sexta-feira, abril 29, 2016

GENTE. Não sou de me desculpar por nada que acontece aqui na minha ditadura no blog, mas preciso dizer que não foi minha intenção demorar tanto para contar o que aconteceu após o dilema. Eu ia postar já no dia seguinte, mas nossa maldita desgraçada miserável inseparável companheira sinusite me deixou DE UM JEITO que está difícil até viver.

***

Recapitulando, eu estava naquele conto ou não conto, vou ou não vou, prendo ou deixo voar etc. As opções eram:

A) Não contar nada para ninguém e ir doente mesmo.
B) Não contar nada para ninguém na véspera, mas, na hora de sair, dizer que não estou me sentindo bem.
C) Contar pra eles na véspera e deixar eles decidirem se querem adiar ou ir sem mim mesmo.
D) Contar pra eles na véspera e obrigar todo mundo a ficar, afinal, eu que organizei tudo e eles me devem o mínimo de consideração.

Gente, do fundo do meu coração, o que eu queria mesmo fazer era D), não vou mentir. Na verdade, no meu mundo ideal, eu nem precisaria me preocupar com isso, pois obviamente eles iam adiar. Como a Fernanda comentou no blog, "Se a situação fosse inversa, e um amigo meu ficasse doente, eu não me importaria de adiar (...) nem me passaria pela cabeça não adiar, ora, ainda mais sendo o amigo que inventou o passeio e obviamente um dos que mais queria ir, e já tendo sido adiado antes por outras pessoas...". Exatamente isso! Mas não se cobra consideração, então, pra eles terem a oportunidade de ficar, eu teria que ir de C) ou deixar todo mundo ser feliz e me sacrificar na B). Eu queria muito a C), na esperança de que pelo menos alguém ficaria pra ir comigo depois, mas sentia que a B) era mesmo uma coisa que um excelente amigo faria, colocando os outros acima de si próprio. Eu tinha certeza que a B) era a mais certa, mas estava morrendo de agonia de ter que ficar pra trás.

PORÉM me surpreendi demais com as respostas de vocês. Achei até engraçado. Gente, pessoas são tão complexas! Eu recebi 16 respostas no total, via blog/Twitter/e-mail e até whatsapp (obrigado <3), e cada uma delas apontou numa direção diferente. O que eu considerava certo era tido como um ultraje por outros. Todas as opções tiveram gente defendendo e criticando Hahahahah

A Larissa me disse "mano, é um parque aquático!!11!um!!onze!!1! Eu iria até com pneumonia!", enquanto a Laís respondeu que "A letra A é impraticável, como ir ao parque aquático doente? Muito sofrimento, você nem aproveitaria nada". A Tairine me sugeriu ir e ficar quetinho lá numa cadeira, lendo um livro e tal, mas a Lizzie disse pra eu não ir doente de jeito nenhum, porque já teve uma experiência de ter ido doente pra passeio e passou muito mal lá. OU SEJA.

A B), C) e D) foram ainda mais enroladas. "A letra B é jogar um balde de água fria na galera né?", disseram. "Certamente a B)", também disseram. Mais de uma pessoa disse que o ideal seria uma mistura entre C) e B). Mais Rute, Annie e Cíntia minhas gurus espirituais chamaram de "cenário perfeito" eu avisar antes, mas obrigar todo mundo a ir sem mim mesmo.

A lição que eu tirei disso tudo foi que: NÃO DÁ PARA AGRADAR A TODOS. Não há resposta óbvia. O que você quer ou acha correto não é necessariamente o que seus amigos esperam de você. E cada um vai esperar uma coisa, então LET IT GO.

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Eu descartei A) e D). Se é pra ir, que eu vá direito e curta tudo o que tem lá. E Deus me livre cobrar consideração. Sério. Não faço isso com ninguém, não gosto quando fazem comigo, não seria agora que eu ia começar com esse ciclo de cobrança.

Na dúvida mortal entre B) e C) e, gente, mas nunca que eu ia obrigar todo mundo ir sem mim. Onde que isso é o cenário perfeito se eu não estou descendo num tobogã nele? Hahahahah Sem condições. Eu não conseguiria fazer isso, a menos que eu realmente quisesse que eles fossem sem mim. O QUE NÃO ERA O CASO. Se fosse, tipo, um show, um evento único que eles perderiam se não fossem por minha causa, eu com certeza obrigaria. Mas uma coisa adiável? Um parque aquático que sempre estará lá? JAMAIS.

O QUE ACONTECEU, FELIPE??? FALA LOGO, PARA DE ENROLAR!


Ok. Tomaram a decisão por mim! Uma amiga minha, que também é minha prima (ficou sabendo pela minha mãe), criou um grupo no whatsapp e contou pra todo mundo. FELIPE FICOU DOENTE.

¯\_(ツ)_/¯

Gente, eu quase morri. Ficou todo mundo "AI, MEU DEUS, NÃO", que era o que eu queria evitar, pessoas surtando. A essa altura do campeonato, eu já estava achando que não ia rolar parque aquático pra mim, estava malzão, apenas contando com um milagre de Holy Baby Jesus. Ficou todo mundo perguntando "E agora??? Vai ter???" e eu fui obrigado a comentar alguma coisa. Os ingressos estavam comigo, eu que sabia o caminho e estava vendo como chegar, eu tinha ficado de levar várias coisas pra eles, não dava para deixar todo mundo a ver navios (daí percebi que a B nunca tinha sido mesmo uma opção).

Expliquei a situação toda, disse que queria MUITO ir com eles, mas, se eles quisessem ir mesmo assim, tudo bem, era só pegar os ingressos comigo e tal.

Admito que ficou meio que um climão. Uns falaram "Você que marcou tudo, não faz nem sentido ir sem você" (<3), mas insisti: "Deixa cada um decidir por si, vai quem quiser". Aí aconteceu algo que não esperava:

O PESSOAL ESTAVA DOIDO PRA VER UM JOGO DE FUTEBOL.

