Dia desses, eu peguei um livreto na rua de uma testemunha de Jeová e, sem nada para fazer na condução, fui dar uma lida. Era meio que uma revista. Encontrei uma matéria bem curiosa (e aleatória) sobre um lagarto australiano chamado "diabo-espinhoso". Eu jurando que os parágrafos sobre o Moloch Horridus iam ter alguma analogia ou conotação religiosa, mas, não, era só uma matéria sobre o bicho mesmo.


Que bicho, pessoas, que bicho. Pelo que eu entendi, ele é um animal que costuma viver em lugares muito secos, onde é difícil encontrar água. O incrível é que ele não morre de sede tão cedo, porque, de uma forma muito doida, ele EXTRAI ÁGUA da areia, do ar, da neblina. A pele dele é cheia de canais que sugam a água do ambiente, acho que como uma esponja consegue fazer, mas não apenas isso. A água sugada vai CIRCULANDO pelo corpo dele até chegar à boca e ele conseguir beber.

 Gente??? Tipo!!! ISSO É PRATICAMENTE UM POKÉMON


Eu fico muito besta quando descubro algo desse naipe. Assim, de ficar maravilhado mesmo, com a boca aberta, de querer apontar e falar VOCÊS ESTÃO VENDO O MESMO QUE EU? Eu poderia incluir esse lagarto em todas as minhas conversas pelos próximos 17 anos. E ele é só um exemplo de como a natureza em geral é BEM FASCINANTE. Vez ou outra eu paro de olhar para essa nossa selva de pedra e, VRÁ, o tchan da natureza surge. Tipo, até nas mínimas coisas. O jeito que as moscas se movimentam (aquelas patinhas malignas!), a organização insana das formigas, a chuva que sempre aparece no final de um dia muito abafado... Nas grandes coisas então, eu mal consigo segurar o tchan e amarrar o tchan, porque é muito TCHAN-TCHAN-TCHAN-TCHAN.

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Num dos capítulos do Alma Sobrevivente (Philip Yancey), livro pelo qual me apaixonei em 2015, tem uma parte que o autor comenta em como as pessoas ficam chocadas quando um bebê nasce com alguma deficiência. Ele conta de, eu não vou saber explicar bem, uma membrana que se move quando o bebê sai de dentro da mãe. Tipo, são dois dutos que passam coisas diferentes, alimentos para o bebê. Quando ele está na barriga da mãe, ele precisa do nutriente X, daí a membrana meio que tapa o duto do nutriente Y. Assim que ele se desliga da mãe, o bebê não pode mais receber o nutriente X, precisa do Y. Daí a membrana tapa o X. E ninguém sabe explicar exatamente o motivo disso acontecer, essa "membrana inteligente" (Eternamente grato se você for parça da biologia e souber me explicar do que se trata exatamente). O ponto do autor é que as pessoas tinham que GLORIFICAR DE PÉ quando um bebê nasce, porque, pra tudo se juntar e formar uma criança, é um milagre. Tem MIL COISAS pra dar errado, mas, de alguma forma, na maioria das vezes, dá certo.

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Dizem que, se a Terra fosse um metro pra esquerda ou pra direita, a vida acabaria, porque as condições seriam péssimas (ou muito frio ou muito quente). Eu fico BESTA que a gente está no único lugar que poderíamos estar mesmo.

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Eu poderia continuar esse post para sempre, mas acho que você já segurou o TCHAN, né? Quer dizer, gente, OLHE AO SEU REDOR. Eu, que amo/sou crente, penso que esses são os "atributos invisíveis de Deus" (Rm 1.19,20), é tipo ver o dedo dele em todo lugar. É tão bonito e tão inteligente que parece mágico demais para ser obra do acaso, sabe? Mas esse não é o ponto deste texto. Você talvez enxergue o dedo de outras divindades ou, sei lá, um poder maior ou, não sei, fiquei até curioso agora com o que vocês enxergam. Me contem aí. Mas que a natureza tem um TCHAN é inegável, e o que eu queria quando comecei a escrever este post era chamar a atenção de vocês para esse fato pra deixar vocês fascinados que nem eu. Acho a sensação maravilhosa.