quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Ainda não passei da fase de levar suquinho para tomar na hora do recreio. Minha mãe me entrega uma garrafa de suco quase todos os dias para eu levar para o trabalho. Pelo menos, existe geladeira, não é mais aquele suco quente de caju, estamos alcançando a maturidade.

Daí que estávamos em casa à noite, e ela fazendo o tal suco.

- Humn... Quando você for tomar, agita um pouco.
- Ok.

Achei esquisito, mas beleza, mãe sabe o que diz. Se ela diz pra levar guarda-chuva, leve o guarda-chuva. Se ela diz pra agitar, agite. Regras básicas da vida. Nem vi de que o suco era, só coloquei na mochila e fui brincar de ser gente grande.

Coloquei o suco no meu copo na hora do almoço. Gente. Era uma ÁGUA. Com pozinhos roxos flutuando. Lembrei do conselho, devolvi para a garrafa, agitei, devolvi ao copo. Água com pozinhos. Era até bonito, sabe, os pozinhos ali flutuando, girando, uma coisa meio estrelas no Universo, alguma metáfora pra vida que não entendi e tal. Até tentei ler meu futuro no suco, mas não vi nada.

- Gente, que suco alucinógeno é esse?

Passei a faculdade inteira sem me drogar, pra minha mãe querer me dar uma vibe com suco de cogumelo.
Bebi. Era de uva. Estava doce demais, mas, fora isso, normal.

Minha mãe me liga uma hora depois:

- FELIPE, NÃO BEBE AQUELE SUCO. Joga fora!
- Já bebi o.o
- Bem que eu estranhei ontem... (E mesmo assim me deu. BELEZA)
- O QUE ERA?
- ...
- Mãe?
- Gelatina.
- MÃE!
- Ai, filho, desculpa, eu...
- HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAH
- Filho...
- HAHAHAHAHAHAHAH
- hihihihihihihi

Minha mãe tem menos de 60, mas já está ficando gagá. Envie forças, Brasil.

Posted on quinta-feira, fevereiro 27, 2014 by Felipe Fagundes

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terça-feira, fevereiro 25, 2014

Quando um amigo vira para mim e diz "Estou namorando", eu reajo automaticamente com empolgação, mas, segundos depois, me vem o pensamento: "Ai, não, perdemos mais um...". Pelo menos, não foi para as drogas ou para o tráfico, mas acho dramático ainda assim. Porque, querendo ou não, aquele amigo vai mudar.

Ou ele vai ter menos tempo ou terá mais restrições ou vai sumir de vez.  Ou a metade da laranja dele vai te odiar e intimá-lo a se separar de você, caso vocês, tecnicamente, possam formar um casal. Acontece nas melhores histórias.


Perdi uma amiga para o namoro dias atrás. O namorado dela era o cúmulo do ciúme, ela mal podia sentar ao meu lado. A loucura foi tanta que ele começou a apagar as mensagens que eu mandava para ela. Quando ele aparecia, ela saía desesperadamente do meu lado. E voltava assim que ele sumia de vista. O cara chegou a, risos, me mandar mensagem escondido dela dizendo para eu me afastar...

Eu entendo que sou um Brad Pitt garanhão, que meto medo nos machos alfa, que as mulheres suspiram por mim e tal, mas, gente: HAVIA NECESSIDADE? Eu sei dividir. Tô brincando.

Decidi romper com a amizade. Não nasci para viver historinha de Malhação. Fiz drama do naipe "Olha, quando você puder manter uma amizade decente comigo, a gente se fala". Não estamos nos falando. A decisão cabe a quem namora, não a mim. Eu é que não vou ficar empatando namoro alheio. Se a situação me incomoda, eu pego meu banquinho e saio de mansinho, mesmo sem o Raul ter me perguntado nada.

Eu gosto dos amigos que não mudam. Quer dizer, daqueles que não mudam radicalmente. É compreensível que haja menos tempo e até algumas proibições. Sobe no meu conceito quem faz valer a amizade. Olho para os amigos solteiros que tenho no momento, torcendo para que eles sejam desse tipo, embora eu torça com mais fervor que esse seja o meu tipo.

Posted on terça-feira, fevereiro 25, 2014 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Não é que eu não goste de roupa social, ela é que não gosta de mim. Eu nem discuto, sabe, só vivo minha vida aqui, ela vive a dela pra lá e fica tudo certo. Quase tudo, né, porque, às vezes, ela resolve cruzar meu caminho, e eu me vejo obrigado a fazer uma parceria que, de antemão, já sei que tende ao desastre.

Quer dizer, eu meio que já perdi as contas de quantos cintos eu colei com durex, porque eles simplesmente não fechavam.

