sexta-feira, dezembro 26, 2014

Minha mãe ganhou um rack e precisou tirar TV, dvd e todos os enfeites milenares do rack antigo para por no novo, e, assim, durarem mais mil anos. Ficou tudo muito bom, muito bonito, porém: a TV a cabo ficou sem sinal. Minha mãe e minha irmã, meio desesperadas porque interferiram na harmonia do Universo, me chamaram para ver, porque, risos, "entendo de computadores".

A gente ganha um diploma em Ciência da Computação, e galera acha que a gente sabe programar TV, consertar impressora, máquina de lavar, exorcizar notebooks e fazer café sem ler o manual, mas beleza.

Ligávamos a TV e ficávamos olhando para a triste mensagem: "Sinal não encontrado". Eu mal vejo TV, mas família estava se comportando como se um ente querido tivesse passado dessa para melhor. "Ela era tão boa!", "Não posso ficar em casa hoje porque me lembro dela", "Lembra quando a gente sentava junto no sofá e...". Tentei mexer nos cabos e tal, mas sem sucesso. Liguei para o suporte técnico uns dias depois.



- Para falar sobre promoções, tecle 1. Para falar sobre problemas no aparelho, tecle 2...

*vai com o dedo no 2*

... Para falar sobre problemas técnicos, tecle 3...

*ué* *vai com o dedo no 3*

... Problemas com o controle remoto, tecle 4...

Sem sinal é problema no aparelho, no controle ou apenas técnico?

... Para ouvir uma piada sem graça, tecle 9. Para apenas ouvir a voz de uma pessoa para te dar força nos momentos de carência, tecle 10. Para ouvir uma prévia do novo single da Taylor Swift, tecle 11. Para falar com um de nossos atendentes, tecle 12. Para...

MUITAS OPÇÕES. Mas, depois de divagar sobre a lista, escolhi falar com uma atendente. Me pareceu mais coerente, até porque já cansei de Blank Space.

- Bom dia, senhor, essa ligação está sendo gravada, o número do protocolo é: 93767356752523983434...
- Mas, gente.
- 57471238456182345058347589273503784543273095648768...
- Mas como...?
- 3492386482356984510293489237409237487XZYT-$#@***##. Caso seja necessário, enviaremos para seu e-mail.
- Imagina, anotei tudo Ah, tá bom.

Esse e-mail nunca chegou. O dia em que o mundo precisar de um número de protocolo de atendimento para ser salvo, estaremos perdidos.

- Então, senhor, darei algumas instruções para tentarmos resolver o seu problema.

Eu gosto dessa parte da resolucão dos infortúnios, apesar de me sentir muito subestimado pela pessoa do outro lado.

- O aparelho está ligado?
- ...
- Senhor?
- Não, moça, eu achei que funcionava sem ligar. Não funciona? ESPERAVA MAIS DA TECNOLOGIA DESSA EMPRESA Está.
- Tire da tomada, espere 10 segundos e ligue novamente.
- Hahahahah A senhora acredita nisso? Grande suporte técnico Tá bom.

Apenas fingi que fiz, até porque já tinha feito mesmo. Desligar e religar é, tipo, a regra número um da Informática.

- Não funcionou.
- Humn... Retire o cabo branco da entrada XYZ do aparelho e reconecte.
- Moça, chega, só funciona uma vez. ME DIZ LOGO SE NÃO SABE COMO CONSERTAR Pera aí.

Estava rindo do atendimento patético, do alto da minha grande sabedoria universitária, porém fui dar uma olhada na tal entrada XYZ apenas para fingir mais um procedimento e:

O cabo branco. Não estava. Lá.

Não havia cabo.

No meio do caminho não havia um cabo.

No hay cabo.

Habemus cabo. Só que não.

Com minha cara queimando, dei uma olhada geral, porque deveria haver um cabo branco ali, não? Estava ligado na TV. O cabo do aparelho estava na TV, e a gente querendo que a coitada sozinha encontrasse o sinal. Coloquei no lugar certo e... funcionou.

