Alguma coisa aconteceu na transição de pessoa sem jeito para gente simpática. Talvez, eu tenha exagerado um pouco e adquirido um efeito colateral meio bizarro: Eu flerto com as pessoas. Meio que involuntário, sabe? Na época do falecido Orkut, eu deveria ter criado uma comunidade "Sou ogro assim mesmo, não te odeio", mas, nos dias de hoje, eu entraria na clássica "Sou legal, não estou te dando mole". Ou talvez eu esteja dando mole, sim, mas é tudo coisa do meu inconsciente.

Fonte

 Vamos acompanhar os fatos.

(Mas, antes, não esperem que eu transcreva as mensagens e os diálogos exatos, porque, né, memória, não temos. Juro que o espírito está todo aí, sem exageros)

Teve um dia que eu recebi uma mensagem de um número desconhecido dizendo algo como: "Vou chegar um pouco atrasada para o casamento, guarda um lugar do seu lado pra mim!". Normal, né? Pessoas vivem se atrasando para casamentos, a gente guarda lugar na camaradagem e tal, mas tinha um porém: Eu não estava em casamento nenhum e nem indo para um. Eu nem sabia quem era a pessoa do outro lado.

Como eu deveria ter respondido: "Opa, número errado, foi engano"

O que eu respondi: "Adoraria guardar um lugar ao meu lado para você, mas, infelizmente, acho que você mandou mensagem para a pessoa errada"

Me digam: Eu acho que vivo numa comédia romântica, né? Eu estava pensando que a pessoa do outro lado era quem, a Jennifer Aniston? Ainda troquei umas duas ou três mensagens com a pessoa do outro lado, com alguns "Hahahah" simpáticos e foi só.

Dias passaram, e Rute, que é amiga de conversar todos os dias, comenta sobre o mico de ter mandado mensagem pra mim em vez de para outra pessoa que estava no casamento. Aí eu:

- Ah, era você?
- Era oO
- Nossa, não tenho este seu número
- COMO VC ESTAVA FALANDO AQUELAS COISAS TODAS COM UMA DESCONHECIDA???

Hahahahahahah ¯\_(ツ)_/¯

A Ju, por exemplo, foi outra vítima dos meus flertes involuntários. Ju sumiu por motivos de internet inoperante (Aliás, continua sumida, né? Corrente de oração pela internet da Ju, gente), daí me bateu aquela falta, sabe? A qual me fez presentear minha timeline do Twitter com a seguinte declaração inocente:

Antes, o que eu quis dizer: "Ju, volte para o Twitter!"

O que eu realmente disse: "Orando para o mundo trazer você de volta para mim"

TEMPO PARA ANALISAR A FRASE................................................................

Eu me apaixono platonicamente várias vezes (THIS), diariamente, mas raríssimas foram as vezes em que me apaixonei level hard. Eu poderia contar nos dedos de uma mão com alguns dedos faltando. Acho que as pessoas se apaixonam mais por mim do que eu por elas, e isso parece ótimo, mas não é. Já sabemos de quem é a culpa pelo menos, não é verdade? Eu mando os sinais todos errados.

***

Eu soube que tinha que parar quando fui numa livraria comprar pão buscar um livro sobre escrita que eu estava querendo muito, e o atendente me disse: "Esse livro parece ser bom, hein. Acho que vou comprar pra mim também, porque também estou escrevendo um livro".

A resposta que me veio à cabeça imediatamente: "Nossa, que legal! Compra sim. Sucesso aí no seu livro, com certeza vai ser bom. Já tem uma pessoa pra ir na noite do lançamento. Vou querer autografado :)".

Tipo. TIPO??? O atendente. Um desconhecido. Ele poderia estar escrevendo um livro sobre, sei lá, como o racismo é benéfico para a sociedade, e eu lá sendo fangirl (É um estado de espírito, transcende gêneros). Ainda bem que os deuses da sabedoria devem morar todos dentro das livrarias, porque eu tive um lapso de sanidade e usei toda minha capacidade cognitiva para responder com um simples:

"Humn".

Me salvem de mim mesmo.