FIZERAM ISSO. PODE FALANDO AGORA.

Berrei. A Paula teve 2 votos, o eliminado saiu com 4. Um dos que sobraram havia votado na Paula e graças a Deus não fui eu, pois Paula ficou PUTA. Amei. Pelo menos, não era comigo. Eu ia adorar assistir isso na minha TV.

Eu vendo os surtos da "nova" Paula com a tribo

14)  200 eliminações depois, chegou a hora de misturar as tribos e, gente, o cagaço que dá de ficar em minoria de repente. As 3 tribos iam virar 2. Pegamos as novas bandanas embrulhadas em papel de presente (toda uma super produção, respeitei). Havia bandanas amarelas e bandanas verdes, quem pegasse cores iguais ficava na mesma tribo. Peguei uma aleatoriamente, rasguei o papel e: BANDANA ROXA??? DEUS, POR QUE ME ABANDONASTE? Só tinha uma bandana roxa.

Todo mundo foi para uma nova tribo, menos eu

15) Mais uma twist: fui o único pobre coitado a ficar sem tribo. Fui enviado para o exílio. Em Survivor, o exílio é um lugar inóspito e hostil onde 1 participante fica lá amargando a solidão, mas que eventualmente pode encontrar um ídolo de imunidade. Me deram 3 dicas sobre o esconderijo dos 3 ídolos que tinham lá: Tronco, Rocha e Terra (algo assim). Tudo na área do exílio era tronco, rocha e terra, e eu fiquei "QUE RAIO DE PISTAS SÃO ESSAS???". Chegou uma hora que cansei e desisti de procurar.

16) Quando retornei ao jogo, JÁ ERA A MERGE. As duas tribos, que antes eram três, agora eram só uma. Minha tribo inicial ficou intacta enquanto eu estava no exílio (que orgulho dos meus bebês), mas eu estava desatualizado sobre o jogo. Quem votou em quem? Teve barraco enquanto estive fora? Novas alianças? Alguém mudou de lado? Paula era alvo? Os sociais ainda eram maioria e nosso plano desde a primeira hora era eliminar a Sonserina os estratégicos, porque NÉ.

Eu não sei nem o que comentar Hahahahah

17) Teve o famoso leilão de Survivor na merge e fiquei muito feliz. Cada um ganha 500 dinheiros de mentirinha e pode dar lances em itens secretos. Às vezes é comida, às vezes são poderes especiais, às vezes é nada que preste. Eu não tava conseguindo levar nada, aí vi que o item 8 seria o último, então fiquei É AGORA. Dei 500 reais numa coca quente. BERRO.

Eu nem bebi a coca, tá na minha geladeira até hoje

18) E não era o último item, me enganei. Vieram mais mil itens importantes depois, mas eu não tinha mais nenhum dinheiro ¯\_(ツ)_/¯

Cuidado com a burra

19) 9 pessoas no jogo e foi o tribal mais doido da minha vida. Minha aliança me soprou nomes diferentes, os nossos adversários também me sopraram nomes DELES MESMOS, tava todo mundo mirando no lado de lá (amém), mas eu não estava certo de em quem eu tinha que votar. Eu estava total indo no plano de alguém, o exílio quebrou meu controle do jogo. Na hora de votar, eu fiquei "Gente??? Será que é pra eu votar em pessoa A ou pessoa B? Esqueci??? Será que vou rodar?". Não rodei. Mas os votos ficaram MUITO divididos, tipo 2 x 2 x 2 x 3 (Levei 0 votos, bjs), e saiu uma pessoa que eu nem sabia que era alvo de ninguém.

O QUE ACONTECEU NESSE CONSELHO???

20) Teve prova de comida, e eu nem me esforcei pra comer meu dente de alho. QUE NOJO, GENTE. Mas galera comeu pimentinhas, orégano, alho, OVO CRU. Venceu um garoto da minha aliança, e ele tinha que mandar alguém para o exílio. ME ESCOLHEU. Eu fiquei "PLMDDS, ACABEI DE VOLTAR DE LÁ". Mas senti que ele estava meio puto comigo, não entendi o porquê. O legal do exílio é que você escapa da votação, mas qual é a graça de participar do jogo sem realmente jogar? Eu até dormi no exílio.

