segunda-feira, julho 24, 2017

Uma amiga estava me contando sobre uma rejeição que sofreu. Ela chegou toda animada num grupo de pessoas pronta para fazer novas amizades, se enturmar e tal, mas o resultado foi que as pessoas deram um chega-pra-lá nela e ela ficou se sentindo um lixo depois disso. Fiquei meio besta com ela me contando isso, porque ela falava como se fosse um fato ela ser chata, insuportável e difícil de lidar.

Essa minha amiga é super legal e um amor de pessoa. Mas ela continuou falando:

- Eu sei que eu sou muito chata, eu não deveria falar certas coisas, às vezes eu insisto demais, tem opiniões que é melhor não contradizer. Eu falo alto, né? Tem gente que não gosta. E esse meu jeito maluquinho. Putz, eu sou insuportável de verdade, nunca fui de fazer muitos amigos e, né, tem motivo...

Cara, as pessoas são tão diferentes. Falei uma coisa pra ela que a fez rir.

- Algumas pessoas te rejeitam e você fica revoltada com você mesma. Quando alguém me rejeita, eu fico revoltado COM A PESSOA. Eu sou legal pra caramba, eu hein, vá rejeitar teu pai.





Não é questão de sempre se achar o bonzão do pedaço, eu sei reconhecer meus próprios erros e conserto sempre que posso. Às vezes, duas pessoas simplesmente não se dão e nem é um problema com nenhuma das duas. Eu já me afastei de pessoas que gosto, porque, apesar disso, a convivência não era boa. Nem sempre o problema está na gente. É questão de ouvir Liability e aprender com a Lorde.

Mas o que eu fiquei pensando nisso tudo é que, cara, o amor faz tanta diferença. Quer dizer, não apenas o amor, mas o fato de uma pessoa se sentir amada. Tem gente que nos ama, mas a gente nem sente. A pessoa demonstra numa linguagem que a gente não compreende. Mas, quando a gente entende, é só sucesso. Molda toda nossa personalidade.

Minha amiga foi me contando que sempre se sentiu assim rejeitada. Passou várias situações tensas com o pai, acha a família dela horrível... Em contrapartida, eu sempre me senti amado. SEMPRE. Não por todo mundo o tempo todo, mas sempre existiu uma base constante de amor na minha vida, sempre tive apoio de alguém, sempre ouvi o quanto eu sou querido, importante e capaz. Não é à toa que eu me abalo menos com rejeições.

Eu tenho pra mim que jamais serei pai, mas nunca digas um bebê não tereis, pois vai que tereis. Só sei que, se um dia eu tiver um, vou fazer de tudo para demonstrar amor de todas as formas. Se você é pai, mãe, tio, tia, avó, avô etc, pelo amor de Deus, faz seu papel direito e deixa essa criança se sentindo amada. Vai fazer toda diferença lá na frente e o mundo já tem gente gente quebrada demais.

Posted on segunda-feira, julho 24, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 10, 2017

Todo dia 15 de julho, também conhecido como dia do meu aniversário, eu corro atrás de uma coisa especial para fazer. Eu tenho uma relação toda esquisita com datas comemorativas, e o meu aniversário é, tipo, MEU. Não me importo se as pessoas lembram ou não, não ligo pra festa, presentes dos outros, nada. Mas eu vou comemorar comigo mesmo e, nesse 2017, achei a coisa especial perfeita: vou participar do Big Brother.



Ok, não vou aparecer na Globo, mas o que vale é a intenção, né? Hahahahah Eu tava passeando pela página do Facebook de uma comunidade de Survivor e vi que estavam selecionando pessoas para participar desse BBRIO. Vi a data, 15/07, e soube que tinha que me inscrever.

Para quem não sabe acho que ninguém sabe hahahahah, o BBRIO é um evento inspirado por lendas urbanas (???) e organizado por fãs do Big Brother, mas das versões internacionais (BBUS e BBCAN). Eu descobri esse dias que elas são diferentes do BBB, não têm voto do público e aquela patacoada toda. São bem mais parecidas com Survivor, com os participantes eliminando os outros por votação e, no final, os eliminados escolhendo o vencedor. Claro que não teremos uma casa, será só 1 dia, como uma gincana. Mas: Provas! Votação! Alianças! Barracos! No meu coração, eu estarei jogando Survivor e esse será o mais perto que já cheguei do meu reality show favorito de todos os tempos, EU TÔ GRITANDO, ME SALVEM, AAAAAAHHHHH

Tem umas duas semanas que me informaram que fui selecionado e entrei para o ~cast~, desde então eu estou me tremendo todo e pensando em estratégias Hahahahah

Como eu acho que serei no jogo
Eliminando adversários com classe e sendo a maior lenda que esse jogo já viu

Como realmente serei
Chorando, sofrendo bullying e estragando os planos dos meus aliados

Ai, gente. Pra vencer Survivor, a gente precisa blefar, derrubar os adversários quando eles menos esperam, se livrar dos aliados quando eles estão se sobressaindo demais, saber o tempo certo de usar as vantagens especiais, lidar com os twists que te atropelam do nada, ir razoavelmente bem nas provas físicas... ESTOU NERVOSO. ANSIOSO. Eu mal sei mentir. Eu fico rindo de nervoso mesmo falando a verdade, SOCORRO. Meu cérebro vira uma geleia sob pressão.

Outra coisa é que, né, eu nem conheço ninguém da comunidade dos Big Brothers e de Survivor, mas existem vários jogos virtuais rolando toda semana, esse povo todo já deve ser amigo e vão chegar no BBRIO montados nas alianças pra eliminar os avulsos (eu).

A única arma que eu tenho é implorar por piedade quando eu for para o primeiro paredão. GENTE, EU VIM DE NOVA IGUAÇU, ACORDEI DE MADRUGADA PRA CHEGAR AQUI NO HORÁRIO, NÃO ME FAÇAM VOLTAR PRA CASA AGORA. Isso e o fato de ser meu aniversário, mas eu quero guardar essa informação e soltá-la só na final (se eu chegar lá, né, risos) para ganhar a compaixão do Júri. Talvez eles pensem "Nossa, esse garoto novo é um zero à esquerda, vamos eliminar os fortes e arrastar esse peixe morto até a final". É minha melhor chance Hahahahah

A verdade é que eu sou fraco de coração e vou sofrer pra enganar e eliminar essas pessoas que nem conheço, mas elas vão me comer com arroz e feijão.

Só sei que vai ser lindo se eu vencer, melhor presente de aniversário. Mas já saio satisfeito se eu conseguir fazer novas amizades e ser convidado para outros rolês desse naipe.

ME DESEJEM SORTE.

Aceito dicas de como me tornar uma pessoa sem coração, falsa, fria e calculista em menos de 7 dias. Grato.

Posted on segunda-feira, julho 10, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 03, 2017

Existem poucas coisas que eu aprendo ou descubro e realmente levo pra vida toda, isso porque minha memória é bem ruim. Mas essa teoria das 5 linguagens do amor eu guardei pra sempre e uso todo dia. Sério, quando eu bati o olho nisso e entendi como funcionava, ficou mais fácil compreender as pessoas e até mediar conflitos. A gente briga quando não precisa, gente. Também não sou de acreditar em tudo cegamente, mas consigo ver as 5 linguagens do amor agindo todos os dias.



Chega a ser meio óbvio e não sei como a gente não percebeu antes, mas o conceito de amor é uma coisa que varia muito e de pessoa pra pessoa. Cada pessoa foi criada de uma forma, temos nossas particularidades, gostos diferentes, uns são introvertidos, outros são extrovertidos... Então por que entenderíamos o amor da mesma forma? O problema e a solução meio que vem disso.

