Eu acredito muito na evolução do ser humano. Sabe, o crápula de hoje é o gente boníssima de amanhã. Eu sei, eu sei, tem gente que parece que não tem mais jeito, mas, mesmo nesses piores casos, eu acredito que há uma luz no fim do túnel. Ser cristão, inclusive, é em boa parte saber que ninguém é perfeito, mas que todo mundo pode caminhar nessa direção caso se permita. Eu sinto isso todos os dias. O meu eu de hoje ainda é cheio de defeitos, mas vence de 7 a 1 o meu eu de muitos anos atrás.

"Me recuso a ter nostalgia de uma época em que fui menos feliz que hoje"
 
Faz um tempinho que encontrei essa frase no blog da Alice e foi a primeira vez que eu vi um argumento tão bom para justificar a minha falta quase completa de nostalgia. A minha felicidade está toda em ser uma pessoa melhor e, quanto mais para trás eu olho, pior eu me vejo. Eu sempre sinto que estou vivendo meu melhor momento, independentemente do que está acontecendo na minha vida. Talvez, seja uma felicidade que vem de dentro, não sei. Eu definitivamente não sei lidar bem com pessoas nostálgicas, porque, se junta um grupo delas, eu não consigo me encaixar no raciocínio.



Fui no blog da Lisa catar essa imagem que tá sempre ali na sidebar, porque, se existe uma boa definição para o conceito, ela tinha que estar no Inútil Nostalgia. Toda vez que eu bato o olho nessa imagem, eu fico MAS, MEU SENHOR, DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO? Que presente doloroso? Sinta as good vibes! Vamos aplaudir o sol! Bota um sorriso nessa cara! etc.

Sempre que alguém vem cheio daquela vontade de voltar no tempo para reviver uma época específica, me dá uma coceira, uma agonia, e eu nunca reajo da forma que sei que a pessoa espera. Confesso que sou MUITO RUIM em lembrar das coisas, mas, até do que eu lembro, eu não sinto tanto falta. AI, QUERIA TANTO VOLTAR PRA LÁ. Mas Deus me livre! Vai sozinho. Não volto, não. Tô feliz aqui mesmo.

O Felipe daqueeeeele tempo provavelmente era sério demais. Eu confundia grosseria com sinceridade e achava que estava tudo bem. Eu tinha uma vergonha imensa de fazer uma série de coisas triviais, tanto que, se eu pudesse voltar no tempo, eu voltava, mas só se fosse pra fazer tudo diferente mesmo. Não é que eu ignore ou odeie o passado. Eu só me sinto mais completo agora, menos fechado, menos sisudo. Eu tenho um leque de opções incríveis que eu não tinha em épocas passadas. O amanhã parece tão, mas tão promissor que eu me recuso, me recuso totalmente a ficar sonhando com o que passou.