quinta-feira, dezembro 29, 2016

Uma amiga que fiz no começo do ano disse para mim dias atrás: "Nossa, Felipe, você ficou tão diferente. Você era muito fechado no começo do ano, nem dava pra gostar de você. O que houve? Sério, me conta! Porque alguma coisa deve ter acontecido". Eu gargalhei gostoso. Minha filha, não apenas uma coisa aconteceu, como aconteceu outra também e depois mais outra e esse foi o ano mais transformador da minha vida.


Confesso que nem estou me sentindo essa Coca-Cola toda no momento em que escrevo este texto, mas, graças à minha falta de memória, eu fiz questão de montar um currículo ao longo do ano e contra fatos não há argumentos. FOI SUCESSO. O ano foi muito melhor do que eu jamais poderia imaginar.



Em 2015, a minha meta era sair dessa bolha de NADA ACONTECE FEIJOADA em que eu vivia e fazer um monte de coisas diferentes. Foi o ano em que eu fiz. Não abandonei o espírito de aventura em 2016, mas, assim que Amanda Palmer e Brené Brown me atropelaram, eu sabia que queria mais: Queria ser eu mesmo, queria ser visto e queria ver as pessoas como elas merecem. Vulnerabilidade. Viver de todo meu coração. Talvez um dia isso ainda me mate, mas esse lance de ser fiel aos meus sentimentos o máximo possível desencadeou um monte de desdobramentos. Eu acho que é o que chamam de ser o protagonista da sua própria história e tal. Eu já cheguei transformando em piada uma situação de vergonha e postando minha bunda no blog, gente. Quando eu vou, eu vou fundo.

***

CRISES!
Um entrave para ser vulnerável é que é tudo sobre lutar para ser quem você realmente é. Mas, às vezes, nem a gente sabe quem nós somos, imagina os outros. Eu tive muitas crises ao longo do ano tentando enxergar minha identidade e algumas me bagunçaram todinho. A crise dos 20 me pegou, jogando na minha cara que o tempo é curto e eu não vou conseguir fazer todas as coisas que eu quero, então preciso escolher o que mais tem a ver comigo. Eu tive que olhar fundo para a minha sexualidade e tentar entender o que se passa nessa joça e como isso afeta todos os meus relacionamentos. Mais uma crise por descobrir que o que funciona para todo mundo não necessariamente funciona para mim, porque eu sou EU e não eles. Minha fé atacada foi todo um caso à parte.

EU ENCONTREI JESUS!
No meio do mato, no Youtube, na minha vó, em mim. É incrível como uma pessoa pode viver tantos anos dentro de uma igreja e não chegar nem perto de conhecer Jesus de verdade. Eu tive que me desmontar todinho e continuo me desmontando, cada dia um novo baque. Mas agora eu sei quem sou, eu sei o tipo de cristão que quero ser e sei que Jesus me ama DE UM JEITO que o mínimo que posso fazer em gratidão é tentar amar as pessoas da mesma forma (falhando miseravelmente, mas tentando). Não tem jeito melhor de ver as pessoas do que olhando pela ótica de Jesus. Eu voltei para a igreja depois de 10 meses dando meus próprios passos e agora é um trabalho progredindo lentamente esse de tentar espalhar Jesus mesmo para quem já é crente. Nada nem ninguém vai tirar a Graça de mim. DEUS NO COMANDO.

EXPERIÊNCIAS! 
A Lista continuou a todo vapor e, risos, só aumentou. Eu faço uma coisa e me dá vontade de fazer mais três. A verdade é que nunca vou completar essa lista. Gosto assim. Teve eu me enfiando por acaso em excursão para um parque aquático, teve eu andando de Kart e outras aventuras, mas todos concordamos que o ponto alto foi Felipe Fagundes Crossfitter indo para A BRAVUS RACE.