As pessoas não são iguais. Eu posso me sentir muito amado quando alguém age de tal forma comigo, ao passo que você pode não dar a mínima para a mesma atitude e até se sentir ofendido. E vice-versa! Aprendemos a demonstrar amor da mesma forma que gostamos de receber, mas nem sempre dá certo. Não estamos nos relacionando com nós mesmos. E isso vale pra tudo: relacionamentos amorosos, amizade, pais e filhos, ambiente de trabalho, qualquer coisa.

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Um caso clássico é aquele do pai que não deixa faltar nada em casa, que enche os filhos de presentes e tal, mas não passa tempo com as crianças, não é carinhosos e tal. Acontece em todo filme adolescente que tem uma família rica. As crianças ficam se sentindo pouco amadas e quem assiste até concorda que ama mais o trabalho que os próprios filhos. Engraçado que, se a gente assistisse o filme pela visão do pai, as crianças iam parecer ingratas, egoístas e exigentes. Aposto.

Outro caso clássico e que você provavelmente conhece é o da pessoa romântica que namora com uma não tão romântica assim. Chega aniversário de namoro, uma compra balões em formato de coração, presente, escreve carta, declaração no Facebook, faz surpresa romântica e o escambau, mas a outra... A outra nem curte a postagem no Facebook.

Às vezes, está faltando amor mesmo, mas nem sempre. As pessoas estão demonstrando amor, mas de um jeito que quem recebe não entende como tal. Aí elas não se entendem mesmo e o que era para ser um bom relacionamento acaba se transformando numa frustração sem fim.

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TÁ, MAS QUAIS SÃO AS CINCO LINGUAGENS?


1) CONTATO FÍSICO:  É facinho de perceber. Tem gente que simplesmente PEGA na gente. A pessoa gosta de beijo, de abraço, de dar as mãos, de encostar. Põe a mão no nosso braço quando quer nossa atenção, puxa a gente pra mais perto quando quer proteger, faz massagem no nosso pescoço do nada, cafuné, deita na gente quando a gente não espera...



Tem gente que é assim e gente que simplesmente NÃO É. Tem pessoa que, se a gente for chegar pra abraçar, a pessoa trava. Eu mesmo fico pouco confortável com gente encostando em mim se não tenho intimidade. Tem gente que não gosta de ser tocada de forma alguma. Então você que é fã de contato físico e se sente rejeitado por aquela pessoa que te abraça meio seca, CALMA, não significa que ela não te ama. Ela só não fala essa linguagem.



2) ATOS DE SERVIÇO: É aquela demonstração de amor quando a pessoa te ajuda em alguma coisa, quando ela te serve. É o exemplo do pai ou mãe que passa pouco tempo com os filhos por conta do trabalho. A pessoa pode não ser carinhosa, mas ela está se esforçando a beça pra sustentar os filhos porque os ama.



Preparar uma refeição, ajudar a pessoa a resolver um problema difícil, oferecer ajuda quando alguém pede, dividir uma tarefa, notar que a pessoa está cansada e fazer de tudo para deixá-la mais confortável e descansada e apoiar os projetos das pessoas são exemplos de atos de serviço. Tem gente que se sente no céu quando recebe ajuda, mesmo que numa coisa bem simples. Um café que você pega para um colega de trabalho atarefado seu pode fazer muita diferença para ele se a linguagem principal dele for Atos de Serviço.


3) TEMPO DE QUALIDADE: É passar tempo junto. Eu sou muito passional com tempo de qualidade porque total é minha linguagem principal. Antes de verificar, eu já sabia. Sair com as pessoas, sentar pra conversar, passear, dividir tarefas, ir a algum lugar fazer alguma coisa, assistir um filme juntos... É uma linguagem bem democrática. Não importa muito o que exatamente será feito, mas tempo de qualidade é sobre compartilhar algum momento, mesmo que nada de especial esteja acontecendo.



Uma coisa que eu aprendi sobre essa linguagem é que não é necessariamente sobre estar junto fisicamente. Pode ser virtualmente também. Falando no telefone, passando tempo digitando groselha no whatsapp, num grupo de e-mails, redes sociais... Eu acho que aquilo de: Esta pessoa está usando o tempo dela para interagir comigo. Isso é amor, gente!


4) PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO: Elogios, incentivos verbais, declarações de amor, textão no Facebook falando como a amizade de vocês é linda, seus colegas de trabalho dizendo que você fez um excelente trabalho... Também é amor!



Como todas as outras, tem gente que AMA receber esse tipo de elogio, mas tem gente que não dá a mínima. Tem aquela pessoa que nunca diz "eu te amo" porque, pra ela, simplesmente não significa nada. Mas outra pessoa pode ouvir um "eu te amo" e significar o mundo pra ela.


5) PRESENTES: Talvez a mais injustiçada de todas as linguagens, Dar e Receber Presentes também é uma forma de amar. Não pode confundir com interesse, gente. Aqui se enquadram as pessoas que gostam de saber que alguém pensou nelas para escolher um presente. Não precisa ser nada caro, pode ser uma bobeirinha, mas é o fato do presente ter algum significado ou ter sido escolhido porque a pessoa te conhece e sabia que você ia gostar.

Quando você dá um presente nada a ver pra alguém que ama com Presentes

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A gente geralmente pensa que todo mundo morre de amores por uma declaração de amor cheia de palavras bonitas, mas, gente, talvez não. Pode ser uma pessoa que a vida toda acreditou nas palavras dos outros e levou uma rasteira depois. Não dá pra querer que aquela sua namorada que cresceu numa família onde as pessoas não se abracem com frequência chegue abraçando todo mundo da sua família.

Não é você querer agradar alguém do jeito que você se sente agradado, mas é entender o jeito que a outra pessoa gosta, mesmo que não faça muito sentido pra você. E é legal entender também como a pessoa demonstra amor, porque pode parecer que ela não se importa com você quando, na verdade, ela te ama.

Doido, né? Mas gente é assim.

O autor da teoria é o Gary Chapman e vocês podem descobrir mais sobre isso no site dele (em inglês) e até fazer um teste para identificar sua linguagem do amor principal, caso você não tenha certeza lendo as descrições.

AGORA ESPALHEM AMOR. Obrigado.

Posted on segunda-feira, julho 03, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, junho 26, 2017

Chega a ser engraçado como eu vivo situações que me inspiram a escrever cafonices aqui no blog, daí essas cafonices me deixam com vontade de escrever histórias que, por sua vez, puxam minha orelha para eu viver mais e melhor e o ciclo recomeça. Essa roda nunca para de girar e eu gosto é assim mesmo.

Devo ter comentado algumas vezes por aí, mas, agora que eu tenho dois contos, já posso dizer que a Série Não Sei Lidar é uma coisa real e oficial? Pra mim, sempre foi, mas não queria pagar mico alardeando que Gênios era o primeiro de uma história em série que nunca teria volume 2. SÓ QUE AGORA TEM!



"Maria tem quinze anos, acredita em Deus e está torcendo para que não descubram que não há nada de especial sobre ela.  Ela precisa tanto daquela vaga de aprendiz! Tímida e escondida dentro de seu inseparável casaco, ela até que está feliz de ter uma nova amiga extrovertida. Às vezes, meio triste. Mas tão feliz!

Lídia já passou dos vinte e sinceramente? Não acredita em muita coisa. Mas, entre essas poucas coisas, está sua amizade com Pablo, e a deixa doida ver o amigo todo estranho por conta de um namoro que, gente, é isso mesmo que o amor faz com as pessoas? Queria morrer solteira.

Em duas semanas com altos e baixos, elas terão que trabalhar juntas soterradas em malas e lidar com problemas que talvez sejam um só: Será que toda mala precisa ser carregada?"


