quinta-feira, julho 31, 2014

Eu deveria criar uma tag Igreja para este humilde blog, porque, meu deus, todo dia surge um causo épico. Eu deveria criar um blog só disso, na verdade.

Minha prima saiu um dia desses com uns amigos da igreja, foram numa pizzaria. Daí rolou aquele momento de "Fulana, vamos no banheiro comigo?" e, claro, não fugiram do padrão do século XXI e foram usar o banheiro para o que ele realmente serve: tirar uma selfie. Ou meia dúzia delas.

A amiga chorou quando viu a foto, os demais amigos ficaram assustados, eu ri. Gente, sério. Se eu visse a selfie na internet, juraria que era uma daquelas montagens óbvias de tão perfeito que o trem estava.

Booo!

Convenhamos, não é tipo aqueles vultos e borrões que galera jura que é fantasma, demônio ou o espírito do Mc Daleste. É bem nítido que tem um rosto ali. E, né, hilário, o intruso ainda parece estar rindo. Quando ela me mostrou a foto, eu: "GENTE??? Deve ser um cartaz oO". Mas falei só para não cair no senso comum do espírito maligno fotogênico, porque que cartaz horroroso seria esse no banheiro da pizzaria? Filme de terror? Evento para emos?

Só sei que a selfie rodou a igreja toda. TODA. T-O-D-A. Do cara que fica na porta até o pastor. Teve gente passando mal de medo (juro), nego dizendo que o diabo estava seguindo uma delas, nego falando que era uma pessoa cagando. Toda uma corrente de oração ativada e tal. Confesso que fiquei com um pouco de medo também, porque, né.

Daí que eu pedi a foto para minha prima, queria ver de perto, queria jogar no Google e ver se achava alguma coisa. Ou só queria ter para meter medo nos outros e tal. Vi que elas tinham tirado várias selfies parecidas e, opa, volta aquela ali.

Não tô creno no que tô veno

Olha, francamente. Um monte de gente orando para exorcizar um cartaz. Eu estava quase mandando para a Band, daria um programa sensacionalista e maravilhoso de 3 horas. Não sei se rio ou se choro. O diabo tá rindo, com certeza.

PS: Tô dando casa, comida e roupa lavada pra quem descobrir que cartaz tenso é esse.

Posted on quinta-feira, julho 31, 2014 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 21, 2014

Existe aquela falácia de que fofoca é coisa de mulher. Quando surge um homem que aprecia o compartilhamento de informações, as pessoas se sentem obrigadas a comentar "Noooossa, pior que mulher". Até porque os seres mais fofoqueiros do universo são as mulheres. Não me darei ao trabalho de procurar por estatísticas, mas, honestamente, apenas acho que fofoca nada tem a ver com o gênero da pessoa. Inclusive, acho que há mais homens fofoqueiros Vide aquela famosa série de TV. Vocês sabem qual. Esqueça aquela imagem da fulana comentando no ouvido da outra, da dona na janela querendo saber da vida dos outros. Qualquer comentário que você faz sobre uma coisa que você ouviu, principalmente quando você altera a informação, é fofoca. É muito difícil você ouvir um homem falar "Vamos fofocar", mas quando você percebe o que acontece na prática...

Mas, enfim.

Estava eu assistindo a aula de domingo na igreja (que, ironicamente, não é exatamente o lugar menos propício para fofocas), fazendo parte de um círculo de cadeiras, o professor falando alguma coisa da qual já me esqueci. Estávamos ao ar livre, porque os demais lugares estavam ocupados com outras turmas, é melhor para ficar longe do barulho. Juro para vocês que eu estava prestando atenção, até uma conversa atraiu minha atenção. Uma mulher parada perto do círculo estava contando em voz baixa para um homem que:

- Pastor foi para o hospital... É, passou muito mal... Quase não conseguia dirigir... Está internado.


Gente, eu só ouvi isso. Quer dizer, nem era da minha conta. Nem estavam falando comigo. Ouvi casualmente e jurava que não tinha absorvido aquilo por osmose. A aula rolou por mais alguns minutos, até que o professor, que é carne e unha com o pastor, diz:

- Que estranho. Pastor não apareceu até agora. Não sei o que houve, ele não me disse nada.
- Ele não tá no hospital?

Eu falei automaticamente. Sem pensar. Silêncio no recinto.

- PASTOR ESTÁ NO HOSPITAL?

Sabe aquele desespero que bate quando você sabe que fez besteira? Mas tentei minimizar.

- Esquece o que eu disse, continua a aula, sei de nada.

E a aula continuou. No final, todas as classes se reuniram para fazer a oração final para todo mundo ir feliz para casa. Meu professor ficou encarregado de fazer essa oração, todos se colocaram de pé, ele pegou no microfone e:

- Então, pessoal, vamos orar. Mas, antes disso, uma pessoa comentou que o Pastor...

Gelei. 

