sexta-feira, julho 31, 2015

1) E-mails: Poucas coisas na vida me deixam mais feliz do que abrir meu e-mail e ver minha caixa de mensagens lotada. Claro que eu não estou falando de spam e e-mails automáticos, mas de gente falando sobre coisas de gente. Tenho agonia de telefone, não entro muito no Facebook, o whatsapp me deixa nervoso com aquela urgência em responder, mas com e-mail, ah, meu querido e-mail, eu posso manter uma conversa por dias. E não tem isso de ME RESPONDE AGORA. Eu posso pensar no que quero dizer, posso reler as conversas com calma, posso postar links, imagens e falar de mais de um assunto ao mesmo tempo. Me manda um e-mail puxando um bom assunto e já seremos praticamente melhores amigos (sério).


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2) Conexões reais: Eu até aprecio coleguismo, mas nada no mundo me mata mais do que amizades superficiais. Banalizaram tanto o conceito de amigo que eu sempre fico confuso com expressões como "Tem amigo que não dá pra confiar" ou "amigos invejosos" ou "amigo é que nem sol, só aparece em tempo bom". Gente, que raios de amigos são esses que vocês estão arrumando? Não chamo qualquer um de amigo, mas dou meu reino por pessoas com quem eu posso compartilhar coisas, quaisquer coisas, sabendo que são de confiança e que essas pessoas gostam de mim. Pessoas que me ouvem e sabem que me terão quando precisarem ser ouvidas. Eu amo gente, pessoas são fascinantes, é quase como ganhar na loteria encontrar uma conexão real com uma delas.

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3) Amor gratuito: Mal sei o que dizer, apenas sentir. TÁ EM FALTA NO MUNDO. Gente, faz tanta diferença! Sabe quando a pessoa não te deve nada, você não tem nada de valor para oferecer para ela, até mesmo vocês nem se conhecem e, BUM, ela faz um bem pra você? É amor gratuito purinho! Um elogio, um presente, um oferecimento de ajuda, um ombro amigo, uma ação voluntária... É tudo amor gratuito. Eu tinha que gravar minha reação quando recebo um e-mail pelo formulário de contato do blog, e uma pessoa, QUE EU NEM SABIA QUE EXISTIA, está me agradecendo por ter escrito tal post ou pelo blog em geral. Sabe, é coisa de fazer happy dance mesmo. Eu fico feliz principalmente porque é algo que veio do nada, eu nem vi chegando. Fico abobado, e é a melhor sensação.


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Neste outro texto (aqui), você pode encontrar as coisas que, ao contrário das que listei agora, eu não sei lidar de jeito nenhum!

Posted on sexta-feira, julho 31, 2015 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 27, 2015

Para vocês entenderem que estamos diante de uma grande coisa aqui, preciso começar com este flashback: O ano é, bom, não faço ideia... Mas a ideia é que estamos no jardim de infância e, hoje, aparentemente, é dia de piscina. Professoras vigiam as crianças numa piscininha, e está todo mundo feliz. Todas as criancinhas estão dando mergulhos, na medida do possível de uma piscina rasa e de plástico, ou estão sentadas jogando água umas nas outras, exceto um menino ruivo e magrelo, que fica o tempo todo em pé. Uma das crianças:

- VAMOS BRINCAR DE FUNDO DO MAR!!!
- EU SOU O TUBARÃO!
- EU VOU SER A SEREIA, ENTÃO.
- SEREIA NÃO EXISTE.
- EXISTE SIM.
- VOU SER A ESTRELA-DO-MAR
- BALEIA!
- GOLFINHO!!!
- CAVALO-MARINHO!!!
- E O FELIPE?
- Eu não quero brincar de fundo do mar.
- VAI SER A ONDA ENTÃO, PORQUE SÓ FICA DE PÉ KKKKKKKKK

Daí, nesse dia, eu fui a onda. Me dá vontade de rir quando eu lembro do menino/tubarão correndo atrás dos outros, a sereia cantando, e eu apenas andando pela piscina. Eu não conseguia sentar. Aquela coisa de plástico, cheia de água e um monte de crianças pulando e gritando dentro me dava uma agonia que eu não sabia ainda como driblar.

O tempo passou, eu evitei piscinas ao máximo e, obviamente, não aprendi a nadar. Eu sou a pessoa que fica em pé na parte rasa num dos cantos da piscina. Eu sou a pessoa que não se afasta vinte passos da areia na praia. Eu certamente iria morrer assim se não fosse a lista. "Aprender a nadar", BUM, na minha cara.