Não Sei Lidar com Malas é uma história que faz parte do mesmo universo que Gênios, então quem curtiu os personagens pode dar uma chance e matar a saudade, mas quem não leu o primeiro conto pode ler esse sem problemas. São independentes!

Assim como Gênios, o conto também veio de um textos publicados aqui no blog, mas depois você descobre de qual. Malas tem 11 capítulos, e os 7 primeiros já estão disponíveis de graça no Wattpad. VEM, GENTE.




Agora que eu terminei, posso dizer que escrever esse conto foi uma experiência diferente pra mim. Se vocês acompanham esse blog e/ou minhas histórias, sabem que eu adoro escrever sobre coisas positivas, histórias cafoninhas do bem, comédias simples que fazem rir de coisas comuns e tal, mas Malas fugiu um pouco da regra. Quer dizer, ainda tem todas as minhas marcas registradas, para o bem ou para o mal risos, mas o tema é um tiquinho mais espinhoso. Não tanto, mas não é só raio de sol e arco-íris. Eu não sabia quando comecei a escrever, mas aí a história me atropelou e, quando eu percebi, estava INDIGNADO lendo, narrando e vivendo meus próprios capítulos. Quem é Maria, quem é Lídia, quem é Felipe, jamais saberemos.

Espero que não mate vocês, mas o que não mata te faz mais forte etc. QUERO TODO MUNDO LENDO E ME FAZENDO SER O REI DO WATTPAD. Grato ;)

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Se você quiser me ajudar e me incentivar a escrever novas histórias, compartilhe Não Sei Lidar com Malas nas suas redes sociais! Sério, gente, não importa se você tem 10 ou 1000 seguidores. Toda divulgação é bem vinda. Indique para as pessoas, levem para os blogs e sites de vocês, me chamem pra entrevistas, tô aceitando tudo de coração aberto.

VAMOS ACOMPANHAR!

Posted on segunda-feira, junho 26, 2017 by Felipe Fagundes

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terça-feira, junho 20, 2017

Uma coisa legal de chamar seus amigos constantemente para ciladas do bem é que, depois de um tempo, eles ficam viciados no esquema e começam a organizar as próprias ciladas. Minha Lista agradece, é a terceirização do trabalho Hahahahah A Elisa descobriu uma promoção de 50% de desconto no Escape60 e, MEU DEUS DO CÉU, a gente tinha que ir.



Como a maioria das coisas que entra na Lista, eu não faço ideia de como descobri essa coisa de escape room, só sei que tava lá e eu queria muito. Parece que virou febre no mundo, e aqui no Rio de Janeiro temos até opções. Para quem não sabe do que se trata, escape rooms funcionam assim: Você entra numa sala com o seu grupo e juntos precisam sair dela dentro de um limite de tempo. Geralmente são 60 minutos. Acontece que existe toda uma história dentro dessas salas, elas são cenários montados para simular situações onde o grupo precisa desvendar enigmas para encontrar a saída. Caso não consigam, TODOS MORREM. Sim, a gente paga pra morrer.

MAS É CLARO QUE EU QUERIA ISSO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS. Eu cresci assistindo Scooby-Doo, gente. Eu amo enigmas, anagramas, problemas numéricos, quebra-cabeças, charadas, eu já inventei os meus próprios mistérios (Sdds #DesafioDos50), eu piro com livros de suspense. Então fomos para o Escape60, que é o mais popular no Rio de Janeiro.

(Engraçado que somos muito impopulares e não tínhamos quórum. Risos. A sala atende até 8 pessoas e tínhamos 4. Eu acabei vivendo momentos muito legais por causa da Lista, então conheci pessoas nesses momentos e resolvi OUSAR e misturar todo mundo. Ficamos com uma equipe de 7, nem eu conhecia todas as pessoas, mas foi o maior sucesso. Todo mundo se deu bem e já queremos dominar o mundo as escape rooms juntos. Fui o RH da cilada do bem Hahahahah)

VOCÊS ACREDITAM QUE A GENTE PERDEU???

Fuéeeeeeeeen

Gente, que morte horrível Hahahahah Eu jurando que minha vida inteira tinha me preparado para este momento, meu corpo estava pronto, mas aparentemente meu cérebro não. A GENTE CHEGOU TÃO PERTO. Talvez se fosse Escape80. Risos. Mas, fora essa derrota, eu achei a experiência toda bem legal. É uma coisa tão doida que a gente não tem como se preparar mesmo.

Não vou dar detalhes para não estragar o jogo de quem for jogar nessa mesma sala que a gente acho que até posso ser processado se contar -q, mas, gente, vivemos vários momentos. A atendente do Escape60 disse que a nossa sala era a mais felizinha, todas as demais tem um aspecto meio sombrio e de terror. Já imagino sangue pelas paredes e um cadáver na mesa. Mas a nossa, realmente, era toda colorida, clara e limpinha. Depois que fomos derrotados, nos contaram que só 15% dos grupos vencem nessa sala, então por aí vocês já podem abaixar as expectativas de ser a nova gangue do Scooby-Doo. Eu perdi, mas tô me sentindo 87% orgulhoso do meu trabalho (dei uns moles, sim).

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Os enigmas não são difíceis, mas são MUITOS. Você acha uma chave secreta, atrás da porta tem um cofre. Você desvenda o segredo do cofre, tem um mapa dentro. Você descobre como ler o mapa, acha um críptex. Você abre o críptex, tem uma bomba relógio. Nunca acaba. Teve até uma hora que a gente jurou que tinha resolvido tudo! Até comemoramos!!! Mas daí, PLOT TWIST, NÃO ERA O FINAL E TINHA DUZENTOS NOVOS ENIGMAS AINDA AAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH


Juro que não sou mau perdedor, mas preciso confessar que os enigmas poderiam ser melhores. Sei lá, eu acho que eu conseguiria pensar em algumas coisas mais legais. Nessa sala que a gente foi, de cara a gente já se depara com meia dúzia de coisas diferentes para resolver. Daí vamos achando um bando de pista que não sabemos onde enfiar. As pistas não se conectam diretamente com os enigmas e, mesmo depois que a gente consegue resolver, fica aquela sensação "Nossa, nada a ver". A gente apenas aceita e segue em frente pois ainda falta uma vida de enigmas. 

Nós somos monitorados pelo pessoal do Escape60, daí de vez em quando eles dão dicas quando percebem que estamos travados. "Tem uma pista embaixo do banco", "Prestem atenção na sequência dos números", "Tentem a combinação XXXTRG7875". Sim, até resposta eles dão quando a coisa tá braba.

Me atrapalhou um pouco eu achar que os desafios eram super elaborados, sendo que na verdade eles são bem simples. Foi aquela coisa de "Claro que não é essa resposta idiota" e daí era ¯\_(ツ)_/¯

Saí de lá com vontade de fazer minha própria escape room.

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De qualquer forma, é muito legal trabalhar em grupo! A gente dava várias risadas das tentativas nonsense feitas no desespero e RACHÁVAMOS NO MEIO quando elas funcionavam Hahahahahah Foi legal que cada pessoa teve seus momentos, acho que deu pra todo mundo se divertir. Eu fiquei orgulhosíssimo de ter encontrado pistas escondidas (que no final nem prestaram pra muita coisa, mas ENFIM) e ter entendido alguns padrões. Outros eu só entregava nas mãos de Deus e o grupo resolvia. Risos. Queria muito ver a imagem das câmeras desses nossos 60 minutos, eu tenho certeza que certa hora eu estava só rodando a esmo pela sala sem saber o que fazer. Eu jurando que ia ser uma Velma ou pelo menos um Fred, fiquei mais pra Salsicha mesmo.

