segunda-feira, dezembro 30, 2013



Nada melhor que a aula de Educação Sexual da 5º série para se aprender coisas novas. Se não me engano, era a primeira aula e todas as crianças de 11/12 anos estavam meio alvoroçadas. Sede de conhecimento e etc. E as crianças estavam mesmo necessitadas em aprender certas coisas, acho que jamais me esquecerei do menino que:

- Professora, o que é um pênis?

*silêncio no recinto*

- É O BIGULINHO, QUERIDO!

*risos no recinto*

Uma criança mais sábia perguntou para a professora o que era masturbação. Professores de Educação Sexual devem ter uma vida divertidíssima, eu nem sei por que vocês ficam lendo esse blog podendo ler os blogs deles, mas enfim. A professora, cheia de dedos, responde que masturbação é quando a pessoa ama muito a si próprio. Meu eu de 11 anos achou esse conceito muito bonito e profundo. Que lindo uma pessoa amar a si mesma.

Não sei quanto tempo passou, mas estava eu, ainda com 11 anos, me olhando no espelho e totalmente maravilhado com a cor meio avermelhada do meu cabelo e como eu parecia legal. E fiquei olhando o espelho por um tempão: Olhem como meu cabelo é legal! Ninguém tem um igual.
Minha irmã, na época com 18 anos, veio me perguntar o que eu estava fazendo durante tanto tempo, e a resposta mais completa e cheia de significado para aquele momento sublime que consegui formular foi:

- Me masturbando.
- O QUÊ?
- É, eu me masturbo.
- DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO? VOU CONTAR PRA MINHA MÃE.
- Você deveria se masturbar também.
- AAARRRRRGGGHHH

Posted on segunda-feira, dezembro 30, 2013 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, dezembro 26, 2013

Acho que, depois da minha performance troncha no NanoWrimo, eu engatei nessa coisa de escrever e levar as ideias até o fim embora vocês possam perceber que essa é uma constatação falha conferindo o número de histórias que terminei: zero. Ok, estou tentando terminar, e isso já é um avanço. Não me contradigam. Assim que Novembro se foi, eu tratei de organizar uma nova meta pra mim, mesmo tendo o fantasma do TCC ainda me assombrando. Fui modesto, 250 palavras por dia. O resultado?


Dá pra enxergar claramente no gráfico quando foi a semana de defesa do TCC e o quão LIBERTO me senti quanto o trabalho ACABOU ainda tenho 22 correções pra fazer SOCORRO. Como eu fui possuído pelo espírito da Nora Roberts na metade do mês, acabei aumentando minha meta ridícula para algo um pouco mais desafiador mas não tanto, ainda quero o sentimento de vitória no fim do mês.

E essa é a boa notícia: Estou indo. Não desisti. Falta pouco para o meu primeiro rascunho acabar. FALTA POUCO. Eu acho super besta da minha parte ficar comentando sobre uma história que nem tenho 100% de certeza se vai pra frente, então, não vou comentar nada sobre. Não mais.

Porém, eu não me contive e comecei a escrever uns mini contos avulsos, usando personagens da história principal. E - TCHARAM - sobre esses, eu posso falar. Um deles está publicado, inclusive, no WattPad (ninguém sabe o que é, ok). Querem me dar uma força? Façam isso lendo esse conto de 2 páginas e mandando amor pra mim em forma de comentários, votos, visualizações e boas vibrações. Também estou aceitando críticas. Mas foquem no amor.


Uma sinopse: "Conversas sobre bebês eram sempre entediantes e desnecessárias. Seguiam o mesmo protocolo: dizer que a criança era linda, que era um monstro de Frankenstein com partes do corpo de todas as pessoas da família e se maravilhar com as funções básicas do corpo humano, como respirar e babar."
Indo totalmente contra a cultura adoradora de bebês, Téo acha que todos os bebês são iguais e comuns. Mas, talvez, ele apenas não tenha conhecido um dos bebês realmente interessantes.

Vamos ignorar a capinha sofrível Fiz no paint (Desnecessário dizer) e saber abstrair. Bebê Interessante é uma brincadeirinha, apenas. Diz a lenda que, assim, conheço meus personagens melhor. Hipótese ainda não comprovada.

Isso é tudo :-)

Posted on quinta-feira, dezembro 26, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, dezembro 16, 2013

Já estava conformado com meu fim de ano sabático e pensando em vender meus serviços de stalker profissional ou vendedor de lugar nos trens quando, de repente, BUM. CONSEGUI UM EMPREGO.

EU. CONSEGUI. UM. EMPREGO.

Honestamente, foi tudo muito engraçado e meio surreal. Fui chamado pra uma vaga que não me inscrevi, pra fazer uma entrevista. Fui, né, preparado psicologicamente para frases de efeito, sensatas e com minha melhor cara de bom funcionário. A moça do RH: Então, Felipe, espera nessa sala aqui que vou buscar sua prova.

PROVA? OI? 

Mas fiz. Nem fiquei sabendo da minha nota, mas, aparentemente, eu passei. Num dia eu estava fazendo prova, no outro estava sendo entrevistado no meu local de trabalho, no outro minha carteira estava sendo assinada e, de repente, estava eu acordando cedo pra ir trabalhar e fugir do TÉDIO que é o desemprego. 5 da manhã, metrô lotado e eu cantando Dog Days Are Over.