Mas, gente, um conselho: Não deixe para vinte anos depois o que você pode fazer hoje.

Mesmo tendo saído vitorioso dos exames físicos, eu fui me cagando de medo pra primeira aula de natação, porque:


Tipo, o que uma pessoa que nada sabe faz numa primeira aula? NADA! kkk TURUM TSS Os professores de natação sabem da existência de pessoas com mais de vinte anos que ainda tampam o nariz para molhar a cabeça embaixo d'água? Eu estava com medo do professor me empurrar - VAI, MOSTRA O QUE VOCÊ SABE - e eu afundar para a morte que nem o Jack em Titanic. E tinha o ridículo de eu não saber usar a touca (é pra cobrir os ouvidos?) e nem os óculos de natação, além de ser uma aparência patética. Eu não errei muito.

- VAI, FELIPÃO, ENTRA NA ÁGUA.
- Mas meu senhor
- ESSA PARTE DO ÓCULOS É PRA CIMA.
- *desvira o óculos*
- VAI, DÁ UM MERGULHO.
- Um de nós dois já sabe que isso não vai acontecer hoje, mas esse um vai entrar na piscina para demonstrar a situação para o outro.

Quando eu entrei na piscina, juro, achei que fosse ali que o Titanic afundou PORQUE QUE GELO ERA AQUELE, ESSAS PESSOAS SÃO DOENTES. Eu acho que o professor entendeu o meu nível quando pediu para eu "conhecer a piscina" e eu fui e voltei tremendo andando.


Ele me ensinou uns paranauês de respiração, me fez arriscar tirar os pés do chão, me fez questionar onde eu estava com a cabeça quando me matricular naquele raio de aula e me respeitou como pessoa com probleminhas:

- Isso, Felipe, estica os braços, toma ar, se lança pra frente e bate os pés. Vai lá até o final e volta.
- Ok, mas vai pra lá.
- Oi?
- Vai ficar aqui me olhando?
- Vou?
- Jamais. Não deixa eu te ver. Fica me olhando de longe.

E não é que ele foi? Hahahahahahah Depois eu percebi que foi idiotice minha achar que eu ficaria reparando que todos estavam me olhando. Era noite, meus órgãos internos congelando, meus óculos embaçados por causa da água entrando, eu não enxergava um palmo na minha frente, todas as pessoas de óculos e touca também. Minhas memórias são apenas borrões. Eu estava cagando se tinha alguém me olhando, porque meu único pensamento era PRECISO TERMINAR ESSE EXERCÍCIO E NÃO MORRER CONGELADO NESSA PISCINA, EU AINDA QUERO SABER O FINAL DE BREAKING BAD E QUEM VAI GANHAR O SURVIVOR SECOND CHANCES, QUERO SENTIR MINHAS PERNAS OUTRA VEZ.

Aí acabou, e eu vi que ainda estava andando. O professor veio com um papo de que eu fui muito bem, que eu tinha mesmo que focar num objetivo, tipo aprender a nadar para passar num concurso (O meu: NÃO MORRER), e que tinha um aluno dez vezes pior do que eu (Nossa, valeu hein).

Moral da história: FACA NA CAVEIRA, É NÓIS, VAMO NADAR, RAPEIZE.



Quero ser sereio na próxima brincadeira.

Posted on segunda-feira, julho 27, 2015 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, julho 23, 2015

Rola sempre uma polêmica quando tocam no assunto: Criação literária é talento ou esforço? A escrita criativa pode ser ensinada? Ao invés de ficar aqui batendo cabeça com vocês, eu decidi ir atrás de informação enquanto brincava de escrever meu primeiro rascunho.

Eu topei com dois livros que acreditam que alguma coisa pode ser ensinada, sim. Tudo? Talvez, não. Mas, com abordagens diferentes, eu sinto que aprendi lições importantes.

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Fonte
O primeiro foi o "Para ler como um escritor" (Francine Prose, editora Zahar). A autora segue uma linha bem diferente daquilo de NÃO PODE FAZER ISSO ou TEM QUE FAZER ASSIM. Ao invés de dizer como se faz ou o que não deve ser feito, Francine Prose mostra como já fizeram. Com o auxílio de uma lista imensa dos seus autores e textos favoritos, a autora ensina através de exemplos reais.