No dia do parque aquático, ia ter a semi-final de sei lá que campeonato, só sei que era o que chamam de "clássico" (não me perguntem quem estava jogando). Só que ninguém queria falar isso pra não dar ruim comigo HAHAHAHAHAHAH E realmente daria, pelo amor de Deus. Cancelar parque aquático por causa de futebol, OLHA. Mas, enfim, Deus abençoe o país do futebol, porque isso atenuou a ira deles sobre a minha pessoa, ficou todo mundo DE BOA.

Ninguém foi. Ninguém quis, exceto minha prima que ficou meio revoltada com a desistência do pessoal, mas, sinceramente, ninguém mandou contar. Risos.

***

Só que, gente, a história não acabou. Eu não ia, ninguém mais ia, marcamos outro dia, beleza. Mas, aí, no domingo, no dia do passeio, eu acordei bem HAHAHAHAHAHAHAH Óbvio que já era tarde demais, mas que ironia.

PORÉM, um outro amigo meu passou mal NO DIA. Teve dor nos rins e foi pra emergência de um hospital oO IMAGINA SE ISSO ACONTECE NO MEIO DO CAMINHO. A gente ia ter que socorrer, trazê-lo de volta pra casa, sei lá. Ia dar um desencontro bem doido (não íamos todos juntos).

Foi um fim de semana muito cagado e marcado pelas desgraças, gente. Pra mim, não ia prestar ir nessas condições. Depois disso, todo mundo concordou que foi realmente melhor não termos ido.

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Agradeço demais a participação de todo mundo e peço novamente desculpas pelo suspense que se prolongou mais do que deveria. A lição é essa mesmo: NÃO DÁ PARA AGRADAR TODO MUNDO.

Pra terminar, a Laís também comentou uma coisa que ainda está me fazendo pensar sobre amizade e relacionamentos no geral. "Só pra finalizar o textão, achei que tu ficou muito preocupado em decepcionar os migos. Vc tem direito de evitar decepções suas também. Vc tem direito de PEDIR". Amanda Palmer sempre entre nós.

Posted on sexta-feira, abril 29, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, abril 25, 2016

Compartilhei no sábado um dilema real no Twitter, capaz de você já ter visto se me segue por lá, mas, conforme fui contando e as pessoas foram opinando, eu vi que a coisa toda era mais complexa do que 140 caracteres poderiam lidar. Então eu resolvi trazer pra cá.

Gente, eu amo pessoas, mas pessoas são tão PESSOAS que tudo ficaria mais fácil se nos relacionássemos apenas com robôs e seres inanimados, coisas sem sentimentos. Vamos ao dilema.


Vocês lembram da primeira vez que fui num parque aquático? Enfim, eu fui. E foi MARAVILHOSO. Um dos melhores dias da minha vida, sem dúvida alguma. Rolaram uns problemas, eu tive que chamar pessoas para irem comigo de ultíssima hora (6h antes, risos), mas aconteceu e foi ótimo. Só que ainda ficou aquela vontade de levar todas as minhas pessoas para essa experiência incrível. Só consegui levar 1 amigo.

Gente, eu não sei vocês que estão aí lendo o blog, mas aqui ninguém é rico não. Ir num parque aquático é uma GRANDE COISA. Com muito Groupon e Peixe Urbano nos custos, ainda não sai por menos de 150 reais. Ok, não é um valor EXORBITANTE, mas nem todo mundo tem 150 reais pra dar assim de um dia pro outro. O ponto é que a maioria das minhas pessoas jamais pisou num parque aquático, assim como eu também não tinha pisado antes do Aldeia das Águas, e eu queria MUITO que elas vivessem isso. MUITO. Como eu disse, foi MARAVILHOSO.

Então, eu agarrei 9 pessoas, entre as que podiam e queriam, compramos os ingressos e FUI NA FÉ!

Para o parque aquático, Felipe?

Óbvio que não. Por motivos de: tenta conciliar a agenda de dez pessoas pra ver se é fácil. Só podíamos ir num domingo, mas todo domingo era: não posso (eu podia), não tenho dinheiro agora (eu tinha) (#ostentação #riqueza), marquei um compromisso nesse dia, foi mal (te odeio). Adiamos umas 4 vezes, mas, tudo bem, o cupom (claro que a gente usou cupom <3) (#GenteComoAGente) só expira em Maio mesmo.

***

Mas finalmente chegou o dia em que tudo conspirou a nosso favor, todo mundo arrumou dinheiro, tempo e boa vontade e ia dar tudo certo, se não fosse por UM ABESTADO QUE INVENTOU DE FICAR DOENTE NA ANTEVÉSPERA.

No caso, eu mesmo :(

Gente, QUE MORTE HORRÍVEL. Sinusite. Febre, dor de cabeça, dor no corpo todo e... sintomas estranhos. Não estava me aguentando em pé! Fui no médico, ele me receitou trocentos remédios e enchi minha cara com eles na esperança de ficar melhor. Não contei pra ninguém da doença, porque, se eu conto, eles iam surtar. Eu total podia ficar bom e eles nem iam saber.

Sintomas realmente estranhos

Mas não fiquei. Chegou a véspera do passeio e eu tive que admitir que TALVEZ não fosse rolar parque aquático pra mim. MUITO TRISTE, apenas. Mas aí o dilema:

Como um bom amigo lidaria com essa situação? Que reação minha seria a socialmente aceitável?

A) Não contar nada para ninguém e ir doente mesmo.

Prós: Parque aquático! Todos juntos!
Contras: Desmaiar no tobogã e vomitar na piscina de ondas
Por que tão péssima? Os contras, né, gente.

B) Não contar nada para ninguém na véspera, mas, na hora de sair, dizer que não estou me sentindo bem.