Minha aliança pra mim

21) Voltei do exílio montado no cavalo de fogo porque, caramba, JÁ ERA O F7. Só 7 pessoas no jogo, e eu ainda não tinha feito nada de bom para merecer votos do Júri na final. Estava sendo carregado. No BBRIO, eu venci provas, conquistei a confiança da galera, me safei dos paredões, armei contra pessoas, arruinei minha aliança para durar mais que eles no jogo... No Survivor Paquetá, eu não tinha feito nada. Falei: É AGORA.

22) Lembram do menino que cagou para o discurso lá no começo? Então, ele também ganhou um ídolo que nem eu. Outra coisa: Entre nós 7, também estava o namorado dele, um aliado meu. O cara com ídolo e casal no jogo, não tinha condições, gente. Só que ninguém estava com coragem de eliminá-lo com medo dele usar o ídolo e eliminar um de nós. Mas eu fiquei "Bom, vou arriscar. ESSA VAI SER MINHA JOGADA". Galera ia votar num fulano aleatório, mas eu armei um plano e fiz todo mundo mudar de ideia e votar no fulano com o ídolo. Eu fiz de tudo para o menino ficar seguro e jurei que ia votar com ele, que ele nem era alvo, que íamos eliminar o aleatório lá. Meu lindo plano era que ele saísse com o ídolo no bolso. E, se usasse o ídolo, o fulano aleatório ia sair com 1 voto do dono do ídolo. Antes ele do que eu.

Eu antes desse conselho tribal

23) A praga usou o ídolo. Eu jurando que ia ser um 6 x 1, mas foi um 5 X 1 X 1. Além do voto no menino aleatório, também teve um voto EM MIM.



24) Gente, que bala perdida. O menino aleatório tinha um aliado que sacou meu plano de deixar o amigo dele na mira e votou em mim pra garantir que empatasse caso o ídolo fosse usado. Quando dá empate, galera tem que revotar pra desempatar. Eu jurava que estava de boas com meus aliados.

- Vocês são a maioria, galera, me salvem!
- VOCÊ TRAIU A GENTE.
- COMO É QUE É??? EU FIZ RESIDÊNCIA NO EXÍLIO.

Lembra daquele voto que me atrapalhei e não sabia bem em quem votar? Então... Votei no errado e por isso fui considerado traidor HAHAHAHAHAHAH Por isso que o menino tava puto comigo. SOCORRO.

- Gente, eu fui fiel a vocês desde o início! Vocês vão deixar esse menino aleatório que vai trair vocês assim que puder?
- A GENTE CONFIA MAIS NELE DO QUE EM VOCÊ.



Nossa, essa doeu, Paula. Eu me considero a pessoa mais confiável do mundo e acho cansativo quando pessoas na vida real não acreditam em mim. Quando elas me conhecem melhor, elas entendem sem eu precisar dizer que podem confiar em mim absurdamente. Me senti OFENDIDO. Mas, bom, aquele do jogo não era eu mesmo, no jogo eu elimino até minha mãe se for preciso.

25) E foi assim, COM UMA BALA PERDIDA e uma coca quente no bolso, que fui eliminado do Survivor Paquetá. Grande jogada essa minha HAHAHAHAHAHAH Teria ido mais longe se ficasse na minha, mas ia perder na final de qualquer forma, então fiz o que tinha que fazer. Fiquei em sétimo dessa vez.



26) Fui rancoroso e aplaudi quando Paula foi eliminada em 5º lugar.

27) O jogo foi tão imprevisível depois que saí que os meninos que eram um casal FORAM OS FINALISTAS. Inclusive, eles também eram os organizadores do BBRIO. Acabou vencendo numa votação acirradíssima O GAROTO QUE CAGOU PARA O DISCURSO LÁ NO COMEÇO. "Ah, caguei, tanto faz". AS PALAVRAS DE UM VENCEDOR, quem diria. Bom, ele se livrou lindamente da armadilha que montei pra ele (e eu mesmo caí, risos), então respeitei como jogador.

28) Depois tiveram prêmios simbólicos de "melhor jogador", "melhor jogada", "melhor barraco", coisas assim, e vocês acreditam que ganhei o "Prêmio Sweet", amorzinho da edição? Quando eu tento jogar na paz, viro um demônio. Quando tento ser um ser frio e calculista, ganho prêmio de amorzinho da edição. FRANCAMENTE (mas amei <3). Eu nem sei por que ganhei, nem tive muitas oportunidades de mostrar meu brilho natural, então acho que Roberta que manipulou a moderação para me dar esse prêmio (Roberta, favor NÃO confirmar).