Francine conta das experiências dela como professora num curso de escrita criativa ao passo que aponta bons exemplos de textos. Acho que, até quando não aprendemos nada, o tempo passado com "Para ler como um escritor" é muito válido. Eu fiquei maravilhado com o capítulo sobre narração, que, tipo, ABRIU A MINHA MENTE. A gente só pensa "escrevo em 1º ou 3º pessoa?" quando vai começar algo novo, mas, olha, há um mundo inimaginável de possibilidades. O capítulo sobre detalhes também escangalhou minha cabeça toda, pois os exemplos são incríveis! Terminei o capítulo com a certeza de não saber nada sobre a vida.

No final do livro, a autora deixou uma lista com livros "Para ler imediatamente". E a lista parece realmente interessante, pois nela estão os livros citados como exemplo por Francine Prose. Ítalo Moriconi, que assina o posfácio do livro, também deixa uma lista pessoal de obras nacionais a serem lidas.

Pontos negativos: Como os exemplos são baseados no gosto pessoal da autora, tudo acaba sendo muito subjetivo. Houve momentos em que ela disse "Vamos ver uma bela frase", e eu não achei nada demais. E tem horas em que a gente percebe que o trecho é bom, mas não sabe dizer o porquê e fica por isso mesmo. "Para ler como um escritor" é um livro devagar, no sentido de que precisa ser lido com parcimônia. A análise dos textos feita pela autora é profunda e pode ficar cansativa se você não estiver no pique.

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O "Como melhorar um  texto literário" (Lola Sabarich e Felipe Dintel, editora Gutenberg) está quase no extremo oposto do livro de Francine Prose, e eu me interessei justamente por isso. O livro tem menos de 100 páginas e faz o tipo rápido e rasteiro. É bastante objetivo, é um manual mesmo, conforme diz na capa.

O livro agregou coisas na minha vida que acho que ficarão para sempre. Os conceitos de moldura/atmosfera/ação numa cena é a teoria para quando a gente sente que a cena não está boa, mas não sabemos dizer o motivo. O livro também bate na tecla de evitar redundâncias e, gente, FAZ TODA A DIFERENÇA! Eu acabei aprendendo que escrever bem é saber cortar até chegar num texto coerente e enxuto.

Pontos negativos: Ironicamente, achei o livro um pouco redundante. Risos. Alguns ensinamentos foram repetidos 2 ou 3 vezes. Tipo, o livro tem menos de 100 páginas, mas poderia ser ainda menor. Outra coisa, e eu nem culpo os autores por isso, mas deixo como alerta, é que, como diz na capa, esse é um manual com técnicas básicas de narração. Assim, básicas MESMO. Rolaram uns parágrafos que pareceram destinados a pessoas que nunca leram um livro na vida. Para leitores/escritores mais experientes, pode soar um tanto besta. Mas, juro, revolucionou minha escrita.

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Não sei dizer de qual dos dois eu gostei mais. O "Como melhorar um texto literário" foi do tipo TOMA ESSE ENSINAMENTO NA CARA E MELHORA, CARAMBA e mudou minha visão da noite para o dia. O "Para ler como um escritor" me deixou fascinando por dias por ser tão interessante. O meu ficou todo grifado.

Recomendo os dois, de verdade.

Posted on quinta-feira, julho 23, 2015 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 20, 2015

Eu e minha mãe juntos em frente a TV é um evento meio raro, mas tinha que acontecer mais vezes. Estávamos completamente desavisados quando, PÁ, começa Esquadrão da Moda no SBT. Gente, jura que esse programa ainda está na fila do pão da TV brasileira? Anos que eu não vejo mais, jurava que já tinham cancelado. Lembrei das altas gargalhadas que já dei com ele, das pessoas cafonas, a Isabella Fiorentino rasgando as roupas etc. Hilário.

Até que eu reassisti.

O padrão foi o de sempre: os amigos da mulher a indicam em segredo para o programa, passam uns VTs mostrando um pouco do dia a dia dela, a Isabella e o Arlindo Grund aparecem e dizem: amiga, você é muito cafona.


Gente, NADA DE ERRADO COM A PESSOA. Eu e minha mãe ficamos chocados. Eu tinha esquecido de todos os detalhes do programa. Quando mostrou as amigas falando "Ain, ela tem que se arrumar melhor" ou "Nossa, tem dias que ela me deixa até com vergonha", minha mãe: "Minhas flores, que tal cuidarem da própria vida?". Imagina todo mundo do seu trabalho dando pitaco na sua roupa.