Um momento ICÔNICO (sim, vivemos momentos icônicos em 60 minutos) foi quando o Jonas apertou sem querer o botão vermelho. Tem um botão vermelho que qualquer um pode apertar caso queira desistir da sala, seja lá qual for o motivo. Claustrofobia, medo, vontade de ir no banheiro, sei lá, qualquer coisa. Só que a pessoa não pode voltar. O Jonas apertou o botão E SAIU DA SALA. E eu JONAS, ONDE VOCÊ VAI? VOLTA AQUI. E ele MAS EU APERTEI. E eu MAS FOI SEM QUERER. Mas ele foi embora, e o grupo ficou abalado, e eu só pensando QUE MORTE HORRÍVEL, COITADO DO JONAS, AINDA TEMOS QUINZE MINUTOS. Daí do nada o Jonas foi reinserido na sala Hahahahahahah Deixaram ele voltar. Aí a bomba explodiu antes da gente conseguir desarmar e todos morremos. Achei sucesso.

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Eu recomendo demais e estou doido para jogar em outras salas. Só é meio puxado por causa do preço, quase 80 reais, gente. E só uma hora! Ou menos, se você terminar antes!!! É aquele tipo de coisa que, quando você encontra uma promoção, TEM QUE APROVEITAR. É tão diferente de tudo que a gente geralmente faz que vale a pena. É risada, desespero, drama, vitórias e derrotas, tudo condensado em uma hora. Tô apaixonado pelo conceito.

Posted on terça-feira, junho 20, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, junho 12, 2017

Estou lendo esse "Yes Please" da Amy Poehler e, sinceramente, é um livro que vocês podem deixar passar caso não sejam super fãs da comediante ou do Saturday Night Live (Só ter assistido Parks & Recreation não te torna um super fã da atriz, verifiquei). O livro fala de um monte de coisa aleatória, mas uma delas realmente me ganhou.

Num capítulo sobre saber quem a gente é, a Amy diz que, por ela, a gente parava de perguntar para as pessoas de 20 e poucos anos o que elas querem ser e começava a querer saber o que elas definitivamente não serão. Faz muito sentido, porque a gente não sabe escolher do que gosta, mas diz rapidinho do que não gosta. É um bom método para cortar opções.



Ela acha e eu acredito que quanto mais rápido a gente descobrir quem não somos, melhor. Vocês também tem essa sensação? Gente, é um atraso de vida a gente tentar ser TUDO. Primeiro porque é humanamente impossível. Segundo porque várias coisas correm em direção oposta e você fica travado no meio do caminho se quiser agarrar todas. É difícil aceitar, mas tem um monte de coisa que a gente não é e, pasmem, NUNCA VAMOS SER. Algumas coisas a gente nem quer mesmo, mas colocam na nossa cabeça que precisamos. Outras a gente até quer, mas será que vale o custo de sacrificar coisas que realmente gostamos? Nem sempre. Conhecer a nossa peça da personalidade vale muito.



A gente quer ter um bom salário, crescer profissionalmente, talvez ter o próprio negócio, então a gente estuda pra isso, faz cursos, faz faculdade, engata numa pós, pula pro mestrado e doutorado, gasta horas enfiado em livros. Aí a gente quer ter um corpo bonito e saudável (às vezes só um dos dois importa, não disse qual), tem que se alimentar bem, fazer exercícios, malhar, VEM MONSTRO, entrar nesses projetos Verão 20XX, dietas doidas. A gente quer acompanhar todas as séries do momento, ninguém desgruda da Netflix, queremos ler todos os livros, queremos viver, sair com os amigos, descobrir o mundo, viajar. Mas também, claro, montar uma família, quem não quer ter filhos? Ah, você não quer? Dane-se, quer sim, vamos fazer filhos, corre atrás de namoro, casamento, bebês. A gente quer saber dirigir, nadar, cozinhar, cuidar de animais, entender de música e cinema, assistir todos os filmes do Oscar, acompanhar memes, saber jogar xadrez, cuidar da nossa pele e do nosso cabelo, desenvolver consciência política e ambiental, salvar as baleias e o planeta, militar na internet, militar nas ruas, eu já disse que você precisa ter um filho?

GENTE, NÃO DÁ. A vida pode ser linda, mas as opções são inúmeras e o Universo é IMENSO. Infelizmente, eu não vou conseguir seguir a carreira de programador-escritor-compositor-blogueiro-youtuber-gamemaker-livreiro-cozinheiro-astronauta-psicólogo-presidente-ator-exBBB-modelo-DJ que sempre quis ter. É literalmente impossível.

Tem muita coisa boa que eu poderia fazer por mim mesmo, mas só o fato dela ser boa não é o suficiente. A gente tem que QUERER ou PRECISAR muito. Se a gente não passar nossas aspirações nessa peneira, se a gente não ficar de olho, vamos correr atrás de coisas que só roubam nosso tempo e nem dão retorno algum.

Eu sou um palito de magro e não ia reclamar se eu tivesse um corpo de Instagram, desses que postam fotos sem camisa e ganham 3 mil likes. É algo que eu poderia tentar. Eu poderia entrar numa academia, tomar bomba me alimentar melhor, fazer as dietas certas para ganhar massa muscular etc etc etc. Eu realmente poderia tentar. Sou muito disciplinado quando quero uma coisa. Mas aí eu paro pra pensar no desgaste e no tempo que vou perder e, sinceramente, que Deus drible todos nós. Eu não sou isso. Eu, na verdade, mal me importo com a minha aparência. Claro que eu sinto essa pressão para ser mais bonito, atraente e tal, mas no fundo é mais uma coisa que as pessoas me cobram do que algo que eu realmente quero. Então eu deixo pra lá. Abri mão de tentar correr atrás disso, vou fazer outras coisas.



Nessa jornada, eu já descobri muita coisa sobre quem eu não sou: Já passei tanto tédio em festa que aprendi que não gosto delas. AH, VAMOS NESSA FESTA IMPERDÍVEL. Não, obrigado. Não curto dramas pesados, nem shows, nem bares. Não quero prestar concurso público nem voltar para a faculdade. Não me importo com não saber dirigir, não quero ter um carro. Não quero filhos tão cedo. Não gosto de mandar nas pessoas, tenho horror a terno e gravata. Não sou gente que vira a noite fazendo coisa alguma.

A gente acaba forçando uns limites quando esquecemos quem não somos e isso bagunça a gente todinho. Esse emprego pode pagar muito bem, mas acaba com a sua sanidade mental. É isso mesmo que você quer? E esse relacionamento no qual você entrou, te faz mesmo bem?

Desistir de coisas que não tem a ver com você faz um bem danado, porque você economiza tempo e energia para focar no que realmente importa, nas coisas que você realmente quer e vão te dar retorno, seja dinheiro, comodidade, paz de espírito ou felicidade.  Tá tudo bem não querer o que todo mundo quer ou acha que quer. Tá tudo bem não se encaixar no modelo de sucesso dos outros. Sucesso é correr atrás dos nossos próprios sonhos.

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(As imagens e o tweet usados nesse post foram antes postados na página do blog no Facebook. Curte lá! Todo dia eu posto imagens como estas, os meus melhores tweets, posts novos e os mais populares, além de notícias felizes e positivas do mundo real. Vem, gente!)

Posted on segunda-feira, junho 12, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, maio 29, 2017

Gente, eu VIVI minha nova Firma™ nessas duas primeiras semanas. Eu tava quase morando lá. Ainda estou em período de experiência e não quero nem pensar a morte horrível que vai ser se eu não passar por ele, mas espero que Deus continue sendo MAIS e me deixe viver meu sonho.

Porque a Firma™ é um sonho.

