Uma amiga que fiz no começo do ano disse para mim dias atrás: "Nossa, Felipe, você ficou tão diferente. Você era muito fechado no começo do ano, nem dava pra gostar de você. O que houve? Sério, me conta! Porque alguma coisa deve ter acontecido". Eu gargalhei gostoso. Minha filha, não apenas uma coisa aconteceu, como aconteceu outra também e depois mais outra e esse foi o ano mais transformador da minha vida.


Confesso que nem estou me sentindo essa Coca-Cola toda no momento em que escrevo este texto, mas, graças à minha falta de memória, eu fiz questão de montar um currículo ao longo do ano e contra fatos não há argumentos. FOI SUCESSO. O ano foi muito melhor do que eu jamais poderia imaginar.



Em 2015, a minha meta era sair dessa bolha de NADA ACONTECE FEIJOADA em que eu vivia e fazer um monte de coisas diferentes. Foi o ano em que eu fiz. Não abandonei o espírito de aventura em 2016, mas, assim que Amanda Palmer e Brené Brown me atropelaram, eu sabia que queria mais: Queria ser eu mesmo, queria ser visto e queria ver as pessoas como elas merecem. Vulnerabilidade. Viver de todo meu coração. Talvez um dia isso ainda me mate, mas esse lance de ser fiel aos meus sentimentos o máximo possível desencadeou um monte de desdobramentos. Eu acho que é o que chamam de ser o protagonista da sua própria história e tal. Eu já cheguei transformando em piada uma situação de vergonha e postando minha bunda no blog, gente. Quando eu vou, eu vou fundo.

***

CRISES!
Um entrave para ser vulnerável é que é tudo sobre lutar para ser quem você realmente é. Mas, às vezes, nem a gente sabe quem nós somos, imagina os outros. Eu tive muitas crises ao longo do ano tentando enxergar minha identidade e algumas me bagunçaram todinho. A crise dos 20 me pegou, jogando na minha cara que o tempo é curto e eu não vou conseguir fazer todas as coisas que eu quero, então preciso escolher o que mais tem a ver comigo. Eu tive que olhar fundo para a minha sexualidade e tentar entender o que se passa nessa joça e como isso afeta todos os meus relacionamentos. Mais uma crise por descobrir que o que funciona para todo mundo não necessariamente funciona para mim, porque eu sou EU e não eles. Minha fé atacada foi todo um caso à parte.

EU ENCONTREI JESUS!
No meio do mato, no Youtube, na minha vó, em mim. É incrível como uma pessoa pode viver tantos anos dentro de uma igreja e não chegar nem perto de conhecer Jesus de verdade. Eu tive que me desmontar todinho e continuo me desmontando, cada dia um novo baque. Mas agora eu sei quem sou, eu sei o tipo de cristão que quero ser e sei que Jesus me ama DE UM JEITO que o mínimo que posso fazer em gratidão é tentar amar as pessoas da mesma forma (falhando miseravelmente, mas tentando). Não tem jeito melhor de ver as pessoas do que olhando pela ótica de Jesus. Eu voltei para a igreja depois de 10 meses dando meus próprios passos e agora é um trabalho progredindo lentamente esse de tentar espalhar Jesus mesmo para quem já é crente. Nada nem ninguém vai tirar a Graça de mim. DEUS NO COMANDO.

EXPERIÊNCIAS! 
A Lista continuou a todo vapor e, risos, só aumentou. Eu faço uma coisa e me dá vontade de fazer mais três. A verdade é que nunca vou completar essa lista. Gosto assim. Teve eu me enfiando por acaso em excursão para um parque aquático, teve eu andando de Kart e outras aventuras, mas todos concordamos que o ponto alto foi Felipe Fagundes Crossfitter indo para A BRAVUS RACE.







MEUS BEBÊS NO MUNDO! 
Pois eu simplesmente pari um monte de ideias. Eu estou tão feliz de finalmente ter produzido coisas que as pessoas podem consumir, apreciar e tornar parte da vida delas! Bem no começo do ano, eu consegui meu primeiro contrato como compositor e foi um CHOQUE perceber que pessoas realmente queriam minha música. O cd está para sair já, já, então 2017 já tem coisa boa pra mim! Além disso, como eu jamais paro, eu consegui colocar três histórias no mundo: Não Sei Lidar com Gênios, que já está me rendendo royalties da Amazon; Aquilo Não Estava Certo, meu conto de Natal; E Não Somos Um, ah, meu NS1, que é minha história mais desengonçada, mas pela qual eu tenho todo amor do mundo. Meu Wattpad está O FERVO.






PESSOAS!
Essas que eu vivo dizendo que eu amo. Mas, gente, tem como não amar? As pessoas são simplesmente MUITO BOAS comigo. Eu fico procurando explicação e, juro, não encontro. Não é falsa modéstia. Eu honestamente me considero legal, mas não ESSE LEGAL. Meu ano seria um desastre sem as minhas pessoas me ajudando a chegar onde eu queria. Meus amigos me apoiaram nas crises de um jeito que me deixou embasbacado ("Eu vou falar com você TODOS os dias pra você não se sentir sozinho") e fizeram acontecer Jesus junto comigo, e minhas pessoas toparam encarar várias ciladas do bem Hahahahah E, gente, AS HISTÓRIAS!!! Galera me apoiou com as capas, com a divulgação, com feedback e continuam mantendo meu livro no ranking do Wattpad. Acho que o ápice glorioso foi a campanha do ThunderClap que alcançou 100 pessoas QUE EU NEM SABIA QUE TINHA. Nossa, amigos da escola, da faculdade, da igreja, pessoal do meu trabalho, MEU CHEFE, amigo de infância que eu não via há séculos, minha irmã há muito perdida agora encontrada e amada, gente dos blogs, gente do Twitter que atraiu ainda mais gente, EU NEM SEI COMO AGRADECER.



MAIS PESSOAS!
Cara, eu encontrei UMA IRMÃ HÁ MUITO PERDIDA, VOCÊ TEM IDEIA DISSO? Estamos nos falando com alguma frequência, tentando fortalecer o vínculo, mas já adianto que é amor. Mesma coisa com a minha vó, vocês lembram? Pelo menos uma vez por mês, estou dando as caras lá e é só sucesso. Minha lista de Viver Pessoas, inclusive, está sendo uma mão na roda me ajudando demais a conservar meus laços de amor e amizade. Outra que só cresce.

***

ALELUIA.

Eu sei que 2016 tem sido um ano puxado para muita gente no âmbito pessoal e global, mas acho que todos concordamos que vocês devem vir aqui encher minha cara de tapa se eu ousar reclamar do meu ano. Tiveram coisas que eu não realizei, como aprender a nadar ou finalizar meu banheiro (vocês acreditam que ainda não tenho um box? Hahahah), mas fui feliz.

Do ano que vem, eu já espero algumas coisas. Mais ciladas do bem, mais relacionamentos, menos crises e mais livros e contos publicados por aí. Nem vou falar mais Jesus, porque, caramba, se ele não acontecer mais em 2017, eu nem quero brincar.

Digamos que eu vivi uns 80% com meu coração, andei dando umas vaciladas na vulnerabilidade, mas o resultado foi TOPZERA. Eu quero ir mais fundo. Quem me acompanha até os 100%?

Feliz Ano Novo! JAMAIS PAREM.