Foi num dia de muito calor que eu senti um calorzinho diferente. Foi difícil de aceitar, mas eu agi apenas por impulso. A gente é criado de um jeito a vida toda, é ensinado que amor é de um tipo de pessoa para outra, então, quando acontece de uma forma inesperada, a gente balança um pouco e precisa tomar uma decisão importante.



Eu olhei para um carioca. Eu nunca tinha reparado nos cariocas. Tipo, eu olhei muito pra ele. Eu não sei paraaaaar de te olhaaaaar, tocando ao fundo. Daí não sei como aconteceu, não sei quem pegou quem.

Escondi da minha família porque eles não iam entender, mas estou aqui compartilhando com vocês. Eles iam acabar com nossa relação muito mais rápido do que eu sozinho certamente faria. E eu tinha a impressão de que o carioca era só meu. Não queria dividir, sabe? A gente passa um tempão buscando um sentimento verdadeiro e, mesmo sabendo que paixão é coisa breve, eu queria aproveitar o momento, sem me preocupar com a opinião dos outros. E estamos aí até hoje.

Estou apaixonado? Sim. Estou pagando por prazer? Sim. Eu posso me casar com ele? A lei diz que não. Essa relação vai contra os valores cristãos? NÃO QUERO SABER, EU NASCI PRA ESSE SORVETE.

Mozão 


PS: A Kibon não me pagou nada para escrever esse texto, mas deveria.