- Funcionou, senhor?

Não tive coragem de me humilhar na frente da minha nova guru espiritual, apenas respondi:

- Opa, o problema foi resolvido :DDD TCHAU.

Desliguei. Zapeei pelos canais enquanto imaginava a atendente, agora com ar de superioridade, falando com a amiga: "Aposto que o cabo estava no lugar errado MUAHAHAHAH". Rasguei meu diploma.

Posted on sexta-feira, dezembro 26, 2014 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, dezembro 19, 2014

Quando a Anna pediu como presente de aniversário que as pessoas fossem doar sangue, eu pensei: PRECISO FAZER ISSO. Experiências! Etc. Quer dizer, pessoas precisam de sangue o tempo todo. Temos sangue. Me pareceu muito lógico doar algo que não me fará falta alguma. Ilógico é banco de sangue passando aperto. Não sei como essa galera não avança na gente para tirar o sangue a força, nem julgaria.

Mas confesso que não foi o espírito cristão do Natal que me arrastou até o Hemorio, fui mais pela curiosidade de fazer uma coisa que nunca fiz.

Eu poderia fazer um relato cheio de informações importantes sobre a doação de sangue, mas, gente, usem o Google. Os sites dos pontos de doação explicam (quase) tudo. Vamos nos focar no (quase).



***

A gente chega, faz um cadastro bem rápido e simples, responde um questionário do naipe SIM ou NÃO e espera até ser chamado para uma ~entrevista~ com um médico. No meu caso, médica.

De início, a pessoa querida FUROU meu dedo. Achei indelicado, de onde eu venho as pessoas dizem seus nomes antes de começar com essas intimidades, mas, beleza, era o trabalho dela. Apenas fingi que não doeu e resolvi dar uma segunda chance para nossa amizade. Claro, teve a balança antes. Quem tem problema com esse aparelho tão temido no século 21 não deve se intimidar, é tudo profissional e você não precisa tirar a roupa (verifiquei). Eu fiquei feliz por não ter menos de 50kg e ser impedido de doar, era uma possibilidade.

O interrogatório A entrevista em si foi interessante, não estou acostumado a pessoas querendo saber de mim nesse nível. A médica apenas repetiu o questionário do SIM ou NÃO, me olhando nos olhos, esperando cada resposta, como se elas não estivessem marcadas no papel sobre a mesa dela. "Minha senhora, está tudo escrito aí", eu quis dizer, mas apenas respondi novamente. Cada vez que eu respondia que NÃO tinha tal doença, eu imaginava ela pensando SIM, VOCÊ TEM. Estava quase confessado OK, EU TENHO AIDS, mesmo não tendo. É um pouco diferente responder num papel e falando com uma pessoa.

- Já fez sexo com homem que teve hepatite, aids, sífilis peste negra ou tenha feito transfusão de sangue?
- Não.
- Já fez sexo com homem que tenha feito sexo com outro homem?
- Não...
- Já fez sexo com homens?
- MINHA SENHORA, ONDE VOCÊ QUER CHEGAR? Não.
- Já fez sexo com prostitutas?
- TEM ESSA PERGUNTA AÍ? Não.
- Já recebeu dinheiro ou alguma outra coisa em troca de sexo?
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAH Moça... não.

Na pergunta do sexo por dinheiro, eu realmente dei um risinho de "kkkk essas perguntas", mas a mulher foi impassível. Perguntou tudo muito séria. Se eu fosse ela, apenas me divertiria inventando perguntas:

Eu: Já fez sexo com animais?
Pessoa: Não... oO
Eu: Nem com ovelhas?
Pessoa: Claro que não!
Eu: Jura, amigo? Com essa cara aí?
Pessoa: WTF?!

Eu: Já soltou flatulências em público?
Pessoa: Er... Não...
Eu: Olha, isso aqui é confidencial. A senhora não precisa mentir pra mim. Em elevadores, pelo menos?
Pessoa: Ok, umas duas vezes. .

