quinta-feira, dezembro 29, 2016

Uma amiga que fiz no começo do ano disse para mim dias atrás: "Nossa, Felipe, você ficou tão diferente. Você era muito fechado no começo do ano, nem dava pra gostar de você. O que houve? Sério, me conta! Porque alguma coisa deve ter acontecido". Eu gargalhei gostoso. Minha filha, não apenas uma coisa aconteceu, como aconteceu outra também e depois mais outra e esse foi o ano mais transformador da minha vida.


Confesso que nem estou me sentindo essa Coca-Cola toda no momento em que escrevo este texto, mas, graças à minha falta de memória, eu fiz questão de montar um currículo ao longo do ano e contra fatos não há argumentos. FOI SUCESSO. O ano foi muito melhor do que eu jamais poderia imaginar.



Em 2015, a minha meta era sair dessa bolha de NADA ACONTECE FEIJOADA em que eu vivia e fazer um monte de coisas diferentes. Foi o ano em que eu fiz. Não abandonei o espírito de aventura em 2016, mas, assim que Amanda Palmer e Brené Brown me atropelaram, eu sabia que queria mais: Queria ser eu mesmo, queria ser visto e queria ver as pessoas como elas merecem. Vulnerabilidade. Viver de todo meu coração. Talvez um dia isso ainda me mate, mas esse lance de ser fiel aos meus sentimentos o máximo possível desencadeou um monte de desdobramentos. Eu acho que é o que chamam de ser o protagonista da sua própria história e tal. Eu já cheguei transformando em piada uma situação de vergonha e postando minha bunda no blog, gente. Quando eu vou, eu vou fundo.

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CRISES!
Um entrave para ser vulnerável é que é tudo sobre lutar para ser quem você realmente é. Mas, às vezes, nem a gente sabe quem nós somos, imagina os outros. Eu tive muitas crises ao longo do ano tentando enxergar minha identidade e algumas me bagunçaram todinho. A crise dos 20 me pegou, jogando na minha cara que o tempo é curto e eu não vou conseguir fazer todas as coisas que eu quero, então preciso escolher o que mais tem a ver comigo. Eu tive que olhar fundo para a minha sexualidade e tentar entender o que se passa nessa joça e como isso afeta todos os meus relacionamentos. Mais uma crise por descobrir que o que funciona para todo mundo não necessariamente funciona para mim, porque eu sou EU e não eles. Minha fé atacada foi todo um caso à parte.

EU ENCONTREI JESUS!
No meio do mato, no Youtube, na minha vó, em mim. É incrível como uma pessoa pode viver tantos anos dentro de uma igreja e não chegar nem perto de conhecer Jesus de verdade. Eu tive que me desmontar todinho e continuo me desmontando, cada dia um novo baque. Mas agora eu sei quem sou, eu sei o tipo de cristão que quero ser e sei que Jesus me ama DE UM JEITO que o mínimo que posso fazer em gratidão é tentar amar as pessoas da mesma forma (falhando miseravelmente, mas tentando). Não tem jeito melhor de ver as pessoas do que olhando pela ótica de Jesus. Eu voltei para a igreja depois de 10 meses dando meus próprios passos e agora é um trabalho progredindo lentamente esse de tentar espalhar Jesus mesmo para quem já é crente. Nada nem ninguém vai tirar a Graça de mim. DEUS NO COMANDO.

EXPERIÊNCIAS! 
A Lista continuou a todo vapor e, risos, só aumentou. Eu faço uma coisa e me dá vontade de fazer mais três. A verdade é que nunca vou completar essa lista. Gosto assim. Teve eu me enfiando por acaso em excursão para um parque aquático, teve eu andando de Kart e outras aventuras, mas todos concordamos que o ponto alto foi Felipe Fagundes Crossfitter indo para A BRAVUS RACE.







MEUS BEBÊS NO MUNDO! 
Pois eu simplesmente pari um monte de ideias. Eu estou tão feliz de finalmente ter produzido coisas que as pessoas podem consumir, apreciar e tornar parte da vida delas! Bem no começo do ano, eu consegui meu primeiro contrato como compositor e foi um CHOQUE perceber que pessoas realmente queriam minha música. O cd está para sair já, já, então 2017 já tem coisa boa pra mim! Além disso, como eu jamais paro, eu consegui colocar três histórias no mundo: Não Sei Lidar com Gênios, que já está me rendendo royalties da Amazon; Aquilo Não Estava Certo, meu conto de Natal; E Não Somos Um, ah, meu NS1, que é minha história mais desengonçada, mas pela qual eu tenho todo amor do mundo. Meu Wattpad está O FERVO.






PESSOAS!
Essas que eu vivo dizendo que eu amo. Mas, gente, tem como não amar? As pessoas são simplesmente MUITO BOAS comigo. Eu fico procurando explicação e, juro, não encontro. Não é falsa modéstia. Eu honestamente me considero legal, mas não ESSE LEGAL. Meu ano seria um desastre sem as minhas pessoas me ajudando a chegar onde eu queria. Meus amigos me apoiaram nas crises de um jeito que me deixou embasbacado ("Eu vou falar com você TODOS os dias pra você não se sentir sozinho") e fizeram acontecer Jesus junto comigo, e minhas pessoas toparam encarar várias ciladas do bem Hahahahah E, gente, AS HISTÓRIAS!!! Galera me apoiou com as capas, com a divulgação, com feedback e continuam mantendo meu livro no ranking do Wattpad. Acho que o ápice glorioso foi a campanha do ThunderClap que alcançou 100 pessoas QUE EU NEM SABIA QUE TINHA. Nossa, amigos da escola, da faculdade, da igreja, pessoal do meu trabalho, MEU CHEFE, amigo de infância que eu não via há séculos, minha irmã há muito perdida agora encontrada e amada, gente dos blogs, gente do Twitter que atraiu ainda mais gente, EU NEM SEI COMO AGRADECER.



MAIS PESSOAS!
Cara, eu encontrei UMA IRMÃ HÁ MUITO PERDIDA, VOCÊ TEM IDEIA DISSO? Estamos nos falando com alguma frequência, tentando fortalecer o vínculo, mas já adianto que é amor. Mesma coisa com a minha vó, vocês lembram? Pelo menos uma vez por mês, estou dando as caras lá e é só sucesso. Minha lista de Viver Pessoas, inclusive, está sendo uma mão na roda me ajudando demais a conservar meus laços de amor e amizade. Outra que só cresce.

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ALELUIA.

Eu sei que 2016 tem sido um ano puxado para muita gente no âmbito pessoal e global, mas acho que todos concordamos que vocês devem vir aqui encher minha cara de tapa se eu ousar reclamar do meu ano. Tiveram coisas que eu não realizei, como aprender a nadar ou finalizar meu banheiro (vocês acreditam que ainda não tenho um box? Hahahah), mas fui feliz.

Do ano que vem, eu já espero algumas coisas. Mais ciladas do bem, mais relacionamentos, menos crises e mais livros e contos publicados por aí. Nem vou falar mais Jesus, porque, caramba, se ele não acontecer mais em 2017, eu nem quero brincar.

Digamos que eu vivi uns 80% com meu coração, andei dando umas vaciladas na vulnerabilidade, mas o resultado foi TOPZERA. Eu quero ir mais fundo. Quem me acompanha até os 100%?

Feliz Ano Novo! JAMAIS PAREM.

Posted on quinta-feira, dezembro 29, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, dezembro 19, 2016

Não sei se o espírito natalino já deu as caras por aqui, mas, depois de ver as pessoas comprando meu conto na Amazon e lendo meu livro no Wattpad, eu fui possuído pela vontade de ESCREVER MAIS. Gente, escrever por si só já é uma atividade que aprecio demais, talvez minha favorita, porém, escrever sabendo que pessoas lerão é uma delícia dez vezes maior. Bate um medinho, bate aquela pressão, mas é bom demais quando a gente joga uma história no mundo e ela volta em forma de apoio e feedback positivo. EU QUERO VIVER PRA ISSO.

Daí que, vocês sabem, estou batalhando com Não Somos Um lá no Wattpad e meu plano de dominação mundial é colocar o livro no Top 10. Não sei se estou sendo ambicioso demais, porque as histórias nas primeiras posições estão sendo lidas por MILHARES de pessoas, mas, até o momento, NS1 tá bonitão lá entre os 40 primeiros e subindo! Eu tô satisfeito demais. Sem falar que essa ~performance~ do livro, dessa vez, é graças a vocês que estão lendo, comentando e dando os likes nos capítulos. Eu tô só de expectador.

Mas até parece que sei ficar apenas de expectador.

