Claro que eu não sabia que era uma matéria de desgraçamento mental disfarçada de good vibes quando eu li que "A generosidade pode estar nos genes" (aqui). Segundo esse estudo feito numa dessas universidades que fazem estudos, o nosso DNA pode nos fazer mais favoráveis a sermos generosos.


Gente, eu tenho uma dificuldade enorme em superar esse tipo de informação. Por "esse tipo de informação", vocês podem entender qualquer coisa que mistura nossos genes e cérebro com a nossa personalidade. Espírito aventureiro, empatia, impulsividade e outras mil características podem estar tudo aí dentro de você desde que nasceu. O formato do seu cérebro, as áreas mais ativadas ou não, também parecem dizer muito.

Vocês já ouviram a história do fulano que, numa explosão, uma barra de ferro ATRAVESSOU A CABEÇA DELE? Pois é, aconteceu. Só que miraculosamente ele não morreu. Maior felicidade e tal, mas depois repararam que após o acidente ele parecia outra pessoa. Ele costumava ser calmo e gentil e passou a ser agressivo e rude. Foram estudar o caso e parece que descobriram que a barra danificou certas áreas do cérebro dele que bagunçaram com tudo.

Teve um episódio em Grey's Anatomy em que a mãe jogou o carro de uma ponte com os filhos dentro e ficou todo mundo MAS, GENTE, O QUE HOUVE??? Porque a mulher era um amor de pessoa, não tinha depressão, amava os filhos e tal. Aí foram descobrir que ela tinha um tumor no pâncreas, que estava causando todo um transtorno na mulher. Tipo, gente, NO PÂNCREAS. Eu nem sei exatamente pra quê o pâncreas serve, e ele já está aí me fazendo ser mais ou menos cagado da mente.

É como se fôssemos robôs programados pra brincar de Jogo da Vida.

Eu fico apavorado com essas histórias. Parece que a gente é só cérebro. Tipo, nós somos o nosso cérebro? Talvez, no dia que inventarem transplantes de cérebro, poderemos trocar de corpos? Porque nossa personalidade parece estar toda ali. Talvez, com uma pancada na cabeça, já somos outra pessoa! Imagina! PROTEJAM SEUS CÉREBROS!

Mas, ok, eu acredito na existência de uma alma atrelada ao corpo. Parece diretamente conflitante com as descobertas da ciência, mas isso me conforta. Quer dizer, existe uma parte de mim que sou eu de fato. Uma parte que pode até ficar perdida e afogada no meio dos genes, da vivência e das situações, mas que está ali. Penso que é como se nossa alma fosse responsável por operar uma máquina, que é o nosso corpo. Cada corpo é diferente, alguns mais favorecidos do que outros (quem não gostaria de ter os "genes" da generosidade e da empatia?), alguns mais problemáticos, mas a alma se vira como pode. Dá uma variedade imensa de seres humanos. Uma barra que atravessa sua cabeça é uma barra que sua alma vai ter que segurar pra lidar.

Tenho como provar? Não tenho mesmo, mas é uma coisa que me faz pensar... Quer dizer, há coisas que ninguém sabe ainda de onde vêm. A nossa orientação sexual, por exemplo. É um comportamento aprendido? É genético? Se não é nenhum dos dois, vem de onde?

Fica aí o suspense pra vocês e desculpa o inconveniente.