quarta-feira, agosto 31, 2016

Tava aqui lendo e gargalhando com o relato da minha primeira doação de sangue (sim, me aprecio), e ele termina assim:

"A experiência pra mim foi muito positiva, recomendo a todos. Vá para ajudar alguém, vá por diversão, vá pelo lanche, apenas vá. Eu pretendo continuar e, da próxima vez, levar mais gente."

Quando escrevi isso, eu não tinha ideia que o meu "levar mais gente" seria UM PLANO AMBICIOSO DE ARRASTAR CINQUENTA E QUATRO PESSOAS PRA DOAR SANGUE. A vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo?



Mas, Felipe, de onde veio isso?

 daqui.

Vocês lembram que eu voltei pra igreja com fogo nos olhos e no coração e disposto a FAZER alguma coisa? E que tinha uma lista com trocentos projetos e tal? Então. O primeiro projeto que brilhou na lista foi fazer essa doação de sangue em grupo. É uma necessidade constante dos bancos de sangue (sério, gente, eles realmente precisam de mais doadores), é gratuito, é amor e o esforço pra realizar essa ação é mínimo. Se a igreja se recusasse a participar disso, olha, eu mandava enterrar porque já tava morta mesmo.

O ÔNIBUS

O que eu não sabia era que o banco de sangue do INCA (Instituto Nacional do Câncer) aqui no Rio de Janeiro manda um ônibus gratuitamente para levar e trazer pessoas para doação de sangue se você garantir, pelo menos, 30 doadores. No ônibus, tem lugar para cinquenta e quatro pessoas. Nisso, você já percebe que, repetindo, os bancos de sangue estão MESMO necessitados. Eu só descobri essa informação porque o amigo de um amigo trabalha no INCA e uma igreja perto da minha já tinha conseguido esse tal ônibus. Daí entrei em contato com eles para saber como funcionava (não tem nada no site do INCA sobre isso, é meio desatualizado) e a coisa toda se desenrolou. Mas, caso você que está lendo tenha interesse, basta ligar para o INCA e conversar sobre agendamento de grupos e sobre o ônibus. Eles são bem simpáticos ao telefone (da última vez que verifiquei, os números eram esses (21) 3207-1580 / 3207-1021 / 3207-1058).



AS PESSOAS

Então, PLAH, eu já tinha um ônibus. Precisava dar um jeito de socar gente nele. Na minha igreja, tem por volta de 100 membros, mas, desde o começo, meu plano nunca foi preencher as 54 vagas com essas cabeças. Eu queria outras pessoas. Pessoas dos arredores da igreja, qualquer pessoa, independentemente de religião. Daí seria uma porta aberta da igreja para a comunidade, todos juntos por uma boa ação, geraria interação, igreja conhecendo a comunidade e vice-versa. Então separei metade das vagas pra igreja e a outra metade para outros interessados.

Eu não tinha as 27 pessoas da rua, então fui caçar. Juntei um grupo e fomos de portão em portão nas ruas ao redor da igreja explicando a situação e perguntando quem teria interesse de doar. Deus sabe o quanto eu tenho pavor de forçar as pessoas e incomodá-las, mas era por uma boa causa e, para minha surpresa, as pessoas foram muito solícitas. Teve muita gente com impedimentos (principalmente doenças), mas conseguimos mais de 20 nomes. Com todas elas, deixamos um papel informativo que eu mesmo fiz com informações retiradas dos sites do INCA e do Hemorio, dizendo quais eram os impeditivos. Há coisas básicas como peso (tem que ter mais de 50 kg) e idade (entre 16 e 70 anos), mas há coisas pessoais demais que não tem como perguntar assim na cara dura, nem é mesmo da nossa conta (Já usou drogas alguma vez? Fez sexo sem camisinha recentemente? Tem AIDS?). Então, deixei esse papel com elas (vocês podem ler as informações aqui).

Depois, mais próximo do dia da doação, ligamos para todos que aceitaram doar sangue, e alguns, após lerem as informações do papel, disseram que não poderiam doar. Achei que foi uma boa estratégia, acredito que ninguém tenha sido constrangido.