Se fosse comigo...

- Então, Felipe, o pessoal do trabalho te indicou Hahahahah Não dá mais pra usar essas roupas, Felipe!
- Como é que é?
- Você é jovem, tem que se vestir como jovem rsrsrsrs
- Quem tá me obrigando, gente?
- Mas o pessoal do trabalho...
- Arlindo, quem paga as minhas contas?
- Mas...
- Deixa eu guiar vocês até uma louça pra lavar, só me seguir.

A mulher ficou super sem graça. Na parte de destruir as roupas e jogar fora, foi quase tudo para o lixo. Imagina pessoas jogando fora seu guarda-roupa, roupas que você GOSTA, roupas que foram presente, roupas que possuem algum valor sentimental...

- Isabella, me desculpa, mas agora você vai ter que se virar e costurar essas roupas todas aí.

O pior é que as novas roupas são sempre NADA A VER com a pessoa. Eu aposto que, dois meses depois, as mulheres estão se endividando para comprar roupas que realmente gostam.

Fonte
Assim, tem gente que é cafona? Apesar de ser um conceito muito relativo, sim, tem. MAS E DAÍ? A mudança de visual seria legal, mas só se partisse da própria pessoa. 

No site do programa, tem esta descrição no formulário de inscrição:

"Você conhece alguma mulher que não sabe se vestir?". Mas, gente, nem é difícil. Os buracos dos lados são para os braços, o de cima é pra cabeça. Etiqueta fica para o lado de dentro, todo mundo sabe disso.

"Uma mulher que não tem bom gosto, que não sabe comprar roupas?". Dica: Você vai na loja, escolhe a roupa que você quer, vai no caixa e paga.

"Que guarda velharias no guarda-roupa? Que vive repetindo uma mesma peça de roupa?". Não sei vocês, mas eu repito roupas todos os dias. Acho que é o normal. Se vocês estão jogando fora as roupas de vocês ao invés de lavar, há algo errado aí.

Só digo uma coisa: Se você conhece uma mulher assim, A DEIXE EM PAZ, NÃO SEJA UM MALA.

Minha mãe confirma: "Eu corto a relação com quem me indicar pra um troço desse". Eu também.

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Se você é o colega de trabalho mala, já está avisado. Beleza, segue em frente.

Mas, se não, me ajuda compartilhando o texto pra ver se chega em, pelo menos, um mala?

Obrigado!

Posted on segunda-feira, julho 20, 2015 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, julho 15, 2015



Às vezes, eu fico pensando que, se fosse para salvar o mundo numa tacada só, nem a Liga da Justiça e nem os Vingadores dariam conta. Eu quero um mundo melhor. Digo, muito melhor, porque, convenhamos, o nosso é meio problemático, mas não dá para levar o peso todo nas costas. Acho que, se eu fosse super-herói e tivesse a obrigação de salvar o dia sempre, ia deitar no chão em posição fetal e ficar ali tapando os ouvidos.

Ainda bem que eu não sou. Eu conheço muita gente que se cobra dessa forma, como se uma vida só valesse a pena se tivesse uma grande contribuição para a humanidade. Como dormem à noite? Não sei. Eu realmente acredito que pessoas podem mudar o mundo completamente, mas também acredito que a esmagadora maioria delas não vai chegar nem perto, mesmo querendo muito.

Eu provavelmente sou uma dessas pessoas que ninguém mais vai lembrar daqui a duzentos anos, mas estou muito bem com isso, obrigado.

Hoje é 15 de julho, então eu tive que pegar meu livro favorito e relembrar que, realmente, acho que o importante é fazer diferença. Mudar o mundo? Talvez. Vai que. Mas, pelo menos, só um pouquinho ao nosso redor. Você pode não ter a capacidade de descobrir a cura da AIDS e nem de trazer a paz mundial, mas mudar um pouquinho ao redor? É uma coisa que todo mundo, sem exceção, consegue fazer.

Pessoas, gente, acho que o segredo está nas pessoas. Maior cafonice da minha parte (não me arrependo), mas um ser humano pode fazer tanto por outro!

Ah, mas eu não tenho dinheiro

Doe sangue! Pode não estar salvando o planeta Terra, mas salvou o mundo daquela pessoa que precisou.