Para, quem sabe, dar mais um empurrãozinho em NS1, eu ando procurando outros públicos, vendo se consigo publicar em outros sites e tal, daí que descobri uma "comunidade" no Wattpad de concursos de contos cristãos e pensei "Por que não?". Pode ser que eu alcance o público crente também. O tema desse mês é Natal e AQUI ESTAMOS NÓS.


"Victória tem 15 anos e sabe muito bem o que esperar do Natal. Presentes! Comida! Família reunida! Mais presentes! O aniversário de Jesus era ótimo, todos ganhavam.
    
A coisa toda muda de figura quando sua prima favorita aparece para a ceia. Agora todos sabem sobre ela. O pai fica de cara fechada, os convidados cochicham entre si e a mãe apenas avisa: Cuidado com sua prima. Victória fica dividida e sente que precisa encontrar a resposta para aquele famoso dilema cristão: O que Jesus faria em seu lugar?
    
Todos nós sabemos que ela vai descobrir, mas fica aí o suspense se conseguiremos fazer o mesmo"

Claro que tem comédia, talvez minha marca registrada, mas esse miniconto (é mesmo curtinho) é de fato uma ficção cristã. Primeira vez que escrevo uma, vamos acompanhar. Você já pode ler na íntegra no Wattpad!




Eu escrevi em 4 dias para poder participar do concurso e foi uma grata surpresa quando descobri que o conto seria um crossover de NS1 com Gênios. Quem já conhece e gosta das histórias anteriores tem mais um motivo para curtir esse conto de Natal.

Agora deixa eu voltar para a outra história que eu estava escrevendo, porque ela não vai se escrever sozinha. Como eu disse, POSSUÍDO.

Feliz Natal! :)

Posted on segunda-feira, dezembro 19, 2016 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, dezembro 08, 2016

Eu sempre acreditei que jamais chegaria perto de um volante na vida. Nada contra carros, até tenho amigos que são (transformers), mas a ideia da minha pessoa pilotando uma máquina capaz de matar atravessando uma turba de gente raivosa me deixa desgraçadíssimo da cabeça. Não sei lidar mesmo.

Fica aí o suspense de por que eu coloquei "Andar de Kart" na Lista, só sei que eu estava de bobeira nas minhas férias, visitei o Random.org e, PLAH, kart. Eu amo a minha vida, sérião.


Claro que eu não ia entrar na roubada sozinho e arrastei meus fiéis escudeiros Jonas e Elisa para a pista. Minhas férias estavam tão badaladas com esse negócio de publica conto aqui, publico livro lá que eu nem estava dando muita atenção ao fator KART, mas, quando o dia chegou, gente, repensei todas as minhas escolhas da vida.

Foi minha primeira vez, e sabe aquela pessoa que não entende NADA de carro? Então, essa pessoa sabe mais que eu. Eu tenho vergonha de lidar com cinto de segurança porque sempre fico preso ou enrolado nele. Não sei abrir o vidro. Nunca tenho certeza se a porta está realmente fechada, se bati forte demais ou fraco. Detesto sentar na frente com medo da minha mão ou pé apertar algum troço sem querer e o carro desgovernar. Jonas, que tem um carro, diz que sair comigo é tipo Conduzindo Miss Daisy, porque eu sento no banco de trás mesmo estando só eu e ele no carro Hahahahahah Nasci pra ter choffer, fazer o quê? (não)

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Um amigo meu tentou me ensinar comandos básicos do kart, coisas sobre acelerador, volante e freio, mas, gente, incrível como não absorvi uma única palavra. Eu disse "Na hora eu descubro", e ele "Você provavelmente vai apertar acelerador e freio ao mesmo tempo". NUNCA FUI TÃO OFENDIDO.

(spoiler: fiz isso mesmo algumas vezes, risos)

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Que realidade paralela. A gente assistiu um vídeo de 8 min com instruções que explicava como entrar e sair do Kart, os acessórios de segurança, o que significavam as bandeiras que iam aparecer ao longo da corrida... Era muita coisa e eu sabia que não ia aprender metade, então apenas ri e fiz piada o tempo todo. E a roupa que tem que vestir? Primeira vez que uso uma BALACLAVA (aquela touca ninja) e essa talvez seja minha nova palavra favorita. A gente se sente meio ridículo vestindo aquele macacão, as luvas, o capacete... Uma coisa meio astronauta.

Não sei se em todo lugar é assim, mas eu senti que ia dirigir um troço que eu mesmo poderia ter construído no meu quintal. Ou seja, algo que ia explodir a qualquer momento. Não é como se fosse um carro bonitão da F1. Mas eu já estava ali, né? O cara me explicou a parada do freio e do acelerador. "Não pisa fundo direto em nenhum dos dois, você tem que ir alternando". Beleza.

Assim que foi dada a largada, A EMOÇÃO. GENTE, EU NO CONTROLE DE UM CARRO. A primeira coisa que eu fiz foi prender a roda do kart num poste, daí vieram me socorrer. A segunda foi pisar fundo no acelerador e bater de frente em um monte de pneus. Me socorreram de novo, eu já tava até sem graça. MAS DEPOIS DISSO FOI UM SUCESSO.

Quer dizer, Jonas e Elisa já tinham me dado umas duas voltas quando o cara mandou eu parar.

- Amigo, só pisa no freio quando for parar
- Não era para ir alternando?
- Não alternando entre o freio e o acelerador! Alternando entre pisar fundo no acelerador e relaxando o pé
- COMO É QUE É?
- É, ué
- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME SABOTOU

Eu esse tempo todo passando vergonha arrastando meu kart pela pista. Aaaaaanda. Para do nada. Aaaaaaaaaanda. Para. Vocês imaginem os solavancos. Mas ok. Depois disso, AÍ SIM, APENAS SUCESSO.

MEU DEUS DO CÉU É TÃO RÁPIDO E AQUELAS CURVAS PERFEITAS EU SOU INFINITO OLHA QUE MAESTRIA A MINHA OLHA EU DE RETARDATÁRIO NO MEIO DO CAMINHO ATRAPALHANDO JONAS E ELISA ARRASEI

Eu de fato fiz os dois baterem com meu kart desgovernado imprevisível no meio da pista Hahahahahah Mas em minha defesa quero dizer que fiz uma performance dramática de Jesus Take The Wheel apenas UMA VEZ. Se Jesus pegou naquele volante, ele dirige mal a beça.

E as bandeiras que eu tinha que ter decorado? Tinha bandeira da largada, bandeira de última volta, bandeira pra parar, acidente na pista, deixe seu coleguinha te passar, punição, AFASTE-SE DESSE VOLANTE AGORA, ordem e progresso, essas coisas. A única que eu decorei foi a de deixar os amigos passarem, o azul, porque eu sabia que ia acontecer muito comigo. Não errei. No tempo que eu estava dando a vigésima volta, Os dois já estavam na vigésima segunda. Risos. Eu tava morrendo de vergonha que os caras estavam me mostrando bandeiras de outras cores e eu não fazia ideia do que era pra fazer Hahahahahah Só acelerei e fingi que não vi. Bandeira branca pra mim era paz mundial. Caguei.



Cheguei em TERCEIRO LUGAR. Uma vitória pessoal, sinceramente só tinha nós três. Mas, sem brincadeira, quem sabe como seria se eu não tivesse sido SABOTADO desde o início? Talvez o mundo não estaria preparado para mim. Eu realmente fiquei impressionado de ter conseguido me divertir a beça atrás do volante, fazendo as curvas sem desespero, curtindo a adrenalina de meter o pé no acelerador numa pista reta. Não sei se Deus estava no controle, mas eu estava e foi ótimo mesmo assim.

RECOMENDO DEMAIS. Talvez não tenha TANTA graça para quem já sabe dirigir e manja dos paranauês, mas tenho pra mim que não é a mesma coisa, ainda vale a pena. Com certeza, voltarei.

1 item a menos na Lista! Faltam só 36

Posted on quinta-feira, dezembro 08, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

Ai, gente, o momento finalmente chegou. Depois de ANOS com essa história engavetada, retomada, editada e revisada, depois de ter esperanças de vê-la publicada por uma editora e dois nãos na cara, eu finalmente posso dizer que tenho um livro com início, meio, fim e muito amor publicado em algum lugar. Um livro que pode ser lido pelas pessoas, um livro que é real. Não Somos Um! Um livro que eu espero que vocês gostem tanto quanto eu.