COMIDAS

Eu achei legal fazer um café da manhã e almoço gratuito pra todo mundo. O ônibus ia sair da igreja 7h da manhã (!!!) (não fui eu quem escolheu esse horário) e traria o pessoal de volta 13h/14h. Imagina você chegar em casa e ainda ter que fazer almoço. Achei puxado. E era bom garantir que ninguém fosse em jejum ou comesse coisas gordurosas demais, então reuni um grupo e ajeitamos tudo. Achei sucesso também, fica aí a dica.



GENTE FURONA

Partiu meu coração e acho que eu ainda não superei, mas não cheguei nem perto das 54 pessoas que caberiam no ônibus. Na verdade, nem as 30 que o INCA pediu eu consegui. Fuén. Depois de algumas desistências e imprevistos de última hora, eu ainda tinha umas 40 pessoas que confirmaram NO DIA ANTERIOR, mas cadê que apareceram? Tanto gente da igreja (amo crente) quanto de fora. Só metade do que eu esperava no dia deu as caras e fui no ônibus com mais 20 pessoas. Depois, um monte de gente veio me dizer que perdeu a hora, que não ouviu o despertador, que esqueceu etc etc etc. Humpf.

 "Felipe! Me perdoa! Acredita que eu esqueci? kkkkk"



MAS COMO FOI?

Depois que eu desisti das pessoas que não iam mesmo aparecer, resolvi simplesmente curtir a ação. Foi um clima muito legal! O café da manhã cheio de frutas, biscoito, suco, a mesa bonita, as pessoas sentadinhas conversando. Eu fiquei todo HIHIHIHI vendo algumas pessoas das quais eu mesmo bati no portão aparecendo.

(E, gente, o ônibus! Não sei vocês, mas sou pobre e estou acostumados com ônibus bem... comuns. Como era um ônibus gratuito, pra doação de sangue e tal, eu não estava esperando grandes coisas (até de carroça a gente ia, sinceramente). Mas o INCA foi maravilhoso e mandou um ônibus de viagem que me deixou até com vergonha de não preencher todos os assentos. Poltrona delícia, reclinável, ar-condicionado, televisão. Só eu mesmo pra me sentir rico dentro de um ônibus, mas enfim. FOI EXCELENTE. INCA pra sempre no meu coração)

Achei rico

Lá na hora de doar mesmo só tinha o meu grupo. Não teve fila, horas de espera, nada disso ninguém quer doar sangue. Preenchemos o formulário e fiquei fascinado com a pergunta inédita "Você costuma frequentar casas de banho?", que eu acho que pode ser entendida como "Você já fez a alegria da moçada em sauna gay?". Enfim. Teve o lanche, que eu particularmente achei meio pobrinho (INCA, desculpa, você ainda é maravilhoso, mas o Hemorio venceu nesse quesito), e tudo foi ok na doação propriamente dita. Ninguém do meu grupo passou mal ou desmaiou. Até quem tinha medo de agulha encarou o desafio e disse que quer voltar.

Doar sangue é amor!


LIÇÕES APRENDIDAS

Acho que a principal lição foi MEU DEUS DO CÉU, PODEMOS SER TÃO INCRÍVEIS. Força de vontade e propósito é tudo na vida. A segunda, também tão importante quanto a primeira, é que só metade das pessoas vai aparecer, então você precisa do dobro de gente necessária se quiser ter 100% de sucesso.

(Eu já sei que vou precisar de mais do que 20 nomes do pessoal da rua, que esse ônibus tem que aparecer um pouco mais tarde porque 7h da manhã é considerada uma hora ingrata e que eu preciso de, sei lá, um grupo disposto a acordar os demais no dia da doação)

Honestamente, eu não sei se o INCA ainda quer papo comigo, risos. Eu prometi pelo menos 30 pessoas e só apareci com 21. Mas, se tudo der certo, pretendo voltar em dezembro!

***

Essa foi uma experiência PORRETA pra mim. Nem muito pela doação de sangue, que já me acostumei, mas por fazer algo no mundo real, sabe? Sair um pouco da internet, olhar na cara das pessoas e agir. Eu me surpreendi comigo mesmo por ter feitos coisas que não imaginei que fosse capaz. E fiquei ainda mais feliz que tive ajuda. Confesso que ainda lembro desse dia com um sentimento agridoce por conta do número baixo de pessoas. Foi uma vitória derrotada? Uma derrota vitoriosa? Mas sei que o que foi feito já está feito, o sangue chegou onde devia e a única coisa que posso fazer, se for possível, é encarar o desafio de novo e trabalhar para ser excelente, incrível e FLAWLESS dessa vez.

