1) Ficar preso em regras sociais que nada me oferecem de bom, apenas dores de cabeça, horas de tédio e sapos para engolir. Não é porque todo mundo acha que eu TENHO QUE que eu realmente tenho, a menos que esteja escrito na lei. É "família", mas me faz mal? É "amigo", mas age como inimigo? Adeus.

2) Sofrer com a modorrência de livros chatos que desde o começo já deram sinais de NÃO VAI PRESTAR só porque paguei por eles. Amigo, acorda. Você já gastou o dinheiro e ainda quer o martírio completo?

3) Ficar me prendendo e não fazer o que eu quero com medo/vergonha de como as outras pessoas vão reagir, se vão gostar, se não vão. Imagina que bosta se VOCÊ MORRE, a pessoa continua vivona e você foi o trouxa que ficou na vontade. Quer chamar alguém pra sair? Chama. Quer dizer um NÃO porque realmente tá sem vontade? Diga. Quer perguntar ou pedir alguma coisa? Faça.

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4) Não dizer para as pessoas o quanto eu realmente gosto delas, porque, às vezes, olha que absurdo, elas não sabem! Quem iria imaginar?

5) Não dizer para as pessoas quando elas fazem alguma coisa que me ofende, porque, adivinha só, às vezes elas também não sabem! Se eu não falar, elas nunca vão saber e nunca vão parar.

6) Brincar nesses joguinhos de não pode fazer coisa tal, porque senão os outros vão pensar que eu sou de tal jeito e isso é ruim pra mim, sendo que eu realmente sou de tal jeito e minha vida é de fato fazer coisa tal. Se eu sou dramático, eu sou e acabou. Se eu sou carente, eu sou e acabou. Se eu não sou o nerdão rato de computador que aquela vaga de emprego exige, então eu não sou. Eu posso mudar? Posso. Mas nada de fingir ser uma coisa que eu simplesmente não sou.

7) Não correr atrás dos meus sonhos por causa de medo de parecer idiota ou de dar errado lá na frente. Meu amigo, VOCÊ SÓ TEM UMA VIDA. Se você não tentar chegar o mais perto possível do que te faz feliz, qual é o sentido? Viver pra morrer?