segunda-feira, outubro 26, 2015

Antes de eu ter raspado a cabeça de leve e postado umas fotos aqui, eu vinha pensando que vocês não sabem muito como é a minha cara. Quer dizer, tem um avatar aqui, outro ali, mas eu não sou desses que aparecem em 47 selfies por dia (nada contra, até tenho amigos que são). Uma coisa confusa é que eu gostaria de ser, mas, gente, tô longe, hein. Tudo isso porque eu odeio foto.




Ok, não exatamente. Eu gosto de ver as fotos, eu gosto de ver minha cara pálida nelas. Eu só não sei lidar com aquele momento em que você precisa parar e posar para uma dita cuja.

Eu acho que é um dom, tem gente que nasce com ele. A mãe acabou de parir, veio alguém com uma máquina fotográfica e, PAH, nossa, que bebê fotogênico. Tem gente que parece programada para sair bem em fotos. Ficou na mira de uma câmera, apita um alarme no cérebro da pessoa e ela automaticamente já entra na pose que dá certo. O sorriso perfeito, o cabelo de tal jeito, os braços no lugar onde eles deveriam estar, aquela viradinha pra pegar o melhor ângulo. E, às vezes, nem é tão robótico assim. A pessoa é daquelas desapegadas e despojadas que se encaixam perfeitamente no meio de um grupo de pessoas, aquela que já se abaixa ou fica no meio e abraça as cinturas ou se apoia num ombro. Enfim, gente que sabe ser modelo.

 Mas gente.

Obviamente, esse que vos escreve não é nada disso e sempre sai nas fotos como se estivesse sofrendo (e está). Ou então, sabe aqueles fantasmas penetras que aparecem nos fundos das fotos? Prazer, sou eu. Eu não sei rir, não sei o que fazer com as mãos. Eu tento me inclinar de um jeito casual e a impressão que fica é que eu tenho um problema na coluna. Eu morro de inveja das tais 47 selfies que conseguem parir com tanta naturalidade. Foto, pra mim, tem que ser espontânea, daquelas que alguém tira quando eu não estou olhando. Ah, Felipe, mas você sai bonito nelas? Amigos, claro que não, eu só não sofro a dor do parto para fazer aquele jpg nascer. Mas o filho é feio do mesmo jeito.


Somado a esta falta de aptidão, tem uma má vontade básica de ficar parando pra tirar foto. Gente, QUE PREGUIÇA. Você sai com as pessoas, e elas querem 3254378 fotos iguais. A minha cara tem um limite de sorrisos falsos que consegue fazer. E, enquanto você está tirando foto, as coisas estão acontecendo sem você! Quando alguém fala JUNTA AQUI PRA UMA FOTO, eu sou o primeiro a grunhir em protesto.

Porém, depois eu sinto falta. Porque eu não tenho nenhuma foto pra mostrar pra ninguém, e fica aquela sensação de SERÁ QUE EU FUI MESMO EM TAL LUGAR? Às vezes, eu mesmo duvido. Às vezes, se torna um arrependimento. Até porque eu curto demais aquela socialização com as pessoas comentando, fazendo piadas e curtindo as fotos nas redes sociais. Eu até gosto de montar meus álbuns (É claro que estou falando de Facebook. Eu não saberia o que postar no Instagram), pensar em legendas engraçadinhas e tal (eu acho, me deixa). Curto como entretenimento, mas isso só acontece, sei lá, duas vezes por ano se depender de mim.

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Daí que esse era um texto pra reclamar do quão chato é essa coisa de foto com pose, um manifesto para abolição desse comportamento opressor, mas, gente, quer saber? Continuem. Vocês tão lindos. Quando eu estiver entre vocês, me poupem o trabalho de ter que tirar minhas próprias fotos. Façam por mim, postem em tudo que é rede social e me marquem. Estamos tomando um café? Tirem uma foto. Sentamos numa das mesas do McDonald's? Foto. Fomos numa exposição de qualquer coisa, num show, num lugar legalzinho? Foto. Eu vou ficar arisco na hora, mas não se deixe intimidar, agradecerei no futuro.