- ... está INTERNADO no HOSPITAL, o FELIPE me disse, eu não estou sabendo de nada direito, VAMOS ORAR PELO NOSSO PASTOR.

Gente. Eu não sabia onde enfiar minha cara. A igreja toda virou pra mim como se eu tivesse informações valiosas sobre o estado gravíssimo do pastor morrendo no hospital, meu professor com os olhos cheios d'água. A mulher que tinha me "passado" a informação olhou para mim com cara de "COMO VOCÊ SABE???". Gente, podia ser qualquer outro pastor. Podia ser qualquer coisa. E nada da terra se abrir pra me engolir.

- Er...

Mas a mulher falou por mim e explicou o caso. Pastor passou mal e estava no soro. Só. Mas quem disse que a minha cara vermelha sumia?

Olha. NUNCA MAIS. Meu deus, nunca mais. Fofoca é coisa de mulher? NÃO. Homem faz fofoca? FAZ. Depois desse momento embaraçoso, eu vou tomar cuidado com as coisas que eu ouço e falo? TALVEZ. Não existe nenhum nível de fofoca aceitável, né? Existe fofoca do bem? Acho que não, uma pena, vou ter que trabalhar mais nisso.

Posted on segunda-feira, julho 21, 2014 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, julho 11, 2014

Já faz um tempinho que eu saí da fase em que meu único objetivo na vida era tirar uma nota boa na prova da semana que vem. Aquela fase sofrida em que nem nosso próprio dinheiro a gente tinha. Nós ainda acreditávamos ter algum tipo de super poder, que éramos invencíveis, que sabíamos de tudo ou quase tudo mesmo conhecendo nada ou quase nada. É, faz um tempinho.



Mas também não é como se eu já estivesse pensando qual é a melhor escola para as minhas crianças. Eu nem tenho crianças. Meu deus, eu nem estou planejando crianças. Também nunca pensei com que tipo de móvel eu quero decorar a minha casa, não pensei em que cor de tinta quero por nas paredes. Eu nem saí da casa da minha mãe e nem pensei em sair, para vocês entenderem. Parece que eu ainda não comecei a minha própria vida, apesar de ter me formado e estar trabalhando 8h por dia.

Qual é a ação corriqueira que transforma um young adult num new adult? Seria receber correspondências com meu nome? Seria aprender a enviar coisas pelos Correios? Seria convidar amigos para um jantar caseiro? Seria ir no supermercado por vontade própria para comprar papel higiênico, pasta de dente e detergente porque o que tinha em casa acabou?

Eu me sinto com um pé em cada mundo ao mesmo tempo que não estou em mundo nenhum. Eu não me encaixo com a galera falando do último livro adolescente que virou filme, mas também não sento no bar com os amigos para fazer sei lá o que os adultos fazem nos bares. Às vezes, acho pessoas com menos de 18 anos um porre total. Meu deus, vocês não percebem que Harry Potter foi bom, mas que existem outras histórias ainda mais marcantes? Às vezes, adultos são um porre total. Acham que Harry Potter é uma coisinha idiota e blábláblá vamos trocar piadinhas sujas? Eu nem terminei de ler Harry Potter.

- Vocês assistiram a finale de Faking It??????
- Não
- ...

Sei que meu clube está espalhado e escondido por aí. Sei que vocês estão disputando para conseguir um espacinho no high school ou na happy hour. Bom, enquanto a magia da adultescência não acontece comigo, eu vou ficar aqui sentado esperando vocês.

Posted on sexta-feira, julho 11, 2014 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 07, 2014

Uma coisa que a humanidade custa em acreditar é que os seres humanos não são os seres mais iluminados do universo. Eu votaria nos golfinhos ou nos coalas.  A gente não consegue se importar com tudo o que deveria, precisamos de empatia ou outros sentimentos menos nobres para fazer as coisas certas acontecerem. A Empatia, que é uma palavra que gosto tanto, acaba sendo uma faca de dois gumes, porque ela simplesmente dribla a lógica e nos faz tender mais para o lado daquele caso que nos toca, daquela história com a qual nos identificamos, daquela situação que nós conseguimos acompanhar de perto. No fim das contas, tem tudo a ver com a gente. Somos o centro do universo.

Daí que estou assistindo vocês postando textão mimizento contra a Copa, contra a reação de apoio das pessoas ao Neymar, que perdeu o sonho de participar da final desse campeonato e tal. Mas tem gente passando fome! Mas tem gente sem casa! Mas pessoas morreram no viaduto que caiu em BH e ninguém foi canonizado no Twitter, vocês dizem, que absurdo!

Gente, é a Empatia. Pode ser ainda pior do que a Consideração. Levanta a mão quem já ouviu falar das crianças desnutridas na África. Agora, levanta a mão quem já conheceu, mesmo que de longe, uma dessas crianças. Por fim, levanta a mão quem já fez alguma coisa efetiva para ajudá-las. Contaram as mãos levantadas em cada caso? Então.