Ah, mas eu não posso doar sangue por motivos XYZ

Participe de um trabalho voluntário! Às vezes, nós temos um espaço de tempo completamente inútil, um espaço que poderia ser muito bem preenchido com trabalhos voluntários. Andei dando uma pesquisada e existem várias redes de voluntários, projetos que já duram anos, bem organizados e focados. O que eu li muito também, em depoimentos de voluntários, é que a pessoa entra achando que está doando, mas, com o tempo, percebe que é quem mais recebe <3

Ah, mas eu não tenho tempo

Seja bom para alguém, gratuitamente! As pessoas só esperam hostilidade das outras. É só olhar essas matérias em que uma pessoa teve uma atitude gentil (tipo, devolver uma carteira com dinheiro perdida) e fica todo mundo NOSSA, FÉ NA HUMANIDADE RESTAURADA, sendo que, gente, uma coisa tão básica! Mas, viu? Tá em falta. Então fazer o básico e tratar as pessoas como gente já é fazer a diferença num mundo em que só esperam o pior de você.

No fim das contas, a gente nem precisa dos super-heróis, porque acho que o poder maior está em pessoas comuns ajudando pessoas comuns. Parece um pouco batido mesmo, mas cadê que a gente lembra disso todos os dias?

Mudem o mundo um pouquinho ao redor de vocês.

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Se você:

1) Quer mudar o meu mundo e, quem sabe, despertar essa vontade de ajudar em outras pessoas também, compartilhe esse texto!
2) Quer me dar um presente de 15 de julho (vocês sabem...), compartilhar esse texto é uma boa escolha.
3) Tem menos de seis graus de distância do David Nicholls (autor de Um Dia), POR FAVOR, COMPARTILHA, vai que ele vê :P
4) É o David Nicholls e chegou aqui por causa da pessoa do item 3, OLHA, DAVID, VAMOS CONVERSAR SOBRE O FINAL DE UM DIA.

Posted on quarta-feira, julho 15, 2015 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 13, 2015

Dias atrás, eu tive que virar o jogo. Tinha uma coisa que me incomodava muito, só que essa coisa sempre esteve comigo, então era muito difícil para mim me livrar dela. Tipo um relacionamento abusivo, sabe? A pessoa está sofrendo, mas continua com quem abusa, porque acha que não existe uma vida fora daquilo ou não enxerga as opções. Daí a pessoa fica eternamente sendo abusada.

Foi Survivor que iluminou minha mente.

Uma das coisas que me fazem achar Survivor o melhor reality show de todos os tempos é que só ganha quem merece. Não ganha o bonitinho, a boazinha, o simpaticão. Quer dizer, até ganham, mas só se eles também forem os melhores jogadores. Isso porque os participantes são eliminados pelos companheiros por votação, um a um, até que no final sobram apenas 2 ou 3 pessoas. E quem é que diz quem vence? Isso mesmo, a galera que foi eliminada. E esse pessoal tem a consciência de só dar o prêmio para quem fez grandes jogadas durante o programa.

Daí que toda pessoa em Survivor sabe que não adianta apenas durar até o fim. Você tem que fazer algo que mereça o voto das pessoas na final. Se você apenas for arrastado até o fim só por não ser uma grande ameaça, ser um zero à esquerda, apenas sairá com zero votos e tão sem prêmio como o 1º eliminado. Quem está no jogo fica o tempo todo "I need to make a huge move", "It's my time to make a move". Eles tentam enganar os próprios aliados, blefarem, encontrarem um ídolo de humanidade, botar uns fulanos contra os outros, fazer uma cena como quem vai rodar e rir ao eliminar uma pessoa que nem viu o tapa na cara chegando.


Assim é Survivor. A vida é um pouco diferente, mas nem tanto. A gente vive, cada um do seu jeito, mirando em chegar bem lá no final. Diferente do reality show, as outras pessoas não irão nos julgar. A gente não vive para os outros, a vida é só nossa. Porém, vocês lembram do Brás Cubas? Não li o livro ainda, mas é a história do morto contando sobre sua própria vida. Se eu tivesse uma experiência do naipe Memórias Póstumas, eu ia querer contar sobre uma vida legal. Não ia querer narrar um milhão de arrependimentos, uma existência infeliz, uma vida modorrenta causada exclusivamente pela minha inércia. E, veja bem, não estou falando que eu tenho a obrigação de MUDAR O MUNDO. Longe disso. Num Memórias Póstumas de Felipe Fagundes, eu ia apenas querer ver que fiz tudo o que pude. Que não me apeguei a coisas ruins, que não me acomodei, que não me deixei ficar em situações desfavoráveis.