Posted on segunda-feira, outubro 26, 2015 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, outubro 22, 2015

Vocês já perceberam que eu não falo sobre música? Aqui vai uma revelação, mas vocês precisam prometer que vão continuar sendo meus amigos.

Preparados?

Eu não me importo muito com música.

Estão de pé? Ainda estão por aí?

Sou completamente alienado da música no mundo, eu tenho menos de 200 faixas no meu celular, jamais que vou me cadastrar no Spotify, morro de preguiça de playlists e acho surreal ver pessoas comentando trilhas sonoras de filme, uma vez que eu não dou a mínima e nem presto atenção.

Conhece aquela música nova da Taylor Swift? Não. Viu o dueto do fulano rei do pop com o rapper fulano de tal? Também não. Assistiu os shows do Rock in Rio? Hahahahahahah. E as pessoas sempre pensam que eu não sei nada de música, porque sou cristão e que acho que é coisa do diabo. Gente, nem de música gospel eu sei. Minhas referências de música gospel, tirando algumas exceções, são de mais de cinco anos atrás. Você pergunta o que as pessoas ouvem nas rádios cristãs hoje em dia e eu não faço a menor ideia.

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Não é como se eu não gostasse de nada. Eu vejo The Voice gosto, eu só não sei dizer exatamente do quê. Para me aproximar dessa forma de arte, eu tive que ir atrás e descobrir o que me agradava. Eu demorei um pouco para me encontrar, para identificar do que eu realmente gostava. Até hoje eu não sei explicar bem o meu tipo de música favorita, mas já tenho algumas pistas. Resumindo: eu gosto de vozes esquisitas, mas bem trabalhadas. Eu gosto de instrumentos diferentes. Eu gosto de gente que nunca canta a mesma estrofe do mesmo jeito. Eu gosto de melodias gostosinhas (fica aí o suspense do quê isso significa).

Foi ouvindo a Caroline Pennel na quinta temporada do The Voice que eu fiquei OPA, É ISSO.

A música originalzZzZ:


A magia da Caroline deixando a música irreconhecível e linda:


Através dessa menina, eu descobri a música indie, o rock alternativo, gente esquisita e um monte de vozes divididas e violão. O que eu gosto nesse estilo é que é muito mais sobre a voz da pessoa do que sobre os instrumentos e as letras. Sim, eu gosto de apreciar a voz. Letras indies, geralmente, são sem pé nem cabeça (Vide as letras da Banda do Mar), são simples. Mas eu sinto que é como se o artista estivesse completamente sem recursos, talvez apoiado só num violãozinho mequetrefe, e daí, BUM, o talento aflora, sabe? Sem uns arranjos bonitões pra mascarar a voz, sem um rapper famoso entrando no meio da música, sem ser clichê e repetir o refrão 200 vezes como num copy and paste. Eu gosto de ouvir isso: A VOZ. E acho tão gostosinha essa vibe Noite Feliz, vamos nos abraçar, talvez fumar uma maconha no processo, fechar os olhos e sentir a música. São melodias que não estressam, não agridem, que fazem a gente roncar, que acalmam, mas, quando querem animar, usam alguma coisa muito maluca (tipo uma gaita de foles) pra fazer isso.

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E não é como se eu achasse que as outras músicas não prestam e os artistas fora desse... a palavra não é gênero... distinto grupo sejam ruins ou farsas. Eu só me sinto interessado nesse tipo de música em que parece que o artista colocou várias nuances escondidas que eu só vou perceber se prestar atenção. E eu estou prestando. Chega a ser lúdico.

Posted on quinta-feira, outubro 22, 2015 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, outubro 19, 2015

Estava discutindo com um colega meu sobre a inclusão de pessoas trans na sociedade por causa de uma matéria sobre uma menina trans que foi proibida de usar o banheiro feminino da escola onde estudava. Gerou a maior polêmica e tal, mas, ao invés de bater boca e defender ferrenhamente um dos lados da discussão, eu tenho a tendência de ficar em cima do muro e procurar por uma alternativa que seja menos impactante para ambos os lados, a alternativa que causar menos atrito. Só que a discussão com o meu colega não estava indo a lugar nenhum, e eu percebi que discordávamos no conceito básico de pessoa trans.

