Vocês já perceberam que eu não falo sobre música? Aqui vai uma revelação, mas vocês precisam prometer que vão continuar sendo meus amigos.

Preparados?

Eu não me importo muito com música.

Estão de pé? Ainda estão por aí?

Sou completamente alienado da música no mundo, eu tenho menos de 200 faixas no meu celular, jamais que vou me cadastrar no Spotify, morro de preguiça de playlists e acho surreal ver pessoas comentando trilhas sonoras de filme, uma vez que eu não dou a mínima e nem presto atenção.

Conhece aquela música nova da Taylor Swift? Não. Viu o dueto do fulano rei do pop com o rapper fulano de tal? Também não. Assistiu os shows do Rock in Rio? Hahahahahahah. E as pessoas sempre pensam que eu não sei nada de música, porque sou cristão e que acho que é coisa do diabo. Gente, nem de música gospel eu sei. Minhas referências de música gospel, tirando algumas exceções, são de mais de cinco anos atrás. Você pergunta o que as pessoas ouvem nas rádios cristãs hoje em dia e eu não faço a menor ideia.

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Não é como se eu não gostasse de nada. Eu vejo The Voice gosto, eu só não sei dizer exatamente do quê. Para me aproximar dessa forma de arte, eu tive que ir atrás e descobrir o que me agradava. Eu demorei um pouco para me encontrar, para identificar do que eu realmente gostava. Até hoje eu não sei explicar bem o meu tipo de música favorita, mas já tenho algumas pistas. Resumindo: eu gosto de vozes esquisitas, mas bem trabalhadas. Eu gosto de instrumentos diferentes. Eu gosto de gente que nunca canta a mesma estrofe do mesmo jeito. Eu gosto de melodias gostosinhas (fica aí o suspense do quê isso significa).

Foi ouvindo a Caroline Pennel na quinta temporada do The Voice que eu fiquei OPA, É ISSO.

A música originalzZzZ:


A magia da Caroline deixando a música irreconhecível e linda:


Através dessa menina, eu descobri a música indie, o rock alternativo, gente esquisita e um monte de vozes divididas e violão. O que eu gosto nesse estilo é que é muito mais sobre a voz da pessoa do que sobre os instrumentos e as letras. Sim, eu gosto de apreciar a voz. Letras indies, geralmente, são sem pé nem cabeça (Vide as letras da Banda do Mar), são simples. Mas eu sinto que é como se o artista estivesse completamente sem recursos, talvez apoiado só num violãozinho mequetrefe, e daí, BUM, o talento aflora, sabe? Sem uns arranjos bonitões pra mascarar a voz, sem um rapper famoso entrando no meio da música, sem ser clichê e repetir o refrão 200 vezes como num copy and paste. Eu gosto de ouvir isso: A VOZ. E acho tão gostosinha essa vibe Noite Feliz, vamos nos abraçar, talvez fumar uma maconha no processo, fechar os olhos e sentir a música. São melodias que não estressam, não agridem, que fazem a gente roncar, que acalmam, mas, quando querem animar, usam alguma coisa muito maluca (tipo uma gaita de foles) pra fazer isso.

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E não é como se eu achasse que as outras músicas não prestam e os artistas fora desse... a palavra não é gênero... distinto grupo sejam ruins ou farsas. Eu só me sinto interessado nesse tipo de música em que parece que o artista colocou várias nuances escondidas que eu só vou perceber se prestar atenção. E eu estou prestando. Chega a ser lúdico.