Entrei numa livraria dias atrás e vi uns livros desconhecidos em destaque. Os livros eram... estranhos. Eram livros com textos, mas tinham muitas imagens, uma letra enorme, uma diagramação meio doida, bem ~descolada~, bem jovem. A editora era até bastante conhecida, então eu fiquei "Gente, o que eles estão vendendo?". Dei uma folheada para ver do que se tratava, e eram mini-biografias. "Mas de quem?". Depois dessa pergunta, eu entendi o fenômeno. Eram mini-biografias (até porque os autores eram mais novos do que eu) de webcelebridades do youtube e das redes sociais. Até achei legal, sabe? Quer dizer, você começa fazendo vídeos ou ganhando seguidores no Twitter e, de repente, consegue transformar o sucesso em livros vendidos. Fascinante



Mas, ainda com os livros em mãos, uma constatação: "Essas pessoas não são escritores". Foram convidados a lançarem livros, por terem um público grande em alguma outra mídia. Mas eles estavam ali na livraria, não estavam? Digo, estavam vendendo textos, não estavam?

O mercado editorial no Brasil meio que abriu as portas nos últimos anos para jovens escritores, para blogueiros e webcelebs. A minha timeline do Twitter pipoca de pessoas que conseguiram ser publicadas por boas editoras, vira e mexe tem alguém comemorando um contrato assinado, e eu vibro por cada uma delas. Eu já li alguns desses livros, entre eles uns realmente ótimos!

Todos começaram com uma boa plataforma. Sabe, aquilo que te dá alguma visibilidade, que te dá suporte. Seja um blog muito visitado, um canal no Youtube, uma página badalada no Facebook, zilhões de seguidores no Twitter. São possíveis compradores do seu trabalho, pessoas que já te conhecem e vão querer conferir seus lançamentos. A plataforma ajuda muito o autor, ela abre uma porta para ele mostrar o que ele tem, sejam textos excelentes, piadas muito boas, fotos bonitas ou livros estranhos.

Agora, vamos focar na minha realidade. *entra um fundo triste na cena*

Eu tenho uma história praticamente pronta, 390 followers no Twitter, que ficam acompanhando minhas ladainhas diárias, uma página no Facebook com menos de 100 pessoas e este blog com 6 seguidores que eu posso contar.

Como vocês podem perceber, meus números não são muito promissores. Eu preciso de mais gente. E nem tenho vergonha alguma de falar isso, porque "gente" é uma coisa maravilhosa.

Então, essa lengalenga toda é apenas para dizer: COMPARTILHEM! Compartilhem se vocês acharem um texto do blog muito legal. Os ruins, vocês finjam que não viram. Vocês estão aqui até hoje por algum motivo, né? Então acho que esse algum motivo pode agradar mais pessoas também. Compartilhem o Não Sei Lidar no Facebook, marquem pessoas que possam se identificar, postem os links no Twitter, comentem na página, sei lá, recomendem para algum amigo de vocês que vai curtir o blog! Tem gente que faz isso naturalmente (já moram no meu coração), eu sei, então faço esse apelo aos demais que gostam do blog.

Mas só se vocês quiserem, claro, porque ninguém é obrigado.

Vivem me falando que eu deveria escrever e publicar um livro, e eu sempre fiquei "imagina rsrsrs", mas, agora que eu vi que é possível, EU QUERO. Eu realmente quero. AJUDA EU.