Meu pé não é exatamente pequeno, então eu posso surfar em Copacabana com os meus sapatos sociais.

Já senti o ódio de uma camisa social sobre mim, me enforcando no provador de uma loja.

As gravatas seriam mais interessantes se pudessem ser usadas na cintura, eu acho, uma coisa meio cinto do Aladdin. Meio que elas não têm utilidade nenhuma no pescoço, não é verdade? Que elas não leiam esse blog, mas me sinto ridículo, com uma coleira no pescoço.

Eu tive que comprar um blazer para o casamento que aconteceu em Foz e, obviamente, não sabia que blazer, terno e paletó eram coisas diferentes (MAS SÃO!). Isso porque eu tenho mais de 20 anos e sou homem. O que eu precisava: Um blazer preto. O que eu comprei: Um terno cinza. O que eu não deveria ter comprado: Um terno cinza. Gafe cometida, leite derramado, cartão debitado, levei o trabuco para casa. Odiei tanto que o nome ficou esse, mesmo: Trabuco. Sabe canhão? De guerra? Então.

Foi todo um trabalho psicológico intenso pra eu aceitar Trabuco em minha vida. Mentira, foi só um "Filho, cê tá lindo". Mas claro que deu trabalho levar Trabuco no avião. Claro que o cinto dava duzentas voltas no meu corpo e eu estava sem durex em Foz. Claro que o nó da gravata estava mal feito. Claro que minha camisa branca emburrou e decidiu ficar torta. Claro que eu me confundi fechando Trabuco pra sentar e abrindo Trabuco pra levantar.

Mas claro que eu adorei entrabucar e ser um businessman por um dia. Só por um. É que nem aquela alegria que o pessoal sente em vestir fantasia de carnaval: você se acaba na apoteose, mas jamais iria para o trabalho vestido assim.

Posted on quinta-feira, fevereiro 20, 2014 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Se você não leu a parte 1 ou a parte 2...

25) Minhas (in)fiéis companheiras me abandonaram por motivos nobres, e tive que me virar para chegar no Parque Nacional. Me cagando de medo, né, as chances de parar no Paraguai ou na Argentina eram altíssimas. MAS FUI. Era isso ou ficar o dia inteiro no hotel, sozinho, vendo a TV de um canal só.

[Pra quem não sabe, o Parque Nacional é, tipo, O QUE HÁ EM FOZ DO IGUAÇU. As famosas Cataratas ficam lá, junto com mil outras atrações, natureza, animais exóticos, gente bonita e etc. Pra quem não sabe novamente, Foz fica na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, e, obviamente, tem turista do mundo inteiro. É entrar no ônibus pra achar que está numa conferência da ONU ou algo assim [/Globo Repórter] ]

26) Viva a natureza e etc, mas as pessoas no Parque são LINDAS. Há um ônibus [MELHOR ÔNIBUS. 2 andares, vista panorâmica, não tem funkeiro...] que passeia por todo o Parque, e eu, certamente, sou a pessoa mais feia dele. Argentinos, olhos puxados, uma menina falando uma língua meio skavusca, a moça francesa (RUIVA) com uma semi-burca (?)... Tem até um cara aqui, BONITÃO, mais bonito que as mulheres, mas sem parecer um Hanson. Não parece gente, parece uma animação em 3D. Não consigo parar de olhar, não vou parar de olhar (Sei como Ana Carolina se sente) [/gay]

[Antes do Macuco Safári, vocês precisam saber das minhas expectativas. O Macuco é um passeio de barco, que passa BEM perto das Cataratas, segundo dizia o site que olhei obcecadamente antes da viagem. Tudo bem, legal, vamos nos permitir e etc. Fui ler recomendações de pessoas sobre o Macuco e topei com essa pérola:

"Esse safári é ridículo, fui iludido, meu filho de 2,5 anos chorou o tempo todo, minha esposa odiou.


- é uma máquina caça-níquel,( tem que alugar armário, comprar roupa ou capa, pagar pelas fotos e vídeos que eles fazem).
- ficam mostrando arvores fedidas, aranhas nojentas, quatis ladrões imundos.
- por fim colocam a gente numa boia e enfia a gente debaixo daquela água suja e fria, parece que vão nos matar afogados. 
- não avisaram que iriam ensopar a gente. 
- deveriam ter pago pela sacanagem que me fizeram.
- macuco safári nas cataratas do iguaçu. nunca mais na minha vida.
- no grupo que foi comigo, tinha coreanos, ingleses, americanos e holandeses, pela expressão deles no barco, concluo que nenhum gostou.