EU NUNCA FUI TÃO FELIZ TRABALHANDO, EU QUERO FAZER HORA EXTRA, ME DEIXEM SER POSSUÍDO PELO TRABALHO, TOMEM MINHA VIDA. Brinquei no final da primeira semana que eu tinha conseguido sobreviver, mas, gente, eu fiquei foi mais VIVO. Não teve morte alguma. Eu estava há anos tão entediado e me sentindo inútil (mesmo num bom ambiente de trabalho e sendo bem pago) que terem jogado uma pilha de trabalho necessário e urgente em cima de mim foi tudo que eu precisava para ativar meu cérebro e me transformar numa máquina que transforma tarefas feitas em felicidade genuína. EU AMO TRABALHAR.

Imagens reais

A Firma™ nova tem vários desafios profissionais, tem um RH que é um amorzinho e mima a gente, tem colegas de trabalho jovens (eu trabalhava com gente de 50 anos, agora a galera é mais nova do que eu. RYSOS), tem todo um social que eu quero desenvolver... Eu tô bem feliz, sérião.

***

E vivendo um Romeu & Julieta da amizade. Meu primeiro dia de trabalho foi o primeiro de uma menina e, por conta disso, acabamos ficando amigos. Almoçamos juntos, pudemos compartilhar nossas impressões, ficamos juntando as peças e tentando adivinhar quem era quem na fila da Firma™. Ela fala coisas do tipo:

- Caiu um Francisco no meu olho.
- QUE?
- Um Francisco.
- É a primeira vez que escuto essa expressão, eu chamo só de cisco.
- É que eu não sou íntima.

Daí que fomos para setores diferentes. Beleza, né, lá tem vários. Só que os nossos são meio que rivais. VÃO DIZER QUE NÃO, mas 2 semanas de observação me mostraram isso. Tem a equipe A (a minha) e a equipe B (a dela), trabalhamos pela mesma causa, cada equipe faz uma parte importante do processo, MAS há uma guerra silenciosa, eu sinto.

- Felipe, preciso que você vá lá na equipe B falar com a Fulana.
- Ok.
- Mas, CUIDADO, ela gosta de intimidar as pessoas, não se intimide.
- Mas gente.

A tal Fulana é um amor ¯\_(ツ)_/¯

- Ciclano, estou aqui no telefone com a Fulana, e ela está perguntando se eu posso fazer o procedimento XPTO.
- Não, isso é trabalho dela.
- Mas eu não tenho que ajudá-la e...?
- Diz pra ela que ELA É QUE TEM FAZER E NÃO É DA NOSSA CONTA.
- COMO EU VOU DIZER ISSO PRA UMA PESSOA?

Tem um pouco dessas coisas.

Aí agora eu tô me sentindo super agente duplo trocando informações com minha mais nova amiga, espero que jamais ponham a gente para DUELAR.

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Já contei no Twitter, meus pêsames para quem não me segue por lá, mas quero registrar aqui também. GENTE, QUE MICO. Fui encher minha garrafa d'água no filtro da Firma™, só tinha na sala eu e uma menina da qual quero muito ser amigo num futuro próximo talvez demore um pouco depois do ocorrido. É um daqueles filtros normais, sabe? Que você gira a paradinha e a água sai. Pois bem, aquele troço TRAVOU e não consegui fechar de jeito nenhum. A garrafa foi ficando cheia, eu em pânico sem conseguir fazer parar já prevendo a lambança, aquele barulhinho de garrafa enchendo, AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH

Inundei o chão. A ÁGUA JORRANDO SEM PARAR NO CARPETE, EU DESESPERADO, QUE PESADELO, MEU DEUS.

Eu tentando parar a água

Gritei a menina, FULANA, ME SALVA AQUI, ela levantou correndo e:

- MEU ANJO, você abriu a água natural e está tentando fechar a gelada.

Eu jamais seria amigo de uma pessoa tão burra, inclusive iria no RH denunciar.

***

Também teve esse momento em que o brucutu da equipe disse em voz alta:

- Vocês que são mulheres por acaso têm uma tesoura para me emprestar? Tenho que cortar uma parada aqui.

As mulheres da equipe negaram com a cabeça. Mas eu...

- Bom... POR ACASO eu tenho.

E eu tinha mesmo, porque era o dia de eu ir nos Correios enviar livros e levo tudo: envelope, durex, plástico filme e uma tesourona arma branca, que foi o que eu tirei da bolsa e agora todo mundo me acha meio psicopata (como sempre) (Me chamavam de Dexter na Firma passada).

- Eu só vou enviar coisas pelos Correios, gente.
- Sei...
- Pedaços de um cadáver.

Eu mesmo disse. Risos.

***

Tem uma sala na Firma™ que você pode ir quando quer tirar um cochilo e relaxar. Gente, esse é literalmente um dos meus maiores sonhos, poder dormir na hora do almoço. Em vidas passadas, eu estava cogitando PAGAR pelo serviço que oferecia camas pelo Centro do RJ, juro. E AGORA EU TENHO PERTO E DE GRAÇA. É uma sala simpática e escura, cheia de coisas fofas onde você pode sentar ou deitar, ninguém dá um pio, sempre tem um cadáver lá quando entro para "descansar a vista". Já dei uma meia hora de ronco, sim.

***

Vocês acreditam que na Firma™ tem uma GINCANA mensal de quem trabalha mais? Pois tem. O primeiro lugar ganha quase OITOCENTOS REAIS, e eu achei que fosse pegadinha quando me contaram. Tem um monte de regras, quem chega atrasado perde ponto, quem sai depois do horário também perde ponto, quem resolve os problemas ganha um ponto. Se você faz mal feito, perde dois pontos. Deus sabe que eu odeio competição, porque surge em mim um monstro viciado em vencer, então VAMOS ACOMPANHAR. Vocês tem que ver os arremedos de barraco entre as equipes na reunião que anuncia os vencedores. Minha equipe inclusive levou todos os prêmios, será que honrarei o nome da minha família?

Oitocentos reais, gente. Não pode ser. Cadê a câmera?

***

Eu estou tentando ser o mais vulnerável possível e de cara deixando claro quem eu sou, do que eu gosto, do que eu não gosto... Não quero fingir nem omitir nada. Já falei de Jesus, de Survivor, de Amanda Palmer, falei que não curto muito coisas típicas do mundo nerd (O choque na cara das pessoas quando eu disse que nunca tinha assistido Star Wars), entre outras coisas. O RH inventou uma campanha de compartilhar amor gratuito com os colegas de trabalho, vocês sabem, dizer coisas fofinhas, dar reconhecimento, agradecer, etc. Distribuíram uns cartões com frases legais pra gente distribuir. Já deixei claro que sou cafoninha do bem e distribuí uns 4 cartões COM DIZERES MEUS. Tô pensando em mandar o da gratidão pra essa menina do filtro Hahahahahah

Enfim, só queria compartilhar com vocês, SÃO MUITAS NOVIDADES. Não sei se repararam que dei uma sumida marota da internet, mas saibam que é porque estou trabalhando. Um empolgado do caramba.

Posted on segunda-feira, maio 29, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, maio 22, 2017

Perrengue no aeroporto na parte 1, rolê em São Paulo na parte 2, mas foi o último dia que a gente reservou para finalmente ir de fato em busca da Tirolesa Voadora.

***

32) Deitei na cama destruído e levantei pronto para honrar Glória Maria. Realmente vamos voar!

33) Tinha uma meia dúzia de pessoas que eu gostaria de ter encontrado em SP, mas o dia anterior passou voando. Eu fui andando, andando, andando e, quando vi, o dia já tinha acabado. E por mim eu dormiria às 20h. DESCULPA, GENTE.