MEUS BEBÊS NO MUNDO! 
Pois eu simplesmente pari um monte de ideias. Eu estou tão feliz de finalmente ter produzido coisas que as pessoas podem consumir, apreciar e tornar parte da vida delas! Bem no começo do ano, eu consegui meu primeiro contrato como compositor e foi um CHOQUE perceber que pessoas realmente queriam minha música. O cd está para sair já, já, então 2017 já tem coisa boa pra mim! Além disso, como eu jamais paro, eu consegui colocar três histórias no mundo: Não Sei Lidar com Gênios, que já está me rendendo royalties da Amazon; Aquilo Não Estava Certo, meu conto de Natal; E Não Somos Um, ah, meu NS1, que é minha história mais desengonçada, mas pela qual eu tenho todo amor do mundo. Meu Wattpad está O FERVO.






PESSOAS!
Essas que eu vivo dizendo que eu amo. Mas, gente, tem como não amar? As pessoas são simplesmente MUITO BOAS comigo. Eu fico procurando explicação e, juro, não encontro. Não é falsa modéstia. Eu honestamente me considero legal, mas não ESSE LEGAL. Meu ano seria um desastre sem as minhas pessoas me ajudando a chegar onde eu queria. Meus amigos me apoiaram nas crises de um jeito que me deixou embasbacado ("Eu vou falar com você TODOS os dias pra você não se sentir sozinho") e fizeram acontecer Jesus junto comigo, e minhas pessoas toparam encarar várias ciladas do bem Hahahahah E, gente, AS HISTÓRIAS!!! Galera me apoiou com as capas, com a divulgação, com feedback e continuam mantendo meu livro no ranking do Wattpad. Acho que o ápice glorioso foi a campanha do ThunderClap que alcançou 100 pessoas QUE EU NEM SABIA QUE TINHA. Nossa, amigos da escola, da faculdade, da igreja, pessoal do meu trabalho, MEU CHEFE, amigo de infância que eu não via há séculos, minha irmã há muito perdida agora encontrada e amada, gente dos blogs, gente do Twitter que atraiu ainda mais gente, EU NEM SEI COMO AGRADECER.



MAIS PESSOAS!
Cara, eu encontrei UMA IRMÃ HÁ MUITO PERDIDA, VOCÊ TEM IDEIA DISSO? Estamos nos falando com alguma frequência, tentando fortalecer o vínculo, mas já adianto que é amor. Mesma coisa com a minha vó, vocês lembram? Pelo menos uma vez por mês, estou dando as caras lá e é só sucesso. Minha lista de Viver Pessoas, inclusive, está sendo uma mão na roda me ajudando demais a conservar meus laços de amor e amizade. Outra que só cresce.

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ALELUIA.

Eu sei que 2016 tem sido um ano puxado para muita gente no âmbito pessoal e global, mas acho que todos concordamos que vocês devem vir aqui encher minha cara de tapa se eu ousar reclamar do meu ano. Tiveram coisas que eu não realizei, como aprender a nadar ou finalizar meu banheiro (vocês acreditam que ainda não tenho um box? Hahahah), mas fui feliz.

Do ano que vem, eu já espero algumas coisas. Mais ciladas do bem, mais relacionamentos, menos crises e mais livros e contos publicados por aí. Nem vou falar mais Jesus, porque, caramba, se ele não acontecer mais em 2017, eu nem quero brincar.

Digamos que eu vivi uns 80% com meu coração, andei dando umas vaciladas na vulnerabilidade, mas o resultado foi TOPZERA. Eu quero ir mais fundo. Quem me acompanha até os 100%?

Feliz Ano Novo! JAMAIS PAREM.

Posted on quinta-feira, dezembro 29, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, dezembro 19, 2016

Não sei se o espírito natalino já deu as caras por aqui, mas, depois de ver as pessoas comprando meu conto na Amazon e lendo meu livro no Wattpad, eu fui possuído pela vontade de ESCREVER MAIS. Gente, escrever por si só já é uma atividade que aprecio demais, talvez minha favorita, porém, escrever sabendo que pessoas lerão é uma delícia dez vezes maior. Bate um medinho, bate aquela pressão, mas é bom demais quando a gente joga uma história no mundo e ela volta em forma de apoio e feedback positivo. EU QUERO VIVER PRA ISSO.