"Téo está em busca da Garota Perfeita, uma garota que ele idealizou e com a qual tem certeza de que será feliz. Após a busca não encontrar resultados e Téo conhecer Victória, uma garota completamente fora dos padrões dele, eles resolvem se ajudar: Vic não aguenta mais a sociedade dizendo que ela precisa de um namorado para ser feliz e Téo está cansado de ser visto com pena por seus amigos por ser solteiro. Logo, eles forjam um namoro com regras e prazo de validade. Seria mais uma história clichê de namoro de mentirinha, contudo, a irmã de Téo é uma investigadora criminal de 11 anos de idade, a mãe dele entrou em guerra com a vizinha, seus melhores amigos estão brigando por causa de um país, um cara barbudo muito popular apareceu em seus sonhos e Victória trouxe consigo conflitos próprios e um ponto-de-vista que abala tudo em que Téo sempre acreditou. Juntos, eles terão que encarar o fato de que todo ser humano tem mais de um lado e vai além da primeira impressão."

Não Somos Um é uma comédia romântica adolescente que, nossa, representa praticamente tudo o que eu gosto. Eu sei bem quem eu sou hoje, mas esse livro foi idealizado pelo Felipe de 2012 e desde então vem sendo trabalhado por todos os outros que me tornei pelo caminho. O livro tem 32 capítulos que em breve serão publicados gratuitamente no Wattpad, mas agora você já pode conferir os 4 primeiros.


E, gente, marquem o vote (a estrelinha do Wattpad, é como se fosse um like) em todos os capítulos que vocês lerem e gostarem! Deixem comentários, mesmo que sejam apenas risadas ou citações do próprio capítulo. Tudo isso faz diferença para a história subir no ranking. E, tipo, não é pouca diferença! 5 comentários num capítulo já é capaz de jogar a história no Top 100. AJUDA EU!

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Agora que já foi, preciso dizer que o coração é um só, mas os sentimentos são muitos.

FELIZ, porque uma das minhas resoluções de ano novo era entrar em processo de publicação com esse livro (e Deus e vocês sabem que eu tentei correr atrás de agentes e não deu certo) e agora, aos 45 do segundo tempo de 2016, eu consegui. TÁ AÍ NO WATTPAD.

IMPACTADO, com a campanha de divulgação que deu super certo e eu não tinha ideia de que ia receber tanto amor em forma de apoio. Mais de 100 pessoas me ajudaram e gente de todo canto! Eu pude ver gente que conheci ao longo de toda minha vida surgindo para me apoiar e me bateu aquele sentimento de não estar sozinho. Acho que estou fazendo algo de bom com a minha vida, sabe? Essas pessoas GOSTAM DE MIM. Eu ainda preciso achar um jeito de agradecer melhor, até chorar eu chorei <3

ME CAGANDO DE MEDO, dessa história não ser tão boa, ainda mais com o tanto de link que agora existe dela publicado pelas redes sociais Hahahahahah Não se enganem, eu AMO essa história e todos os personagens, ela faz parte da minha vida, mas eu tenho noção completa de que não é o meu melhor trabalho, não é a melhor escrita que vocês já viram e muito menos uma história 100% perfeita. Ela é jeitosinha, mas bem desengonçada! O Felipe de 2012 começou, o de 2013 transformou, o de 2014 abandonou e retomou, mas foi o de 2015 que tentou fazer a coisa toda funcionar e trabalhou DEMAIS no livro. O resultado foi essa salada que eu só consigo amar. De Gênios, eu tenho muito orgulho, sou eu na minha melhor forma como escritor, nasceu em 2016. Por Não Somos Um, eu tenho carinho. Eu poderia escondê-lo numa gaveta pra sempre, mas, sinceramente, esse livro merece ter a chance de ser lido. Por isso que fiz o possível ao meu alcance para jogá-lo no mundo. Quem gostar, parabéns, quem não gostar, segue em frente, vida que segue.

REALIZADO, porque, pronto, tá no mundo. Chega de trabalho, chega de mexer nessa história, já fiz o melhor que pude. Agora é partir para outras, porque óbvio que quero escrever mais e melhor.

NA TORCIDA, pra esse livro cair nas graças do Wattpad e alcançar o top 10 de Ficção Adolescente. GENTE, QUE SONHO. Vamos fazer isso aí acontecer, por favor.

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Agora é ver o que o futuro me reserva e continuar escrevendo. Não pretendo parar. Já tenho contos engatilhados na mente, livro novo e tudo mais. É o que eu sempre digo até para mim mesmo, eu tenho que correr atrás dos meus próprios sonhos, ninguém mais vai fazer isso por mim. Então VAMO QUE VAMO.

Posted on segunda-feira, dezembro 05, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, dezembro 02, 2016

Vocês sabem que eu não sou muito de apreciar museu (só tem aquele monte de coisa pra VER), mas eu fui dar um olá para o Museu do Amanhã por dois motivos. Primeiro, a Ju me chamou, e Ju é uma das minhas pessoas favoritas. Além disso, uma das pessoas favoritas dela (Jaqueline) ia também, então já visualizei o sucesso. Segundo, muita gente falou mal do tal do museu, da mesma forma que criticam o Museu de Telecomunicações (que eu AMEI), e esse é meu parâmetro para avaliar o potencial de um museu: se quem gosta de museu não curte, é capaz de eu gostar. E vice-versa.

Mas acho que as pessoas estão certas dessa vez.

Amo que ele parece um ventilador gigante da ARNO

O caso do Museu do Amanhã é que ele já começa todo errado com esse papo de ser do AMANHÃ. Não dá para defender muito, a menos que ele fosse um museu com exposições de objetos fictícios do futuro. Isso sim seria digno do nome e juro que ia render mais dinheiro. Fica aí a dica para quem projeta novos museus (esse com certeza é o trabalho de alguém no Rio de Janeiro, tem um monte de museu aqui).

Eu sinto que a ideia que brotou no fundo do coração de quem primeiro sonhou com esse museu foi a de um lugar em que a galera entra sem propósito e sai de mãos dadas dizendo VAMOS SALVAR O MUNDO. Cafona e linda, do jeito que eu gosto. Porém, sinceramente, não sei que ruim deu lá no meio, mas o museu me pareceu muito negativo. Ele quase berra pra gente VOCÊS VÃO TODOS MORRER. Eu, hein.

Que a humanidade caga tudo em que toca, a gente já sabe, mas o Museu do Amanhã insiste em ficar "Olha quanta poluição é gerada! Em 10 anos, todo mundo terá problemas respiratórios" e "Animais! Amamos animais! Mas comemos muita carne e eles todos serão extintos até ano que vem" e "Vocês fazem tanto filho que em breve pessoas terão que lutar por um copo d'água. PAREM DE TRANSAR".

Até sei que ele diz umas verdades, mas tudo está no tom, não é mesmo? Cadê a sutileza? O Museu do Amanhã aponta muita desgraça, mas não deixa muito claro como sair dessa situação desgracenta. Poderia dar umas diquinhas básicas já que é tão espertão.

Outra coisa é que ele promete uma experiência de imersão, conexão com a vida e sei lá mais o quê, mas, quando a gente chega lá... É só um monte de tela passando vídeos que NINGUÉM tem paciência de assistir até o final. No começo, a gente vê todo mundo encarando as telas e até tenta dar uma disfarçada. A gente também para e fica "Nossa, olha essas informações sobre o DNA humano, que interessante", "Que incrível esse pesquisador falando por 10 minutos sem parar sobre um negócio que eu nem estava interessado em saber" até que finalmente "Caramba, esse vídeo não acaba? Que chatice. Isso é o quê, aula do Telecurso 2000?". Aí a gente abandona e vai para outra tela ouvir sobre, sei lá, mitocôndrias. São muitas telas. Logo no começo, há uma sala no formato de um globo, onde acontece uma projeção em todas as paredes. Daí tem gente que deita no chão e tudo para poder visualizar o teto e dá aquela sensação de "Vai ser incrível". Aí, assim, é até legalzinho, mas rolam várias imagens aleatórias e umas frases soltas que parecem super profundas na hora. O UNIVERSO. DE ONDE VIEMOS? O FUNDO DO MAR. O MEDO DO DESCONHECIDO. A CONTINÊNCIA DAS ABELHAS. REPRODUZIR! ENERGIAS. Daí saímos da sala e fica aquele "Oi? Abelhas?".

Esse negócio de deitar inclusive pode ser meio constrangedor. Enquanto a Ju e a Jaqueline estavam vendo vídeos sobre a escassez de alimentos (VOCÊS VÃO MORRER DE FOME) e a produção de tabaco (ENCHAM O PULMÃO DE CÂNCER MESMO, SEUS MISERÁVEIS), eu estava entediado olhando as pessoas deitadas no sofazinho assistindo "interessantes projeções nas telas de 3 metros". Daí gargalhei demais sozinho, tanto que Jaqueline e Ju vieram ver o que era tão interessante. Na minha opinião, foi o melhor retrato da humanidade que vi no museu. No caso, o cara deitado com as pernas arreganhadas e um rombo enorme na bermuda, bem nos fundilhos. Nenhum amigo pra avisar, coitado.