Como eu queria ser visto no jogo / Como fui visto


***

Gente, eu quero participar desses jogos PARA SEMPRE. Só facada nas costas o tempo todo, mas, quando a coisa toda acaba, o clima é tão bom! Todo mundo rindo, comentando empolgado como se fosse um programa de TV real! É uma experiência incrível e inesquecível (até porque depois você fica com uns traumas na alma, MAS ENFIM).

Confesso que o Survivor Paquetá foi uma experiência muito rica (barca, tribos, leilão...) e imersiva, mas meu coração bateu mais forte no BBRIO. Eu fui bem apagadinho em Paquetá, não consegui jogar bem, não fiquei no centro de nada. Eu fui aquele participante de Survivor que fica invisível durante a temporada inteira, daí ganha destaque do nada num episódio e é eliminado. Risos. Foi exatamente isso Hahahahahah

Sinto muito por decepcionar minha legião de fãs que imploraram tanto nas redes sociais para eu ser trazido de volta para um segundo jogo. Quem sabe me chamam para um terceiro por eu ser um amor de pessoa? Dessa água eu bebereis sim.

Posted on segunda-feira, setembro 04, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, agosto 14, 2017



Eu fui uma criança muito mimada pelos outros e protegida deste mundo mal, daí eu cresci e vocês podem imaginar o que a vida adulta faz com uma criança dessa: continuaram me mimando e me protegendo ¯\_(ツ)_/¯

Deve ser um desses bagulhos de patriarcado, privilégio branco ou, quem sabe, DEUS e meu brilho natural. Eu só sei que as pessoas amam cuidar de mim e eu acabei me acostumando com isso. Eu até deixo. Claro que é maravilhoso ser mimado aqui e ali, mas isso contribuiu para o fato de eu ser meio ingênuo e simplesmente não saber das Coisas Da Vida. Eu perdi um monte de lições importantes que só a vida pode nos ensinar, porque sempre teve outra pessoa cuidando das coisas pra mim. Eu me enxergo como uma criança lerda na maior parte do tempo. Agora, você joga a assexualidade na receita, e eu sou praticamente um BEBÊ VIRGINAL. Eu até poderia me acostumar com isso também, mas...

Eu tenho 26 anos. Eu sou um homem de VINTE E SEIS ANOS DE IDADE. Está cada dia mais difícil encarnar o bebê puro demais para este mundo, porque agora eu sou velho e fica meio complicado que pessoas mais novas do que eu cuidem de mim. Antes eu era sempre a pessoa mais nova em todos os lugares, meus amigos eram todos mais velhos e/ou sábios do que eu, eu trabalhava com gente de 50 anos, mas agora os tempos são outros. O menino que me ensina tudo na Firma é dois anos mais novo que eu. Meus sobrinhos são as crianças da casa. Todo mundo na internet tem 20-25 anos. Está cada vez mais raro me mandarem tapar os ouvidos quando querem falar safadezas comigo no recinto.

MAS EU SOU O MESMO. O mesmo ursinho de pelúcia assexual de sempre, mas as pessoas não enxergam mais e isso faz com que eu me sinta ultrajado em muitas situações sociais.

Um dia eu estava conversando sobre séries com um colega meu, e eu estava super empolgando falando de The 100.

- Cara, é MUITO legal. Daí eles vieram do espaço como adolescentes comuns, mas agora eles foram, tipo, endurecidos por decisões morais muito complicadas!
- Ah, sei qual é essa série, aquela que tem umas gostosas, né?
- QUÊ
- Com uns peitão e tal
- O.O
- É sim, cara, umas bem gostosas mesmo.

Quando as pessoas usam as coisas que gosto para falar de sexo

Gente, The 100 é a série com menos conteúdo sexual que já assisti na minha vida, eu não sei do que este homem está falando, PARA DE ESTRAGAR ESSA CONVERSA SOBRE SÉRIES FALANDO DE PEITOS. ESSA CONVERSA FOI PROFANADA.

Mas, agora realmente falando sobre peitos, teve um dia que um colega falou "Olha que legal isso aqui, Felipe" e eu fui ver achando que era um meme, uma matéria engraçada, um vídeo, sei lá, e eram PEITOS PULANDO.

- Não é maneiro? heheheh
- .....