Neymar foi onipresente nas propagandas, quase foi o artilheiro da Copa, salvou o Brasil diversas vezes em campo... Até o sósia do Neymar é querido pelas pessoas. O Neymar é aquele seu conhecido gente boa. Longe de mim querer canonizar o jogador, só estou dizendo que é a Empatia aparecendo de novo. Eu mesmo não derramei uma lágrima pelo pessoal literalmente morrendo de fome na Etiópia, mas fiquei na maior deprê com a notícia de que um ex-Survivor morreu, só por ser apaixonado pelo programa.

Tem viaduto caindo, acidentes trágicos acontecendo, gente vivendo em condições precárias, nego morrendo todo dia. Todo santo dia. Imagina você sofrendo por todo mundo. Imagina você querendo salvar o mundo. Acaba que a Empatia limita a nossa ação, mas também a nossa dor. A gente sofre por quem a gente conhece ou, pelo menos, por quem a gente compreende e se identifica. E não é pouca coisa não.

Concordo que soa patético o hype da hashtag #ForçaNeymar se você for parar para pensar em outros dramas e tragédias da vida. Mas, repito, a empatia dribla a lógica. Não dá para forçar empatia nas pessoas, total perda de tempo, e você ainda paga de chato. Porque é realmente chato forçar as pessoas. Triste, mas é a realidade.

Não acredito que vocês me obrigaram a escrever um textão mimizento.

Posted on segunda-feira, julho 07, 2014 by Felipe Fagundes

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terça-feira, julho 01, 2014

Então, né, ainda estamos naquela de "Quero escrever um livro", e acho que a vontade não vai passar. Eu não poderia ser hipocritazinho, dar uns tapas na cara da galera e obrigar todo mundo a correr atrás dos sonhos sendo que eu mesmo não me mexo para alcançar os meus. Logo, estou correndo. Digo, escrevendo.

O problema de um dos seus sonhos ser escrever um livro decente é que não há muita coisa a ser feita a não ser simplesmente escrever. Então, estou tentando fazer alguma coisa de verdade e atacando em duas frentes:

1) Construir: Que é escrever. Mas escrever com vontade de terminar. Arrumar tempo para escrever. Eu estou chegando 1 hora mais cedo no trabalho para usar esse tempo extra na história. Sem contar que estou acordando 2 horas mais cedo no fim de semana para escrever mais. Parece meio louco, às vezes, mas, se eu quero terminar, preciso de tempo. Era isso ou ficar mimimi não tenho tempo pra ser feliz mimimi.

2) Aperfeiçoar: Que é, risos, escrever. Porque quanto mais se escreve, melhor você fica (teoricamente). Mas é uma coisa que você até consegue perceber analisando livros de autores famosos. A escrita tende a melhorar com o tempo. Eu até vejo isso lendo os textos VERGONHOSOS que eu postei no começo do meu 1º blog.

O difícil é praticar querendo terminar uma história e querer que ela fique a melhor possível. A solução que eu achei foi a de escrever mini contos avulsos. Separei uns dias para isso, e tem funcionado para mim. O legal é que os mini contos fazem parte do universo da história principal, então, além de praticar a escrita, eu trabalho com os personagens, vou testando coisas que funcionam ou não. Fica aí a dica.

Acabei de postar Minha Amiga Ressaca no WattPad, aliás, e, para não perder o costume, estou implorando que vocês apareçam lá para me dar uma força. Sério, gente, me animem aí. Se vocês gostarem do conto, cliquem na estrela do "vote". Deixem seus comentários, nem que seja um "HAHAHAHAH" ou um "kkkkkkkk" ou um "Posso te falar uma coisa complicada?". Porque esse tipo de coisa impulsiona o conto no ranking de histórias do site, quanto mais para cima na lista, mais visibilidade. Bebê Interessante ficou em 2º lugar nos primeiros dias após a publicação! :)

Mas, falando do mini conto (4 páginas) propriamente dito:

"Sabe aquele livro perfeito, que mexe com você de tal forma que, se você pudesse, casaria com ele? Então, esse livro ACABA. Melodee já passou por esse término traumático várias vezes e sabe que sempre é difícil começar um relacionamento com um livro novo. Ainda mais quando sua famosa amiga resolve dar um "Oi". Sei que ela é sua conhecida também".

É uma comediazinha beeem sutil. Se for realmente legal, compartilhe! Tô de olho em vocês compartilhando links chatos no Facebook e retendo as coisas boas [/fim do momento pedinte]

(Eu também escrevi um conto para a coletânea FUTURA, mas já pedi tudo o que tinha que pedir no post dela)

Então, é isso. Estou vivo. Estou escrevendo. Estou feliz. Estou correndo atrás de um dos meus sonhos da forma que sei, da forma que posso. E é o que tem para hoje.

Posted on terça-feira, julho 01, 2014 by Felipe Fagundes

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