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Para não dizer que foi tudo tipo pombo, teve um joguinho no final que finalmente me animou. Uma tela (claro) que nos fazia umas perguntas até criativas ("Você trocaria todos seus dentes por próteses artificiais mais resistentes?") dava um perfil para a gente com alguns dizeres. Gente, tocou meu coração. Eu acredito mais naquele jogo do que em mapa astral. Não vou lembrar mais as exatas palavras, mas foi muito a minha cara, deu algo assim: "Você é meio hesitante, mas arrisca e vive novas experiências. Continue compartilhando suas ideias! O peso das suas experiências pode valer ouro para outras pessoas! O mundo se beneficiaria de mais pessoas como você".

GENTE!!! O MUSEU FLERTOU COMIGO. EU ME APAIXONEI. QUE MUSEU FOFO. EU ACREDITO 100% NELE.

A Jaqueline não curtiu muito, porque o jogo disse que ela é rabugenta. Risos. Eu saí de lá me sentindo uma pessoa excelente, autoestima 10/10. Recomendo a todos.


(O museu encheu tanto minha bola que depois a gente resolveu ir numa ~cafeteria gourmet~ e eu resolvi experimentar finalmente esses cafés gelados. Ainda ousei, porque no menu tinha mil tipos de cafés com descrição explicando o que vinha em cada um, mas escolhi um especial da casa cuja descrição era algo como "CAFÉ SURPRESA. PEÇA E SE SURPREENDA". Olha o risco. Mas o museu disse que minhas experiências VALEM OURO, então pedi esse mesmo. Foi um sucesso, uma delícia! Espero que essa experiência tenha agregado um valor imensurável à vida de vocês. Obrigado)

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Eu sei que o museu me ama e tal, e fiquei realmente lisonjeado, mas tenho que ser sincero. Não é grandes coisas. Não é aquele tipo de lugar que você vem de longe exclusivamente para aprecia-lo, mas pode ser legal incluí-lo num passeio com outras coisas, a Orla Conde e tal. Abaixe bastante suas expectativas. Tem muito daquela coisa de existir para agradar turista. Achei um desperdício aquela infraestrutura toda bonitona e aquele espaço todo disponível. Acho que vou mesmo enviar minha sugestão de exposição de objetos futuristas.

Posted on sexta-feira, dezembro 02, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, novembro 30, 2016

SPOILER: Não morri

Eu estava levando tudo na brincadeira e adorando inserir nas conversas "Acredita que vou na Bravus Race? rsrsrs Ai, ai". A ficha não tinha caído. Nem quando eu entrei no crossfit e comi o pão que a Pugliesi amassou a coisa toda não me pareceu real. Só no ônibus, indo para a Bravus com meu amigo, que O CAGAÇO BATEU.

Eu! Na Bravus! EU!!!

Mas voltar pra casa que eu não ia, né? Pois bem. Para entrar na ~arena~ do Jockey Club de fato, a gente tem que atravessar um túnel escuro e ali foi tipo atravessar para o outro lado da vida. A vida real ficou do lado de fora, porque, assim que saí do túnel, ERA OUTRO MUNDO. Gente, que atmosfera. Todo mundo com as brusinha combinando, um montão de gente se alongando, rindo, passando protetor solar, todo mundo feliz. Parecia um festival, aquele gramado gigante, tendas por todo canto, gente sentada na grama, música alta tocando. Ali eu realmente senti a atmosfera e fiquei KKKKK QUE QUE EU TÔ FAZENDO AQUI? KKKKK SERÁ QUE É SONHO? Eu nem sabia para onde olhar. Foi tudo muito rápido, muito fascinante. Quando eu vi, já estava junto com o pessoal da minha bateria, esperando darem o ok para a corrida.

Antes disso, enquanto eu estava deslumbrado com a Bravus Race, ouvi um "Isso aí, Felipão! Quero ver você fazendo bonito, hein". Quando eu olhei pra ver quem tinha falado... Gente. GENTE. MEU PROFESSOR DO CROSSFIT HAHAHAHAH Isso mesmo, o cara que me vê passando vergonha com a corda, com as barras, morrendo nos abdominais etc. EU NEM SABIA QUE ELE IA. Acho que até ele ficou confuso de me ver ali. Risos.

(Uma coisa que eu preciso comentar: na minha bateria, deveria ter umas 50 pessoas ou mais. Todas eram brancas. TODAS. Quer dizer, todas exceto meu amigo, que é negro. A Bravus Race é uma coisa tão de gente rica, gente. Isso a gente já vê no preço do ingresso. Para não dizer que não havia outras pessoas negras ao redor, havia sim. No pessoal do apoio, que estava lá trabalhando. Eu me senti meio desconfortável com a coisa toda, mas não comentei nada com o meu amigo)

Até que o cara que estava lá animando a gente perguntou quem ali era da "tribo do crossfit" e eu nem abri a boca para não envergonhar meu professor. Risos. IA COMEÇAR. Mandaram a gente fazer um juramento com coisas naipe VOU REDEFINIR MEUS LIMITES, VENCEREI MEUS MEDOS, NADA PODE ME PARAR etc que eu gargalhei em cada frase, mas repeti gritando para ver se entrava na vibe.

MANDARAM A GENTE CORRER E ENCARAR A COISA TODA.

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Gente, QUE EXPERIÊNCIA. Acho que eu tive MOMENTOS em todos os obstáculos, desde o primeiro muro de 3 metros que eu tive que pular no começo até as fogueiras que atravessei no final. E tudo foi muito legal, porque as pessoas realmente te ajudam. Eu não conseguiria sem elas e principalmente sem o amigo que foi comigo (Rogério, te amo, seu cagão). Eu fui possuído pela vibe EU SOU UMA MÁQUINA PERFEITA E SOU CAPAZ DE TUDO e, gente, muito sucesso.

Vocês tinham que ter me visto escalando os muros, arranhando a cara toda na lama, levantando troços pesados e sem perder o pique!

Minha maior vitória foi ter subido pela corda de 6 metros. Nossa, ali eu me senti O FAMIGERADO MONSTRO. A gente tinha que subir pela corda com nós e tocar um sino lá em cima. Foi meu momento de glória. DE GLÓRIA. A outra foi o tal do Monte Bravus, aquela rampa subindo que a gente tem que correr E SEGURAR NA MÃO DE DEUS e se agarrar em alguém. Voei feito um... feito alguma coisa que voa. DIRLIZEI.


Mas nem só de vitórias vive o homem, não é mesmo? Eu fui uma derrota em tudo que dependia da força dos meus braços. Em tudo que consistia em atravessar um lago se pendurando em barras horizontais, argolas e/ou cordas, tava eu lá: de cara na água Hahahahah Também caí na água na hora de atravessar o QUEBRA-NOZES, que nada mais é que uma madeira fina onde a galera tem que passar por cima se equilibrando, projetada malignamente para acertar os bagos de quem cair de perna aberta ali. Um amor os idealizadores dessa prova. DEUS É MAIS, e eu só caí para o lado mesmo.

Como eu já esperava, meu maior mico foi carregar meu amigo nas minhas costas. Ele pesa uns 40 quilos a mais que eu (quem não pesa, não é mesmo?) e, assim que ele subiu nas minhas costas, o resultado não poderia ter sido outro. EU DERRUBEI ELE NO CHÃO HAHAHAHAHAH e caí junto, claro. Todo mundo riu, minha cara ardeu. Mas fui quase até o final carregando ele depois. Um cara do apoio:

- Migo, vem andando, tá bom já
- MAS VOCÊ VIU QUE EU TENTEI
- É... Mas não tava dando pra vc não
- MAS EU TENTEI

EU TENTEI, GENTE. Fui carregado como uma pena depois. Rogério até correu comigo nos ombros. Exibido do caramba.

Outros MOMENTOS... : Minha bermuda agarrando no arame, eu comendo lama sem querer, eu gritando MAS QUE GENTE MISERÁVEEEEL assim que saí da piscina de gelo e depois eu pedindo desculpas para o cara que eu tive que pisotear na pirâmide humana.

Saldo geral: 0 hematomas, 0 fraturas, 0 mortes. Achei sucesso!