E aí é que nem em Survivor mesmo. A oportunidade aparece, o jogador pode continuar no joguinho feijão com arroz dele ou surpreender todo mundo e a si mesmo com uma virada espetacular.

Eu fiz a minha virada e foi bom pra mim.

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Bons motivos (ok, nem tanto) para compartilhar esse texto:

1) Você conhece pessoas que precisam sair da zona de conforto
2) Foi bom pra você, e você quer retribuir, mas sem me dar dinheiro
3) Você reconhece a magia dos programas de TV em nossas vidas (provável)
4) Você é fã de Survivor (improvável). ME MANDA UM E-MAIL, SEJA MEU AMIGO.

Posted on segunda-feira, julho 13, 2015 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, julho 10, 2015

Eu tinha um outro texto para o blog hoje, mas, depois dos comentários de vocês no último post, eu precisava contar como foi o tal exame assustador.

Primeiro, uma constatação óbvia: EU SOU UM DRAMA KING.
Segundo, gente, tenham um plano de saúde. Acho que eu nunca pisaria naquele hospital se tivesse que pagar do meu bolso.
Terceiro, releiam o primeiro.

Nem tive tempo de me preparar psicologicamente porque a enfermeira não parecia estar num dia tão bom e já chegou meio TIRA A CAMISA, e eu MAS MINHA SENHORA, e ela TIRA. Daí eu tirei, ela me deu um banho de álcool e colou uns coisinhos que chamaremos aqui de ~eletrodos~. Se não for esse o nome, não importa, o blog é meu. Um amigo me deu a informação (muitas pessoas me deram informações, obrigado) de que, se você for do tipo Tony Ramos, é preciso raspar as áreas onde os eletrodos serão colados, daí você fica com um visual inovador quando termina.
 

Mas enfim.

A médica que ia aplicar o teste tinha um nome oriental que obviamente não citarei aqui, mas eu estava imaginando a mãe da Lane de Gilmore Girls com um chicote na mão mandando eu correr na esteira. Quando finalmente chegou o momento, PLOT TWIST, a médica era uma fofa. Ela realmente tinha os olhos puxados, mas, gente, o que eu imaginei parou por aí. Me deixou super à vontade, me explicou como funcionaria, respondeu minhas perguntas e não me mandou calar a boca (teria razão se mandasse).

- Você jura que eu não vou sair rolando assim que começar?
- Olha... Nunca vi acontecer.
- Não me subestime.


Subi na esteira. Tinha lugar para apoiar as mãos e tudo. Ela disse que ia começar bem devagar e depois ia acelerando aos poucos. Assim que começou, eu já fiquei meio ESSE QUE É O DEVAGAR???, mas fui na fé. Passou um tempinho e até que não estava ruim, dava para andar tranquilamente sem ter que correr.

Aí eu perguntei:

- Quanto tempo eu tenho que ficar aqui?
- Quanto você aguentar. O tempo não é importante, você tem que ficar aí até cansar.
- COMO É QUE É?

Ou seja, não havia forma de vencer aquele teste. Onde está a justiça no Brasil, não é mesmo? Eu quase falei: Ah, então para que eu quero descer (literalmente), acabou a brincadeira. Mas duas coisas me fizeram continuar:

1) Um quadro verde na parede na minha frente que, juro, era exatamente este que encontrei no google procurando por "caminho verde". 


2) Tinha uma estante na salinha e TCHAM TCHAM TCHAM a médica estava lendo um livro do Harlan Coben que eu já li, o que nos tornava praticamente melhores amigos, então eu não quis desapontá-la com a minha falta de cooperação.

Teve uma hora que eu, DANE-SE, e, olha, corri pra caramba. Que surreal, gente, QUE SURREAL. Eu vi que podia ficar andando eternamente, então, se era para cansar, vamos fazer direito. Única coisa chata, preciso admitir, foi ficar imaginando que a pessoa penosamente estuda por ANOS para, no futuro, ser obrigada a ficar respirando CHEIRO DE SUVACO numa sala pequena e sem janelas. Dsclp. Mas depois eu tomei um banho com álcool gel e ficou tudo certo. Inclusive, me surpreendi com os efeitos desodorizadores. Eu nem sei se ele estava ali pra isso, mas, qualquer coisa, ninguém viu. Foi necessário.

