Eu tinha um outro texto para o blog hoje, mas, depois dos comentários de vocês no último post, eu precisava contar como foi o tal exame assustador.

Primeiro, uma constatação óbvia: EU SOU UM DRAMA KING.
Segundo, gente, tenham um plano de saúde. Acho que eu nunca pisaria naquele hospital se tivesse que pagar do meu bolso.
Terceiro, releiam o primeiro.

Nem tive tempo de me preparar psicologicamente porque a enfermeira não parecia estar num dia tão bom e já chegou meio TIRA A CAMISA, e eu MAS MINHA SENHORA, e ela TIRA. Daí eu tirei, ela me deu um banho de álcool e colou uns coisinhos que chamaremos aqui de ~eletrodos~. Se não for esse o nome, não importa, o blog é meu. Um amigo me deu a informação (muitas pessoas me deram informações, obrigado) de que, se você for do tipo Tony Ramos, é preciso raspar as áreas onde os eletrodos serão colados, daí você fica com um visual inovador quando termina.
 

Mas enfim.

A médica que ia aplicar o teste tinha um nome oriental que obviamente não citarei aqui, mas eu estava imaginando a mãe da Lane de Gilmore Girls com um chicote na mão mandando eu correr na esteira. Quando finalmente chegou o momento, PLOT TWIST, a médica era uma fofa. Ela realmente tinha os olhos puxados, mas, gente, o que eu imaginei parou por aí. Me deixou super à vontade, me explicou como funcionaria, respondeu minhas perguntas e não me mandou calar a boca (teria razão se mandasse).

- Você jura que eu não vou sair rolando assim que começar?
- Olha... Nunca vi acontecer.
- Não me subestime.


Subi na esteira. Tinha lugar para apoiar as mãos e tudo. Ela disse que ia começar bem devagar e depois ia acelerando aos poucos. Assim que começou, eu já fiquei meio ESSE QUE É O DEVAGAR???, mas fui na fé. Passou um tempinho e até que não estava ruim, dava para andar tranquilamente sem ter que correr.

Aí eu perguntei:

- Quanto tempo eu tenho que ficar aqui?
- Quanto você aguentar. O tempo não é importante, você tem que ficar aí até cansar.
- COMO É QUE É?

Ou seja, não havia forma de vencer aquele teste. Onde está a justiça no Brasil, não é mesmo? Eu quase falei: Ah, então para que eu quero descer (literalmente), acabou a brincadeira. Mas duas coisas me fizeram continuar:

1) Um quadro verde na parede na minha frente que, juro, era exatamente este que encontrei no google procurando por "caminho verde". 


2) Tinha uma estante na salinha e TCHAM TCHAM TCHAM a médica estava lendo um livro do Harlan Coben que eu já li, o que nos tornava praticamente melhores amigos, então eu não quis desapontá-la com a minha falta de cooperação.

Teve uma hora que eu, DANE-SE, e, olha, corri pra caramba. Que surreal, gente, QUE SURREAL. Eu vi que podia ficar andando eternamente, então, se era para cansar, vamos fazer direito. Única coisa chata, preciso admitir, foi ficar imaginando que a pessoa penosamente estuda por ANOS para, no futuro, ser obrigada a ficar respirando CHEIRO DE SUVACO numa sala pequena e sem janelas. Dsclp. Mas depois eu tomei um banho com álcool gel e ficou tudo certo. Inclusive, me surpreendi com os efeitos desodorizadores. Eu nem sei se ele estava ali pra isso, mas, qualquer coisa, ninguém viu. Foi necessário.

DEU TUDO CERTO. Nenhum problema com meu coração (quem diria), já posso ganhar minhas medalhas de ouro na natação.

Na hora de ir embora, eu falei com a médica:

- Esse livro é ótimo, né?
- MARAVILHOSO. É o terceiro que eu leio dele.
- Já li vários também!
- Ele joga umas frases nos finais!
- SIM, NOSSA, AS FRASES NOS FINAIS.

Melhores amigos.