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Uma pena é que não deu pra tirar foto de nada. O ideal é alguém ir para te assistir e bater as fotos. Teve gente que levou aquelas câmeras especiais que podem entrar na água, na lama, etc. Tirei fotinhas de antes e depois :)



Postei antes no Twitter e ficou todo mundo "Mas nooossa, você está tão limpo, será que fez tudo mesmo?". EU VOU AÍ DAR NA CARA DE VOCÊS HAHAHAH Mas, realmente, pelas fotos oficiais, eu estava esperando sair de lá irreconhecível pela lama e desgraça. Mas nem teve o monte de lama que prometeram, só um pouco no começo. Foi tanto tombo na água que fui lavado. Vez ou outra também surgia um cara enviado por satanás com uma mangueira gigante e ATIRAVA água na gente. E, claro, tem meu brilho natural, que me faz ficar lindo e atraente em todas as minhas aparições (não).

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EU QUERO MAIS. Mas talvez só no final do ano, porque, gente, 180 reais, né. Mas vale a pena! Vá! Use protetor solar (eu esqueci e tô com a cara toda ardida)! Leve alguém com você (acho que deve ser meio chato ir sozinho)! Recomendo a todos que tenham o mínimo de molejo para encarar atividades físicas. Não é aquela coisa de "qualquer um faz", mas só um ou outro obstáculo é do naipe IMPOSSÍVEL. Com a ajuda do pessoal, fica ainda mais fácil.

Foi um dia vitorioso e acho que todo mundo merece um dia desses. Meu amigo disse que foi a melhor experiência da vida dele. Eu vou guardar forte no coração.

Posted on quarta-feira, novembro 30, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, novembro 25, 2016

Mas, nossa, Felipe, você já chegou dando spoiler no título? Isso mesmo! Vão lá na Amazon me deixar rico, nem precisa ler o resto. Obrigado.


Brincadeira!

Depois da experiência de finalmente publicar uma história completa na internet, ser lido e receber comentários muito positivos a respeito, eu decidi levar "Não sei lidar com Gênios" pra Amazon. Mentira, mais de uma pessoa me pediu para publicar lá pela praticidade, visibilidade etc e eu fiquei por que não? Daí foi para lá.

Então agora é isso. Você que sempre quis ler alguma coisa minha e ainda não leu Gênios, pode fazer isso de duas formas:

1) Acessando o Wattpad e lendo a história gratuitamente (aqui). Por favor, não esqueça de marcar a estrela (eles chamam de "vote") em cada capítulo lido! Funciona como um "like". Quanto mais estrelas e comentários uma história tem, mais para cima no ranking ela sobe e pode ser vista por mais gente.

OU

2) Pagando R$ 2,50 pelo ebook na loja da Amazon (aqui). O meu objetivo não é ganhar dinheiro nem ficar rico com Gênios. EU QUERO SER LIDO. Como muita gente não se entende com o Wattpad e prefere as facilidades do Kindle e tal, está aí. Aliás, você que vai ler ou já leu a história, deixe sua avaliação e comentário lá na Amazon! Isso conta demais para atrair novos compradores.

Amem essa história tanto quanto eu amei, obrigado.

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A Dana se ofereceu para dar uma ajeitada na capa desse conto (DANA, EU TE AMO), e aqui está a nova:


Ok, é muito parecida com a antiga. Risos. Mas não é igual! Agora tem mais espaço vazio, não fica tudo entulhado (me dava essa impressão), algumas carinhas mudaram e não tem mais aquela frase de créditos para o ilustrador (eu descobri que não precisava dar créditos na capa em si, agora os créditos estão no interior do livro). Para vocês lembrarem como era antes:


Vou cortar amizade com quem falar que prefere a antiga.

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Para terminar, Não Sei Lidar com Gênios agora está no Skoob também. Minha primeira história lá! Quem usa o Skoob e já leu, quer ler etc agora pode colocar Gênios na sua estante :)

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PS: Não esqueçam que está rolando campanha para divulgar Não Somos Um, meu primeiro livro! AJUDA EU.

Aqui é só sucesso, rapá!

Posted on sexta-feira, novembro 25, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, novembro 23, 2016

Oi, pessoal! 

NÃO VIM AQUI PEDIR DINHEIRO.

Este é um post MUITO importante. Depois de ler até o final, vocês estarão aptos a conduzirem a dominação mundial me fazerem mais feliz. AJUDA EU.

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Quem acompanha o blog sabe que escrevi um livro e ele foi rejeitado por uma agência literária. Mas não desisti. Fui atrás de outra agência e, depois de muito esperar, a resposta chegou! E a grande novidade é que, TCHAM TCHAM TCHAM TCHAM, a segunda agência não demonstrou interesse também. "Infelizmente, o original submetido não se enquadra no que estamos buscando no momento". Risos. Ou seja, a primeira história que escrevi não conseguiu uma casa e eu meio que desisti de procurar.

Não estou desistindo dos meus sonhos nem nada disso, é só que essa história já foi escrita há muito tempo e quase não me representa mais. Foi meu começo. Eu já melhorei bastante desde então no quesito escrita, tá aí Gênios me enchendo de orgulho para provar, e não quero mais ficar preso a essa primeira história. Quero escrever mais e melhor.

Acontece que eu amo demais os personagens de "Não somos um", as cenas que eu mesmo escrevi e a mensagem que eu acho que consegui passar. Faz muito parte de mim e, pode até ter sido escrito há muito tempo, mas acredito que mereça ser lido. Eu não sei quem vai gostar e quem não vai. Talvez quem leia o blog agora e/ou quem acabou de ler Gênios estranhe um pouco, mas ainda tenho fé que meu primeiro livro pode causar algo de bom no leitor. Vou escrever melhor, sim, mas Não Somos Um vai ficar aí para entretenimento, risos e coração quentinho de quem for ler.

Diferente de "Não sei lidar com Gênios", essa livro é YA, literatura para jovens adultos. Os personagens têm por volta de 17/18 anos. Historinha clichê e cafoninha do bem, mas cheia de personagens para amar do jeito que Deus quis.



SINOPSE: "Téo está em busca da Garota Perfeita, uma garota que ele idealizou e com a qual tem certeza de que será feliz. Após a busca não encontrar resultados e Téo conhecer Victória, uma garota completamente fora dos padrões dele, eles resolvem se ajudar: Vic não aguenta mais a sociedade dizendo que ela precisa de um namorado para ser feliz e Téo está cansado de ser visto com pena por seus amigos por ser solteiro. Logo, eles forjam um namoro com regras e prazo de validade. Seria mais uma história clichê de namoro de mentirinha, contudo, a irmã de Téo é uma investigadora criminal de 11 anos de idade, a mãe dele entrou em guerra com a vizinha, seus melhores amigos estão brigando por causa de um país, um cara barbudo muito popular apareceu em seus sonhos e Victória trouxe consigo conflitos próprios e um ponto-de-vista que abala tudo em que Téo sempre acreditou. Juntos, eles terão que encarar o fato de que todo ser humano tem mais de um lado e vai além da primeira impressão"

Em breve, vocês poderão ler Não Somos Um, ou NS1 para os íntimos, gratuitamente no Wattpad!

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MAS COMO A GENTE FAZ PARA TE AJUDAR, FELIPE?

QUE BOM QUE VOCÊS PERGUNTARAM. Eu quero fazer o melhor que posso por NS1. Tenho um carinho imenso pela história. Esses personagens merecem meu esforço. Não consegui agências/editoras, mas acredito no poder da internet e quero mais é que o livro seja lido. Quanto mais gente, melhor.

O Wattpad tem um ranking de Mais Lidos onde ficam expostas as histórias com maior engajamento. Número de leituras, comentários, estrelas ("votes", é como um like no capítulo), tudo conta. Quanto mais engajamento, mais a história sobe no ranking e ganha mais visibilidade no site. Nem é preciso ser famoso. Bebê Interessante, meu primeiro miniconto publicado lá, ficou em segundo lugar na categoria de Humor por vários dias! Teve mais de 2 mil leituras por conta disso. Por outro lado, Gênios só chegou ao 68º lugar e teve um pouco mais de 300 leituras. Sentiram o poder do ranking?

Meu plano megalomaníaco é colocar NS1 pelo menos no top 10 de Ficção Adolescente. 

E para isso eu preciso de gente. Preciso de engajamento logo nos primeiros dias, que é quando a história sobe com mais facilidade. E, gente, nem é necessário 5 mil estrelas, 20 mil comentários e 100 mil leituras. Com 20 pessoas deixando 1 comentário e dando 1 like por capítulo, a coisa funciona.

Mas claro que ninguém é obrigado a comentar e gostar da história, jamais pediria engajamento falso.

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Por conta disso, estou iniciando hoje uma campanha no Thunderclap.