(Se você tem sugestões de como melhorar esse processo ou tem alguma informação valiosa sobre doação de sangue, ME CONTA)

Vamos acompanhar!

Posted on quarta-feira, agosto 31, 2016 by Felipe Fagundes

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terça-feira, agosto 30, 2016

A separação do William Bonner e da Fátima Bernardes me acertou que nem as fofocas do meu bairro. 

- Pegaram o Astolfo traindo!
- Quem é Astolfo?
- O marido da Rosilda, né.
- Quem é Rosilda, gente?
- A irmã gêmea da Josiléia, Felipe! Pelo amor de Deus!
- A Josiléia TEM UMA IRMÃ GÊMEA??

Ou seja, não acertando.
 
Eu nem sabia que eles eram casados, risos. Quer dizer, eu não sabia que eles AINDA eram casados. Desde o Jornal Nacional que não vejo os dois juntos, gente, tô besta com a comoção que causou na internet. Aqui na minha família corre a teoria da conspiração que eles só moravam na mesma casa por causa dos filhos, mas não tinham mais nada um com o outro. Sério! Eu JURAVA que esse era o senso comum até ver todo mundo lamentando que o amor não existe mais se nem Fátima e Bonner ficam juntos. As mentiras que a gente aprende em casa.

Então, assim, não tô compartilhando do luto, porque pra mim esse barco já tinha afundado. Agora vou ali googlar os filhos trigêmeos deles. Como assim eles têm trigêmeos? oO

Posted on terça-feira, agosto 30, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, agosto 29, 2016

A Lorena perguntou dia desses no Twitter se era possível existir gente constantemente feliz. Não pessoas que nunca ficam tristes, mas, assim, que tem dias felizes sem nenhum motivo específico. O natural da pessoa é estar feliz, podendo se entristecer com as circunstâncias.

Imediatamente eu pensei: "Acho que é possível porque... eu meio que sou assim???". Vocês sabem que eu não lido bem com tristeza e, se eu estou triste, é porque tem algum problema que eu não sossego até consertar. Então, sim, tem dias em que eu me sinto absolutamente feliz sem nenhum motivo aparente. A Lorena disse que já é o contrário, então acho que Lorena precisa de muitos abraços.

Depois eu fiquei pensando. Será que eu sou feliz por causa da minha personalidade ou por causa das circunstâncias? A minha vida é boa, então é mais fácil pra mim ser feliz do que para, sei lá, um mendigo, eu acho. Será que eu ainda seria feliz sendo um mendigo? Ou vai ver é o caso da minha vida nem ser tão boa quanto eu enxergo, então o causador da minha felicidade são meus próprios olhos.

Fica aí o dilema.

Posted on segunda-feira, agosto 29, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, agosto 26, 2016

Se eu tivesse que usar a palavra FARTO e dizer que estou FARTO de alguma coisa, essa coisa seria discussão na internet. Farto, fartíssimo, I can't, stop discussão 2016. Direita Vs Esquerda, Feministas Vs Não Feministas Vs Machistas, minorias Vs o resto, crente Vs crente... Eu sempre gostei muito de debates, mas, em algum momento após o advento da internet na minha vida, esse amor pela troca de ideias morreu.

E a culpa é daquele tom.
 
Eu gosto de gentilezas, gente que sabe que não tem todas as respostas, mas está procurando, gosto de "Será que...?" e aí todo mundo imagina junto as possibilidades. Todo mundo está tão certo ultimamente que discussão de internet é mais como uma guerra, quem gritar mais alto vence ou algo assim, porque mudar de opinião ninguém vai. Parece que em algum lugar obscuro da internet alguém digita o discurso e, sei lá como, todos online dão como certo e defendem com unhas e dentes. Aí é só repetir pra sempre não importa quando, onde e com quem se fala. E tudo naquele tom.
 
