Por mais de uma vez, logo assim que eu terminava de contar um caso real, ouvi exclamações do tipo "FELIPE! Não pode ser real!", "Você não existe", "Você deve ser um personagem, só pode".

Mas, risos, é óbvio que não sou. Quer dizer, mais ou menos.


Vocês já tiveram a sensação de estar participando de uma daquelas pegadinhas da TV? Sabe, aquelas situações tão absurdas que você tem vontade de dizer aos presentes: Cadê as câmeras? Cadê a produção? Então. Tem gente que vive uma maluquice dessa uma vez ou outra, mas experimenta ser alvo de uma eterna torta na cara?

Essa meio que é a minha vida. Uma eterna pegadinha da TV. Uma comédia com roteiristas entediados (mas com criatividade de sobra), com personagens legais (nem todos), episódios nonsense, conversas hilárias e tudo que tem direito. Uma sitcom da vida real, sem tirar nem por (Só que mais hardcore, como já me disseram, e achei essa a melhor definição).

Nesse sentido, eu me vejo como um personagem. Não que eu finja, atue ou tente me passar por uma pessoa que não sou. Longe disso, até porque não tenho nenhuma habilidade artística. E não é muito mais difícil ficar enganando todo mundo do quê simplesmente ser você mesmo? Eu acho que sim.

É isso. A vida, essa piadista sádica, me convida todo dia pra protagonizar uma cena, eu não resisto e dá no que dá. Geralmente as pessoas riem. Eu recomendaria a todos continuarem por aqui, acompanhando o blog pelo Facebook e pelo Twitter, mas não prometo nada. Me desculpe pelos inconvenientes, qualquer coisa mude de canal.

***

PS: Pra quem não pegou a sitcom desde o começo recomendo os melhores episódios eleitos pelos fãs (Mentira. Eu que escolhi ) (Os fãs não existem) (Nem são os melhores, foram os que vieram na minha cabeça agora): Fuga do Cafofo, Diário de viagem que mal fala da viagem e não tem fotos, O barbeiro demoníaco de Nova Iguaçu e O curioso caso de F.Harquimedes.