QUE RAIOS É THUNDERCLAP, FELIPE?

Eu também não sabia até a Anna me apresentar (obrigado, Anna!). O Thunderclap é um site que ajuda a ampliar o alcance de nossos links. E é por isso que usarei para divulgar NS1 assim que for publicado no Wattpad, dia 5 de dezembro.

COMO FUNCIONA?

Através da campanha que criei, vocês poderão me doar 1 tweet, 1 postagem no Facebook e/ou 1 post no Tumblr de vocês. E, com essa doação, eu divulgarei meu livro. No dia 5 de dezembro, através dos perfis de todo mundo que doar para a campanha, vai ser postada uma mensagem sobre a estreia de NS1 no Wattpad. SÓ ISSO.

QUAL É O DESAFIO?

O desafio é que o Thunderclap exige um mínimo de pessoas para que as mensagens sejam postadas, e esse mínimo é: 100 (CEM) pessoas. Sinceramente, eu nem sei se conheço 100 pessoas. Vendo a participação aqui no blog e nas redes sociais, eu diria que tenho no máximo umas 30 Hahahah E é por conta disso que, gente, EU PRECISO DE VOCÊS. MUITO. Eu sei que alguns de vocês terão seguidores e amigos que se interessarão por NS1, isso já basta, logo não importa muito se você tem 10 mil seguidores ou 5. Eu ainda preciso de você para alcançar a marca de 100 pessoas.

Se eu não conseguir o número, nada feito. Mas, como eu disse, eu acredito no poder da internet e não me custa muita coisa tentar. Se der, ótimo. Se não der, fica para a próxima. Mas, por NS1, eu vou tentar.

COMO FAÇO PARA PARTICIPAR?

É muito simples. Você só precisa acessar o Thunderclap aqui, escolher a rede social que deseja usar e, se quiser, editar a postagem que será publicada em seu perfil. Pronto!

Se você quiser ajudar ainda mais, pode divulgar este post para que outras pessoas apareçam para apoiar a campanha também!

Além disso, me deixem saber que vocês estão aí me ajudando! Comentem, mandem mention, me marquem. Eu gosto de saber quem está aí do outro lado :)

***

Então, é isso. Será que vai funcionar, gente? Eu tô bem ansioso. Nunca fiz nada do tipo. Eu vou ter que ativar a rede inteira de contatos do blog, que aliciar meus amigos, parentes e conhecidos, vou ter que parar pessoas na rua (mentira), farei um pacto com o DAREI O MEU MELHOR.

Que Não Somos Um chegue bem!

Posted on quarta-feira, novembro 23, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, novembro 21, 2016



Vim aqui para atestar que esse tweet está correto. É REAL. Eu tento incluir crossfit em todas as minhas conversas desde o dia que coloquei meu pé na academia e fiquei em posições estranhas para sentir os músculos.

- É sempre bom fazer alguma coisa diferente, né?
- Sim! Tipo eu, que iniciei no crossfit na semana passada e
- Você já contou

- Eu paguei o maior mico naquele dia! Hahahah
- Que nem eu que estava no crossfit tentando levantar a barra e
- É, você falou

- POR ISSO QUE EU FAÇO CROSFFIT
- O que isso tem a ver com política, que no caso é o assunto da conversa, Felipe?
- ...

¯\_(ツ)_/¯

Desculpem o transtorno, precisamos falar de crossfit. MAS ESTE BLOG É MEU E AQUI NINGUÉM VAI ME IMPEDIR

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Uma experiência dentro da experiência está sendo pular corda. Que desafio, meu deus. Coordenação motora, please come to Brazil. Eu nunca pulei corda antes. Fui tentar pular corda no crossfit, pois professor disse que é fácil, que eu posso tudo e que meu corpo é uma máquina invencível etc aquelas bobajadas todas, mas aparentemente há limites. Gente, que fiasco. Nem uma voltinha.

Como sou um aluno aplicado, fui praticar em casa, pedi corda emprestada e tudo. Vocês iam adorar me ver pagando mico no quintal. A corda agarrou no pescoço, nos fios de eletricidade, nas árvores... Acertei o cachorro sem querer, tomei chicotada nas canelas, quase caí uma vez. Derrubei uma planta da minha mãe (era um cacto e passa bem, não contem a ela). Depois de muito treino, consegui incríveis SEIS VOLTAS. SEIS!!! Sou um atleta nato.

Seria uma pena se no crossfit pedissem pra gente pular CENTO E VINTE VEZES. Quem sabe um dia, né? (nunca)


Se você não me quis assim...


Não me procure quando eu estiver assim...


***

Uma coisa legal do crossfit é que ele é muito democrático. Serve pra todo mundo. Homem, mulher, idades variadas... A maior parte da minha turma não preenche os requisitos de modelos fitness. Que bom, gosto assim. Mais legal ainda é que o crossfit trabalha várias habilidades, tipo força, equilíbrio, velocidade etc, então é difícil alguém ser o melhorzão em tudo. Tem um cara lá que sempre termina antes de todo mundo. É forte, rápido, nunca perde o fôlego. Mas o bonito sabe pular corda? Também não sabe. A pessoa mais forte do grupo é uma menina mais nova do que eu. Ela aguenta pegar umas barras com pesos IMENSOS. A mais rápida também é uma mulher. Acho que ela é a mais velha da turma (!), mas disse que é ex-velocista e isso explica tudo. Amo gente.



***

A barra é outro problema. Vocês já devem ter reparado nas fotos minhas que posto por aí que meus braços não foram exatamente projetados para pegar peso. Teve um dia que o professor tava:

- Aí vocês levantem a barra cinco vezes, ok? Tem esse peso de 30 kg, mas vocês podem tentar com o de 10 kg também.

Vocês conseguiram levantar os 10 kg? Porque eu também não. O de 30 kg, eu nem tentei. Só de olhar pro trambolho já dava para ver que não ia prestar,

- Humn... Tenta naquela dali, Felipe.

Gente, professor me mandou pra uma barra que eu só posso descrever como uma barrinha de criança. Parecia infantil. Uns pesos minúsculos, as cores felizes. MAS OK, NÉ, vamos aceitar essa humilhação.

Também não consegui HAHAHAHAHAH

Nem depois que ele pediu para eu usar a barra SEM PESOS.

¯\_(ツ)_/¯

***

Eu comi o pão que o diabo amassou na última aula (só eu falo aula, todo mundo fala ~treino~). O último desafio era correr na rua, dando 3 voltas na academia. Estava todo mundo muito na minha frente. Eu começando a correr e a velocista deveria estar em casa já. ME ESQUECERAM NA RUA. Quando eu finalmente voltei pra dentro da academia, já estava todo mundo no alongamento final.

- Felipe!!! Esqueci que você estava lá fora ainda.

Nunca me senti tão ABANDONADO. Mas, bom, por ser difícil, também foi um dia de vitórias, em que fiz corda, barra, pesos, corri etc, sem nem reclamar (mentira). Daí, no alongamento final...

Câimbra. 

Era só esticar a perna e tocar com a mão a ponta dos pés e eu não aguentei. Fiquei EPA, há algo errado. Fui desfazendo a posição casualmente sem fazer alarde, mas a câimbra me possuiu e em 10 segundos eu tava no chão querendo arrancar minha perna. Risos.

- Felipe!!! Tá tudo bem?
- Câimbra na perna rsrsrsrs
- Deixa eu te ajudar
- NÃO, AFASTE-SE

Professor não me obedeceu, agarrou minha perna, levantou e esticou. A DOR, GENTE. E eu lá no chão, PLAH. Vocês acreditam que sei lá que bruxaria foi essa que ele fez que passou a câimbra? Só levou minha pouca dignidade restante embora.

Esse gif novamente me representando demais

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Última semana minha no crossfit antes da Bravus Race e agora que a ficha está caindo. Gente, a Bravus Race. A BRAVUS RACE. Todo mundo que conhece a corrida e eu comento que vou reage com

VOCÊ??? 

Acho ofensivo, mas justo. Ativem aí suas correntes de orações ou seja lá o que garante boas vibrações na religião de vocês. Vamos ver no que vai dar.

Posted on segunda-feira, novembro 21, 2016 by Felipe Fagundes

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terça-feira, novembro 15, 2016

Como eu prefiro guardar minha tristeza e resolver tudo comigo mesmo, se tornam raros os momentos em que não estou aplaudindo o sol, amando a segunda-feira e apaixonado por todas as pessoas boas que existem no mundo. Eu sei que isso acaba passando a impressão de que vivo num reino mágico em que nunca chove, mas, pelo amor de Deus, gente, isso não existe. Minha vida é comum também. É tão comum que, apesar de eu vir aqui com uma ou outra cafonice bonita, todo bem resolvido, eu também tenho crises. Tem dias que eu tô só o meu cachorro favorito da internet.