DEU TUDO CERTO. Nenhum problema com meu coração (quem diria), já posso ganhar minhas medalhas de ouro na natação.

Na hora de ir embora, eu falei com a médica:

- Esse livro é ótimo, né?
- MARAVILHOSO. É o terceiro que eu leio dele.
- Já li vários também!
- Ele joga umas frases nos finais!
- SIM, NOSSA, AS FRASES NOS FINAIS.

Melhores amigos.

Posted on sexta-feira, julho 10, 2015 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 06, 2015

Se você me acompanha no Twitter ou na página do Facebook, onde eu vivo postando uns causos aleatórios, você sabe que estou mirando numa nova meta de vida: aprender a nadar. Digamos que o motivo seja apenas PORQUE SIM. Simplesmente acontece. Eu penso "Humn... Nunca fiz tal coisa... Por quê? Gente, POR QUE EU NUNCA FIZ TAL COISA?", daí eu tenho que fazer, pronto e acabou.

E eu vou no impulso, sabe. Quando eu sinto que preciso fazer, eu fico naquela de que tem que ser agora. Daí que, depois de muito pesquisar lugares, encarar telefones e desviar naipe Matrix de gente querendo me cobrar 250 reais por mês, eu achei uma escola de natação e estava jurando que já ia cair na piscina e me sentir o próprio Michael Phelps.

Eu ligando para as escolas de natação

Mas me pediram um atestado médico. Eu, que odeio ir ao médico, fiquei POXA, mas pessoas me explicaram que é para evitar minha morte à beira da piscina e também evitar que eu espalhe perebas na água, o que eu achei justo. VOU FICAR MUITO IRRITADO SE PEGAR PEREBA DE PELE DE ALGUÉM. Mas vida que segue.

Digamos que eu não seja a pessoa mais atlética do Brasil, nem de Nova Iguaçu e nem da minha casa, então eu fiquei com um pouco de receio do médico não me liberar. Me tranquilizaram: "Relaxa, Felipe, ele vai só fazer umas perguntas bestas, não vai nem te examinar de verdade". E isso é bom, gente? Eu só pensando nas perebas na água. Cheguei no médico, ele realmente só me fez umas perguntas bobas (Fuma? Bebe? Dorme bem? Curte Sense8?). Vi ele assinando meu papel. Quando peguei o atestado, já num clima de UHULL PARTY HARD SOU O NOVO PHELPS, não era um atestado. Era um pedido de exame. Um exame de verdade.

O dito cujo: Teste ergométrico. Agora, vejam imagens do exame que Tio Google me concedeu e tentem me imaginar nelas:




Eu nunca pisei numa dessas esteiras de correr, não sei me comportar nelas. Lembrem de como eu lido com coisas desconhecidas. Eu não corro nem pra pegar ônibus, gente. E esses fios? E esse troço na cara? CADÊ MINHAS PERGUNTAS BOBAS?

Alguém já fez? Porque minha mãe já e foi considerada INCAPAZ. Quase rolou na esteira (uma história maravilhosa, peçam detalhes pra ela qualquer dia desses). Eu tenho fortes motivos para crer que vai rolar uma hereditariedade, vide minha vida toda sendo desastrado. Tô imaginando algo assim:




Me salvem. Qualquer informação extra é bem vinda.

Posted on segunda-feira, julho 06, 2015 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, julho 02, 2015

Eu e um amigo entramos no banheiro do shopping. Eram apenas três mictórios, e já tinha um cara numa ponta. Fui para a outra ponta (é meio que uma regra entre homens), deixando o do meio vazio. Daí meu amigo ficou com o do meio (antes ele do que eu), e o cara da outra ponta saiu. Chegou um distinto camarada e ficou no mictório da ponta vazia. Meu amigo saiu do meio, e aí aconteceu.