Prós: Não atrapalhar os amigos, que estavam MUITO ANIMADOS para um dia de lazer e diversão. Eu ainda podia ficar magicamente bom e ir com eles
Contras: Não poder novamente curtir com meus amigos, ficar com um ingresso sobrando que sabe Deus como eu ia usar.
Por que tão péssima? Porque, poxa, eles total poderiam adiar mais uma vez. Ainda mais depois do tanto que eu adiei por causa deles. EU que convidei, EU que comprei os ingressos, EU que aprendi o caminho, EU, EU, EU. Mas Deus me livre cobrar consideração.

C) Contar pra eles na véspera e deixar eles decidirem se querem adiar ou ir sem mim mesmo.

Prós: Talvez eles adiem por mim! <3
Contras: Eu estou me colocando acima deles, sendo um pouco egoísta. Talvez eles decidam ir sem mim e, apesar de achar justo, ficarei ressentido. Vou dividir o grupo entre os que preferem esperar e os que preferem ir.
Por que tão péssima? Gente, eu juro pra vocês que tento conscientemente ser a melhor pessoa possível e ser egoísta não está entre as virtudes da melhor pessoa possível. Seria tipo jogar uma bomba de bosta em todo mundo.

D) Contar pra eles na véspera e obrigar todo mundo a ficar, afinal, eu que organizei tudo e eles me devem o mínimo de consideração.

Prós: Todos juntos! (num futuro distante)
Contras: Climão quando alguém aparece cobrando consideração e todos, mesmo que em falta de fato, se sentem imediatamente ofendidos pela cobrança. Atrapalhar os amigos de ir no parque depois do tanto que penaram pra marcar esse dia.
Por que tão péssima? DEUS ME LIVRE DE TER QUE COBRAR CONSIDERAÇÃAAAAAOOOOO

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OU SEJA. Puxado, né, gente. Talvez vocês enxerguem a coisa toda mais claramente do que eu. Algumas pessoas no Twitter foram certeiras ao me responder, diretas. Eu, como bom hater de decisão e metamorfose ambulante, fiquei HORAS (literalmente) pensando nisso. E ainda não sei dizer com certeza qual seria a melhor solução. Tirando a D), que eu inventei agora porque já vi acontecendo pra caramba, todas as outras foram citadas como soluções no Twitter.

Na A), eu ainda seria capaz de estragar o passeio de todos tendo um revertério antes de chegar no parque ou mesmo lá dentro.

Na B), fico muito em dúvida se eu estaria fazendo um bem a eles ou tirando o poder de decisão deles. E se alguém do grupo não quisesse ir sem mim? E se eles de fato jamais iriam sem mim (por consideração ou porque sou ótimo) e desistem de ir na última hora mesmo, gerando todo um desgaste que teria sido evitado se eu falasse antes? Ainda na B), como fica a vulnerabilidade? Óbvio que a minha real vontade era que eles adiassem e esperassem pra ir comigo, mas escolher a B) não seria esconder o que eu realmente sintia? E, gente, se eu não posso pedir o que quero para os meus amigos, para quem mais posso?

Na C), capaz de muita gente se sentir OBRIGADA a adiar, mesmo querendo muito ir. Seja por pressão do grupo, seja por pressão que só existe na cabeça da pessoa. Imagina se 8 decidem ficar e 1 fica AH, EU VOU MESMO ASSIM. Justo, mas maior climão causado exclusivamente por minha pessoa (eu realmente não ligaria de perder algumas pessoas, o lance era ter pelo menos alguém pra ir comigo depois).

Na D), gente, sério, DEUS ME LIVRE DE TER QUE COBRAR CONSIDERAÇÃAAAAAOOOOO

***

É COMPLEXO! Talvez só na minha cabeça, porque eu penso DEMAIS. O que vocês fariam no meu lugar? Sério, eu quero realmente saber. Deixem aí nos comentários o que vocês acham, por favor. Quem não quiser se expor pode me mandar e-mail pelo formulário de contato, pode falar pelo Twitter, etc. Eu só preciso saber, tanto o que vocês consideram a melhor opção quanto o que vocês realmente fariam.

A verdade verdadeira é que o tal domingo já passou e eu tive que tomar minha decisão. Está no passado. Não sei se fiz certo, mas várias coisas aconteceram. Eu posso ou não ter ido ao parque aquático. Depois eu volto aqui para contar a vocês o desfecho e fazer um apanhado geral das respostas que eu receber (se eu receber, risos)

Fica aí o suspense.

Posted on segunda-feira, abril 25, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, abril 22, 2016

Tudo que vou falar aqui agora já foi dito em alguma das 2736478 conversas que tive sobre fazer uma lista de experiências para viver. Algumas pessoas me mandaram e-mail (Vocês <3), eu já apreciei listas alheias, trocamos figurinhas e peguei recomendações. Daí resolvi postar tudo num lugar só para quem tem vergonha de me mandar e-mail ou tem dúvidas ou, sei lá, vai que me atrai coisas boas. Estou sempre querendo um item novo para adicionar na minha Lista. Se você duvida que a Lista é uma coisa realmente legal, já foi empiricamente comprovado aqui

Se você gostou, quer começar uma Lista e não sabe como, é aqui mesmo que você vai aprender.

PRA QUÊ SERVE? Assim, o meu propósito principal não é FAZER COISAS RICAS. A Lista me serve muito mais para me tirar da rotina, para me dar assunto com as pessoas, para me deixar mais em contato com os amigos e poder passar tempo com eles, além de todo o entretenimento de pesquisar novas experiências e fazer planos. A Lista é muito mais dar um empurrãozinho na vida do que riscar itens compulsivamente.

 Pare de sonhar! Comece a fazer!

COMECE. Quando as pessoas falam comigo "Nossa, Felipe, muito legal! Queria tanto ter uma também!", eu fico todo "Gente............ Qual é a dificuldade?". Porque realmente não existe. Você quer ter uma Lista? Basta começar uma agora mesmo. Pegue uma folha de caderno, crie uma nota no celular (recomendo), salve nos rascunhos do Gmail (meu jeitinho)... Tanto faz. A Lista não precisa ser grande. Com cinco itens, você já se diverte pra caramba. De cara, sem pesquisar nada, você já consegue pelo menos 10 itens. Nós temos vários sonhos e vontades dentro da gente. Uma janela de tempo que você abre para pensar neles, já é o suficiente Não pedirei perdão pela cafonice.

