Eu esqueci de comentar no post passado sobre a minha mais recente lista, que também é minha favorita. Uma lista de Viver Pessoas. Mais um pouco e vocês vão pensar que sou um robô.

Mas, sabe, já faz um tempo que ando com essa meta de: Fazer coisas! Viver pessoas! E eu até ando fazendo muitas coisas (coisas demais inclusive) e vivendo com um monte de pessoas, mas estava refletindo sobre esse último caso. Uma coisa que aprendi com Amanda Palmer é que todo mundo gosta de ser visto. Tipo, não necessariamente ser enxergado, com pessoas literalmente olhando pra você, mas aquele visto de ser compreendido. Aquela sensação de quando alguém está realmente prestando atenção em você e apoiando quem você realmente é e o que você faz. Então o Viver Pessoas pra mim seria ver essas pessoas e, para isso, eu tenho que prestar atenção nelas.

 Eu querendo ver todo mundo

Chega a me doer o coração perceber que todo mundo é muita gente. Tipo, NÃO DÁ. Ou a gente presta atenção em algumas pessoas ou não presta atenção em ninguém quando tenta abraçar o mundo. Tive que escolher a primeira opção. E ver precisa ser um exercício consciente meu, senão eu acabo voltando pra mim mesmo e esqueço das pessoas facinho.

(Vocês lembram que, mesmo gostando da minha vó, eu fiquei ONZE MESES sem notícias da mulher, sendo que eu podia simplesmente fazer uma ligação ou ir visitar. É disso que estou falando)

Daí fiz essa lista de pessoas, meio que uma lista de pessoas que quero manter contato ou até criar um contato que ainda não existe, pessoas que quero ver. Não que eu não queira as outras pessoas, mas essas eu queria pelo menos uma vez dar essa sensação de enxergá-las, de estar ali por elas. Eu coloquei os nomes na lista, amigos antigos, amigos novos, pessoas que eu mal conheço até, mas que posso me aproximar... Daí eu vou atrás de uma, crio um momento legal com ela e deixo a vida seguir. Eu monto a lista, vou vivendo com as pessoas e riscando a lista até ficar vazia. Quando termino, faço outra.

(Vocês já perceberam como a vida é meio ridícula às vezes? Quer dizer, todo mundo manda esse "a vida aconteceu" pra falar de gente que foi embora, sendo que um telefonema de vez em quando, uma happy hour, uma mensagem aqui e outra ali poderia ter mantido o laço)

Tem pessoas que AMAMOS, que nos divertem à beça, mas a gente meio que só vê de 2 em 2 anos, tipo aqueles amigos de escola ou os parentes legais nas raras festas de família. E um dia eles somem por motivos de vida aconteceu.

Vai acontecer longe de mim, sua miserável. STAY AWAY FROM MY PEOPLE.

Mas, ai, Felipe, isso é muito mecânico, cadê o sentimento? E a saudade?

Gente, o sentimento tá todinho ali na hora que eu monto a lista. Escrevo de cara o nome de todos os meus amigos mais próximos, porque eles são incríveis e vou protegê-los, ponho o nome da minha mãe, porque ela é maravilhosa e eu sou um filho péssimo que nunca arruma um programa mãe & filho, vou pensando Nossa, séculos que não vejo fulana, por onde ela anda? e escrevo o nome dela também. Tem uns parentes (minha vó!!!), gente que eu acho que necessita urgentemente ser vista e tal. Enfim, a lista vai mudar cada vez que eu fizer, mesmo tendo uns nomes fixos. Ainda não terminei a primeira rodada.

Tipo, eu AMO essas pessoas, mas o famigerado Vida Acontece não me deixa pensar muito nelas e prestar atenção, então essa lista é meu jeito de criar tempo pra isso.

Você não precisa ir tão longe quanto eu, mas faz aí rapidão uma lista de pessoas com as quais você gostaria de manter contato. Assim, só por fazer mesmo, sem compromisso. Você provavelmente vai ver que tem um monte de gente que você gosta e sente reciprocidade, mas que não dá um oi há séculos. A gente nem sabe pelo o que eles estão passando, quais os conflitos, as indecisões, as alegrias, as metas, nada... Eu quero saber.