Contra-indico, alias, denuncio esse meio de arrancar dinheiro dos turistas. "


HAHAHAHAHAHAHHAHAHAH
PIREI nesse comentário, super imaginando os quatis imundos dando uma sova nessa família classe-média-sofre. Amigo, quem tá no barco é pra se molhar! Isso inflamou minha vontade de conhecer o passeio, ver esses bichos ladrões, cheirar as árvores entre outras coisas. FUI]

27) MACUCO SAFARI! Apenas necessário. QUE PASSEIO. QUE PASSEIO! A trilha de carro, a trilha a pé, o passeio de barco! (Galera maravilhada com as aranhas que, tipo, tem no meu quintal, mas beleza). AH, O BARCO. Inesquecível. Ô, LIBERDADE, eu podendo exibir meu corpo atlético sem recriminações irrelevantes! O barco, às vezes, pula que nem ônibus, o instrutor nos manda fazer poses ridículas pra bater fotos, mas AS ÁGUAS. O barco quase entra EMBAIXO das cachoeiras, não me admira que a família classe-média-sofre tenha se molhado toda. MOLHA, MESMO. E isso lava nossa alma. Quero um chuveiro desse na minha casa, JÁ.

[O pessoal do Macuco nos vende as fotos que são tiradas no passeio, daí o cara faz de tudo pra gente querer as benditas fotos.

- Levanta aí o casal! Sorriso no rosto, levanta o braço, isso! SORRISÃO! Agora a família... Vem, família! A alegria das crianças! Todos juntos... Isso aí! Você, menino, aqui na frente!
- Meu senhor, eu estou sozinho aqui.
- Levanta! Heheheh Sorriso no rosto, levanta o braço! (E o barco parado com todo mundo me olhando)
- Meu deus, que mico, vamos pular essa parte. Faz uma montagem comigo.
- SORRISOOOOOOO!

Comprei as fotos.]


Sintam o desespero na cara da mãe.
Se cagou de medo no passeio. Gritou o tempo todo.
Melhor pessoa do barco.


28) Moça do Macuco escreveu meu nome como Felipe FagunTes, que foi o nome que adotei para minha personalidade aventureira. Ainda embriagado pela maravilha do Macuco, inventei de, no mesmo dia, fazer um tal de Arvorismo. Lara Croft me invejaria.

29) NATUREZA. Imaginem vários troncos com plataformas em cima, espalhados pela floresta, e eu, Felipe FagunTes, pulando de um em um, com um desafio diferente entre um tronco e outro. Cara, eu me pendurei nas cordas, fiz o Indiana Jones nas paredes de escalada, me agarrei nas redes, andei nas cordas bambas, DESCI NA TIROLESA! Acho que já estou pronto para vencer em Survivor. Cara, EU PULEI NUM TRAPÉZIO! A 12 METROS DE ALTURA!

[Eu, lá em cima do eucalipto, olhando para o trapézio. O instrutor lá embaixo, esperando eu pular:

- MOÇO, TEM CERTEZA QUE ALGUÉM AGARRA ESSE TRAPÉZIO? (Eu tinha visto um menino pular e cair. Ele tinha 12 anos. Risos)
- PULAAAAAA! VOCÊ CONSEGUE!

E eu consegui. Minha vida podia ser esse momento do trapézio.]

O trapézio <3

Felipe FagunTes, aparentemente feliz.

Tirolesa!



33) Voltei nas Cataratas com as meninas e tive a oportunidade de VER os famosos quatis imundos, e eles são bem limpinhos. UMA GRAÇA. Queria levar pra casa, mas não vinham com preço, então acho que não eram de comprar.

[Relato da Cíntia aqui]

Cataratas.Virou meu plano de fundo do celular.

39) POR FIM, achei que a Usina de Itaipu fosse ser zZzZzZZZ, mas, ó, fantástica. De um naipe diferente das Cataratas, claro. Me senti num filme de ficção científica, dos antigos.


 Sala de Controle de Itaipu, mas a gente sabe que é da onde eles controlam os Jogos Vorazes. 
Vimos os filmes.


***

Olha, essa viagem valeu CADA CENTAVO gasto. Vi lugares bonitos, encontrei gente legal, tive experiências maravilhosas. Coisas que eu jamais sonhei em fazer, fui lá e fiz. E não são poucas as pessoas que viram pra mim e falam: VOCÊ FEZ ISSO???? É, amigo, fiz. No último dia, eu ainda descobri um pulo de avião sobre a Usina de Itaipu, mas ficou para próxima. Foz do Iguaçu é um lugar excelente pra ir visitar, com ou sem a família, principalmente se você não janta. Vá! Veja as Cataratas, mas não fique só nisso. Faça os passeios de barco, de carro, de lancha, o que mais tiver lá, faça a Lara Croft no meio do mato, salte no rapel, ENFIM. Eu prefiro FAZER coisas ao invés de apenas VER coisas, mas tem muita coisa pra se ver nessa cidade tão linda.