Daí que, vocês sabem, estou batalhando com Não Somos Um lá no Wattpad e meu plano de dominação mundial é colocar o livro no Top 10. Não sei se estou sendo ambicioso demais, porque as histórias nas primeiras posições estão sendo lidas por MILHARES de pessoas, mas, até o momento, NS1 tá bonitão lá entre os 40 primeiros e subindo! Eu tô satisfeito demais. Sem falar que essa ~performance~ do livro, dessa vez, é graças a vocês que estão lendo, comentando e dando os likes nos capítulos. Eu tô só de expectador.

Mas até parece que sei ficar apenas de expectador.

Para, quem sabe, dar mais um empurrãozinho em NS1, eu ando procurando outros públicos, vendo se consigo publicar em outros sites e tal, daí que descobri uma "comunidade" no Wattpad de concursos de contos cristãos e pensei "Por que não?". Pode ser que eu alcance o público crente também. O tema desse mês é Natal e AQUI ESTAMOS NÓS.


"Victória tem 15 anos e sabe muito bem o que esperar do Natal. Presentes! Comida! Família reunida! Mais presentes! O aniversário de Jesus era ótimo, todos ganhavam.
    
A coisa toda muda de figura quando sua prima favorita aparece para a ceia. Agora todos sabem sobre ela. O pai fica de cara fechada, os convidados cochicham entre si e a mãe apenas avisa: Cuidado com sua prima. Victória fica dividida e sente que precisa encontrar a resposta para aquele famoso dilema cristão: O que Jesus faria em seu lugar?
    
Todos nós sabemos que ela vai descobrir, mas fica aí o suspense se conseguiremos fazer o mesmo"

Claro que tem comédia, talvez minha marca registrada, mas esse miniconto (é mesmo curtinho) é de fato uma ficção cristã. Primeira vez que escrevo uma, vamos acompanhar. Você já pode ler na íntegra no Wattpad!




Eu escrevi em 4 dias para poder participar do concurso e foi uma grata surpresa quando descobri que o conto seria um crossover de NS1 com Gênios. Quem já conhece e gosta das histórias anteriores tem mais um motivo para curtir esse conto de Natal.

Agora deixa eu voltar para a outra história que eu estava escrevendo, porque ela não vai se escrever sozinha. Como eu disse, POSSUÍDO.

Feliz Natal! :)

Posted on segunda-feira, dezembro 19, 2016 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, dezembro 08, 2016

Eu sempre acreditei que jamais chegaria perto de um volante na vida. Nada contra carros, até tenho amigos que são (transformers), mas a ideia da minha pessoa pilotando uma máquina capaz de matar atravessando uma turba de gente raivosa me deixa desgraçadíssimo da cabeça. Não sei lidar mesmo.

Fica aí o suspense de por que eu coloquei "Andar de Kart" na Lista, só sei que eu estava de bobeira nas minhas férias, visitei o Random.org e, PLAH, kart. Eu amo a minha vida, sérião.


Claro que eu não ia entrar na roubada sozinho e arrastei meus fiéis escudeiros Jonas e Elisa para a pista. Minhas férias estavam tão badaladas com esse negócio de publica conto aqui, publico livro lá que eu nem estava dando muita atenção ao fator KART, mas, quando o dia chegou, gente, repensei todas as minhas escolhas da vida.

Foi minha primeira vez, e sabe aquela pessoa que não entende NADA de carro? Então, essa pessoa sabe mais que eu. Eu tenho vergonha de lidar com cinto de segurança porque sempre fico preso ou enrolado nele. Não sei abrir o vidro. Nunca tenho certeza se a porta está realmente fechada, se bati forte demais ou fraco. Detesto sentar na frente com medo da minha mão ou pé apertar algum troço sem querer e o carro desgovernar. Jonas, que tem um carro, diz que sair comigo é tipo Conduzindo Miss Daisy, porque eu sento no banco de trás mesmo estando só eu e ele no carro Hahahahahah Nasci pra ter choffer, fazer o quê? (não)

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Um amigo meu tentou me ensinar comandos básicos do kart, coisas sobre acelerador, volante e freio, mas, gente, incrível como não absorvi uma única palavra. Eu disse "Na hora eu descubro", e ele "Você provavelmente vai apertar acelerador e freio ao mesmo tempo". NUNCA FUI TÃO OFENDIDO.

