Eu coloquei Raspar a cabeça entre Subir num touro mecânico e Escalar e, sabe, foi bem natural. Tipo, ei, deve ser legal montar num touro mecânico. E isso tem tudo a ver com ficar careca! E não dá pra ficar careca sem escalar uma montanha, não é mesmo? Então minha lista de experiências a serem devidamente vividas ficou pronta.

Marquei a data, 15/08, porque pra tudo nessa vida é necessário um prazo. Nada de especial, é só um mês depois daquele dia e tempo suficiente para eu me preparar psicologicamente. E eu sei que vou precisar de preparo só pelo choque das pessoas quando eu conto a novidade.  As pessoas, elas não entendem.


Eu digo que vou raspar a cabeça, e as pessoas falam "Humn... Acho que você fica melhor só com a máquina 2 ou 3", daí eu respondo "Ah, não tem a ver com a estética". E elas bugam. Tem gente que ri, alguns perdem a fala (juro), outros apenas alegam que eu sou maluco (não estão tão errados).

Mas, amigos, aparência é tudo na vida? Não estou fazendo isso para ser aquele cara do antigo comercial da Coca-Cola que raspou a cabeça para ficar sexy, seria um efeito colateral muito inesperado. Eu sei que não vou ficar bonito. Vai ser mais estranho que Walter White em Breaking Bad (recomendo) ou April careca em Chasing Life (recomendo muito!), e olha que eu não tenho exatamente a beleza da Italia Ricci. MAS VIDA QUE SEGUE.

Cabelo cresce. A gente compra uma toca touca para os dias difíceis, depois o tempo passa. Mas a sensação de NÃO HÁ CABELOS vai ficar gravada para sempre. Quer dizer, existe mais uma coisa entre milhares de coisas que, com 20 e tantos anos, eu ainda não descobri como é. Eu nunca senti. E essa coisa é a água tocando de verdade o couro cabeludo e o vento soprando aqui em cima. Ou as mãos das pessoas que não resistem à uma cabeça pelada. E a luz do sol que nunca bateu. Eu quero essas pequenezas, todas elas. 


Ficar temporariamente com a cara do Bryan Cranston é um preço pequeno a pagar, eu vejo assim.