Eu: Já fez sexo com homem que tenha feito sexo com mulher que fez sexo com outro homem que, na verdade, era irmão gêmeo do primeiro homem, porém malvado e com sífilis?
Pessoa: Talvez...?

Fora esses pequenos constrangimentos, a parte mais difícil para mim foi: COMER. Tinham me dito "Faça uma refeição leve antes de ir", e eu fiz, porém deveriam ter me dito: "Vá morto de fome, descubra seu mendigo interior". Antes de doar, você precisa comer umas coisas que eles dão. No meu caso, foram 3 pacotes de biscoito (naipe Club Social) mais umas balas mais QUATRO copos de suco. Para mim, foi muito (50kg etc). Mas sobrevivi.

***  

A agulha pode ser um pouco assustadora, é a picadinha de um mosquito africano. Você fica meio sentado, meio deitado numa cadeira confortável, abrindo e fechando a mão, sentindo um pouco de incômodo no braço, mas nada demais. Eu perguntei quanto demorava o processo, e me disseram "cerca de 12 minutos". Daí eu, opa, posso começar a ver um episódio de Parks and Recreation, mas, ué, acabou. Foram, sei lá, uns seis minutos.

Levantei da cadeira bem devagar, como se minha cabeça pudesse explodir caso eu fizesse movimentos bruscos. Caminhei lentamente para a saída pensando "Se eu desmaiar aqui... Pera, que cueca eu estou usando? Por que olhariam minha cueca em caso de desmaio? Iam abusar de mim? Por que as pessoas se importam com isso? Digo, com usarem roupa íntima velha, não com abuso..." até que cheguei num refeitório - meu deus, mais comida - onde todas as serventes me amavam como se fossem minha mãe. Tipo um harém sem sexo, sabe?

"Pode sentar, Doador, nós vamos trazer seu lanche."
"Não, Doador, fica sentado, não precisa levantar"
"Parabéns, Doador, aproveite seu lanche"
"Está se sentindo bem, Doador? Pode deixar tudo aí na mesa, nós vamos buscar"

O lanche foi muito melhor dessa vez. Croissant de queijo, bolo de chocolate, uma caixinha de suco, barra de cereal... Nunca que eu ia conseguir comer tudo, mas comi o máximo que deu, pra não cair na rua e tal.

***

Não passei mal. Não senti nada. Andei até a Central do Brasil, passei quase duas horas num ônibus e cheguei em casa sem notar que estava com menos sangue. Eu sei que tem gente que doou e sentiu efeitos colaterais (fraqueza, tontura...), porém a dica que eu não segui é ir acompanhado. No fim das contas, você ainda ganha um dia livre no trabalho e um exame de sangue completo.

A experiência pra mim foi muito positiva, recomendo a todos. Vá para ajudar alguém, vá por diversão, vá pelo lanche, apenas vá. Eu pretendo continuar e, da próxima vez, levar mais gente.


Posted on sexta-feira, dezembro 19, 2014 by Felipe Fagundes

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terça-feira, dezembro 16, 2014

Viajar não entra nem no top 100 das minhas atividades favoritas. Está mais para o bottom, na verdade. Não tenho nada contra a experiência em si, até aprecio quem gosta, porém não tenho motivação. Isso porque, geralmente, as pessoas viajam para conhecer 1) novos lugares e/ou 2) novas comidas. E, quem me conhece sabe, eu não poderia me importar menos com "vistas deslumbrantes", "tardes tranquilas" e "pratos deliciosos".

E são tantas as pessoas viciadas nisso! Gente postando foto do céu de um país, gente fazendo declaração de amor para uma cidade, gente padecendo em casa, clamando pela libertação que é fazer as malas e voar para um destino promissor... Fiquei em crise um dia desses porque eu simplesmente não tenho vontade alguma (Quer dizer, gente, o que o céu de Paris tem de diferente do céu de Nova Iguaçu? É de outra cor?) de me deslocar para conhecer lugares inanimados, logo, onde estava minha motivação para viver?