(spoiler: fiz isso mesmo algumas vezes, risos)

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Que realidade paralela. A gente assistiu um vídeo de 8 min com instruções que explicava como entrar e sair do Kart, os acessórios de segurança, o que significavam as bandeiras que iam aparecer ao longo da corrida... Era muita coisa e eu sabia que não ia aprender metade, então apenas ri e fiz piada o tempo todo. E a roupa que tem que vestir? Primeira vez que uso uma BALACLAVA (aquela touca ninja) e essa talvez seja minha nova palavra favorita. A gente se sente meio ridículo vestindo aquele macacão, as luvas, o capacete... Uma coisa meio astronauta.

Não sei se em todo lugar é assim, mas eu senti que ia dirigir um troço que eu mesmo poderia ter construído no meu quintal. Ou seja, algo que ia explodir a qualquer momento. Não é como se fosse um carro bonitão da F1. Mas eu já estava ali, né? O cara me explicou a parada do freio e do acelerador. "Não pisa fundo direto em nenhum dos dois, você tem que ir alternando". Beleza.

Assim que foi dada a largada, A EMOÇÃO. GENTE, EU NO CONTROLE DE UM CARRO. A primeira coisa que eu fiz foi prender a roda do kart num poste, daí vieram me socorrer. A segunda foi pisar fundo no acelerador e bater de frente em um monte de pneus. Me socorreram de novo, eu já tava até sem graça. MAS DEPOIS DISSO FOI UM SUCESSO.

Quer dizer, Jonas e Elisa já tinham me dado umas duas voltas quando o cara mandou eu parar.

- Amigo, só pisa no freio quando for parar
- Não era para ir alternando?
- Não alternando entre o freio e o acelerador! Alternando entre pisar fundo no acelerador e relaxando o pé
- COMO É QUE É?
- É, ué
- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME SABOTOU

Eu esse tempo todo passando vergonha arrastando meu kart pela pista. Aaaaaanda. Para do nada. Aaaaaaaaaanda. Para. Vocês imaginem os solavancos. Mas ok. Depois disso, AÍ SIM, APENAS SUCESSO.

MEU DEUS DO CÉU É TÃO RÁPIDO E AQUELAS CURVAS PERFEITAS EU SOU INFINITO OLHA QUE MAESTRIA A MINHA OLHA EU DE RETARDATÁRIO NO MEIO DO CAMINHO ATRAPALHANDO JONAS E ELISA ARRASEI

Eu de fato fiz os dois baterem com meu kart desgovernado imprevisível no meio da pista Hahahahahah Mas em minha defesa quero dizer que fiz uma performance dramática de Jesus Take The Wheel apenas UMA VEZ. Se Jesus pegou naquele volante, ele dirige mal a beça.

E as bandeiras que eu tinha que ter decorado? Tinha bandeira da largada, bandeira de última volta, bandeira pra parar, acidente na pista, deixe seu coleguinha te passar, punição, AFASTE-SE DESSE VOLANTE AGORA, ordem e progresso, essas coisas. A única que eu decorei foi a de deixar os amigos passarem, o azul, porque eu sabia que ia acontecer muito comigo. Não errei. No tempo que eu estava dando a vigésima volta, Os dois já estavam na vigésima segunda. Risos. Eu tava morrendo de vergonha que os caras estavam me mostrando bandeiras de outras cores e eu não fazia ideia do que era pra fazer Hahahahahah Só acelerei e fingi que não vi. Bandeira branca pra mim era paz mundial. Caguei.



Cheguei em TERCEIRO LUGAR. Uma vitória pessoal, sinceramente só tinha nós três. Mas, sem brincadeira, quem sabe como seria se eu não tivesse sido SABOTADO desde o início? Talvez o mundo não estaria preparado para mim. Eu realmente fiquei impressionado de ter conseguido me divertir a beça atrás do volante, fazendo as curvas sem desespero, curtindo a adrenalina de meter o pé no acelerador numa pista reta. Não sei se Deus estava no controle, mas eu estava e foi ótimo mesmo assim.