- Ela fez a cirurgia de transição?
- Não sei, ué. Provavelmente não.
- Então não pode usar o banheiro feminino, ainda é homem.
- Mas, gente, se é mulher trans, é mulher!
- Não fez a operação! Não é trans então.
- Mas ser trans não é sobre a operação!
- Claro que é.
- Gente???
- Na minha opinião, é.
- Como assim na SUA opinião?
- É como eu vejo.
- Mas não tem nada a ver com você! Tipo, a sua opinião ou a minha nem estão em discussão aqui. Não fui eu quem inventou a definição de pessoa trans, ela está aí, divulgada publicamente. É tipo eu afirmar que Plutão ainda é planeta, sendo que a NASA, que é a autoridade no assunto, diz que não é.

Pensando nisso depois (porque eu fico repassando minhas discussões mil vezes na cabeça), eu reparei que essa NOSSA opinião é sempre um problema. A NOSSA vivência sempre atrapalha em debates que envolve muitas pessoas.



Ontem, por exemplo, eu estava lendo uma discussão no Twitter em que pessoas discutiam se o certo era bolacha ou biscoito. Tudo na brincadeira, claro (nem tanto). É a velha discussão que uma hora ou outra sempre vem à tona. Os cariocas fazendo de tudo para provar que o certo é biscoito, os paulistas batendo o pé para firmar bolacha como o correto. O barraco nunca acaba. Porque é uma coisa tipo "EU sempre falei biscoito, EU aprendi que é biscoito desde criança, todo mundo que EU conheço fala biscoito, então é biscoito". O mesmo pro Team Bolacha.

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Gente, vamos aceitar que nossa vida é bastante limitada no que diz respeito a servir de amostra para todas as discussões do mundo? Os meus vinte e poucos anos simplesmente não incluem nem metade das realidades existentes. O que eu vivi, como eu vivi, por onde eu passei, o que eu gostei ou não gostei é somente 1 realidade no meio de trocentas outras.

Ah, mas é biscoito. Meu querido, aquela outra pessoa aprendeu bolacha. Sim, você nem sabia que existia essa possibilidade, mas num estado ao lado do seu todo mundo fala bolacha. E TÁ TUDO BEM.

Ah, mas eu sofri bullying na escola e não fiquei com nenhum trauma. Que bom pra você, né? Mas tem gente que sofreu e não conseguiu superar. Tem gente que se mata por causa disso.

Ah, mas me chamam de GOSTOSA na rua todo dia e eu acho ótimo. Filha, ok, mas tem gente que não gosta, tem gente que se sente invadida, tem gente que acha abusivo.

Sabe, aceita que sua vivência não é universal! O que você acha, no fim das contas, conta muito pouco. É importante como dado numa discussão? SIM. Mas é uma informação entre muitas. Não dá para dar pitaco na vida ALHEIA levando em consideração apenas VOCÊ.

É bem simples: Viu que a outra pessoa tem um ponto de vista diferente? Pare, escute, entenda do que se trata. É muito mais construtivo do que invalidar de cara só porque não aconteceu com você.

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Achou esclarecedor? Achou verdadeiro? Foi tão bom para você quanto foi para mim? Então me ajuda a levar essa mensagem adiante compartilhando nas redes sociais? Se você não puder ou não quiser, eu vou entender. Mas ficarei muito grato com a sua ajuda.

Se você não compartilha do mesmo ponto de vista que eu, NÃO VEM TENTAR ME INVALIDAR, SAI DAQUI. Brincadeira. Pode comentar aí que eu sou todo ouvidos.

Posted on segunda-feira, outubro 19, 2015 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, outubro 16, 2015

Tenho sido obrigado a conviver com umas dores de cabeça vindas do além faz um tempo. Eu acordo e, PAH, enxaqueca, como se eu tivesse bebido todas na noite anterior e não ido dormir às 21h após uma meia horinha falando groselha no Twitter. Quando eu comecei a sentir os formigamentos e fiquei todo VOU MORRER, achei que já estava na hora de bater um papinho com um neurologista. Visualizem que meu estado mental há dois meses estava sendo "Há um tumor no meu cérebro, o Google me disse".