E DEPOIS? Bom, depois você só precisa mirar em um item e rebolar para cumpri-lo. Escolher um item é uma das partes que mais gosto e é fundamental que você de fato escolha um ao invés de ficar esperando que ele aconteça sozinho. Alguns itens realmente vão simplesmente acontecer quando você menos espera, mas aí é bônus. Você pode decidir da forma que quiser. Pode escolher o que estiver mais dentro do seu orçamento do mês ou o que você tiver mais vontade de fazer naquele momento. O lance é escolher um. Eu gosto de sortear no Random.org. E rola todo um frio na barriga porque coloquei alguns ~desafios~ na minha Lista que ainda não sei se consigo encarar. Mas, se caírem, eu encaro. "Gravar 1 vídeo" e "Paintball", por exemplo, morro de medo de ambos.


Eu vou ficar todo
COMO EU POSSO ATIRAR EM VOCÊ???
NÓS SOMOS AMIGOS!!!
OMG, VOCÊ ATIROU EM MIM!!!
POR QUE VOCÊ NÃO ME AMA MAIS???

O QUE VAI NA LISTA? Pode ir qualquer coisa que você sempre quis fazer, mas nunca tirou um tempo para realmente fazer. Pode ser visitar lugares, pode ser algo que custe dinheiro, algo gratuito, uma coisa que dure dias e muitas sessões de planejamento, pode ser algo que você simplesmente faz em cinco minutos. Na minha Lista, vão coisas para se fazer sozinho e em grupo. Coisas que você compra, vive ou ambos. Mostro minha lista num post futuro, se vocês quiserem ver. Tem uns itens meio malucos que eu gostaria de explicar melhor etc.

ONDE ARRUMO MAIS ITENS? Como eu disse, com cinco itens você já vive horrores, mas é mesmo legal ter uma lista bem cheia de possibilidades. Neste momento, a minha conta com 32 itens, mas vive mudando de tamanho. Bom, encontrar novos itens é um exercício delicioso de PRESTAR ATENÇÃO NO SEU MUNDO. Pessoas vivem experiência em todo lugar. Ontem mesmo eu estava vendo um programa de TV que mostrou um "simulador de paraquedas indoor" que tem em São Paulo. Gente, eu nem sabia que isso existia! Achei bem legal. Pensando se ponho na lista ou não. Mas seria legal reunir uma galera, ir pra SP, conhecer o pessoal de lá e voar um pouco nesse simulador. Também terminei de ler um livro sobre uma menina que se inscreve num programa de troca de cartas com detentos. O livro nem foi tão legal assim, mas achei a ideia do programa bem interessante, ainda mais para quem gosta de escrever cartas e tal. Para quem não quer entrar em contato com detentos, poderia pesquisar programas similares. Aposto que existem coisas parecidas para hospitais, asilos, pessoas de outros países e tal. Enfim. A ideia é abrir a mente.

 Pode.

MAS SÓ? Claro que eu não fui a primeira pessoa a ter a ideia de criar uma lista de experiências, né? Existe um MONTE de gente pelo mundo na brincadeira também. Eu não lembro como comecei, mas depois descobri algumas iniciativas que podem te ajudar.

O Day Zero Project é um site (em inglês) feito justamente para você criar sua lista de experiências e interagir com outras pessoas. Ele tem, tipo, MUITAS ideias mesmo. Uma coisa que acho bem legal é a Idea Battle, em que ele emparelha duas experiências e você tem que escolher uma delas. Agora mesmo eu usei e veio "Subir numa árvore e tirar uma foto da vista lá de cima" versus "Levantar fundos para uma instituição de caridade". Você já tinha pensado em fazer alguma dessas coisas? Eu ainda não cheguei a me cadastrar nele, porque minha Lista já me satisfaz, então não sei mais o quê ele oferece. Vale a pena explorar. Mesmo para quem não é cadastrado, ele mostra um ranking com as 101 experiências mais populares entre os usuários. Tem coisas ótimas. "Doar sangue", "Escrever uma carta para ser lida daqui a dez anos", "Assistir o nascer do sol e o pôr-do-sol no mesmo dia", "Identificar 100 coisas que me fazem feliz" (que fofa essa). Você podem ver que nem tudo da Lista precisa de dinheiro para ser feito.

A Fran me recomendou um projeto que já até terminou, mas o site está aí para qualquer um poder consultar as ideias. O 365 Nuncas lista várias experiências, umas que eu acho bem cômicas como "Escrever procura-se atrás de fotos 3x4 e perdê-las por aí" e "Ensinar um adulto a andar de bicicleta". Vale a pena dar uma olhada também. Se vocês conhecem outros sites e projetos parecidos sem ser aquele 101 coisas em 1001 dias que ninguém nunca completa, podem me dar um alô também.

MAS AS PESSOAS ACEITAM OS CONVITES, FELIPE? Já comentei o que descobri com a minha Lista: Todo mundo, lá no fundo, quer viver coisas diferentes, mas não sabe como começar. Ter uma Lista já te transforma no Agente de Quebra de Rotina Oficial do grupo. Se você convida seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho e família para coisas como andar de Kart, acampar, encontrar uma frase motivacional e criar uma peça de decoração com ela (isso veio do Day Zero Project, risos), mas NINGUÉM aceita... Olha, ou você é muito chato e ninguém te aguenta ou tem algum problema com essas pessoas e você deveria conhecer pessoas novas. Sempre tem um maluco para topar tudo.

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Bom, é isso. Se você ficou animado, faça sua lista! Troque figurinhas comigo! Me conte o resultado! Estamos aqui é para viver mesmo. Boa sorte :)

Ah, se você gostou desse texto e quer realmente me ajudar de alguma forma, eu ficarei muito feliz se você compartilhá-lo nas suas redes sociais. Obrigadão!