~ FIM ~

Taylor Hanson em seus tempos de... Hanson
Quase uma gêmea Olsen

Posted on quinta-feira, fevereiro 13, 2014 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Bom senso é meu nome do meio (mentira, é Santos), então dividi o diário em 3 partes que fizessem sentido. Esse post ficaria enorme se eu juntasse tudo, o último tem algumas fotos e tal. A história do avião eu já contei, segue a segunda parte com [comentários elucidativos]

19) Foz é ridiculamente quente. Do naipe da minha casa nos piores dias, mas, ó, a cidade é bonitinha.

[Eu achava que não existia nada mais quente que o Rio de Janeiro. Mas o clima da cidade sopra um bafo quente na nossa cara o tempo todo! Assim que se sai do aeroporto, a gente pensa: MEU DEUS, O QUE HOUVE AQUI? ESSE CALOR É RADIAÇÃO? TEVE GUERRA?]

20) O ar-condicionado do hotel é de enfeite. Deve ser de isopor, só isso explica. Estou há algumas horas com ele em 16º e NADA. O nome do hotel é SOLAR TROPICAL por um motivo, né?

[Descobri, depois, com a inteligência das minhas companheiras (Rute e Cíntia), que eu não sabia mexer no ar Hahahahah Nunca disse que sabia, de qualquer forma. Na minha casa, não tem]

21) O banheiro é incompatível comigo. Tipo, quem está do lado de fora consegue ouvir TUDO o que acontece dentro. TUDO. Não consigo cagar com plateia, apenas [Pediria pra sair na 1º semana do BBB pra usar o vaso de casa]. A situação: Eu PRECISEI usar. E a vergonha? Tive que expulsar as pessoas do quarto (aka Cíntia).

"Talvez, eu demore um pouco aqui... Não precisa me esperar".

[Traduzindo: Em nome de Jesus, SAI DAQUI!!!]

Apenas constrangedor. E foi um cagão, hein. Nem acreditei, não registraria como filho. Não tem um desses "bom ar" da vida, não tem uma escovinha... Lixo do hotel, antes zerado, só com meu papel para todo mundo saber que era meu. O vaso ainda ficou meio sujo e, no desespero, eu meio que... VAMOS PULAR ESSA PARTE.

[1 minuto de silêncio pela minha dignidade........................................................................................]

[A Cíntia fez um relato mais digno do nosso banheiro]

22) O hotel fica numa avenida com cara de centro comercial, mas, ainda assim, as lojas fecham às 18h. DEZOITO. Cada um tem seus defeitos, mas, Foz, vamos se ligar nas grandes cidades? Vamos se esforçar pra trabalhar até às 21h e vender mais?

23) Encontrei uma sorveteria que NUNCA ABRE. Obviamente, tudo o que mais quero na vida é um sorvete. Descobri a bendita depois das 18h, né. Daí fui na fome atrás do meu sorvete de manhã e, risos, só abre ao meio-dia. ONDE ESTOU?

[Vejam se essa cidade não é meio louca: O Subway daqui abre ao meio-dia e fecha às 6h. Fuso horário mandou beijos. Mas nem estou reclamando, Subway foi a janta nossa de cada dia]

24) Nunca tinha me hospedado num hotel, mais um item riscado da minha check-list da vida. Minha vida podia ser esse hotel, mas sem o homem de cueca no corredor (Se fosse eu, nego ia reclamar). Com ar-condicionado 24h por dia, Rute e Cíntia conversando até tarde (<3), uma TV pra ver BBB (Cíntia amou, embora jure de pé junto que não) e uma camareira fantasma que arruma tudo quando a gente não vê...

~ CONTINUA ~

PS: Juro solenemente que tem Macuco no próximo texto!

Posted on segunda-feira, fevereiro 10, 2014 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Sinto necessidade de escrever toda vez que faço uma viagem, porque é uma coisa que não acontece todo dia. Nem todo mês. Nem todo ano. Talvez, eu só farei meia dúzia de viagens na VIDA! E essa pode ser a única que envolva aviões. Amigos, fui pra Foz do Iguaçu.

Segue a primeira parte do diário!

Spoiler: NÃO MORRI.