Daí que o Neuro passou uns remédios e uns exames, que prontamente fiz e fui lá entregar. Os agendamentos de consultas são todos online. Assim que eu cheguei no consultório para entregar os resultados do exame, reparei que não fazia ideia de onde estava. Gente, que lugar é esse? Eu já pisei aqui? Mas, se eu estava indo devolver os exames, era sinal de que era minha segunda vez, né? O Alzheimer já agindo.

Quando eu finalmente fui atendido, o médico (que eu reconheci!) disse: "Sua primeira vez aqui, né? Como eu posso te ajudar?"

Meu senhor, para começar, você precisa se ajudar, pois o Alzheimer já tá pegando o senhor também.

O neuro tem bem essa cara de vilão de Sense8, juro
Inclusive, morri de medo dele querer me lobotomizar

Daí ele explicou que tinha mudado de consultório (ah!) e trocado de sistema (AH!), por isso tinha perdido meus dados anteriores (parabéns). Expliquei meu caso de novo e o que ele já tinha me solicitado, então mostrei as... mostrei as... radiografias? Aquelas fotos do meu cérebro que a ressonância magnética me deu.

Como o neurologista deveria reagir:

- Humn... Está tudo bem.

Como ele reagiu:

- Nossa, isso aqui está tão danificado!

COMO É QUE É? MEU CÉREBRO, NINGUÉM SAI. MEU SENHOR, ME EXPLICA ISSO.

- Como assim?


- Aqui, ó. O seu aparelho ortodôntico interferiu na ressonância, daí saíram algumas manchas brancas nas imagens. Mas dá pra ver que está tudo normal, sim.


Gente. Para quê tato ao lidar com o paciente, não é mesmo?

Ele me passou mais remédios, me deu um diagnóstico que não envolve danos cerebrais (quem diria) e pediu para eu fazer uma espécie de diário da dor de cabeça. Ainda bem que ele explicou que é uma tabela para anotar quando começou, quando terminou, a intensidade, se eu tomei algum analgésico etc, senão ia sair do consultório imaginando algo assim:


Diário da dor de cabeça, dia 1
Querido diário,
Hoje o Felipe acordou com muita disposição, está planejando trabalhar em muitas coisas e, isso mesmo, não vai conseguir fazer nada porque hoje é meu dia e não divido atenção. Volta pra cama, Felipe


Diário da dor de cabeça, dia 2
Querido diário,
O Felipe tentou me matar com um analgésico Hahahahahah Meu amor, se toca, o que não me mata me fortalece. Bjs.

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Imagina se eu tivesse danos cerebrais.

Posted on sexta-feira, outubro 16, 2015 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, outubro 15, 2015

Foram mais de 200 e-mails circulando desde que eu dei início ao Por uma caixa de entrada mais feliz. No post, eu até comentei que nem ficaria surpreso se 0 pessoas participassem porque, gente, quem troca e-mail pessoal hoje em dia com whatsapp dominando o mundo, não é mesmo? Mas eu troco todos os dias dezenas deles e me sinto muito feliz com isso. Por isso eu pensei: Vai que alguém gostaria de fazer isso pelo menos uma vez?

Eu fiquei muito surpreso com a adesão, sério! Tinha que ter um vídeo mostrando a minha reação quando eu vi que 6 pessoas tinham se inscrito. SEIS! Incríveis seis pessoas! Depois eu surtei com 7, DEZ, 15. Com vinte pessoas, eu já fiquei MEU DEUS DO CÉU, de onde tá vindo tanta gente? oO Eu nem sabia que esse blog tinha a capacidade de alcançar 31 pessoas desse jeito, mas, de alguma forma, aconteceu.

E eu passei dias interagindo com 31 pessoas da melhor forma que eu pude. Ainda estou, na verdade.

E ESTÁ SENDO TÃO BOM.