Posted on sexta-feira, abril 22, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, abril 20, 2016

Claro que eu não sabia que era uma matéria de desgraçamento mental disfarçada de good vibes quando eu li que "A generosidade pode estar nos genes" (aqui). Segundo esse estudo feito numa dessas universidades que fazem estudos, o nosso DNA pode nos fazer mais favoráveis a sermos generosos.


Gente, eu tenho uma dificuldade enorme em superar esse tipo de informação. Por "esse tipo de informação", vocês podem entender qualquer coisa que mistura nossos genes e cérebro com a nossa personalidade. Espírito aventureiro, empatia, impulsividade e outras mil características podem estar tudo aí dentro de você desde que nasceu. O formato do seu cérebro, as áreas mais ativadas ou não, também parecem dizer muito.

Vocês já ouviram a história do fulano que, numa explosão, uma barra de ferro ATRAVESSOU A CABEÇA DELE? Pois é, aconteceu. Só que miraculosamente ele não morreu. Maior felicidade e tal, mas depois repararam que após o acidente ele parecia outra pessoa. Ele costumava ser calmo e gentil e passou a ser agressivo e rude. Foram estudar o caso e parece que descobriram que a barra danificou certas áreas do cérebro dele que bagunçaram com tudo.

Teve um episódio em Grey's Anatomy em que a mãe jogou o carro de uma ponte com os filhos dentro e ficou todo mundo MAS, GENTE, O QUE HOUVE??? Porque a mulher era um amor de pessoa, não tinha depressão, amava os filhos e tal. Aí foram descobrir que ela tinha um tumor no pâncreas, que estava causando todo um transtorno na mulher. Tipo, gente, NO PÂNCREAS. Eu nem sei exatamente pra quê o pâncreas serve, e ele já está aí me fazendo ser mais ou menos cagado da mente.

É como se fôssemos robôs programados pra brincar de Jogo da Vida.

Eu fico apavorado com essas histórias. Parece que a gente é só cérebro. Tipo, nós somos o nosso cérebro? Talvez, no dia que inventarem transplantes de cérebro, poderemos trocar de corpos? Porque nossa personalidade parece estar toda ali. Talvez, com uma pancada na cabeça, já somos outra pessoa! Imagina! PROTEJAM SEUS CÉREBROS!

Mas, ok, eu acredito na existência de uma alma atrelada ao corpo. Parece diretamente conflitante com as descobertas da ciência, mas isso me conforta. Quer dizer, existe uma parte de mim que sou eu de fato. Uma parte que pode até ficar perdida e afogada no meio dos genes, da vivência e das situações, mas que está ali. Penso que é como se nossa alma fosse responsável por operar uma máquina, que é o nosso corpo. Cada corpo é diferente, alguns mais favorecidos do que outros (quem não gostaria de ter os "genes" da generosidade e da empatia?), alguns mais problemáticos, mas a alma se vira como pode. Dá uma variedade imensa de seres humanos. Uma barra que atravessa sua cabeça é uma barra que sua alma vai ter que segurar pra lidar.

Tenho como provar? Não tenho mesmo, mas é uma coisa que me faz pensar... Quer dizer, há coisas que ninguém sabe ainda de onde vêm. A nossa orientação sexual, por exemplo. É um comportamento aprendido? É genético? Se não é nenhum dos dois, vem de onde?

Fica aí o suspense pra vocês e desculpa o inconveniente.

Posted on quarta-feira, abril 20, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, abril 18, 2016

Vamos começar com um exemplo para facilitar: Na primeira vez que a gente se encontrou pessoalmente, eu, Cíntia, Annie e Rute fomos passear na orla do Rio. Um dia maravilhoso do qual eu me lembro apenas 37% por motivos de memória péssima, mas que teve momentos inesquecíveis. A gente topou com um daqueles painéis pra tirar foto, sabe? Aqueles em que as pessoas colocam a cara no corpo do desenho que estiver lá. Era um painel da novela global Flor do Caribe, uma que tinha Grazi Massafera de protagonista. Daí eu e as meninas ficamos meio VAMOS, mas me bateu uma vergonha daquele trem... que eu recusei.

Mas eu sabia que ia ser legal. Só que micão. Daria uma foto divertidíssima, porém, ai, todo mundo olhando.

- Vai, Felipe! Você e Rute!
- Quero não :-/
- Tem certeza?
- Tenho

Vida que segue, mas que ia ser legal ia. Tipo, apesar do micão. Daria a melhor foto, embora todo mundo fosse ficar olhando mesmo. Mas ia ser tão legal... A gente deu uns vinte passos, e eu:

- VAMOS TIRAR AQUELA FOTO.
- Mas gente
- VAMOS

Tivemos que voltar lá, mas tiramos a foto e eu estava certo. Ficou surreal de tão boa.

***

Acontece também quando minha mãe parece que quer me engordar para me servir num banquete depois, uma coisa meio bruxa de João e Maria.

- Oi, filho, vai jantar?
- Não estou com fome, obrigado.
- Tem certeza?
- Tenho
- Mas a comida está tão gostosinha
- Eu realmente não quero
- Vou botar
- Mãe. Se eu quiser, eu vou lá e ponho pra mim
- Mas você não quer
- Não quero mesmo
- Você quer comer, sim
- Mãe! Para! Gente, se eu estou falando que eu não quero!
- AH, VAI CAGAR ENTÃO
- ME OUVE, PLMDDS
- NÃO VOU BOTAR COMIDA PRA NINGUÉM MAIS
- EU NEM QUERO COMER!!!

Passa 5 minutos e eu estou lá jantando cheio de fome.

***

Eu odeio decidir, mas, DEPOIS QUE EU DECIDO... nada acontece, fica tudo na mesma, porque é como se eu não tivesse decidido coisa nenhuma e fico mudando de opção até o último segundo possível. Às vezes, eu até prefiro aquelas decisões irreversíveis que, se for pra derrubar, que caia logo de uma vez. Eu mudo muito de ideia. Mas muito mesmo, de um jeito que vai te irritar se você depende da minha decisão.

