Eu tinha escrito um texto comentando o assassinato da Christina Grimmie, mas desisti de postá-lo. Nem sei dizer se era um texto de luto, não tenho muita vivência no assunto, mas eu estava um tanto confuso e sem saber me expressar bem. Logo depois de escrever o texto, eu fiquei sabendo do atentado na boate gay em Orlando que colocou um fim na vida de 50 pessoas, o maior tiroteio da história dos Estados Unidos, e, gente, COMO VIVER?

Quer dizer, como viver correndo atrás dos seus próprios sonhos se vem uma pessoa aleatória e acaba com tudo? Ou qual o sentido de ser você mesmo se alguém vai te odiar e tirar sua vida justamente por isso?



Estava eu descambando por esse caminho, essa espiral que só desce, e acho que não é exatamente minha linha de pensamento favorita. Porque, na verdade, o que eu penso é: como NÃO viver correndo atrás dos seus próprios sonhos? E, se você não luta para ser você mesmo, que tipo de vida você leva?

Capaz de eu ser a pessoa mais poliana que você vai encontrar hoje, mas até eu sei que o mundo pode ser cruel e assustador. O ódio está sempre aí e ele se espalha rápido. Eu gosto de cafonices do bem, de empatia, de confiar nas pessoas, de autoestima alta, e aqui vai mais uma: amor se espalha também. Tenho que admitir que não tão rápido quanto o ódio, pessoas ainda olham muito desconfiadas e constrangidas para o amor, mas, quando ele vence, ele REALMENTE vence.

Daí que tem muita gente exigindo medidas contra o porte de armas, a violência contra a mulher, homofobia, terrorismo, etc, etc, aquela revolta. E longe de mim tirar a razão dessas pessoas! Estão certíssimas. Mas já são muitas vozes e eu quero falar de outra coisa:

AME MAIS.

Sim, mais do que você já considera que ama. Seja mais gentil, enxergue TODOS como pessoas, ajude nas horas de necessidade da forma que você puder. Deixe as pessoas saberem que vocês as ama. O amor realmente tem o poder de transformar. Eu sei que isso é super cafona e mensagem de filme da Disney, mas é a verdade. AME MAIS. O tempo todo. O amor precisa se espalhar e, um dia, quem sabe, isso impeça que outra menina talentosa ou pessoas que apenas queiram ser elas mesmas tenham um fim trágico.

Vamos acompanhar.