Achei que fosse uma coisa super rápida, mas levei uns 18 dias para conseguir falar com todo mundo. Eu não queria enviar um textão pronto, como acontece com newsletter, porque eu queria ter certeza de que a pessoa soubesse que eu estava realmente olhando pra ela. Então eu dei o meu melhor para encontrar o equilíbrio entre enviar um texto pessoal e não demorar uma vida pra isso. Só que, gente, tinha dia que NÃO DAVA. Eu não estava com cabeça para falar com ninguém ou já estava sentindo o cansaço natural que acontece quando você conversa sobre o mesmo livro COM OITO PESSOAS DIFERENTES. Então eu deixava para mandar o e-mail em outro momento, quando eu estivesse mais disposto. E teve também a adesão de pessoas que eu nem conhecia, o que foi ótimo, mas muito mais difícil de mandar algo pessoal, já que eu não sabia nada sobre a pessoa do outro lado. Mas iniciei uma conversa mesmo assim.


Se eu não me engano, era a dona do Manual Prático de Bons Modos em Livrarias que tinha uma página no Facebook que ela carinhosamente chamava de Comunidade Hippie, coisa que eu nunca entendi bem, mas imaginava um lugar feliz com as pessoas interagindo e tal. Daí que quando EU SENTI O PODER dessa troca de e-mails, quando eu percebi que não estava apenas deixando a caixa de entrada alheia um pouquinho mais feliz, mas também recebendo muito de volta, eu tive que roubar o nome, porque ali no e-mail estava brotando uma comunidade hippie muito legal.

Eu consegui juntar pessoas que nunca imaginei conversando juntas e deu super certo. Alguns foram mais tímidos, escrevendo pouco, outros já vieram cheios de assuntos, e eu fiquei fascinando com o tanto de gente diferente.

Nossa, foram tantas indicações de séries, tanto das pessoas quanto minhas (TEVE GENTE VENDO SURVIVOR PORQUE INDIQUEEEEEEEI), todo mundo mandou eu ler Fangirl, eu indiquei alguns livros e me joguei nas conversas sobre escrita. Meu deus, eu amo conversas sobre escrita criativa. Daí que teve a parte sobre família onde eu senti que as pessoas realmente se abriram, sabe? Teve gente que eu só conhecia por um avatar e agora eu consigo imaginar numa casa com filhos, cachorro, maridos, esposas, um trabalho... Eu recebi bons conselhos e dei alguns. Algumas pessoas me contaram alguns segredos, e eu achei o máximo esse nível de conexão! Recebi umas histórias pesadas também que me deixaram com vontade de atravessar o computador e dar um abraço na pessoa.

Algumas conversas estão fluindo até agora, 20 dias depois, outras morreram cedo e isso não tem problema nenhum. O objetivo era mesmo só mandar 1 e-mail e, com um pouco de sorte, iniciar uma conversa. 2 pessoas não responderam (ainda) e tá tudo bem! Em algumas conversas, eu até fiz questão de frisar que a magia do e-mail é justamente essa: Responder QUANDO e SE quiser. Sem cobrança, sem sentimento de culpa, sem ter pressa! Até comentei que a minha amiga mais íntima me respondeu semana passada um e-mail que eu enviei VINTE E DOIS DIAS ATRÁS. E continua tendo um lugar no meu coração.

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Por fim, eu queria agradecer a todo mundo que se cadastrou, mesmo quem não respondeu, porque foi bom demais saber que tem gente aí do outro lado lendo as lorotas nesse blog e, mais incrível ainda, gente que compartilha e faz chegar em outras pessoas <3 OBRIGADO. É uma pena que vocês não consigam ter a visão do todo, pois para muitos foi apenas eu falando com vocês. Mas, pra mim, FOI UMA LOUCURA, TANTAS MENSAGENS POSITIVAS, SÓ GENTE BOA, TANTOS ASSUNTOS, VAMOS SE BEIJAR, EU AMO VOCÊS. Tinha que ter um lugar pra todo mundo aparecer e se abraçar. Construam. OBRIGADO DE NOVO!

Eu vou continuar nesse ritmo interagindo nas conversas que durarem. Quem não conseguiu participar (porque eu tive que fechar o formulário depois de um tempo), fica tranquilo. Eu pretendo fazer mais vezes com novos assuntos e tal. E você sempre pode me mandar um e-mail falando QUALQUER COISA pelo formulário de contato. Estou sempre no Twitter também!

Agora deixa eu voltar pra minha caixa de entrada que tem muita coisa para responder.