RECOMENDO DEMAIS. Talvez não tenha TANTA graça para quem já sabe dirigir e manja dos paranauês, mas tenho pra mim que não é a mesma coisa, ainda vale a pena. Com certeza, voltarei.

1 item a menos na Lista! Faltam só 36

Posted on quinta-feira, dezembro 08, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

Ai, gente, o momento finalmente chegou. Depois de ANOS com essa história engavetada, retomada, editada e revisada, depois de ter esperanças de vê-la publicada por uma editora e dois nãos na cara, eu finalmente posso dizer que tenho um livro com início, meio, fim e muito amor publicado em algum lugar. Um livro que pode ser lido pelas pessoas, um livro que é real. Não Somos Um! Um livro que eu espero que vocês gostem tanto quanto eu.


"Téo está em busca da Garota Perfeita, uma garota que ele idealizou e com a qual tem certeza de que será feliz. Após a busca não encontrar resultados e Téo conhecer Victória, uma garota completamente fora dos padrões dele, eles resolvem se ajudar: Vic não aguenta mais a sociedade dizendo que ela precisa de um namorado para ser feliz e Téo está cansado de ser visto com pena por seus amigos por ser solteiro. Logo, eles forjam um namoro com regras e prazo de validade. Seria mais uma história clichê de namoro de mentirinha, contudo, a irmã de Téo é uma investigadora criminal de 11 anos de idade, a mãe dele entrou em guerra com a vizinha, seus melhores amigos estão brigando por causa de um país, um cara barbudo muito popular apareceu em seus sonhos e Victória trouxe consigo conflitos próprios e um ponto-de-vista que abala tudo em que Téo sempre acreditou. Juntos, eles terão que encarar o fato de que todo ser humano tem mais de um lado e vai além da primeira impressão."

Não Somos Um é uma comédia romântica adolescente que, nossa, representa praticamente tudo o que eu gosto. Eu sei bem quem eu sou hoje, mas esse livro foi idealizado pelo Felipe de 2012 e desde então vem sendo trabalhado por todos os outros que me tornei pelo caminho. O livro tem 32 capítulos que em breve serão publicados gratuitamente no Wattpad, mas agora você já pode conferir os 4 primeiros.


E, gente, marquem o vote (a estrelinha do Wattpad, é como se fosse um like) em todos os capítulos que vocês lerem e gostarem! Deixem comentários, mesmo que sejam apenas risadas ou citações do próprio capítulo. Tudo isso faz diferença para a história subir no ranking. E, tipo, não é pouca diferença! 5 comentários num capítulo já é capaz de jogar a história no Top 100. AJUDA EU!

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Agora que já foi, preciso dizer que o coração é um só, mas os sentimentos são muitos.

FELIZ, porque uma das minhas resoluções de ano novo era entrar em processo de publicação com esse livro (e Deus e vocês sabem que eu tentei correr atrás de agentes e não deu certo) e agora, aos 45 do segundo tempo de 2016, eu consegui. TÁ AÍ NO WATTPAD.

IMPACTADO, com a campanha de divulgação que deu super certo e eu não tinha ideia de que ia receber tanto amor em forma de apoio. Mais de 100 pessoas me ajudaram e gente de todo canto! Eu pude ver gente que conheci ao longo de toda minha vida surgindo para me apoiar e me bateu aquele sentimento de não estar sozinho. Acho que estou fazendo algo de bom com a minha vida, sabe? Essas pessoas GOSTAM DE MIM. Eu ainda preciso achar um jeito de agradecer melhor, até chorar eu chorei <3

ME CAGANDO DE MEDO, dessa história não ser tão boa, ainda mais com o tanto de link que agora existe dela publicado pelas redes sociais Hahahahahah Não se enganem, eu AMO essa história e todos os personagens, ela faz parte da minha vida, mas eu tenho noção completa de que não é o meu melhor trabalho, não é a melhor escrita que vocês já viram e muito menos uma história 100% perfeita. Ela é jeitosinha, mas bem desengonçada! O Felipe de 2012 começou, o de 2013 transformou, o de 2014 abandonou e retomou, mas foi o de 2015 que tentou fazer a coisa toda funcionar e trabalhou DEMAIS no livro. O resultado foi essa salada que eu só consigo amar. De Gênios, eu tenho muito orgulho, sou eu na minha melhor forma como escritor, nasceu em 2016. Por Não Somos Um, eu tenho carinho. Eu poderia escondê-lo numa gaveta pra sempre, mas, sinceramente, esse livro merece ter a chance de ser lido. Por isso que fiz o possível ao meu alcance para jogá-lo no mundo. Quem gostar, parabéns, quem não gostar, segue em frente, vida que segue.