34) Eu tô meio bestinha com esse negócio de alugar um carro. Tipo: Nós alugamos um carro! Nós! Pessoas confiaram um carro a nós! Podemos mover um carro por SP! COMO ASSIM??? Tô me sentindo um adulto muito descolado num carro em busca de uma cidadezinha nos cafundós de São Paulo. Ok que confiaram o carro ao Jonas, que é o único que sabe dirigir, comigo não ia rolar. Mas ainda me sinto incrível por poder participar disso.



35) Eu gargalhei quando a gente estava pesquisando onde no Brasil teria a tal tirolesa, aí achamos essa em SP e vimos que o nome da cidade era SOCORRO. Isso mesmo, SOCORRO! Help City! Uma piada prontíssima que eu não desperdicei. A cidade não poderia ter um nome melhor para abrigar uma cilada do bem.


[Gente, e eu que nem queria tirar essa foto MARAVILHOSA? Jonas e Elisa insistiram, daí tirei. Depois postei a foto no Twitter e no Facebook com uma piadinha, e VIRALIZOU. Olha o sucesso oO]

36) Levamos umas 3 horas para chegar lá. Eu dormi, acordei, dormi, acordei, assisti um episódio de 1h30 de Survivor, dormi, acordei e NADA da gente chegar. A estrada de terra começou, e eu estava quase aceitando que o tal parque não existia.

37) MAS ELE EXISTIA! O Parque dos Sonhos é um hotel-fazenda que fica em cima da fronteira entre SP e MG. Além de hospedagem, lá tem um monte de bicho de fazenda e atividades radicais tipo tirolesas, rafting, trilhas, essas coisas. Eu só estava lá por causa da Tirolesa Voadora mesmo, mas se pá toparia andar a cavalo, que também está na Lista. Jonas queria ir de Spoletto, que é o nome que batizamos um tal de Espeleoturismo (que nome grande do caramba).

Spoletto, para leigos.
(É tipo uma trilha por uma gruta cheia d'água)


38) Chegamos lá, e o Parque dos Sonhos destruiu todos os nossos sonhos. Não tinha mais cavalo, não tinha Spoletto, não tinha Bóia-Cross, tudo tomado pelas pessoas que já estavam hospedadas lá. Então já fica aí o aviso pra quem quiser ir de visitante como a gente. Mas a Tirolesa Voadora estava protegida por Deus, o tempo estava bom e IA ACONTECER!

39) Vou tomar aqui uma liberdade narrativa e inverter a ordem das coisas me deixem, o diário é meu.

40) Eu, Elisa e Jonas fomos fazer umas das trilhas do parque. Lá tem umas 5387 tirolesas, 38743 trilhas e sei lá mais o quê, então entramos numa trilha qualquer já que o Spoletto nos foi negado. Era até bem marcadinha, dava mesmo para ir sozinho e tal. Num segundo, a gente estava dividindo o ambiente com pessoas, no outro eu me senti no meio da mata. Estava tudo bem, vimos cachoeiras, um casal se pegando na margem de uma delas, até que, GENTE, do nada surgiu uma VACA DOIDONA descendo a ladeira PRA CIMA DA GENTE. Repetindo: UMA VACA DOIDONA. Eu nem sabia que tinha vacas ali. A vaca desceu o morro correndo, caiu na nossa trilha e eu fiquei VAI CORRER ATRÁS DA GENTE. Não correu, mas não fiquei em paz depois.

41) Depois Jonas ficou fazendo mugido pra me assustar (e conseguiu um par de vezes Hahahah)

42) Caímos numa fazenda onde tinha galinhas, cavalos, EMAS (não sei diferenciar de avestruz) e umas vaquinhas antipáticas. Eu quase coloquei a mão em uma, mas na hora fizeram um MUUUU que não achei sensato da minha parte seguir com o plano. O que eu queria mesmo era ordenhar uma vaca, mas fica aí o sonho para a posteridade.

43) A gente andou tanto pela vida selvagem que não sabíamos voltar para a civilização. Continuamos seguindo o que a gente achava que era a trilha e do nada vinha uns sons do tipo AAARRRGH. Que bicho faz isso? Também não sei, mas me senti no Jurassic Park com aqueles dinossauros berrando no fundo.

Tem um dinossauro ali no fundo se você olharem bem


44) Encontramos um CAVALO HOSTIL no meio do caminho. Gente, o bicho solto na nossa frente. Passamos devagarzinho pra ele não ver a gente, mas daí percebi que tinha OUTRO CAVALO HOSTIL. Eu vi que ele estava vindo atrás da gente, daí corremos um pouco hahahahah Viramos num atalho e, olha, acho que não nasci mesmo pra vida em floresta.

45) O restaurante do parque é uma graça. Sofria da mesma falha de caráter do resto de SP, não tinha feijão preto sem ser feijoada, mas tinha mil sobremesas, decoração legal e tal. Achei sucesso, e olha que eu mal ligo pra comida.



46) Tinha uma galinha dentro de um carro. A gente chegou perto e viu que ela tinha BOTADO UM OVO Hahahahah Comodidade é tudo. Aliás, tinha galinhas em lugares bem aleatórios, tipo em cima da bilheteria e empoleiradas nas placas.

47) Depois do almoço, BATEU ELE, o sono.

Durmo bem, sim, nunca neguei

48) Dava pra ver vez ou outra pessoas voando sobre nossas cabeças nas tirolesas.

49) A Tirolesa Voadora ficava em cima de um morro e pra chegar lá tinha que subir num trator. E lá fomos nós. Mas junto com nosso grupo foi uma ANIMADORA DE TRATOR que, assim, não sei se precisava. Não era como se fôssemos cantar aquela música sobre pãos furtados. Mas a mulher tinha um megafone e não ficava quieta.

50) O motorista ficava com fones de ouvido por causa do barulho do trator, mas acho que na verdade era por causa da animadora (piada by Elisa). Invejei demais.

O trator!

51) MAS CHEGAMOS NA TIROLESA E, GENTE, IA MESMO ACONTECER! Vimos de perto pessoas deitando naquele troço e sendo lançada aos ares que nem a Glória Maria! SOCORRO! Entramos numa fila com poucas pessoas (a maioria das pessoas queria ir na tirolesa comum, aquela que você vai sentado. Amadores) e eu decidi ser o primeiro porque sim. Elisa ficou pra trás porque alguém tinha que tirar fotos, depois alguém voltaria pra tirar foto dela. Então eu e Jonas tava como?



51) Só de deitar no aparato lá, já bate um MEU DEUS DO CÉU, GLÓRIA. Confesso que é assustador. A gente viu pessoas voando, sendo lançadas, a gente olha lá bem longe e a corda da tirolesa desaparece no além. A moça pergunta "Tá muito apertado? Tem algo te machucando? Quer que afrouxa?" e eu APERTA TUDO O QUE TIVER PRA APERTAR, NÃO ME DEIXA CAIR, AAAAAHHHHH.

52) Decolei.




53) Ninguém deve ter ouvido, mas eu berrei muito. Meu primeiro grito foi GLÓRIA MARIA, SUA DESGRAÇADAAAAAAAAAA, PUTA MERDA (me excedi sim), EU TE AMO. Aí eu fiz o Superman, eu abrir os braços, eu olhei bem pra baixo, para os lados, para cima, eu queria ver tudo. Gente, eu nunca voei na vida, claro, mas nos meus sonhos É EXATAMENTE DAQUELE JEITO. A terra passando lá embaixo, a gente no céu, é lindo. Eu comecei a chorar Hahahahahah Na verdade, eu acho que é uma reação involuntária naquelas condições, porque Jonas e Elisa também tiveram experiências parecidas. Tem alguma coisa na velocidade, sei lá, que faz a gente chorar. Mas eu achei o choro bem legítimo. Não dá mais de um minuto pairando pelo céu, mas a experiência é incrível e vai ficar guardada pra sempre comigo. Recomendo a todos.