Um dos itens da minha Lista é emoldurar esse cachorro
Amo demais

Nada chega a tirar meu sono, pois durmo como uma pedra, mas, se algo fosse capaz disso, seria a crise dos 20, que diz que estou velho demais para TUDO. Nossa, tem dias que é paralisante. Uma diferença é que a maioria das pessoas na crise dos 20 não tem ideia do que fazer. Eu já sofro do contrário: tem MUITAS coisas que quero fazer e nenhum tempo hábil para fazer isso. Quero escrever livros, negociar minhas músicas, ser bem sucedido na minha carreira, fazer uma reviravolta na minha igreja, encontrar as minhas pessoas, construir um exército de realizadores, salvar o mundo... A lista é enorme. E EU JÁ TENHO VINTE E CINCO ANOS. Toda vez que penso nisso me dá uma gastura. Eu me sinto impotente contra o tempo, não sei pra onde correr. Fico pensando em tudo que eu já deveria ter, ainda mais se caio na bobeira de ver gente mais nova do que eu conquistando coisas (sim, é mesmo uma bobeira). COMO LIDAR? Ficava aí o suspense.



Daí que, meses atrás, a Anna me indicou esse tal de A Idade Decisiva (Meg Jay), mas foi só recentemente que a crise apertou e eu disse a mim mesmo: É AGORA A HORA DESSE LIVRO. O livro da Meg Jay trata exatamente disso que eu estava sentindo e, pior, diz que estou certo. Ninguém vive pra sempre, o tempo é mesmo limitado e dos 20 aos 30 anos é a época mais favorável para se conquistar as coisas que queremos. Então por que nessa faixa etária a gente vive como se ainda não fôssemos adultos e nada fosse muito importante? POIS É IMPORTANTE, SIM. O livro joga essa pressão toda na gente, verdade, mas pelo menos dá umas dicas de como aproveitar essa fase.

E, meu deus, eu estava mesmo precisando de dicas.

A que mais me atropelou foi a da força dos vínculos fracos. Deus e vocês sabem o quanto sou entusiastas de pessoas e vínculos FORTES. O tanto que eu falo sobre a minha pessoa, sobre ser a person dos outros e sobre manter contato com as pessoas que você ama tá aí de prova. O que eu enalteço é o que a Meg Jay chama de tribo. E, risos, diz que é superestimada. Quer dizer, ela admite que essa tribo tem um papel fundamental de apoio e que rende bons momentos etc, PORÉM não são os maiores responsáveis por mudar nossa vida. A tribo urbana pode até ser quem vem trazer sopa quando estamos doentes, mas são os vínculos fracos quem geralmente nos fazem prosperar.

Aquele parente distante, aquela pessoa que você conheceu numa festa na noite passada, seus ex-colegas de trabalho, pessoas que estudaram com você, fulanos da sua mesma igreja... Esses são os vínculos fracos. São pessoas que você conhece ou já conheceu, mas vocês não têm AQUELA intimidade. Vocês têm ou tiveram uma boa relação de convivência e só. Mas esse "e só" é o suficiente para que eles apresentem a você novas oportunidades. Novos lugares, novas pessoas, novos empregos, novas ideias. E isso é transformador! O livro não diz para abrir mão dos nossos amigos. Pelo amor de Deus, gente. Só diz para não desperdiçarmos os vínculos fracos que temos.

O perigo de focar sua vida na sua tribo é que você acaba convivendo apenas com pessoas com ideias afins. Alguns gostos parecidos, visitando os mesmos lugares, enfrentando as mesmas dificuldades, as dúvidas de sempre etc. É excelente para a sanidade mental, mas nenhum dos seus amigos mais íntimos vai surgir com uma oferta de emprego maravilhosa pra você. Eles estão no mesmo barco contigo. Claro que pode acontecer, mas é improvável. Aquela tecla do networking no ambiente de trabalho que todo mundo vive batendo é super real.

Bom, eu até acho que tenho feito um bom trabalho dando chance para pessoas que de cara não têm muito a ver comigo, mas tenho 25 anos e, no quesito carreira profissional, eu ando meio travado. Se eu quero aproveitar essa fase favorável, já vi que vou ter que ativar meu networking JÁ e ver no que dá.

Eu estava muito apavorado pensando no meu futuro - já sou velho demais! -, como se estivesse à deriva só vendo a vida acontecer. Ok, esse negócio de apostar nos vínculos fracos ainda é meio assustador, mas, pelo menos, é a minha oportunidade de fazer alguma coisa. Parado, eu não fico mais. Vamos acompanhar.

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Oi!

1) Você sabe que eu preciso que a internet me dê visibilidade para eu seguir meus sonhos de escrever histórias, então... Você poderia compartilhar este texto nas suas redes sociais? Se foi interessante e/ou útil para você, claro.

2) Se você for um vínculo fraco meu e não quiser compartilhar o texto, pode pelo menos me chamar para um café? Obrigado :P

Posted on terça-feira, novembro 15, 2016 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, novembro 10, 2016

Estava eu calculando minhas chances de passar pela Bravus Race com graça e glória e o resultado foi um só: zero. Disappointed but not surprised. Gente, é corda pra subir, plataforma pra pular, peso pra carregar, dignidade para perder, muita coisa num dia só! Era capa de eu entrar naquele monte de lama e nunca mais me encontrarem. Daí conversando com minha guru espiritual e veterana da Bravus Raquel, chegamos a conclusão de que seria bom pra mim ~treinar~ crossfit antes do grande evento.

(Vou dar uma explicação de leigo aqui. Se você for um profissional do crossfit, pode aparecer pra corrigir. O crossfit é um treinamento que trabalha tudo. Força, equilíbrio, flexibilidade, coordenação, velocidade etc. É uma série de exercícios variados juntos num treino só. Pular corda, arrastar pneus, levantar barras, correr e outras coisas que eu jamais imaginaria)

A minha primeira reação foi: HAHAHAHAHAHAH. Mas a segunda foi reconhecer aquela sensação que QUEIMA NA MINHA ALMA quando estou prestes a me meter numa cilada do bem e é impossível escapar dela. Eu ia mesma entrar numa academia.

EU FUI, E vou deixar esse vídeo aqui só para vocês terem uma ideia do que passei.

Spoiler: eu no final do treino

Entrei na academia meio acuado. Tava esperando gente hostil, sei lá, aqueles caras bombadões, atletas, turma do whey e da batata doce, as gatas negras antipáticas, mas só tinha gente comum. Gente magra, gente gorda, gente de todas as idades, gostei assim. Ninguém riu da minha cara ou tacou um balde de sangue na minha cabeça, então eu acho que preciso atualizar minhas definições sobre os seres que habitam academia.

Avisaram ao professor que seria minha aula experimental, daí ele teve mais cuidado comigo e tentou me explicar as coisas todas.

- Nós vamos começar com vinte squats, depois fazemos dez sit up e aí é só encarar o TRX
- WHAT
- Tudo bem pra você fazer jumping jacks?
- Eu não faço ideia do que você está falando. Moço, eu sou um desastre humano, você vai ter que ir devagar
- HAHAHAHAHAH Não existe isso de desastre humano

Talvez a opinião dele tenha mudado depois a aula. Gente, ele anota uma série imensa cheia de nomes que nunca ouvi falar, mas que aparentemente todo mundo entende e a gente tem que sofrer das mais variadas formas. É divertido Hahahahah Mas ninguém me disse que tinha que ser fluente em inglês para praticar exercícios. Vocês tinham que ver minha cara quando descobri que o tal sit up é ABDOMINAL e o jumping jack são os famigerados POLICHINELOS. Tem uns que me fazem rir, tipo o jumping over the box que é literalmente isso mesmo. Pular sobre a caixa. POR QUE NÃO FALA EM PORTUGUÊS, CARAMBA?

- Depois você vai pro wall ball e termina com um Schwarzenegger
- Q

Tem um espelho gigante no recinto que dá pra ver todas as posições ridículas as quais me submeti. Às vezes, eu tenho que parar pra rir.

REFLITAM


Por incrível que pareça o meu problema não é o condicionamento físico. Quer dizer, é também, não sou nenhum atleta, mas a vergonha e a falta de coordenação motora são o que mais me quebra. O professor me mostra os movimentos e eu fico séculos tentando fazer igual, mas sou incapaz.