Meu ranço é mais com o tom mesmo. Certeza absoluta, condescendência, ironia/sarcasmo, "vocês vão ter que me engolir", pronto e acabou. Se existe um dilema e pessoas divergem, a resposta não é óbvia. Não é fácil. Mesmo que pareça um absurdo que não concordem com você, ACREDITE, há vantagens e desvantagens em todo pensamento. A gente podia juntar tudo e ficar só com a parte boa. Ou aceitar que pessoas pensam diferente e tá tudo bem, dá pra discordar sem agredir.
 
Vou me contradizer agora, mas espero que, pelo menos, todo mundo concorde em se livrar daquele tom.

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quinta-feira, agosto 25, 2016

Eu passei dez meses fora da igreja (vocês sabem) e, agora que voltei, uma coisa que eu tinha esquecido era essa realidade em que jovens supostamente não fazem sexo. Gente, esqueci completamente. No meu mundo, todo mundo que queria organizava direitinho e transava pra ser feliz. Mas o jovem crente supostamente se guarda para o casamento, não fala nada sobre sexo (já que não faz) e vive, sei lá, lendo a Bíblia. NADA CONTRA. Eu consigo concordar com vários motivos para seguir virgem até o casamento, mas também não é da minha conta o que as pessoas fazem ou deixam de fazer.


Os efeito colaterais dessa realidade crente são: jovens que não sabem lhufas sobre sexo seguro. Não usam anticoncepcional, nunca estiveram no mesmo recinto que um preservativo a não ser na drogaria e, se bobear, nem sabem como essa ~tecnologia~ funciona.

Eu fico de cara porque a grande maioria, nenhuma surpresa, FAZ SEXO. E ganham um bebê cedinho. Ou uma DST. Eu já ouvi tanta história de "aconteceu" nessa minha volta que olha... E, mesmo depois que casam, continuam parindo filhos por acidente. Mal nasceu um, já vem outro.

Teve um dia que um amigo meu me contou de uma fase em que ele e a namorada transavam direto sem nenhuma proteção, depois se arrependiam e ficavam ISSO NUNCA MAIS VAI ACONTECER. Até que acontecia. Acho que ele achou que eu ia me chocar no "transavam direto", mas tomei foi o baque do "nenhuma proteção". VOCÊS SÃO MALUCOS, CARAMBA? COMO VOCÊS IAM SUSTENTAR UM BEBÊ? Aí recomendei: "Já pensou em andar com um preservativo na carteira ou algo assim? Tipo, vai que". E ele "Tá doido, Felipe? NÃO VAI MAIS ACONTECER".

¯\_(ツ)_/¯

Tá aí uma situação que eu não sei resolver, mas acho muito problemática. Qualquer dia desses, vocês vão me ver subir no púlpito, jogar um monte de camisinha avulso e sair correndo sem olhar para trás.

(E, gente, não tô dizendo pra você, jovem crente, ir fazer sexo não, ok? A vida é sua. Mas, se for fazer, pelo amor de Deus, USE CAMISINHA)

Posted on quinta-feira, agosto 25, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, agosto 24, 2016


Toda vez que eu vejo uma foto recente do Diego Hypólito, eu penso em desequilíbrio. Não por ele ter caído de bunda e de cara nas Olimpíadas passadas, mas, não sei, gente, olha pra cara dele. Ele parece frágil. Com essa medalha de prata que ele ganhou, todos na TV falando de superação, da vitória sobre a depressão etc etc, o cara é mesmo um vencedor. Literalmente, né. Mas eu tava lendo uma matéria sobre a saúde mental dos atletas dizendo que eles VIVEM sob pressão e tal, e fiquei me perguntando o que aconteceria com o Diego se ele levasse um tombo novamente. Lembro que, assistindo os saltos dele na competição, eu fiquei todo PELO AMOR DE DEUS, DIEGO, NÃO CAI. Eu tava cagando pra medalhas, sinceramente, era mais pavor de imaginar o que um novo baque ia fazer na cabeça desse homem. Eu olho pra cara dele e só penso "Sem condições, gente".