54) Jonas chegou muito abalado no final da tirolesa Hahahahah A CARA DELE. Ele disse que o corpo dele não ficava reto, que ia virando, ele abria e fechava os braços, rolou meio que um pânico ali no ar. Então fiquem avisados.

55) Depois eu voltei no trator pra subir o morro de novo e tirar as fotos da Elisa, Jonas ficou do outro lado da tirolesa pra recebê-la. É legal quando você chega e tem gente do outro lado para você compartilhar sua experiência. Muito engraçado a Elisa indo, gente, BERROU MUITO. Todo mundo da fila riu, talvez achando que era medo, mas eu sabia que a Elisa é assim mesmo e estava curtindo 200%.

A gente mais abalado que nossa Glória favorita nesse gif

56) O trator sobe e o trator desce, né? Nada do trator aparecer pra me levar de volta, eu fiquei lá ABANDONADO no morro por alguns minutos. Ainda bem que fui esperto e levei meu Kindle, tô sempre preparado para o tédio. O gerente do hotel roda com um carro pra cima e pra baixo, daí ele apareceu lá e os funcionários perguntaram se eu queria descer com ele. QUERO. Eu tava com vergonha de entrar na picape, mas, ah, quer saber, vulnerabilidade e tal. Foi muito mais cômodo que descer naquele trator sacolejante Hahahahah

57) Fim do dia, fim da aventura, voltamos para o carro. Achei a volta pra SP uma delícia. A gente veio conversando sobre um monte de coisas e que precisamos conhecer mais pessoas, pessoas legais, livres e desimpedidas para viver mais aventuras dessas. Mande seu currículo Hahahah

58) Todo mundo sabe que eu acho um porre ficar relembrando os velhos tempos, mas a gente ficou imaginando quem da nossa turma poderia ocupar hoje em dia esse espaço de uma quarta pessoa. Os três tinham que aprovar. Tirando as pessoas que já são nossas amigas, ninguém passou Hahahahaha Somos exigentes. Ah, mentira, teve uma que todos aprovaram com entusiasmo, mas chegamos à conclusão de que ela é que não ia querer andar com a gente, pois a pessoa é cool demais HAHAHAHAHAH (não disse quem)

59) Experiência gastronômica na janta! Pediram China in Box. Não faço mais ideia do que comi, mas achei sucesso.



60) Não tivemos nenhum problema com o voo dessa vez (DEUS É MAIS). Chegamos no horário, sentamos juntos, demos tchau para São Paulo e vida que segue. Que Deus abençoe a Glória Maria.

***

Acho que tenho que agradecer ao Jonas por ser o melhor e único possível motorista, por tirar as melhores fotos quando eu não estava olhando e por me avisar quando o melhor banheiro do hotel estava disponível. À Elisa também, por saber detalhes de todos os lugares que a gente pisou, por fazer voluntariamente marmitinhas de café da manhã para todos nós e por cantar Moana comigo em momentos aleatórios. Eu jamais iria encarar essa aventura sozinho, JAMAIS, então vocês salvaram o dia topando essa cilada do bem (como sempre). Jamais parem.

E essa foi mais uma incrível trilogia do Diário de Viagem, que só não acontece mais vezes porque não temos tempo e recurso financeiro pra isso. Um item da Lista riscado! Valeu totalmente a pena.

Posted on segunda-feira, maio 22, 2017 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, maio 12, 2017

Estava eu escrevendo toda uma introdução aqui para explicar o ocorrido, mas, gente, sinceramente? O importante é que EU CONSEGUI UM NOVO EMPREGO!

AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH

É quase inacreditável. Ainda não acredito quando eu paro para pensar. "Mudar de emprego" era uma das minhas resoluções ambiciosas de ano novo, estamos em Maio e EU CONSEGUI!

AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

Vaga legal, empresa rica & legal dessas que ganham prêmio por serem legais, oportunidades de carreira, novos desafios, etc etc etc, tudo o que eu estava precisando para ser mais feliz. Eu estou ostentando isso como uma VITÓRIA PESSOAL mesmo, porque achei que não ia pra frente várias vezes.

Tipo quando a entrevistadora pareceu 0% interessada na minha vida na entrevista em grupo e com os outros ficou toda "Nossa, você toca violino? Que máximo!", "Que legal trabalhar com o irmão, vocês são muito amigos?", "Foi divertido esse intercâmbio na Holanda?". Quando o menino abriu a boca para falar desse intercâmbio na Holanda, eu quase levantei e saí. Ela disse para sermos sucintos na apresentação, eu fui, só falei o básico do básico, mas ela incentivava os outros a falarem mais, então fiquei encucado. Eu sou a pessoa mais chata dessa sala.



Também achei que tinha rodado no teste psicotécnico. Parece que foi o mesmo teste de quem quer tirar a CNH, um que você tem que riscar quantos traços alinhados você conseguir. Eu estava lá de boas riscando os pauzinhos na folha, e a entrevistadora:

- Não é pra riscar de baixo pra cima, é de cima pra baixo
- QUE
- Risca de cima pra baixo

Eu nem tinha percebido que estava riscando de baixo pra cima, MAS O QUE IMPORTA? Fica aí o suspense. Me senti autista.

Teve também um questionário com perguntas de múltipla escolha. "Gente, não existe resposta certa ou errada, responda do jeito que vocês são e não do jeito que gostariam de ser". Beleza, né. Mas aí ficou claro que o questionário dividia as pessoas em extrovertidas e introvertidas.

"Você está numa festa com pessoas desconhecidas, como você se comporta?"

A) Puxa assunto, se diverte e faz novas amizades
B) Vai para a pista de dança
C) Observa todos os detalhes da festa e presta atenção nas conversas alheias
D) Fica isolado no celular

Assim, gente, vocês conseguem imaginar alguma empresa que prefere gente que marca ficar isolado no celular? Hahahahah Mas a verdade é que nem tinha uma opção que realmente me contemplava, porque nem nessa festa eu ia, risos. Já não gosto de festa. De gente desconhecida então... Mas também achei um abuso ter que me encaixar no padrão extrovertido da sociedade, me revoltei e EU VOU SER EU MESMO NESSA JOÇA, QUEM GOSTOU BATE PALMA, QUEM NÃO GOSTOU TAMBÉM NÃO GOSTO DE VOCÊS.

Recebendo o convite pra tal festa

Rolou também a etapa das entrevistas individuais e meu entrevistador tinha um forte sotaque português. Eu toda hora pedia para o homem repetir a pergunta. Também teve:

- Já trabalhou com a tecnologia XYZ?
- Não... (Eu não fazia ideia do que era XYZ) Mas já trabalhei com ABCD.
- Isso é XYZ
- Ah, é?

Nunca me senti tão burro.

Desde o começo do processo, a menina do RH deixou claro que a empresa estava crescendo rápido e, para que isso continuasse acontecendo, eles trabalhavam muito. Já deu para sentir ali a atmosfera de METAS, PRAZOS, ENTREGAS, PRESSÃO! Totalmente diferente do meu emprego atual (ex-emprego?), que é vida mansa, paz de espírito e prazos enormes. Daí meu entrevistador perguntou:

- Então, Felipe, você está acostumado com essa vivência de correria? Você sabe, ter que fazer umas horas extras, talvez trabalhar no fim de semana se for preciso...

Não vou mentir, né, eu acho que ninguém gosta de trabalhar mais do que deveria e a possibilidade do trabalho me sugar um tempo que eu mal tenho é meio assustadora, MAS, gente, eu vivi tantos momentos de tédio no meu último cargo que eu até acho ótimo que alguém exija mais de mim. Talvez daqui a três meses eu esteja querendo morrer e berrando STOP TRABALHO ESCRAVO 2017, mas, sei lá, acho que vai ser bom pra mim. De verdade. Eu quero isso. Eu consigo.