Quando eu vou comprar roupa e fico entre duas peças, até eu passar meu cartão pra pagar, já rolou muita troca de escolha. Às vezes, eu chego no caixa, desisto e pego a outra. Às vezes, eu desisto de todas e não levo nenhuma, porque eu nem precisava delas mesmo. Eu digo NÃO para os rolês com os amigos e depois fico morrendo em casa porque deveria com certeza ter dito SIM. Eu sou aquela pessoa que de cara recusa e depois liga perguntando "Ainda tem vaga? rsrsr". O tanto de coisa que eu jurava que ia ficar de fora e acabei topando de última hora...

Eu gargalhei quando me achei na Bíblia um dia desses: Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, mudou de ideia e foi (Mateus 21:28,29). AMIGO, TAMO JUNTO.

***

Irritante ou não, eu adoro mudar de ideia E você que é chato? Gente, é o verdadeiro poder, sabe? Ainda mais quando seu tomador de decisões interior não é lá muito confiável. Parece que eu sempre escolho errado de começo. É tipo aquele caso das três portas que suas chances de acertar realmente aumentam se você decide trocar de opção (sério). Poder mudar de opinião, de escolha, de opção, é uma das coisas que me faz mais humano. Ainda mais que eu sei que há pessoas que tem problemas com isso. Gente que fica agarrada nas próprias escolhas só porque lá em 1868 decidiu alguma coisa.

(Eu exagero um pouco, MAS ME DEIXEM)
(fonte)

Teve um livro que eu nem consegui chegar no final, abandonei, mas que sei que marcou, porque até hoje lembro de umas coisas dele. Lembro que, no Como manipular pessoas (um guia para pessoas de bem!), dizem que as pessoas de fato tendem a manter suas posições, mesmo quando podem mudar e a decisão não está dando muito resultado. Daí elas ficam lá colhendo as agruras. Eu sou totalmente oposto a isso largo até as decisões boas, risos (mentira). Eu sou mais do tipo que se esforça para estar num lugar, mas, quando chega, acha chato e vai embora 5 minutos depois. Se eu escolho ficar, penso "Eu deveria ter ido embora mais cedo...". Ou "Talvez desse pra ficar lá um pouco mais..." quando desisto. E, às vezes, eu fico indo e vindo hahahah

Mas eu posso, não posso? Talvez eu tenha que dar uma maneirada no quesito metamorfose ambulante pra evitar umas gasturas, mas tão boa a sensação de ser livre.

Posted on segunda-feira, abril 18, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, abril 13, 2016

Vocês lembram quando eu dei uma de maluco e fui pra Campinas sozinho? E de como eu voltei bestinha e feliz de lá? Então, não foi à toa. Ok, a experiência de pegar um carro com pessoas desconhecidas, sair do estado e participar da gravação de um DVD de uma artista da qual você gosta muito já justificava a aventura toda para a maioria das pessoas, MAS, gente, há poucos artistas que me fazem sair de casa, sinceramente. Nívea Soares talvez seja a única.



Eu conheci a Nívea de uma forma que acho meio cômica. Se você não tem contato com a cultura crente, eu preciso te informar que ainda hoje existe um grupo musical chamado Diante do Trono, que já fez muito sucesso e continua sendo uma das maiores referências da música cristã aqui no Brasil. Um amigo meu tinha me recomendado uns cds do DT e eu lá ouvindo, achei bem ok. Tinha umas músicas legais e tal. 90% delas eram cantadas pela Ana Paula Valadão, que é a principal vocalista do grupo. De vez em quando, surgia um homem cantando também, mas era raro. No dia seguinte, meu amigo quis saber:

- E aí, Felipe, gostou?
- Até gostei de algumas, mas não muito :-/
- De qual você gostou?
- Olha, a Ana Paula canta pra caramba, mas, em Tu és a Minha Coroa e De todo coração, ela está ÓTIMA.
- Felipe.......................
- Quê?
- Não é a Ana Paula.
- Oi?
- Não é a Ana Paula quem faz o solo dessas músicas. É a Nívea.
- Que Nívea, gente?
- Nívea Soares. Outra vocalista.

Gente Hahahahah A primeira vez que ouvi Nívea foi achando que ela era outra pessoa. Risos. Mas vocês percebam que foi um amor muito poderoso que, no meio de uma dezena de músicas, eu encontrei a Nívea sem saber.

Mas, Felipe, por que você gosta tanto?

A Nívea tem uma originalidade que eu acho rara. Está na voz dela, no jeito de cantar, ela parece ter influências musicais diferentes das outras pessoas. Os ritmos que ela escolhe, o fato de ser contralto e cantar grave num mundo em que a maioria grita, a técnica vocal dela que intercala uns falsetes lindos nas estrofes....

Isso foi eu descobrindo a cantora Nívea. Mas foi olhando mais de perto, no programa Lugar Secreto, que eu enxerguei mais da pessoa da Nívea.

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Para quem estava querendo dicas de canais cristãos no Youtube, eu recomendo demais. O Lugar Secreto é um programa apresentado pela Nívea. Acredito que passa na Rede Super, mas eu assisto mesmo é pelo Youtube (canal da Nívea). É um programa bem simples, gravado num estúdio simpático. Tem a Nívea, um banquinho, um microfone, instrumentos musicais e algumas poucas pessoas fazendo uma figuração básica. Nele, a Nívea canta versões acústicas das suas músicas e, no final, traz uma mensagem bíblica.