- Empina mais esse quadril, Felipe
- *acha que está empinando o quadril*
- Não, Felipe, o QUADRIL. Como se vc fosse sentar.
- Mas
- Joga o bumbum mais pra trás
- Gente

"Como se vc fosse sentar", "Empina mais o peito", "Põe acima dos joelhos". São comandos que meu cérebro aparentemente não sabe interpretar. E todo mundo faz bonitinho. Eu fico que nem aquelas pessoas perdidonas no meio de um flash mob.

(Esse lance da bunda também me constrange um pouco. Aliás, se você gosta de bundas, se você tem uma bunda ou se você é uma bunda, capaz de se sentir muito à vontade no crossfit, pois sempre tem uma bunda apontada para você, não importa para onde você olhe)

- Tenta girar a corda, Felipe
- Assim?
- CUIDADO PRA NÃO ACERTAR O COLEGA DO LADO
- Ai, meu deus

Eu descobri que não sei pular corda. Eu fiquei travado com a barra na mão e professor veio me salvar (MOMENTOS...). Abdominal é coisa do demo. Mas quem diria que eu conseguiria enfrentar a vergonha de CORRER NA RUA? Pelo menos isso eu sei fazer direito, dei 5 voltas na academia, me senti na São Silvestre.

***

Meus amigos fitness disseram que no começo é assim mesmo, você se sente destruído, mas logo vem o barato, o prazer, a endorfina e sei lá mais o quê. Bom, acho que já estou na metade do caminho, pois com 2 aulas já me sinto DEBILITADO. Quem foi o príncipe que quase saiu rolando do ônibus porque não sentia as pernas na hora de descer? EU. Os braços doem, as pernas, JESUS, uma performance dramática cada vez que preciso sentar.

Apesar disso, eu tô achando bem legal. Todo dia os exercícios mudam, há um mundo de possibilidades, a hora passa voando. Acho que todo mundo é capaz de fazer. É cansativo PRA CARAMBA. Mas nada impeditivo. Claro que eu estou encarando isso só pela Bravus, não é meu tipo de atividade favorita, mas recomendo. Nem que seja para tirar sarro da própria cara. Talvez o professor esteja certo e essa coisa de desastre humano não seja tão grave assim.

Posted on quinta-feira, novembro 10, 2016 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, novembro 03, 2016

Fiz uma trilha com a rapeize dia desses e não sei explicar como eu, dentre todos, sou o mais aventureiro. Eu sou 0% atlético, tenho 1,73 de altura e, risos, peso 56 kg, daí vocês façam as contas e imaginem a largura do meu braço. Amo andar, escalar, explorar, mas só de teimosia mesmo.

Foi a primeira trilha deles. Daí que dois inventaram de levar uma bolsa ridícula que todo mundo sabe que não é legal de levar pra trilha (eu tinha avisado). Pesada, ruim de carregar, molhada porque tinha suco de caju (???) dentro dela vazando... Um fardo mesmo.

Eles combinaram de cada um carregar metade do caminho, mas já tinha dado metade do caminho e um deles não queria levar de jeito nenhum ("Pô, cara, continua com ela, tá chegando já, você já se acostumou ao peso"). E eu tô lá só vendo o outro carregando a bolsa, ficando pra trás. Ele tentou repassar três vezes, e o outro amigo cagando, sabe?

Eu teria largado aquela joça no chão, sinceramente.

Achei aquilo um abuso TÃO GRANDE que tentei mandar um comentário passivo-agressivo ("Acho que já tá na hora de vc carregar, né?"), mas que não teve efeito algum ("Ele tá de boa com a bolsa").

Tava uma ova. Eu estava quase pegando em armas, mas resolvi dar uma de Martin Luther King Jr. O que eu fiz? Isso mesmo, peguei a bolsa. Rodeado de fulanos com quase o dobro do meu peso, gente de academia, eu fui lá e peguei o raio da bolsa pra carregar junto com a minha mochila.

Confesso que adorei o choque, vivo pra isso. Não demorou nem 2 minutos pro amigo sem noção pegar a bolsa da minha mão. Aí ficou todo mundo:

- É SÉRIO QUE VOCÊ IA DEIXAR O FELIPE CARREGAR A BOLSA? O FELIPE???

Ninguém põe fé em mim Hahahah

- EU JÁ IA PEGAR ALI NA FRENTE.

Tá que ia. Eu não levantei a voz nenhuma vez, achei sucesso. O lance da Não-Violência é ousado, no fim das contas. É um risco. É tentar algo diferente, sem nenhuma garantia, esperando pelo melhor e crendo numa bondade inerente que existe em todo mundo. A gente aceita o ônus até essa atitude despertar a consciência das pessoas.


É aquele tipo de coisa que não dá para exigir das outras pessoas. "Amigo, sofre um pouquinho aqui que depois, talvez, a coisa toda acabe". Mas tô aqui só pra dizer que esse caminho existe. Vai que você é que nem eu que está cansado de brigar, gritar e de fazer o ódio circular. Quero aprender mais dessa alternativa para vencer as minhas guerras.

Posted on quinta-feira, novembro 03, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, outubro 31, 2016

Gente, aquele professor. Ele jamais para, é tipo a Kimmy Schmidt. Eu estou de fato tendo que me virar para ter uma nota decente, isso é bem legal, mas cada sábado é girar uma roleta com as fatias "Situação desafiadora", "Riso histérico" e "Desgraçamento mental". A gente nunca sabe o que vai encontrar quando abrir a porta.

Ele tinha inventado aquela competição em que um aluno arranca elásticos do outro quando esse outro fala em português na aula, sendo o vencedor do jogo quem tiver mais elásticos no final do semestre. Gente, esse jogo ME POSSUIU. Eu sempre me vi como uma pessoa pouquíssimo competitiva, mas esse professor destruiu minha alma e me transformou num demônio roubador de elástico. Acho que criei guerra com todos os alunos da turma MUAHAHAHAHAH

- FELIPE, VOCÊ PRECISA PARAR
- EU OUVI VOCÊ FALANDO EM PORTUGUÊS
- EU FALEI NO OUVIDO DELA, COMO VOCÊ OUVIU???
- NÃO INTERESSA

Coisas desse naipe aí. A média da turma tava, tipo, 10 elásticos pra cada um. Eu estava com 21 HAHAHAHAHAH Meu lado maligno despertou tanto que chegou uma hora que eu mesmo coloquei a mãozinha na consciência e dei um basta. Desisti do jogo. Eu provavelmente ia ganhar, mas, gente, minha sanidade mental. Eu ficava agoniado na aula, estressado, irritado com quem não jogava justo. Você me dá uma regra e eu sigo que é uma beleza. Desisti mesmo. Caguei. Professor disse que vai colocar uma foto minha como PICTURE OF SHAME na formatura, mas não ligo. Eu sou acostumado a ser amado em todo lugar que eu vou, sou muito bestinha pra seguir pisando no pessoal. Mas que foi bom, foi.

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Época de Halloween e todos sabemos que rola um siricutico na alma de quem trabalha nesses cursos de inglês, um fogo no coração, uma nova razão de viver, sei lá. Eles levam isso a sério (Esse post, inclusive, é um oferecimento meu para o deleite da Paula, que também trabalha numa escola de inglês e é entusiasta de Halloween). Daí que professor disse que TODO MUNDO tinha que se fantasiar e ai de quem viesse com roupa normal. Cara, assim, EU SÓ QUERO ME FORMAR. Sem condições de ir com fantasia nenhuma. POIS BEM. Daí que eu estava chegando no curso e recebi essa mensagem do professor no grupo da turma.

Oh, boy
Pra vocês verem que eu não tô inventando

Aí a roleta magicamente se transformou numa grande única opção chamada HUMILHAÇÃO PÚBLICA. Vou deixar aqui fotos exclusivas do meu terrível destino nas mãos desse ditador.


Isso supostamente é uma múmia

Eu ainda TEMI PELA MINHA VIDA quando tivemos que trocar de sala (ar-condicionado quebrou) e eu tive que andar em público DESSE JEITO. Aposto que ele que foi lá e quebrou o ar de propósito. Vocês não sabem como é difícil descer uma escada pulando de degrau em degrau para não rasgar uma ~fantasia~. Não sei como não saí rolando. Passamos pela secretaria, e as meninas que trabalham lá quando me viram:

- Gente, que isso?
- Aguardem o processinho.

Nunca fui tão aomilhado Hahahahah E olha que essa nem foi a primeira vez que me enrolo em papel higiênico, mas foi voluntário da primeira vez (não perguntem, o Orkut já levou embora meu passado).

Ok, eu me diverti UM POUCO sim, mas, caramba, gente.

Me salvem.

Posted on segunda-feira, outubro 31, 2016 by Felipe Fagundes

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