- Eu vou amar esse dinamismo

HAHAHAHAHAHAH Que resposta tosca.


MAS NADA DISSO IMPORTOU, POIS EU CONSEGUI A VAGA E AGORA SOU RYCOOOOOOOOOOO (não)

Imagens reais de eu saindo da nova Firma após receber a proposta

Fica aí o mistério de COMO isso aconteceu, mas não vou reclamar. Eu sei que eu sou um bom profissional, tenho boa formação, experiência, e sou um amor de pessoa. E daí que não fiz intercâmbio na Holanda? E daí que não gosto de festas? Fui sincero e aqui estou feliz da vida com uma nova fase começando.

E, gente, é nova fase mesmo. Eu fiquei três anos inteiros trabalhando no mesmo lugar, ambiente legal, fiz amigos, meu chefe entra no top 3 melhores pessoas que eu já conheci... Foi um parto pedir demissão. Vocês lembram que eu fui demitido da última vez? Maior vergonha, mas passou. Pedir demissão foi completamente diferente, mais positivo, mas talvez eu tenha sofrido até mais. Até fizeram vaquinha e compraram um bolo pra mim. Amo meu emprego, mas essa nova proposta é irrecusável.

Mas, fora isso, novas pessoas! Lugar novo! Novas tarefas! Mais dinheiro! Empresa toda parceira da rapeize e oferece ESPAÇO PARA SONECA NA HORA DO ALMOÇO! E é pertinho do trabalho da minha pessoa, então, se a gente quiser, podemos almoçar juntos TODOS OS DIAS! É MUITO MAIS DO QUE EU PEDI A DEUS!

Claro, tem a parte do trabalho, né. Risos. Horário diferente, esses paranauês de precisar fazer hora extra, mais pressão... Meus horários vão ficar todos embaralhados, vou ter que dar uma segurada nas séries (menos tempo pra assistir), talvez suma um pouco das redes sociais, não sei onde vou enfiar meu tempo de escrever, igreja, ver meus amigos, este blog... Enfim. Eu vou mergulhar de cabeça na primeira semana e ver como a coisa toda funciona, sentir o clima e tal, para depois começar a arrumar minhas coisas. 

ME DESEJEM SORTE.

Posted on sexta-feira, maio 12, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, maio 08, 2017

Continuando o diário da viagem para São Paulo em busca da Tirolesa Voadora! Parte 1 aqui, caso não tenha lido.

12) Não morremos na ida [Eu até sou um pouco desencanado com avião, mas não consigo não pensar que a qualquer momento pode explodir, principalmente na partida. Eu relembro aquela estatística de que é mais seguro viajar de avião e fico bem, até acho graça de quem visivelmente está tendo um piripaque. Mas é puxado sentar do meu lado (Jonas sabe) porque eu fico "Já pensou se explode agora?", "Vamos treinar a posição de impacto?", "Ignore o aviso e coloque a máscara de emergência primeiro em mim, ok?"]

13) São Paulo!!! Saímos do aeroporto, pisamos na rua e, gente, as casas são sutilmente diferentes. Quer dizer, dá para saber que não é o Rio de Janeiro, mas não sei dizer o porquê. Elisa diz que estranha não ter as montanhas em volta. Realmente. A cidade se estende pra sempre como se a Terra fosse plana.

14) Eu fiquei todo: Uma calçada paulistana! Um ponto de ônibus! Um ciclista real e oficial com capacete de SP! Ônibus com mais de 4 rodas! Essa árvore! Ar poluído!

15) Meu Bilhete Único está MORTO. Tens o necessário para me fazer embarcar no transporte público?

Sua luta acabou.
Eu com meu Bilhete Único.


16) Jonas e Elisa queriam ver SP inteira assim que nos acomodamos no hotel, mas meu estado de espírito era esse:



17) Um pequeno adendo: fui novamente vítima de UM BANHEIRO SEM BOX.

18) Fica evidente que jamais poderei viajar sozinho, pois, se depender de mim, fico trancado no quarto do hotel o dia todo. E qual é o ponto de viajar, não é mesmo? Pessoas gostam de ver LUGARES e não dou muito bola para lugares, mas amo pessoas, então todo mundo ganha. Um beijo para Jonas e Elisa que me arrastaram para todos os cantos e não desistiram de mim.

19) Exite meio que um jeito de criança em mim que eu não consigo matar e isso torna automaticamente qualquer pessoa que passa mais de 3 horas comigo em meus pais adotivos.

20) "Quer ir no banheiro, Felipe?", "Já se hidratou?", "Pegou o casaco?", "Está com fome? Já vamos parar para comer, ok?". Eu, na verdade, aprecio, pois sou mimado. E, sério, é mais forte do que vocês. Meu superpoder é fazer as pessoas quererem cuidar de mim.

Papai, eu e mamai <3


21) Gente, A AVENIDA PAULISTA!!! É a rua mais bonita que já vi em toda minha vida. ainda mais quando fecha nos feriados e nos domingos e a gente pode andar no meio da pista.



22) As pessoas da Paulista são um caso à parte, quero ser amigo delas. Que roupas são aquelas??? Num primeiro momento, fiquei fascinado. Incrível que TODO MUNDO tem um estilo ou quer chegar lá. Tipo, acho que em todos nossos círculos sociais existe aquela 1 (UMA) pessoa que se destaca por ter um estilo maneiro, mas na Paulista todo mundo é essa 1 pessoa.



23) Ainda sem entender o fulano com um casaco amarrado na cintura e outro nos ombros. Todo mundo usa echarpe/cachecol, mas nem estava ESSE frio. Muitas calças rasgadas, chapéus, xadrez, cabelos doidos, looks pseudo-rock... Em 1 mês SP me faria hipster.

24) No dia seguinte, eu já estava achando aquelas roupas insuportáveis.

25) Sobre o Ibirapuera: É um lugar verde.

26) Também tem essa estátua que eu talvez tenha achado horrorosa porque Jonas disse que Papa Francisco a considera uma ofensa aos índios. Não consegui mais apreciar depois disso. Assim... Uma homenagem é que não é.

Os índios tudo sendo arrastado, tem um ali desmaiado


27) Parece aqueles quadros de Pawnee o.o



28) Fui informado de que feijão preto não é uma comida diária aqui e estou COMO ASSIM??? Gente, vocês não tem medo de anemia? Será que o Rio de Janeiro terá que se separar do Brasil tal qual sul. EU QUERO MEU FEIJÃO PRETO AGORA. Make feijão preto great again, ia ser meu slogan pra concorrer à presidência do Brasil.

29) Fiquei meio traumatizado com o metrô. Na estação que a gente pegou (Santa Cecília), uns caras provavelmente drogados, ficavam tentando catar nosso troco e pediam dinheiro. Dentro do metrô, um cara vomitou um vômito de cerveja que empesteou o vagão inteiro, eu nunca tinha visto um trem desse acontecer. Todo mundo saiu de perto e o cara ficou com metade do vagão só pra ele. Eu ia morrer de vergonha.

30) Mais uma noite chega e com ela a depressão meu cansaço. Meus horários de sono foram todos desconfigurados, foi um dorme tarde, acorda cedo que, GENTE, 20h e eu já estava um lixo. Ainda bem que Jonas e Elisa podiam conversar um com o outro. Alugamos um carro, talvez a coisa mais adulta da qual participei na vida, porque no dia seguinte a gente ia finalmente atrás da Tirolesa Voadora lá nos cafundós de SP. 

31) Comemos pizza na janta (tinha ketchup).





~CONTINUA~

Posted on segunda-feira, maio 08, 2017 by Felipe Fagundes

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