REALIZADO, porque, pronto, tá no mundo. Chega de trabalho, chega de mexer nessa história, já fiz o melhor que pude. Agora é partir para outras, porque óbvio que quero escrever mais e melhor.

NA TORCIDA, pra esse livro cair nas graças do Wattpad e alcançar o top 10 de Ficção Adolescente. GENTE, QUE SONHO. Vamos fazer isso aí acontecer, por favor.

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Agora é ver o que o futuro me reserva e continuar escrevendo. Não pretendo parar. Já tenho contos engatilhados na mente, livro novo e tudo mais. É o que eu sempre digo até para mim mesmo, eu tenho que correr atrás dos meus próprios sonhos, ninguém mais vai fazer isso por mim. Então VAMO QUE VAMO.

Posted on segunda-feira, dezembro 05, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, dezembro 02, 2016

Vocês sabem que eu não sou muito de apreciar museu (só tem aquele monte de coisa pra VER), mas eu fui dar um olá para o Museu do Amanhã por dois motivos. Primeiro, a Ju me chamou, e Ju é uma das minhas pessoas favoritas. Além disso, uma das pessoas favoritas dela (Jaqueline) ia também, então já visualizei o sucesso. Segundo, muita gente falou mal do tal do museu, da mesma forma que criticam o Museu de Telecomunicações (que eu AMEI), e esse é meu parâmetro para avaliar o potencial de um museu: se quem gosta de museu não curte, é capaz de eu gostar. E vice-versa.

Mas acho que as pessoas estão certas dessa vez.

Amo que ele parece um ventilador gigante da ARNO

O caso do Museu do Amanhã é que ele já começa todo errado com esse papo de ser do AMANHÃ. Não dá para defender muito, a menos que ele fosse um museu com exposições de objetos fictícios do futuro. Isso sim seria digno do nome e juro que ia render mais dinheiro. Fica aí a dica para quem projeta novos museus (esse com certeza é o trabalho de alguém no Rio de Janeiro, tem um monte de museu aqui).

Eu sinto que a ideia que brotou no fundo do coração de quem primeiro sonhou com esse museu foi a de um lugar em que a galera entra sem propósito e sai de mãos dadas dizendo VAMOS SALVAR O MUNDO. Cafona e linda, do jeito que eu gosto. Porém, sinceramente, não sei que ruim deu lá no meio, mas o museu me pareceu muito negativo. Ele quase berra pra gente VOCÊS VÃO TODOS MORRER. Eu, hein.

Que a humanidade caga tudo em que toca, a gente já sabe, mas o Museu do Amanhã insiste em ficar "Olha quanta poluição é gerada! Em 10 anos, todo mundo terá problemas respiratórios" e "Animais! Amamos animais! Mas comemos muita carne e eles todos serão extintos até ano que vem" e "Vocês fazem tanto filho que em breve pessoas terão que lutar por um copo d'água. PAREM DE TRANSAR".

Até sei que ele diz umas verdades, mas tudo está no tom, não é mesmo? Cadê a sutileza? O Museu do Amanhã aponta muita desgraça, mas não deixa muito claro como sair dessa situação desgracenta. Poderia dar umas diquinhas básicas já que é tão espertão.