Tem Nívea, tem microfone

Tem músicos, tem banquinho

Tem essa moça hipster sempre tendo >>>MOMENTOS<<< com Deus

Sério, tem muita gente hipster

E tem o cabelo do Breno Tonon 
que a gente nunca sabe como vai estar
E sempre nos surpreende

Eu gosto muito das músicas, principalmente dessas novas versões, mas, né, eu fui primeiro fisgado pela música e ninguém é obrigado a gostar. Pode pular se quiser. Mas, gente, AS MENSAGENS BÍBLICAS!!! Cada episódio que eu assisto é um tesouro que carrego comigo. Você aí, já cansado de igreja e tal, talvez pense Aff, pregação e, bom, realmente são pregações, não vou mentir. Mas os assuntos que a Nívea escolhe e a forma que ela os apresenta são tão bons. A gente ouve muito falar de coisas EM VOLTA de Jesus o tempo todo na igreja, mas da pessoa dele mesmo, que é o que importa, a gente geralmente não ouve. É raro. A Nívea fala quase que exclusivamente disso, tanto nas músicas que ela mesma compõe quanto no Lugar Secreto. Precisamos falar sobre certa pessoa, e a Nívea está sempre falando.



Às vezes, no meio das canções, a Nívea se empolga, faz espontâneos, dança, chora, e eu acho a coisa mais linda. A gente vê que tem um coração ali apaixonado e marcado por Jesus, o coração de alguém que ama Jesus desesperadamente e que acredita numa igreja que está de pé. Eu me identifiquei logo de cara com o ambiente do programa.

O Lugar Secreto está em sua 3º temporada e já deve ter mais de trinta episódios no Youtube. Eu indico todos, mas principalmente o primeiro, em que ela já começa falando sobre Jesus, o quarto, em que ela fala sobre a Graça (<3) e o significado real da vida eterna (coisa que faria MUITA DIFERENÇA se a igreja entendesse), e o sexto, em que ela faz um apelo pra igreja, chora e eu choro junto.

Estou assistindo desde o começo e ficando cada vez mais maravilhado. Faz tanta diferença recebermos mensagens verdadeiras a respeito de Jesus, do amor e do poder dele. Num sistema em que muito é pregado sobre dinheiro, vingança e exaltação, ouvir sobre a pessoa linda que é Jesus deixa nosso coração mais quente, mais vivo, com um desejo ardente de honrar esse homem, porque ele merece pra caramba.

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Enfim, recomendo demais. Se você está interessado em saber mais sobre Jesus, em aprender mais dele, e, além da Bíblia, não sabe muito bem onde procurar, está aí uma dica que pode te servir. Só vejo coisas boas acontecendo a partir deste programa.

Posted on quarta-feira, abril 13, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, abril 11, 2016

Claro que um post só não seria suficiente para toda paranoia e desgraçamento mental que enxergar a verdade causa na gente. A verdade absoluta e incontestável sendo, obviamente, que a gente não sabe de nada. Eu tento não invalidar a opinião das pessoas, mas, se você acha que sabe de tudo, meu amigo, nem sei quem você é, mas já discordo e digo que não é possível. Ah, mas eu já saquei qual é a da vida. Acredite em mim, sempre há espaço para algo que você jamais pensou existir, ser possível e sequer ouviu falar.

O mundo é feito de pessoas, e as pessoas são IMPREVISÍVEIS. Daquele jeitinho que gera medo e fascinação na gente.

Eu nem estou falando (apenas) de teorias da conspiração, sabe? Mas de estilos de vida que não são esse de acordar cedo, ir para o trabalho/escola/faculdade, voltar para casa e dormir. Nem esses de gente milionária ou artistas sem rumo como a Amanda Palmer, que podem ser distantes da nossa realidade, mas sabemos que eles existem.

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Por exemplo, no Alma Sobrevivente (que eu já li faz um tempo e talvez não lembre dos detalhes exatamente como eles são), tem uma parte em que o autor conta sobre um cara que foi pra Índia estudar as castas. Inclusive, gente, que lugar. Ele ficou anos observando a sociedade de lá e aprendendo sobre o significado, os costumes e as divisões do povo. A gente meio que já ouviu falar da casta dos Intocáveis Obrigado, Caminho das Índias, que é literalmente a casta dos que não podem ser tocados. O pessoal dessa casta pega aqueles trabalhos que ninguém quer e vivem excluídos do resto da sociedade. Quem toca neles é considerado impuro. Os próprios intocáveis acreditam nisso.


Mas, beleza, né, tá o carinha lá documentando as castas. Até que um dia, depois de ANOS de observação, eles descobre que existe uma casta abaixo dos Intocáveis: Os Invisíveis (E o nome explica por que ele demorou tanto pra descobri-la). Gente. Invisíveis! Eles são os responsáveis por limpar a latrina dos Intocáveis e, pelo que eu entendi, se consideram tão indignos que não podem nem ser vistos pelos outros. Eles vivem trancados dentro de casa quase que 100% do tempo. Imaginem a vida dessas pessoas. Imagina você nascendo numa família de Invisíveis. Imagina que neste exato momento há crianças e adolescentes invisíveis sendo treinados para o futuro trabalho deles, limpar latrinas para sempre e jamais ver a luz do sol.

Não sei o que dizer, apenas sentir (AGONIAAAAA).

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Com o pé ainda na Índia, vocês já leram sobre Gandhi? Também li sobre ele no Alma Sobrevivente (Esse livro é maravilhoso, gente). Todo mundo entende Gandhi como sinônimo de pacificador e isso é ok, mas, nossa, esse senhor teve uma vida bem doida. Eu poderia falar eternamente das ferramentas que ele descobriu e usou para quebrar o ódio, mas e estas histórias de que ele dormia com mulheres nuas para provar sua castidade? Tipo, ele não se envolvia sexualmente com elas, apenas dormia literalmente com as meninas para provar sua resistência. 

- Você trabalha com o quê, querida?
- Durmo pelada com o Gandhi

¯\_(ツ)_/¯

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A minha história favorita talvez seja uma que eu li no Razões para Acreditar e, na época, compartilhei em tudo quanto foi canto: "Freiras se passam por prostitutas para resgatar vítimas do tráfico dos bordéis" (aqui).