Não deu nem cinco segundos, sabe. Meu amigo liberou o mictório do meio, e o cara VOOU para o meu lado. Eu achei tão estranho que fiquei meio "Jura???". Quer dizer, ele já estava no mictório da ponta. Por que trocar pelo do meio? A mudança foi tão brusca que eu, com minha mente de cocô ativada, fiquei pensando:

"Pronto, é agora que ele mete uma faca em mim. Ele vai me assaltar aqui mesmo e ninguém vai perceber, porque ele vai sussurrar e mostrar a arma. Ou isso ou o mictório da outra ponta está ruim. Ou sem água. Não sei. Mas não tinha um outro cara lá? Tem que ter um sentido. Ele vai me passar umas drogas agora. Ou uma bomba"

Daí eu, nessa letargia, estava naquele momento de encerrar os trabalhos e fechar o zíper, quando o cara, de alguma forma, INVADIU MEU ESPAÇO e deu UMA BOA OLHADA em mim. Assim, mesmo que mictórios, desses que são separados, sejam um ao lado do outro, AINDA existe privacidade. Para uma pessoa dar uma conferida na outra, ela tem que realmente querer fazer isso. É cruzar uma linha.

Eu fiquei tão "WTF?!". Veja bem, não é nem a questão do "O cara vendo o meu pinto", porque eu nem tenho travas com nudez, mas foi, tipo, surreal. Como se eu entrasse num elevador dando bom dia e todo mundo respondesse "Bom dia tua cara". Ou como se ele tivesse lambido meu olho. Foi um misto de incredulidade com ser pego de surpresa e um pouco de susto, porque eu já tinha achado a atitude do cara meio estranha. Me senti desrespeitado, violado.

Assim que eu saí, o cara saiu também, meio correndo. Tipo, só se ele já estivesse mijando nas calças quando chegou nos mictórios para sair tão rápido, o que me fez pensar que ele entrou no banheiro só pra isso mesmo.

Meu amigo estava falando desde que entramos e, juro, não faço ideia mais do que era, porque a minha mente apagou. Meu amigo lavava as mãos, o cara lá também. Eu não conseguia olhar para o cara, fiquei fingindo que nada tinha acontecido.

Mas eu me forcei a olhar, porque, não sei. Eu encarei ele, ele me encarou de volta. Não sei o que falamos pelos olhos, mas foi tipo um "Eu sei o que você fez, e você sabe que eu sei".

O cara disparou na nossa frente e virou na primeira esquina que viu. Depois, eu meio perplexo ainda, contei para o meu amigo "Você viu o que aquele cara fez?". Amigo ficou mais indignado que eu "E VOCÊ NÃO DISSE NADA? POR QUE VOCÊ NÃO ME FALOU ANTES? AGORA ELE SUMIU". E, gente, ia fazer o quê? Espancar a pessoa?

Aí ele disse: "Viu? VOCÊ FICA DEFENDENDO OS GAYS, OLHA AÍ".

E só porque ele disse isso que eu estou escrevendo. Não tem nada a ver com os gays. A sexualidade do cara nem entra em questão. O fato dele supostamente ser gay não influencia em nada o fato. Eu não fiquei incomodado por que um gay deu uma de psicopata para cima de mim, mas com o fato de que uma pessoa simplesmente violou minha privacidade. Me desrespeitou, passou por cima da minha vontade, não me tratou como gente.

E não foi uma coisa de ESSE QUE É O PROBLEMA DOS GAYS. Não, o maluco era aquele cara específico ali. Ele que não teve noção. Nada a ver com todos os outros gays do mundo. Um maluco heterossexual não ia chegar em mim e nem dividiria banheiro com mulheres, mas certamente ia desrespeitar mulheres em outros ambientes.

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Fico pensando nesse acontecimento e, às vezes, acho engraçado, às vezes acho muito problemático. Quer dizer, vai que eu que sou um psicopata? Vai que eu e meu amigo somos daqueles machistões que agridem pessoas fisicamente? Sabe, ninguém deve ser tratado como um objeto. E espancar pessoas também conta como não tratar como gente. Eu não sei se todas as pessoas estão cientes disso, então, gente, cuidado com o que vocês fazem. Não abusem de ninguém, plmdds.

No fim das contas, foi apenas uma bobagem. Não morri, não me machuquei, mas, sei lá, eu fico pensando o que se passa pela cabeça daquele cara e em todos os cenários ruins que poderiam ter acontecido.

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Esse foi o texto menos claro que já escrevi no Não Sei Lidar, mas acho que é porque eu não estou sabendo lidar mesmo. Me ajudem aí nos comentários a entender o que está acontecendo por aqui.

Posted on quinta-feira, julho 02, 2015 by Felipe Fagundes

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