Eu e uns amigos marcamos de ir juntos para um curso no fim do mundo que começaria às 14h. A ideia era sairmos de casa ao meio-dia, mas, risos, se existe uma coisa que o ser humano não consegue fazer é cumprir horários. 13h estávamos berrando com nego que mora perto e é o último a chegar, rindo da cara de nega que pela primeira vez tinha chegado antes e estava brigando com os outros e, principalmente, perplexos com fulana que deixou pra fazer a compra do mês no horário marcado.

Mas, ok, estávamos juntos e só precisávamos ir para o ponto do ônibus (que nem era longe). Só que existe um fato muito curioso sobre esses meus amigos: eles adoram estar dentro de um carro. ADORAM. Se desse pra ir de carro do quarto para o banheiro, eles iriam, certeza. Daí surgiu um amigo do amigo do primo da tia do conhecido de alguém com um carro (Realmente não importa quem a pessoa seja. Se tem carro, vira melhor amigo) pra nos levar até o PONTO. Só sei que todo mundo saiu correndo pra dentro do carro como se não houvesse amanhã (Um fenômeno. Tipo quando alguém joga pão para um grupo de pombos).

Fomos mais educados do que os pombos, verdade.
Mas, embora neguem, alguns ficaram com vontade de detonar o carro, sim.

Eu não quis ser o cara chato que fica pra trás e atrasa todo mundo porque prefere ir a pé. Mentira, eu quis sim, mas, né, o horário. Todo mundo se amontoou no carro do conhecido, vários corpos ocupando o mesmo lugar no espaço, um milagre maior que aqueles bichos todos na arca de Noé. Minha cara rachando de vergonha, mas a gente supera certas coisas em nome da amizade.

O carro começou a ir pelo caminho mais longo para chegar ao ponto de ônibus. Nem 5 minutos tinham se passado e:

- Er... pessoal, chegamos.
- QUÊ?

A. Gasolina. Acabou.

- Vocês vão ter que empurrar.

Risos. Minha cara em chamas por ter que descer do carro da Mãe Joana no meio da rua e ir a pé para o ponto de ônibus. Quis apontar o dedo na cara de todo mundo e "Vão ter que andar mais ainda kkkkkkk", mas, né, maturidade sempre.

Vida (de pobre), essa sádica.