Gente!!! Freiras! Que lutam! Contra o crime! A matéria é uma maravilha e, lendo, eu não consegui até hoje tirar essas irmãs da cabeça. Elas tiveram a iniciativa de atacar um problema mundial, elas arriscam a vida todos os dias para salvar pessoas muitas das vezes incapazes de escapar do tráfico humano por conta própria, elas são incríveis! Se isso não é uma expressão de amor na prática, não sei mais o que pode ser. São mulheres que deixaram a vida comum se tornando freiras, mas que foram além e se transformaram praticamente em super-heroínas.

Quer dizer, gente, imagina como é triste a vida de uma menina traficada como prostituta. Neste exato momento, 1% da população mundial está sendo traficado! Está sendo mantido em cativeiro. A gente nem sabe! Daí imagina que chega sua vez de atender um, argh, cliente, aí a menina nova no bordel te chama num canto e "Vou te tirar daqui, sou uma freira disfarçada, vamos". Tinha que existir um filme contando a história desse grupo, no mínimo.

“Essas irmãs não confiam em ninguém. Elas não confiam nos governos, elas não confiam em corporações, e elas não confiam na polícia local. Em alguns casos, elas não podem confiar nem no clero masculino”

Super-heroínas da vida real!!!

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Enquanto isso, a gente fica observando a vida da galera no Facebook, assistindo coisinhas na Netflix e jurando que casamento, casa própria e estabilidade financeira são as prioridades de todo mundo. A gente não sabe de nada!

Posted on segunda-feira, abril 11, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, abril 04, 2016

Não sei se foi dia desses ou há 84 anos, mas o Allan fez uma lista com coisas que ele gosta, não sente vergonha delas, mas as pessoas (sempre as pessoas, essas lindas) acham que ele deveria sentir (aqui). Que eu não tenho certeza se é exatamente o conceito de guilty pleasure. Porque, no guilty pleasure, quem sente vergonha é você por conta própria, tipo eu insistindo em assistir Gossip Girl até o final. A gente, de alguma forma, tá apaixonado pela bagaceira e não tem solução.

Mas enfim.

Eu estava pensado o que colocar na minha lista e até me surpreendi em como os itens foram aparecendo rápido. Notei o óbvio: minha vida é um eterno SINTA VERGONHA DISSO, FELIPE. Mas eu tomo jeito? Não tomo.


Por exemplo, eu adoro realities. Muita gente assiste reality show, verdade, mas vai falar isso numa conversa com os seus colegas de trabalho nerds que assistem coisas de super heróis e são fãs daquela série horrorosa que tinha o Charlie Sheen? Ah, mas realities são super interessantes, Felipe, tipo aqueles documentários do Discovery. Quem está falando disso, gente? Eu estou falando é de não ficar satisfeito assistindo as Kardashians à toa em casa o dia todo e ter que assistir as funcionárias da Kardashians trabalhando na loja em outro reality show. Ou aquela moça gorda que dança. Ou 20 pessoas tentando encontrar seus pares ideais, mas dando uns pegas sem nenhum critério. Ou gente que precisa de ajuda pra aprender a comer e arrumar a própria casa. Sem contar o famigerado BBB! O tanto de conversa de desprezo pelo BBB que eu já tive que transformar em apreciação...

- Ai, mas tem que ser muito otário pra ficar vendo BBB
- Ih, eu adoro (gente, eu mal vejo, mas não aguento)
- Mas
- Nossa, o jogo, as estratégias, as conversas. Vocês viram que esse ano teve um plot twist do paredão fake que blá blá blá
- Eita, aí sim vale a pena

Hahahahahahah

Mas eu sempre tenho que lembrar de que não tem nada de errado em gostar de ver esse tipo de coisa, ninguém tem nada com isso. Ok, não é muito cult, pode não ser muito edificante para a alma, mas entretenimento não está aí pra isso mesmo.

E as leituras? Eu ando numa vibe de ler uns livros crentes e estou só vendo o povo da igreja curtindo minhas leituras no Facebook, mas já estou pensando em como lidar com a comoção de quando PRAZERES MALDITOS aparecer na timeline deles. E, gente, que título péssimo, preciso reconhecer. Também bate uma vergonha quando todo mundo está falando de, sei lá, Stephen King ou esses livros de games e eu chego MAS, NOSSA, VOCÊS JÁ LERAM BECKY BLOOM? Eu amo Becky Bloom demais. Ok, a capa é rosa, cheia de brilho e outros nhén-nhén-nhén, mas não se larga uma amiga por causa da aparência dela. Que pessoa horrível eu seria se o fizesse? Também leio muito YA, romance, alguns com capas vergonhosas mesmo, do naipe que eu deixo em cima da mesa no trabalho, mas sempre com um papel ou alguma outra coisa casual e estrategicamente posicionada pra ninguém ter o panorama completo. Mas defendo até a morte se alguém vier fazer graça.

Acontece muito com série também. Os colegas de trabalho adoram um tiro, porrada, bomba, morte, sangue e zumbis, e tá eu comentando Desperate Housewives. Eles ficam todos MAS GENTE quando conversamos sobre Breaking Bad e eu acho tudo uma modorrência tirando os plots da Skyler e da Marie, que total não eram o foco da série, não é mesmo? Porém eu gosto. Draminhas de família, romance, histórias de amizade, cenas fofas, piadinhas inteligentes e besteirinhas. São coisas boas, mas talvez não muito apreciadas por pessoas que se identificam com o gênero masculino, principalmente se essas pessoas trabalham comigo. A culpa é minha? Não é. Sei que não devo sentir vergonha, não é como se eu curtisse, sei lá, aquele apresentador e comediante gentil só que não ou Cláudia Milk (tô brincando, mas não muito).

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Era para ser uma lista simples, mas saiu textão ¯\_(ツ)_/¯ Mas me contem aí como seria a lista de vocês. Vamos compartilhar nossa falta de vergonha na cara e no coração.

Posted on segunda-feira, abril 04, 2016 by Felipe Fagundes

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