Posted on quinta-feira, outubro 15, 2015 by Felipe Fagundes

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terça-feira, outubro 13, 2015

1) Ficar preso em regras sociais que nada me oferecem de bom, apenas dores de cabeça, horas de tédio e sapos para engolir. Não é porque todo mundo acha que eu TENHO QUE que eu realmente tenho, a menos que esteja escrito na lei. É "família", mas me faz mal? É "amigo", mas age como inimigo? Adeus.

2) Sofrer com a modorrência de livros chatos que desde o começo já deram sinais de NÃO VAI PRESTAR só porque paguei por eles. Amigo, acorda. Você já gastou o dinheiro e ainda quer o martírio completo?

3) Ficar me prendendo e não fazer o que eu quero com medo/vergonha de como as outras pessoas vão reagir, se vão gostar, se não vão. Imagina que bosta se VOCÊ MORRE, a pessoa continua vivona e você foi o trouxa que ficou na vontade. Quer chamar alguém pra sair? Chama. Quer dizer um NÃO porque realmente tá sem vontade? Diga. Quer perguntar ou pedir alguma coisa? Faça.

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4) Não dizer para as pessoas o quanto eu realmente gosto delas, porque, às vezes, olha que absurdo, elas não sabem! Quem iria imaginar?

5) Não dizer para as pessoas quando elas fazem alguma coisa que me ofende, porque, adivinha só, às vezes elas também não sabem! Se eu não falar, elas nunca vão saber e nunca vão parar.

6) Brincar nesses joguinhos de não pode fazer coisa tal, porque senão os outros vão pensar que eu sou de tal jeito e isso é ruim pra mim, sendo que eu realmente sou de tal jeito e minha vida é de fato fazer coisa tal. Se eu sou dramático, eu sou e acabou. Se eu sou carente, eu sou e acabou. Se eu não sou o nerdão rato de computador que aquela vaga de emprego exige, então eu não sou. Eu posso mudar? Posso. Mas nada de fingir ser uma coisa que eu simplesmente não sou.

7) Não correr atrás dos meus sonhos por causa de medo de parecer idiota ou de dar errado lá na frente. Meu amigo, VOCÊ SÓ TEM UMA VIDA. Se você não tentar chegar o mais perto possível do que te faz feliz, qual é o sentido? Viver pra morrer?

Posted on terça-feira, outubro 13, 2015 by Felipe Fagundes

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terça-feira, outubro 06, 2015

Nem foi no meu aniversário nem nada, mas teve um dia que eu acordei e me dei conta dos meus vinte e quatro anos. Senti um impacto, sabe? A coisa foi tão louca que eu tentei voltar a dormir e não consegui, só pensando MEU DEUS. Levantei pra ir para o trabalho, me distraí com músicas, livros e Survivor no caminho, cheguei cedo no trabalho para escrever minhas próprias histórias e fui trabalhar na minha lista inconstante de coisas para fazer quando o expediente começou. Eu já tinha até esquecido da crise da manhã, mas sei lá o que vi que fez tudo voltar. VINTE E QUATRO ANOS, MEU DEUS. Fiquei tão desconcentrado que fui fazer uma performance dramática porém silenciosa no banheiro da firma (inclusive, recomendo a todos).

Nessa mesma semana, enquanto eu era pisado por dores de cabeças ridículas, senti meus dedos formigarem. Uma sensação muito nova para mim. Era como se estivessem queimando, chegava a doer um pouco. Não era como se estivessem pegando fogo, foi como tocar no gelo. Durou uns 3 minutos e sumiu. Aconteceu mais quatro vezes durante o dia, com a variação de também sentir o formigamento nos pés. Eu não sei se é paranoia minha, mas parece que está acontecendo agorinha mesmo enquanto digito esse texto. O Google diz que pode ser esclerose múltipla, Grey's Anatomy me capacitou para deduzir que é, no mínimo, um tumor no cérebro e que tem que rolar um page Neuro imediatamente.

