Logo depois de vulnerabilidade, reality shows e Jesus (não disse a ordem), Sinusite vem ganhando força como um dos meus assuntos mais frequentes, desde O Final De Semana Em Que Tudo Deu Errado. Gente, ela simplesmente não vai embora. Já me disseram que não tem cura, mas eu custo em acreditar em coisas sem cura. Quer dizer, eu vivi minha vida inteira sabendo o que era respirar e agora tenho que me contentar com congestionamento nasal? Eu nem sabia que tinha gente que vivia assim todo entupido. Estou em negação ainda.

Mas aí a Aline* dia desses fez uma intervenção por e-mail e jogou casualmente na conversa algo como "Você já experimentou usar lota?". E eu fiquei meio, gente, será que é uma nova droga? EU NÃO SOU CRACUDO, ALINE. Mas nem era. Ela me explicou mais ou menos do que se tratava, e eu fiquei NÃO É POSSÍVEL, porque, gente, é fascinante. Sério.

(* Eu costumo linkar as pessoas que dão pitacos, mas, Aline, só agora me dei conta que não faço ideia de quem é vocês nas internetes! oO)

Eu não tinha nada contra a lota (nem era amigo de nenhuma), até porque nunca tinha ouvido falar, mas, quando eu pesquisei, gente, QUANDO EU PESQUISEI, um mundo se abriu.

Se você não sabe o que é, é isso aqui.



Pois é, uma chaleira que você enfia no nariz, não há definição melhor. Não sei se existem outras ~receitas~ pela internet, mas você joga uma colher rasa de sal em água morna, põe na lota, enfia numa narina e aguarda feliz sair tudo e mais um pouco pela outra.

Sério, gente, há mais evidências. Pessoas REALMENTE fazem isso.




Foi nesse vídeo que eu definitivamente me apaixonei. A moça tão didática explicando a coisa toda, nos fazendo esquecer do surrealismo da situação. Quem consegue manter essa serenidade no olhar quando há uma cachoeira saindo do seu nariz num vídeo público no Youtube? QUEM? Ela, essa moça, ela consegue. Mas não foi pela melhor garota propaganda que me apaixonei, foi pelo Narin mesmo.


Gente, eu preciso de um Narin na minha vida. Imaginem! Essa água toda lavando você por dentro, pensem comigo, pensem na desobstrução das vias nasais, pensem em respirar, sintam o ar entrando e saindo. Te queremos, Narin! SOMOS TODOS NARIN! Ok, me excedi um pouco. Mas eu acabei de criar uma wishlist que ficou mais ou menos assim:

1. Narin
2. Narin reserva (nunca se sabe quando o outro pode sumir e a vida em mim desaparecer junto com ele)
3. Narin pra minha mãe (porque sei que ela vai querer e não vou emprestar)
4. Narin pra sortear no blog e no Twitter (porque vocês merecem)
5. Narin meramente decorativo

Eu nem usei, mas já posso me imaginar como um revendedor Narin. Eu poderia largar meu emprego agora, porque não tem como dar errado ganhar dinheiro convencendo as pessoas do BEM MAIOR. A empresa que vende o Narin poderia me patrocinar. Poderia me dar um desconto nas compras acima de dezessete Narins. Ou me convidar para uma participação especial no próximo vídeo comercial dando meu testemunho de fé e poder sobre o Narin milagroso. Eu poderia fazer camisetas. Já me vejo batendo na porta das casas e parando pessoas na rua para dizer "Você tem um minutinho para ouvir a palavra do Narin?". Eu quero viver nesse futuro glorioso, gente, eu sou facinho assim.

Mas, TALVEZ, eu esteja com expectativas um pouco altas sobre uma chaleira de nariz. Talvez. Porém estou confiando na moça da propaganda. Eu comentei no Twitter e até apareceu gente dizendo que já usou lota e é maravilhoso mesmo. Vou ter que comprar pra experimentar. Vamos acompanhar.

(Este poderia ser um lindo e remunerado publipost, mas não é, então NÃO COMPREM NARIN. Deixa eu ir na frente de cobaia por vocês e ver se o trem é bom mesmo, depois eu volto aqui pra contar a experiência)