Posted on quarta-feira, agosto 24, 2016 by Felipe Fagundes

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terça-feira, agosto 23, 2016

Tô lendo esse "Em seus passos o que faria Jesus?", que é um livro bem famosinho na cultura crente, e nele um pastor sofre um choque de realidade e decidi mudar seu jeito de agir. Ele desafia a igreja dele inteira a viver durante 1 ano se perguntando em todas as decisões o que Jesus faria no lugar deles e agindo de acordo com a resposta, sem se importar com as consequências.


Eu ainda não terminei, mas dá pra ver que no final a cidade vai estar de pernas pro ar, porque é isso que Jesus faz mesmo.

Daí que tem uma menina que canta super bem e recebe várias propostas de emprego pra ser famosa e ganhar rios de dinheiro se apresentando, mas ela decide recusar por querer trabalhar integralmente nuns projetos sociais. A vó dela fica louca da cabeça e "MAS COMO ASSIM??? Não dá pra viver como Jesus, Rachel! Não tem sentido isso. É inviável!". Detalhe que a véia é crente também.

Não tô falando dessa Rachel, mas achei condizente

Eu tava aqui me perguntando MAS MINHA SENHORA. Porque eu mesmo já ouvi muito disso na vida real. Já fiz algumas coisas que chocou as pessoas, mas coisas que eu tenho absoluta certeza que Jesus também faria. Na verdade, eu é que fico chocado quando crentes se mostram tão resistentes a agirem como Jesus, porque, bom, qual é o ponto de ser cristão, minha gente? É justamente tentar agir como Jesus. Não é fácil e é mesmo radical, mas, se você não quer nem mesmo tentar, cê nem tinha que tá aqui, amigo.

Aí que no livro tá rolando gente rica nenhum pouco generosa, gente que nunca ajudou um necessitado na vida, gente que não gosta de fazer nada pelo evangelho e tal. Até tem uma cena em que o PASTOR fica maravilhado por INTERAGIR com gente pobre e eu tô aqui, meu Jesus Cristo, essa igreja fazia o quê da vida antes?

Não é a melhor das ficções, mas eu tô adorando os baques e os sambas que os crentes tão levando da vida. A ideia do livro é toda essa REVOLUÇÃO que eu sei que é real, mas que custa a acontecer. Por um lado, eu fico bem triste, porque esse livro TEM MAIS DE CEM ANOS, já até caiu em domínio público, e os problemas da igreja são os mesmos ainda hoje. A igreja de uma forma geral continua morta com farofa e precisa de um tratamento de choque ou coisa assim para CONSIDERAR agir como Jesus agiria. Uma coisa que, risos, deveria ser o comum.

Eu quero ver essa cambada toda trabalhando, mas às vezes parece que estou lutando com um bicho de setecentas cabeças. Sem contar que a luta também é contra mim mesmo, que o tempo todo descubro um degrau novo pra subir nessa caminhada rumo ao caráter de Jesus. Vamos acompanhar.

Posted on terça-feira, agosto 23, 2016 by Felipe Fagundes

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sábado, agosto 20, 2016

O título aqui em cima poderia ser BLOGUEIRO DEIXA CARÊNCIA EXPOSTA, ENTENDA, já fica aí o aviso.



Na última vez que o Whatsapp caiu e aconteceu mais uma fase daquele êxodo pro Telegram, fizeram piada no Twitter. Aliás, sempre que você quiser ler piadas sobre QUALQUER COISA que aconteça NO MUNDO, vai lá no Twitter que vai ter piada até dizer chega. Recomendo a todos. Voltando ao famigerado bloqueio do Whatsapp, comentaram:

A pergunta que não quer calar: Você é o Telegram na vida de alguém?

Gente, talvez eu me arrependa amargamente de ter lido isso porque desde então eu me vejo como o Telegram na vida de TODAS AS PESSOAS. Sabe aquela pessoa que só lembram quando outra mais importante/legal/especial/útil não está disponível? Então, sou eu. Quando você leva um pé do seu namorado ou namorada, você corre pra mim. Quando você precisa de uma coisa que só eu posso te dar ou fazer por você, também. Quando ninguém mais te quer, é pra mim que você liga. Chato, né?