 Quando eu penso em visitar "lugares maravilhosos"...

O que eu descobri foi que o que eu mais gosto NA VIDA são: Pessoas. Pessoas e experiências vividas com outras pessoas.

(Parece que foi num passe de mágica, né? De um parágrafo para o outro. Mas demorou uns 200 e-mails trocados com pessoas que lidam com as minhas crises gratuitamente) (E não possuem graduação em Psicologia) (Eu chamo de amigos)

Eu até iria para Paris se lá tivesse alguma coisa exclusiva e espetacular que eu pudesse fazer. Não só ver, tirar umas fotos e marcar na checklist como "visitado".

Escalar uma parede! Se pendurar numa tirolesa! Passar por baixo de uma cachoeira! Doar sangue! Usar um capacete Viking! Foram algumas das experiências pelas quais passei em 2014 e que quase me fizeram vestir uma camiseta com a estampa Amo/Sou. E eu lembro de como me senti EXTASIADO passando por cada uma delas, de como fiquei relembrando-as com um sorrisão no rosto e de como eu quis que esses momentos durassem para sempre. E todos eles só aconteceram porque as melhores pessoas estavam envolvidas.

 Se você é uma pessoa legal,
favor receber esse abraço

***

Por mais que eu seja fã do estilo Deixa A Vida Me Levar™, a vida é curta e um pouco preguiçosa demais para fazer as coisas acontecerem. Eu estava naquele momento meio deprê com as fotos de vocês em Miami ou, sei lá, Aracaju (tudo praia) e DECIDI que eu mesmo preciso caçar as minhas experiências.

Não sei se vocês já perceberam que existe um mundo de experiências que a gente sonha em viver, mas meio que esperamos que elas aconteçam. Eu quero ir atrás delas. Quero viver situações e ver se consigo compensar os anos que a vergonha me tirou.

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Conhecer uma tirolesa desse naipe! Cinema 4D! Passar por uma sessão de massagem! Andar a cavalo! Patinar no gelo! Apadrinhar uma criança! Coisas que nunca fiz, quero fazer e, sejamos francos, não são difíceis de encontrar. Já tenho uma lista modesta com uma dúzia de itens.

Vocês já pararam para pensar em coisas que vocês poderiam fazer, mas nunca fizeram simplesmente por não focarem nelas?

Eu quero a ajuda de vocês para preencher minha lista. Que coisas legais vocês já fizeram? Alguma experiência daquele tipo TODO MUNDO TEM QUE? O que seria engraçado de fazer, ainda mais eu sendo todo atrapalhado e abençoado com roteiristas criativos? Tô considerando qualquer coisa exceto as ilegais, as imorais e sauna, que, pelo amor, que coisa sem graça esse lance de sauna. E aceito companhia, hein.

Posted on terça-feira, dezembro 16, 2014 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, dezembro 10, 2014

Não achei que seria tão puxado manter o ritmo que emplaquei em julho, mas, agora, de posse de uma história com início, meio e fim, eu posso garantir que valeu a pena. Quer dizer, eu adoro imaginar novas histórias. Eu sou uma máquina criadora de ficções que ficam só na minha cabeça. Eu deveria contratar um exército de ghost writers e dominar o mundo com uma dúzia de livros publicados por mês. Mas, né, não há dinheiro para tal façanha, o que significa que eu mesmo tenho que colocar a mão na massa.



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Eu olho para alguns livros e vejo algo de sagrado neles. Parece que não foram escritos por pessoas. O próprio Deus talhou em pedra e apenas passou discretamente para o homem publicar em papel. Eu leio as frases e fico MEU DEUS... COMO? MAS... MAS... O QUE ACONTECE NA CABEÇA DESSA PESSOA? Genialidade pura*. Esses são os autores com lugar já reservado no céu.

