Antes de tudo, um spoiler para quem não me acompanha no Twitter.

 TEVE


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Eu faço questão de ir atrás das minhas próprias ciladas do bem, mas, de vez em quando, uma vem e me pega de jeito DO NADA. Gente, eu estava quietinho na Firma fazendo meu trabalho quando meu chefe veio dizendo que viu minhas fotos aventureiras no Facebook e perguntando se eu queria fazer rapel com ele. Repito: FAZER RAPEL COM ELE.



Rapel nem tava na Lista nem nada, nunca tinha cogitado, mas, gente, não é todo dia que a oportunidade aparece, concordamos? Para leigos, rapel é um alpinismo ao contrário. Ao invés de subir, a gente desce. Era tudo o que eu sabia antes de aceitar. Então estava eu olhando para a cilada de descer um paredão de sei lá quantos metros pendurado numa corda, mas enxergando apenas o verdadeiro desafio: SAIR COM MEU CHEFE.



Eu perguntei se podia levar um ou dois amigos, porque chefe ia carregar um grupo gigante de amigos dele da Firmaem que eu conhecia 0 pessoas, ele disse ok. O que eu fiz? Isso mesmo, levei 4 das minhas pessoas. Meu jeitinho.

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Quem mora no Rio deve conhecer mais que eu, mas meio que adorei conhecer aquela trilha da Urca, que começa com a pista Cláudio Coutinho e tal. No domingo, aquilo fica cheio de gente feliz, famílias, crianças. A vista é bem interessante também. Até eu, que não dou a mínima para vistas, achei sucesso.



Depois do baque inicial de OMG, ESTOU SAINDO COM MEU CHEFE, eu relaxei. Na verdade, ainda fiquei travado com medo das minhas pessoas fazerem vergonha, porque eles fazem sempre, mas a extroversão deles ajudou no processo de entrosamento. Agradeço. Inclusive, gente, que coisa fascinante juntar num balaio de gato pessoas de núcleos diferentes da sua vida e ver todos interagindo bem. DOIS MUNDOS SE ENCONTRANDO.

O rapel em si... Essas imagens da minha pessoa representam muito.

 MOMENTOS....................

MAS EU FUI. É coisa de maluco? Sinceramente, é sim. Sem condições mesmo se você tem medo de altura. Eu quase inventei que tinha só para ter uma desculpa. Não é só descer. Tem todo um põe essa mão aqui, a outra ali, afrouxa a corda devagar, não olhe para baixo, confie na corda, clame o nome de Jesus e um passo de cada vez etc que meu meu medo era minha coordenação motora me matar.

Eu confiei na corda, nos equipamentos, no meu chefe (que é instrutor de rapel, quem diria?), no poder de Jesus Cristo, mas O CAGAÇO ERA REAL. Teve uma hora que meu chefe mandou eu largar tudo e abrir os braços que eu simplesmente não consegui. Meu corpo não ia. Eu lá inclinado e pendurado na pedra, meu corpo e minha alma querendo voltar pra segurança. Mas tudo o que vocês verão no Facebook é A VISTA LÁ DE CIMA É MARAVILHOSA. Risos. Desci numa boa. Depois que a gente pega o jeito, fica mais fácil e dá vontade da pedra ser maior. Também tem aquela sensação de NOSSA, EU TÔ FAZENDO ISSO. Menos para um dos meus amigos que ficou com medo e desistiu.

Assim, foi mesmo uma experiência inesquecível e tá aí mais uma história para eu contar para sempre, recomendo a todos. Inclusive, recomendo meu chefe também, 10/10, gente boníssima. Não digo que virei um grande fã do rapel e que quero fazer todo dia, mas curti.

O melhor de tudo foi que eu nem morri nem perdi meu emprego, ou seja, missão cumprida.