segunda-feira, junho 23, 2014

Daí que eu terminei de assistir Faking It, uma série da TV em que duas garotas, melhores amigas, fingem um relacionamento para serem populares na escola. Mais ou menos isso. Vocês já devem ter sacado que, duh, tem uma escola como cenário, e com isso eu já pensaria "Mais um high school da vida" e não estaria errado, porque Faking It é realmente um high school, mas um high school muito doido. A premissa básica da escola da série é: inversão social. Os personagens brincam com isso o tempo todo. A patricinha loira e rica que sempre está presente nessas histórias é desprezada, os excluídos são os populares, etc. Essa escola é a internet em forma de instituição de ensino.

Gente, pera, esse não é um post sobre Faking It (Mas esse é, recomendo)




Por que as pessoas na internet são tão legais? Todo mundo consciente, respeitador, gente boa. Racistas, homofóbicos e machistas ainda não descobriram como se cadastrar nas redes sociais ou pegar emprestado o wifi do vizinho.

Ok, eu sei que a internet não é um reino mágico de paz e amor, tem gente doidona, tem gente ruim, mas, aparentemente, a maioria das pessoas são legais. Tanto que, às vezes, você olha ao seu redor e zZzZZzZzZ, mas, quando você entra no Tumblr ou no Twitter, parece ter descoberto a felicidade. O engraçado é que pessoas fazem a internet e pessoas fazem o nosso dia-a-dia.

Será que é uma maneira diferente de se comportar? É uma liberdade maior para expressar coisas boas? Eu leio tantas opiniões sensatas sobre tudo, a caixa de comentários lota de pessoas concordando, "Disse tudo!", "Faço minhas as suas palavras", "Concordo 100%". A gente até acredita que, opa, o mundo não é ruim, olha esse pessoal todo do bem, com princípios válidos, torcendo pelas causas que agregam valor para a sociedade.

Mas, nem assistindo o Globo Repórter toda sexta, eu descubro onde essas pessoas se escondem vivem.

Me pergunto se a gente faz mesmo isso. Se a gente deixa para protestar e apontar os absurdos só na internet, se a gente escreve ou compartilha um post sobre ceder o lugar aos idosos, mas não oferece quando tem que oferecer. Me pergunto quantos tweets, textos e postagens indignadas no Facebook o meu Eu Online digitaria sobre as ações e inércias do meu Eu Offline.



Talvez todos sejamos pessoas legais fingindo sermos pessoas chatas, mas ainda não descobri o motivo. As meninas de Faking It, pelo menos, seguem uma lógica aceitável e rendem uma série de Tv legalzinha.

Posted on segunda-feira, junho 23, 2014 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, junho 16, 2014

Num ranking de mensagens cafonas e batidas, acho que "Corra atrás dos seus sonhos" só perde para "Siga o seu coração". Logo abaixo vêm todas as que envolvem o poder do amor ou da amizade. Mas, aparentemente, Verdade e Breguice andam juntas, e essas mensagens estão aí, desde sempre salvando a galera nos romances, nas aventuras e em todos os filmes da Disney. Mas vamos nos ater ao "Corra atrás dos seus sonhos".

Amigo, se o sonho é seu, quem tem que fazer acontecer é você, porque ninguém mais se importa.

Outros podem te ajudar, claro, mas tudo tem que começar com você. Pode pedir a ajuda de Deus, do diabo, da Dilma ou do Luciano Huck, mas alguma ação você tem que fazer. Ou você fica aí de braços cruzados se apoiando no 0,0005% de pessoas que ganharam coisas de mão beijada.

Corra atrás dos seus sonhos. Corra MESMO atrás dos seus sonhos. Com isso eu quero dizer que muita gente tem o sonho de ser ou fazer um monte de coisa, mas você já reparou que poucos são os que, de fato, correm atrás? Pra tudo tem que ter um caminho, tem que ter um início. Parece óbvio, né?

Nego quer entrar na faculdade, mas não vejo estudando. Nego quer ganhar uma promoção, mas não vejo agregando nenhum valor. Pessoa quer ser modelo, ator/atriz, cantor, whatever, mas nunca correu atrás de um curso, de contatos, NADA. Pessoa quer escrever um livro, mas nunca organizou a vida seriamente para tentar finalizar o bendito. Tenho um amigo que pira com tudo relacionado a dublagens de filme, talvez seja um sonho dele, não sei. Mas um dia eu fiquei pensando: Como será que se faz pra virar um dublador profissional? Qualquer um pode dublar? Tem que ser ator? Alguém tem alguma ideia? Porque eu também não tenho. Mas, amigo (você que está lendo, não o meu amigo, porque ele parece saber), se esse é o seu sonho, você já deveria ter a resposta, né?

Tem muita coisa legal que a gente nem faz ideia que existe. Às vezes, o caminho das pedras está todo marcado. Joga no Google, entra em contato com quem já chegou onde você quer chegar, procure cursos, procure dicas, junte dinheiro. Depois volte aqui e me conte como foi.



PS: Eu queria um daqueles gifs bem bregas do Orkut, com brilhos e gatinhos, mas preferi não apelar.

Posted on segunda-feira, junho 16, 2014 by Felipe Fagundes

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