1) Um parto pra chegar nesse aeroporto. CÊS NÃO SABEM. Parindo uns trigêmeos bem gordos. O ônibus que leva ao aeroporto não estava parando nos pontos QUE DEVERIA (Um abraço pra lógica), daí minha mãe inventou de pegar táxi do outro lado da rua. Trocentos ônibus passaram E pararam no ponto, assim que chegamos no ponto do táxi. Nenhum táxi. Voltamos com o rabinho entre as pernas para o ponto de ônibus, que, honestamente, era nosso lugar.

2) O voo sai às 10h. Check-in às 9h. Saí de casa às 5h. Era pra surtar, mesmo, por estar às 8:20 esperando UM MILAGRE do transporte.

4) Parece mentira, mas: Descemos no Terminal 2 do aeroporto, e ele não era o da minha empresa aérea. Como lidar? Entrar em pânico e pegar um ônibus SAINDO do aeroporto.

- MOTORISTA, A GENTE QUER PEGAR O AVIÃO!!!
- Moça, isso aqui está indo pra Bonsucesso.
- Q???

Pra quê economizar dinheiro se a gente pode pegar o ônibus errado, descer no meio no mato e chegar no aeroporto como dois andarilhos perdidos, não é verdade?

8) Meu deus, nunca corri tanto. Eu e minha mãe ganharíamos um The Amazing Race brincando. Quase beijei o chão quando achei o terminal certo.

9) E minha calça caindo porque tirei o cinto no detector de metais? O.O Roteiristas, não. Apenas não.

10) Avião é uma coisa superestimada. SÉRIO. Ônibus de viagem >>>>>. Primeiro, que calor. A internet disse pra eu trazer um casaco OU um lençol bem grosso. Tá o casaco aqui me atrapalhando. Imagina eu com um lençol na mão? Hahahahahah Segundo: ISSO É A JANELA???? Meu deus, um buraquinho pífio. Cadê a vista maravilhosa? Cadê os anjos nas nuvens de algodão? A janela do quentão super ganha dessa. Tem vento, né.

11) Tô na poltrona do meio. Uma cidadã com os pés pra fora dos sapatos na janela (Se fosse eu, nego ia reclamar, porque, né). No corredor, um cara lendo Sidney Sheldon em inglês.

12) A moça da janela dormindo e, por Deus, acho que ela está peidando. Tá um cheiro estranho aqui, mas agora me ocorre que, talvez, seja o chulé dela. E, gente, jura que você me privou da janela pra por óculos escuros e DORMIR? E ainda fechou uma das janelas. Francamente... No fundo, eu nem julgo, essa janela é uma decepção, só serve pra bater sol na nossa cara.

13) QUASE MORRI escrevendo o item 12. Cidadã me perguntou se eu queria que abrisse a janela assim que escrevi sobre ela ter fechado HAHAHAHAHAHAH Pensei que ela estivesse lendo pelos óculos escuros, mas foi só um: "Quer abrir a janela pra entrar mais luz pra você escrever?" HAHAHAHAHAH Cada maluco que senta do nosso lado e a gente nem sabe, meu deus.

14) Digamos que eu tenha roubado o cardápio/menu do Sidney enquanto ele cochilava. Minha poltrona veio com papelada em dobro, mas nenhum menu. Poltrona da cidadã veio vazia, aposto que ela jogou a papelada pra cá. Pedi um copo d'água. É de graça.

15) "Use o assento para flutuar". Era o aviso em todas as poltronas. Não quis refletir sobre.

17) Acho que sou o único panaca usando o cinto do assento. Galera passeando pelo avião e tudo. Super queria uma turbulência só pra dar um susto.

18) Repetindo: Avião é superestimado. Mas, ó, dá pra esticar o pé. Poltrona do meio não é o fim do mundo. Eu levei mil coisas pra me entreter no voo (1 mp3, 1 bíblia, 1 livro de 880 páginas, 1 diário de viagem, 1 biscoito...), mas fechei o olho. Quando abri, já era hora de sair! Aparentemente, cheguei vivo, juntamente com a minha dignidade...

Me avisaram que essa é uma foto obrigatória.
Achei uma bobagem, mas tirei, mesmo assim.


~ CONTINUA ~

PS: Para quem não sabe, esse é um diário real. Digo, além dele não ser fictício, é um diário físico, em papel. Eu escrevo em tópicos durante as viagens e posto aqui no blog só o que acho interessante (Vejam que meu conceito de interessante é bem duvidoso), por isso faltam uns tópicos, que tirei na edição virtual do diário.

PS2: Meu primeiro diário está no Fechei. Uma viagem modesta para Teresópolis, mas envolve gambás e eu dormindo no banheiro, então recomendo :)

Posted on quinta-feira, fevereiro 06, 2014 by Felipe Fagundes

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