Mas, veja bem, não é como se eu pudesse fazer algo a respeito. Não estou falando de pessoas interesseiras, aproveitadoras, falsos amigos, etc. As pessoas gostam de mim, eu sei disso. Mas, num pódio de melhores pessoas da vida, eu tô ali disputando no máximo o bronze. Sempre existe outra pessoa MAIS que eu. E ISSO É OK. Eu também tenho os meus Telegrams (não disse quem). Só tô sentindo falta de ser o Whatsapp na vida de alguém.

Ah, Felipe, tá querendo namorar, né?

Não nego nem confirmo, mas, gente, ao que tudo indica, eu vou ficar sozinho até morrer. Ok, talvez nem tudo indique e exista uma ou outra esperança na terra dos viventes, mas, se eu entrasse em detalhes, vocês iam concordar comigo que a coisa não tá boa pro meu lado não.

Os amigos arrumam pessoas, casam, colocam crianças no mundo... Continuam amigos e tal, mas eles não estão exatamente lá pra mim, né? Não é como se eu estivesse ABANDONADO na vida, eu tenho até mais amigos do que esperava ter, mas, desde que eu li esse tweet do Telegram, não consigo parar de pensar que alguma hora esse abandono absoluto vai chegar e não vai ser a melhor fase da minha vida.

Repetindo: BLOGUEIRO DEIXA CARÊNCIA EXPOSTA, ENTENDA.

Posted on sábado, agosto 20, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, agosto 19, 2016

Vocês vão ficar achando que eu passo meus fins de semana inteiros assistindo reality show e estarão certíssimos, mas, no mesmo dia que eu assisti o documentário da Kátia Perez, caí numa maratona por osmose de 4 horas de LA Clippers: Dance Squad.

Mas, nossa, Felipe, nunca ouvi falar desse reality show.

Nem eu tinha, risos. Mas eu liguei a TV e tava passando e, gente, acontece. Essas maratonas do E! acabam comigo. Teve um dia que eu me entupi de Keeping up with the Kardashians e foi o tempo mais maravilhosamente desperdiçado da minha vida.

Enfim. Daí que esse LA Clippers é sobre um grupo de dançarinas da NBA. Uma coisa naipe cheerleader, sabe? Aquelas meninas que entram na quadra e fazem uma coreografia legalzona nos intervalos dos jogos de basquete.

Uma delas já estava há 3 anos no grupo, mas vinha meio decadente nos ensaios e só ouvia "Você esta atrasada, Natalie", "Você está muito atrás nos movimentos", "Será que você não percebe o quanto está atrasada na coreografia, Natalie?", "Você não está se esforçando". Confesso que achei a menina meio pamonha mesmo, botando a culpa na treinadora, chorando pelos cantos...

Mas aí ela QUER SABER, VOU SER JORNALISTA e foi fazer um teste pra TV. A mulher do teste perguntou se ela já tinha alguma experiência em frente às câmeras (bizarro perguntar isso num reality show, mas beleza) e aí que tudo mudou:

- Eu já participei de Survivor.

E eu fiquei:



PAMONHA DESSE JEITO? FOI A PRIMEIRA ELIMINADA, NÉ? Gritei mesmo no sofá. Mas, gente, amei o crossover. Survivor já tem 32 temporadas e acho que 50% das pessoas dos EUA já fez parte, risos. Acho que todo mundo que mora lá já apareceu num reality show.

Eu não vi a temporada da Natalie, então claro que fui pesquisar o micão que deve ter sido. Gente. Vocês acreditam que essa menina FOI PRA FINAL NA TEMPORADA DELA? Não ganhou nenhum voto, porque Survivor não é bagunça, MAS MESMO ASSIM. Ela sobreviveu 39 dias sei lá em qual lugar inóspito do planeta ao lado de 2 dos maiores vilões do reality, olha o desgraçamento mental. ELA É UMA VENCEDORA.

Até mordi a língua. A Natalie tinha que aparecer aqui em casa e encher minha cara de tapa. A gente nunca sabe mesmo o que a Demi passou uma pessoa já passou na vida, né?

Posted on sexta-feira, agosto 19, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, agosto 17, 2016

Existe um bicho misterioso morando no meu sofá, e eu sei disso porque ele não é nenhum pouco sutil e morde a gente. Acontece assim: a pessoa senta no sofá casualmente e levanta gritando ALGUMA COISA ME PICOU. E todo mundo fica "Hahahahah tá bom", mas aí a gente vê aquela vermelhidão onde a pessoa supostamente foi picada e a cara de bunda é a expressão geral.