Porém, há uma segunda categoria de escritores, que consiste basicamente em: todo o resto. Esses não recebem muitas visitas das divindades inspiradoras. Não, esses precisam talhar suas próprias pedras e montar seu caminho sinuoso para algum lugar indefinido que pode ou não levar ao sucesso. Eles são as pedras. O pessoal da segunda categoria são aqueles que simplesmente fazem as coisas. Vão com o que têm, arriscam a fazer o que sabem e torcem para dar certo no final.

Acabei de dar um abraço na galera do segundo grupo e de dizer "Calma, vai ficar tudo bem".

Livro não é magia. Não são escritos numa única tarde de sol e brisa, nem imediatamente depois de, opa, tive um sonho legal, acho que termino de escrever um romance antes da Sessão da Tarde. Não é mesmo magia. Livro é esforço, disciplina, alguma renúncia, um pouco de desespero, reclusão, luta contra a procrastinação e outros demônios menores. Livro é fazer surgir tempo e força de vontade que não existem, é seguir em frente sem inspiração.

Livro é esperança e diversão também. AINDA BEM.

Estou pagando por todos os meus pecados cometidos contra escritores nesses anos de internet, blogs e redes sociais. Contra todos aqueles que eu jurei que tinham fumado um baseado durante a escrita, contra as escritas as quais chamei de porcas, contra os plots que eu chamei de ridículos e contra todos os autores que gonguei menos John Grisham. Não há perdão para você, John. Você me gongou, eu te gongo agora EU NÃO SABIA DO CAOS. Gente, é uma luta desenvolver personagens coerentes. Você quase chora quando chega no capítulo 10 e vê que tudo ainda faz sentido, embora você não saiba exatamente como. Levar um plot do início ao fim é como puxar um cachorro teimoso pela coleira por um caminho no qual ele não quer andar. Nós esquecemos coisas, escrevemos besteiras, ficamos com vontade de apagar tudo e começar outra história. Apenas preciso aplaudir de pé essa galera que chega até o fim e consegue fazer um leitor - nem que seja só UM mesmo - realmente gostar do que foi escrito. E ainda pagar por isso.

Aplaudindo Stephenie Meyer, E. L. James, 
Elizabeth Chandler, John Green, Dan Brown, seus guilty pleasures...

Longe de mim criticar quem chega lá, com base no argumento "Ah, isso até eu faço". Não, amigo, você não faz. E, se faz, está perdendo teu tempo urubuzando, deveria estar fazendo e ganhando dinheiro também. Vai lá, boa sorte.

Escrevendo, eu pude ver que todo livro, mesmo aqueles que parecem terem sido feitos nas coxas, são frutos de trabalho duro, porque simplesmente não dá para cuspir tudo no papel. Mesmo quando a publicação parece toda errada, eu tenho certeza que o autor começou porque acreditou ter tido uma boa ideia, que ele revisitou parágrafos, que ele teve insights durante a escrita e que ele achou o trabalho final, pelo menos, aceitável. Ou seja, ele deu o melhor dele naquele momento. Se a crítica geral não apreciou o resultado, apenas me resta torcer para que o autor aprimore suas habilidades e comece outra história do zero.

E não é como se eu não fosse criticar livros nunca mais. PORQUE EU VOU. Vou discordar das ideias, vou pensar em frases melhores, vou notar as incoerências e olhar feio para as saídas fáceis. Mas vou ler com empatia, de preferência aprendendo com os deslizes alheios.

* Só quis colocar o primeiro grupo no pedestal, sei que os gênios trabalham pesado também. Mas não consigo abandonar a impressão de quem tem um dedo de Deus naquelas palavras.

***

Então, eu tenho um original para odiar, pôr fogo, jogar no lixo, pegar de volta, revisar, editar, cortar e, finalmente, me dar por satisfeito. O que vem depois da satisfação, eu realmente não sei. Por hora, vou seguir a dica que me deram de deixar a história descansando por um tempo antes de começar a revisar. Até porque, honestamente, quem precisa de descanso sou eu.

Deixa eu tirar a poeira desse blog.

Posted on quarta-feira, dezembro 10, 2014 by Felipe Fagundes

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