Primeiro foi a garganta inflamada. No dia seguinte, eu estava com febre e dores no corpo. Minha garganta ficou queimando como fogo. Não demorou para eu ficar com dor de cabeça, espirrando e catarrando como nunca.



Me considero um cara muito abençoado (apesar de) com anticorpos sempre alertas e uma sorte 5 estrelas no quesito Quebra de Ossos. A única doença séria que peguei foi aquela piada do Mal de Fagundes, que, graças a Deus e uma boa dose de corticoides, passou. Mas essas viroses acabam comigo. Só não fico de cama, porque sou teimoso (mas deveria). Já sou meio atrapalhado quando estou são, mas, gente, esse combo de febre-dor-de-cabeça-espirro me deixa alucinado. Ando como se não houvesse amanhã, querendo só desabar no primeiro lugar onde a sociedade não me julgaria. Dormir ou morrer, o que for mais rápido.

Os mais inconvenientes são os espirros e o nariz transformado em bica. Tenho quase pavor de ser o centro das atenções de alguma coisa. Imagina um lugar silencioso e eu sendo o autor de espirros catastróficos. E aquele escorre, passo o lenço, escorre, passa o lenço, escorre, passa a manga do casaco, escorre, passa a mão, escorre, passa o que estiver por perto, meu deus, cadê meu lenço? O tal pedacinho de pano deveria ser isolado atrás de uma porta com uma placa de "Risco Biológico" no fim do dia.

- ATCHIM!
- Saúde!
- ...
- ...
- ATCHIM!
- Saúde!
- Não é saúde, não, é doença, mesmo.

Pra quê perder um dia indo no médico só pra ouvi-lo dizer que é virose? Pelo menos, todas as minhas viroses se curam com o melhor remédio: (dessa vez não é Rir) Tempo. Tempo e um paracetamol da vida, do qual tenho um estoque ilimitado.Queria sair distribuindo por aí nos meus dias virulentos junto com um "Desculpa aí qualquer coisa".