(na minha cabeça: POR QUE ME CHAMOU PRA VER ISSO? EU SOU UMA CRIANÇA. Não, pera)

Teve uma vez no Tinder (ok, minha culpa ter ido até lá procurar amizade com ambos os gêneros) que um fulano perguntou o que eu curtia, e eu fui todo empolgado respondendo que adorava passeios de aventura, tipo trilhas e tal, que gostava de ler e escrever, que amava comédias etc etc, daí, após um minuto de silêncio, veio a outra pergunta dele. "O que você curte na cama?".


Amigo, na cama eu curto dormir e de vez em quando acessar minhas redes sociais pelo celular.

As pessoas estão tentando matar minha criança interior com muito afinco. Eu fico constrangido e às vezes em choque, mas sei que isso meio que é o comportamento padrão dos homens de 26 anos e eu que sou o atrasado do rolê. Sexo é natural, homens de 26 anos são muito naturais, talvez eu tenha que me adaptar. Mas ainda prefiro conversar sobre séries e passeios de aventura, e também gosto de acreditar que, quando alguém me convida para assistir um filme em sua casa, a única intenção é que a gente realmente assista um filme.

Posted on segunda-feira, agosto 14, 2017 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, agosto 10, 2017

Cada vez que eu digo em voz alta que sou um escritor independente, imagino meia multidão de pessoas sem rosto rindo e apontando pra mim. Esse cara não se enxerga? Como que é escritor se não tem um livro publicado que a gente pode tocar nele? Também não sei, gente, fica  aí o mistério pra vocês. Enquanto vocês ficam aí tentando decifrar, eu continuo escrevendo e publicando coisas na internet. Eu escrevo histórias, pessoas param para ler e eventualmente gostam. Acho que configura escritor, sim.



Daí que eu resolvi dedicar esse último final de semana a hibernar e ser um escritor independente em tempo integral e, eita, rendeu. Vocês estão acompanhando? Porque eu não paro.

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Não Sei Lidar com Malas finalmente foi postado por completo no Wattpad e me rendeu novos leitores para minhas outras histórias. Dei uma revisada, montei o ebook e, tcharam, está lá na Amazon por R$ 2,48 (Eu sei que é um preço estranho, mas eu ganho o mesmo valor com ele custando R$ 2,49, então já economizei a vocês 1 centavo. Não precisam agradecer).

Me disseram que certos personagens (não disse quais) merecem uma história própria e, humn, quem sabe? Apesar de eu já ter ideias para a próxima história da série, nunca se sabe quem vai retornar (Nem eu sei, sinceramente).

***

NS1 não para de me encher de orgulho no Wattpad. MEU BEBÊ. EU QUE ESCREVI. Ai, mas livro é um produto, não é seu filho, é um trabalho. MEU BEBÊ SIM, NINGUÉM SAI. E pensar que eu quase não publiquei a história por achar que era ultrapassada e, sei lá, estranha. Foi a primeira história completa que escrevi e todo mundo sabe que primeiras histórias geralmente são aquele saco de cocô mesmo, MAS: Quase 8 mil leituras e mais de mil estrelinhas nos capítulos, além da ENXURRADA de comentários, que é a coisa que mais me faz feliz. Eu passo horas lendo sempre que posso. Muito obrigado mesmo a todo mundo que está apoiando o livro!

Chegando tão longe no ranking! :'-)


Aproveitei que Malas virou ebook e diminuí o preço de NS1 na Amazon, foi de R$ 8 para R$ 4,99.

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Acho que vou desistir da Kobo Store e da Saraiva. Eu vendi 0 livros para Kobo e acho que 1 para LEV, não compensa o desgraçamento que é usar os sistemas de autopublicação deles, além de ter que atualizar em 200 lugares toda vez que fizer alguma alteração nas histórias. Vida de escritor independente não é só escrever, infelizmente, então estou optando pela praticidade para ganhar mais tempo para escrever.

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Ah! Criei minha página de autor no Skoob! Quem usa o site agora pode marcar meus livros por lá :)



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Enquanto tudo isso acontece, estou experimentando escrever meu livro novo. Sei que vai ser sobre tudo o que eu já venho falando nesse último ano de blog e quero tratar alguns assuntos que são muito íntimos para mim. Espero que alguém se conecte. No momento, estou discutindo comigo mesmo se arrisco escrever com aqueles capítulos curtinhos de no máximo 2 páginas ou se continuo nos meus calhamaços de 10 páginas. Mas está indo! Minha meta é terminar em dezembro, mas não vamos focar muito nisso.

Obrigado pelo apoio! Continuem torcendo por mim :)

Posted on quinta-feira, agosto 10, 2017 by Felipe Fagundes

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