Outra coisa é que ele promete uma experiência de imersão, conexão com a vida e sei lá mais o quê, mas, quando a gente chega lá... É só um monte de tela passando vídeos que NINGUÉM tem paciência de assistir até o final. No começo, a gente vê todo mundo encarando as telas e até tenta dar uma disfarçada. A gente também para e fica "Nossa, olha essas informações sobre o DNA humano, que interessante", "Que incrível esse pesquisador falando por 10 minutos sem parar sobre um negócio que eu nem estava interessado em saber" até que finalmente "Caramba, esse vídeo não acaba? Que chatice. Isso é o quê, aula do Telecurso 2000?". Aí a gente abandona e vai para outra tela ouvir sobre, sei lá, mitocôndrias. São muitas telas. Logo no começo, há uma sala no formato de um globo, onde acontece uma projeção em todas as paredes. Daí tem gente que deita no chão e tudo para poder visualizar o teto e dá aquela sensação de "Vai ser incrível". Aí, assim, é até legalzinho, mas rolam várias imagens aleatórias e umas frases soltas que parecem super profundas na hora. O UNIVERSO. DE ONDE VIEMOS? O FUNDO DO MAR. O MEDO DO DESCONHECIDO. A CONTINÊNCIA DAS ABELHAS. REPRODUZIR! ENERGIAS. Daí saímos da sala e fica aquele "Oi? Abelhas?".

Esse negócio de deitar inclusive pode ser meio constrangedor. Enquanto a Ju e a Jaqueline estavam vendo vídeos sobre a escassez de alimentos (VOCÊS VÃO MORRER DE FOME) e a produção de tabaco (ENCHAM O PULMÃO DE CÂNCER MESMO, SEUS MISERÁVEIS), eu estava entediado olhando as pessoas deitadas no sofazinho assistindo "interessantes projeções nas telas de 3 metros". Daí gargalhei demais sozinho, tanto que Jaqueline e Ju vieram ver o que era tão interessante. Na minha opinião, foi o melhor retrato da humanidade que vi no museu. No caso, o cara deitado com as pernas arreganhadas e um rombo enorme na bermuda, bem nos fundilhos. Nenhum amigo pra avisar, coitado.

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Para não dizer que foi tudo tipo pombo, teve um joguinho no final que finalmente me animou. Uma tela (claro) que nos fazia umas perguntas até criativas ("Você trocaria todos seus dentes por próteses artificiais mais resistentes?") dava um perfil para a gente com alguns dizeres. Gente, tocou meu coração. Eu acredito mais naquele jogo do que em mapa astral. Não vou lembrar mais as exatas palavras, mas foi muito a minha cara, deu algo assim: "Você é meio hesitante, mas arrisca e vive novas experiências. Continue compartilhando suas ideias! O peso das suas experiências pode valer ouro para outras pessoas! O mundo se beneficiaria de mais pessoas como você".

GENTE!!! O MUSEU FLERTOU COMIGO. EU ME APAIXONEI. QUE MUSEU FOFO. EU ACREDITO 100% NELE.

A Jaqueline não curtiu muito, porque o jogo disse que ela é rabugenta. Risos. Eu saí de lá me sentindo uma pessoa excelente, autoestima 10/10. Recomendo a todos.


(O museu encheu tanto minha bola que depois a gente resolveu ir numa ~cafeteria gourmet~ e eu resolvi experimentar finalmente esses cafés gelados. Ainda ousei, porque no menu tinha mil tipos de cafés com descrição explicando o que vinha em cada um, mas escolhi um especial da casa cuja descrição era algo como "CAFÉ SURPRESA. PEÇA E SE SURPREENDA". Olha o risco. Mas o museu disse que minhas experiências VALEM OURO, então pedi esse mesmo. Foi um sucesso, uma delícia! Espero que essa experiência tenha agregado um valor imensurável à vida de vocês. Obrigado)

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Eu sei que o museu me ama e tal, e fiquei realmente lisonjeado, mas tenho que ser sincero. Não é grandes coisas. Não é aquele tipo de lugar que você vem de longe exclusivamente para aprecia-lo, mas pode ser legal incluí-lo num passeio com outras coisas, a Orla Conde e tal. Abaixe bastante suas expectativas. Tem muito daquela coisa de existir para agradar turista. Achei um desperdício aquela infraestrutura toda bonitona e aquele espaço todo disponível. Acho que vou mesmo enviar minha sugestão de exposição de objetos futuristas.

Posted on sexta-feira, dezembro 02, 2016 by Felipe Fagundes

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