Já tivemos duas vítimas na família, e eu fiquei sabendo de tudo isso enquanto estava deitado no sofá e minha mãe disse "cuidado com o bicho misterioso do sofá, hein". Dei um pulo? Dei um pulo. A gente nem pode mais assistir o E! em paz, meu deus.

Posted on quarta-feira, agosto 17, 2016 by Felipe Fagundes

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terça-feira, agosto 16, 2016

Foi num fim de semana em que o universo quis me obrigar a assistir Part of Me (passou no sábado e no domingo), aquele documentário sobre a turnê da Katy Perry. Acho que eu não conheço nem meia dúzia de músicas da dona Kátia, mas documentário é um reality show mais interessante, então, do nada, eu estava muito interessado na carreira dela e torcendo por aquela turnê.

No começo da carreira, quando ela finalmente consegue uma gravadora, eles ficam "Você podia tentar ser mais como a Avril Lavigne", "a nova Britney Spears", "a nova Alanis", a nova etc. Daí a Katy "Eu não quero ser a nova ninguém, eu quero ser a primeira Katy".

Deu muito certo pra ela.

Posted on terça-feira, agosto 16, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, agosto 15, 2016

Tenho notado que minha vulnerabilidade anda dando umas falhadas. Não sei bem como acontece. Às vezes, eu me pego sendo a personificação do refrão de Firework e parece que posso fazer de tudo nessa vida e que, sei lá, é quase minha obrigação fazer. Mas rola uns momentos nada a ver em que parece muito mais cômodo evitar a fadiga.

Um amigo meu trabalha numa loja e, de vez em quando, eu fico lá jogando conversa fora entre um cliente e outro. Teve um dia que a gente conversou tanto que o expediente encerrou e resolvemos almoçar. Ele só tinha que achar a chave do carro e fechar a loja. Gente, foi a meia hora mais demorada da minha vida. Nada da chave do carro aparecer. Mais de uma pessoa  procurando, eu só esperando. Aí eu bati o olho sem nem procurar num objeto que tinha tudo para ser a chave de um carro, mas eu não tinha certeza se era e seria meio ridículo se não fosse. Tava ali, bem na cara mesmo. Eu quase falei. Mas tenho 0 familiaridade com carro, então deixei pra lá, vai que não era.

Mas era.

Meu amigo achou a chave sozinho e, pela minha cara, ele disse:

- Você por acaso tinha visto a chave ali o tempo todo e não disse nada?
- Sim
- Por quê, meu deus?
- ....................................

Eu tive uma virose dia desses e fui parar na emergência de um hospital. Me colocaram num soro, mas eu devia estar tão necessitado que foram necessárias duas bolsos de soro. Eu só ali vendo as gotas caírem e indo para minha veia pelo tubo. Até que parou de pingar e uma das bolsas ficou murcha. Será que acabou? Parece que acabou. Acho que alguém vem e troca a bolsa. Humn... Parece mesmo ter que trocar. Mas ninguém tá vendo? Eu que tenho que avisar? Mas e se não acabou? Eu sou médico pra saber? Vai parecer que eu estou reclamando se eu avisar que acabou e não tiver acabado? Eu vou ficar aqui pra sempre esperando? Socorro. Nossa, eu fiz muito esforço psíquico pra ver se alguém na enfermaria olhava pra mim e lia tudo nos meus olhos. Era só abrir a boca, gente. Minha mãe teve que INVADIR a emergência (acompanhantes não são permitidos) pra eu contar pra ela da bolsa vazia e ela acionar um enfermeiro. O cara:

- Você ficou com vergonha de avisar? Heheheh
- Não.
- Ficou com vergonha? Heheheh
- ...............

Eu sinceramente não sei qual é o nome do meu problema, mas é real. Preciso dar uma relida no livro da Amanda Palmer, porque a Ted Talk da Brené Brown eu já revi umas sete vezes.