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A crise dos 20 é quando a pessoa não faz ideia do que fazer da vida. Ela já tem vinte e tantos anos e ainda NADA ACONTECEU, por causa de sua falta de aptidão para qualquer coisa. A vida parece estar caminhando para lugar nenhum, e você se sente meio culpado porque já deveria ter começado alguma coisa digna e relevante na sua adolescência. Você está perdido, sem rumo e daqui a pouco estará idoso e com 0 sonhos realizados. Mas, para te garantir alguma sanidade mental, já existe esse vídeo da Jout Jout.

Eu não estou completamente perdido. Não estou tentando descobrir que rumo tomar na vida, não me sinto inútil. Não estou MEU DEUS, VINTE E TANTOS ANOS E MINHA VIDA É UM GRANDE NADA.

Muito pelo contrário. Eu estou achando que não vai dar tempo. Seja a idade chegando, seja uma doença misteriosa batendo, eu estou achando que não vai dar tempo de fazer todas as coisas que eu quero fazer. Tipo, talvez nenhuma sequer. Eu tenho uns sonhos até bem sólidos. Eu corro atrás deles da forma que posso. Mas, gente, só em pensar que posso MORRER com essas coisas não concluídas... É tanto livro que quero escrever e ver as pessoas lendo e gostando, tanta música que quero compor e ouvir sendo cantada por outras pessoas, tanto jogo que quero planejar, aplicativos de celular, gente para conhecer... Tem dias que eu vejo que as coisas estão acontecendo e fico MAS NÃO POSSO MESMO MORRER HOJE.

E daí eu tenho 24 anos, daqui a pouco eu tenho 30, 50, 60... Convenhamos, eu não sou a pessoa com a vida mais saudável do mundo, como passar dos oitenta anos? Mais a violência acontecendo, a natureza enlouquecendo. Como lidar? E, se eu realmente tiver uma doença esquisita, já podemos cortar meus anos de vida pela metade? QUANTO TEMPO ME SOBRA? E como a gente vive pensando que JÁ VAI MORRER?

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Existem séries de TV que nos dão aquele entretenimento necessário para desanuviar a cabeça e existe Being Erica. Eu já comentei sobre a série algumas vezes e, tipo, ela está não apenas gravada como CRAVADA no meu coração. Além do entretenimento que ela não deixa de oferecer (drama, comédia, romance, mistério <3), assistir Being Erica como fazer terapia. É daquelas para assistir devagar, porque em todo santo episódio você fica refletindo sobre a própria vida.


Então eu cheguei num episódio em que uma pessoa vinda do futuro visita a Erica para avisar que não a encontrou por lá. A Erica simplesmente não está no futuro. E a mulher fica PERAÍ, EU JÁ MORRI??? EU ESTAREI MORTA EM MENOS DE 10 ANOS? E daí a Erica fica com isso na cabeça. Tem várias coisas acontecendo na vida dela no presente, coisas exigindo a atenção dela, mas ela não consegue focar porque, gente, ELA SABE QUE VAI MORRER.

Várias coisas acontecem (aliás, esse episódio é divertidíssimo, um dos meus favoritos), mas tem um momento em que o Dr Tom, o terapeuta-barra-viajante-do-tempo, diz mais ou menos assim pra ela: "Você só tem uma vida. E não importa quão longa ou quão curta ela é". Ao que Erica já se adianta e completa o raciocínio:



Sabe, a gente não pode fazer muita coisa para alongar a vida. Manter o pensamento de que ainda temos umas cinco vidas para viver ou de que vamos morrer amanhã pode ser bem problemático, mas, independente do tamanho da nossa vida, o que vale é aproveitá-la decentemente. Eu estou ok com morrer amanhã? Claro que não. Então é por isso mesmo que eu tenho que estar focado em ser feliz aqui, ser feliz agora. Pode surtar um pouquinho? Claro que pode. Vai lá, faça sua performance dramática no banheiro, encare o drama que cura, e, depois, incorpore o Lulu Santos nisso de Vamos Viver Tudo Que Há Pra Viver.

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Gostou do texto? Tipo, de verdade? Se você ainda está vivo para fazer isso, pode me ajudar compartilhando? Se você está que nem eu achando que vai morrer amanhã, COMPARTILHE HOJE, POR FAVOR.

Posted on terça-feira, outubro 06, 2015 by Felipe Fagundes

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