Posted on segunda-feira, agosto 15, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, agosto 08, 2016

Dia desses a Ju comentou no Twitter que guarda muito rancor. Seria coisa de signo? Não faço ideia do que significa, mas ambos somos de câncer e rancor parece ser uma característica das pessoas que nascem sob esse estigma. Drama, rancor e chantagem emocional. Eu até brinquei que já tinha tirado a chantagem e o rancor da minha vida, mas o drama JAMAIS.

Me ensina o seu macete pra se livrar do rancor, Felipe!

Foi o que a Ju disse, e a aqui estamos nós. Rancor nada mais é que um ódio que perdura, certo? A pessoa faz algo que te magoa e te fere de alguma forma, e você NUNCA MAIS esquece aquilo, levando direto para o seu túmulo. Você sente aquele ódio de início e resolve carregar pra vida e pra sempre. Eu já senti um rancor violento certa vez, do naipe ficar feliz quando algo de ruim acontecia com meu desafeto, e, olha, é horrível. Eu já escrevi vários posts sobre o ódio e como ele funciona aqui no blog, inclusive como eu decidi quebrar o ciclo. Pra matar o rancor, é não deixar o ódio acontecer. Simples.

Ok, não é simples, mas tenho um exemplo prático.

Tem um certo político que me dá uma agonia imensa. Eu não consigo nem acompanhar notícias sobre o fulano, independentemente do teor. Fulano criou um novo projeto de lei? Não quero saber. Fulano foi vaiado na rua? Não quero saber. Fulano fez uma declaração polêmica? Não adianta, definitivamente não quero saber. Tudo o que envolve a pessoa me dá um desgaste emocional e nem só por causa do político em si, mas de todo ódio que rola entre os fãs e os opositores.

Teve uma vez que o político disse que preferia ver um filho MORTO a ter um filho gay. Repetindo: Ele disse que preferia que o filho dele MORRESSE num acidente de carro do que se assumisse gay. Tipo, gente, UM FILHO. O político disse que seria INCAPAZ de amá-lo. Me parte o coração de mil formas imaginar um adolescente gay que porventura venha a existir nessa família. Que barra.

Se você já lê esse blog faz algum tempo, eu acredito que você concorde comigo, independentemente da sua opinião sobre a homossexualidade, quando digo que essa declaração do político é um tanto exagerada. Chega ser surreal. Se você é gay ou convive com gays, você deve enxergar que alguma coisa não se encaixa.

Gente, é só uma pessoa que tá ali amando na dela quem ela quer amar.............................................

O que o tal político recebe de volta (ele praticamente pede por isso, né) é uma CHUVA DE ÓDIO SEM LIMITES. Ele é xingado, vaiado, atacado, é alvo de textão, de humilhação pública, etc. Teve um dia que até pipocou na minha timeline um tweet dele dizendo "Mais amor por favor kkkk" com um print de várias pessoas mandando ele tomar naquele lugar. Galera quer pregar amor, mas reage com ódio, risos. O ódio circula etc.

Só li verdades

Eu só consegui parar o ódio e o rancor quando fui na onda de: Ele não sabe o que faz. Pra uma pessoa preferir que o filho esteja MORTO a ser gay, não vejo como ela pode enxergar o que é um gay. O ódio é não saber, é não ver as pessoas, é uma falta de conhecimento que cega. Então, agora, eu só penso que ele não sabe do que está falando e bola pra frente. Não estou dizendo que aceito tudo passivamente ou que eu o considero inocente... Na verdade, o meu papel nem é julgar. Ao invés de atacar o alvo de ódio, eu prefiro fazer qualquer outra coisa que demonstre amor e traga o conhecimento que falta nas pessoas. Odiar de volta seria como se vingar de uma criança de 2 anos por ter, sei lá, quebrado algo meu.

E eu uso essa "técnica" pra tudo, sabe? Comentarista de portal, gente falando groselha no Facebook, religião sem amor, terrorismo, pessoa grosseira na condução, gente que me hostiliza sem motivo algum... Se eles soubessem como a atitude deles machuca... Se eles soubessem o tanto que a vítima já sofreu na vida... Se eles soubessem que existe um caminho muito melhor onde todos ficam felizes... Mas eles não sabem. Ainda. Então, eu não posso me cansar de mostrar.

Posted on segunda-feira, agosto 08, 2016 by Felipe Fagundes

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