Assim, eu estou FELIZ. No primeiro dia, eu estava assim: AASDLSKJDHLEURHLAEWIO. No segundo também, no seguinte e etc. Agora, meus feelings estão mais controlados (até porque precisam acreditar na minha ~normalidade~), mas ainda me pego deslumbrado com algumas coisas* e em como me identifico e me encaixo nesse novo emprego. O lugar é bom, bonito, mas não é barato, tem sol, gente feliz e eu ganho dinheiro. É bom, né?

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* algumas coisas:

1) Eu tenho TRÊS LIXEIRAS. TRÊS. Gigi, Mimi e Abigail. É BRINCADEIRA. No meu ex-emprego, eu pedi pra ter uma lixeira própria e não me deram. Risos. Agora, eu tenho 3. Particularmente, acho um exagero, mas é o universo me recompensando, quem sou eu pra reclamar?

2) A parte mais mágica: Assim que entrei pela primeira vez na minha sala de trabalho, me deram uma mesa, que estava vaga, o antigo "dono" tinha ido buscar "novos horizontes". Gente, sem brincadeira, tinha um LIVRO debaixo do meu monitor, sendo usado como apoio, pra deixar mais alto, sabe. UM. LIVRO. Mas não era qualquer livro. Era um dos meus livros FAVORITOS. Se fosse Um Dia eu ia morrer ali mesmo, mas era A Batalha do Apocalipse. NA MINHA MESA. ME RECEPCIONANDO. ISSO FOI UM SINAL. TINHA QUE SER.

3) O que nos leva ao 3º fato deslumbrador: Tem uma biblioteca privada na empresa. Alguém que nem trabalha mais lá pegou esse livro e esqueceu de devolver. O livro está há gerações naquela mesa ME ESPERANDO ASKDSJDJFHJFD. Foi uma das primeiras coisas que fiz: procurar essa biblioteca. Tem site e tudo e ela é cheia dos best-sellers. NÃO É SONHO. Eu me belisquei uma meia dúzia de vezes.

4) Pedi a Deus colegas de trabalho que conversassem sobre reality shows ao invés de futebol e fui atendido prontamente. Achei que era piada quando ouvi uma cdt comentando The Voice Brasil e eu pude dar minha opinião. Um fato curioso sobre meus cdts e até sobre a própria biblioteca é que ninguém sabe onde ela fica. Risos. Me mandaram, inclusive, pra uma sala errada.

- Aqui é a biblioteca?
- Não oO

Mas ELA EXISTE. Eu tenho a prova. Tenho o livro, a biblioteca tem site. Minha missão naquela empresa é fazer o exemplar abandonado de um dos melhores livros que já li voltar pra sua estante. Chega dessa vida de apoio de monitor (Olha, francamente...). Dog Days Are Over.

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Eu tenho mil coisas pra falar além de ASADWHIOUFHEOEIRERJ, mas vamos deixar pra depois. Eu meio que vou aparecer pouco no Facebook, no Twitter, até por aqui (Trabalhando 8h pela primeira vez na vida. Já sou adulto?), mas saibam que estou bem. Me mandem e-mails <3 (Sério, mandem).

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Minha trilha sonora: 
The dog days are over, the dog days are done!


Posted on segunda-feira, dezembro 16, 2013 by Felipe Fagundes

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terça-feira, dezembro 03, 2013



Novembro foi uma experiência! Só não digo que foi o melhor mês, porque minha memória é ridícula, e não me lembro de mais nada que fiz durante o ano, então eu poderia estar sendo injusto. Eu contei pra vocês, estava participando do NanoWrimo, projeto que incentiva as pessoas a escreverem uma história de 50 mil palavras durante 30 dias. 50 MIL! Não é fácil, não é trivial, mas não é impossível. Eu finalmente tinha uma boa oportunidade pra por em prática meu plano de dominar o mundo escrever um livro.

Recuperei meus rascunhos incompletos dos mortos, reli a trama pra entrar no espírito da história, fiz um planejamento pra não ficar perdido, entrei num grupo com as pessoas mais lindas do Facebook e separei um horário para escrever diariamente.

E O RESULTADO??? ULTRAPASSEI AS 50 MIL PALAVRAS JÁ NA METADE DO MÊS!

Mentira. Falhei miseravelmente. Risos.




Vocês podem verificar que eu comecei super bem, batendo a meta diária, empolgado, até o fatídico dia 10. Meu TCC ficou em chamas e eu fui obrigado a dar mais atenção a ele. E deu uma canseira, viu? No meio do mês, eu já vi que NÃO IA DAR PRA VENCER. Mas em minha defesa quero dizer que não desisti, fui até o fim e montei meu próprio gráfico, com uma meta menor (30 mil).

E O RESULTADO???



Também não alcancei as 30 mil. RISOS.

No mês, escrevi 26766 palavras. Entrei no Nano pra escrever uma história já pela metade, fui pra escrever a segunda metade dela. Acredito que eu tenha no total umas 40 mil palavras, por aí. Sabem o que isso significa? NADA, se eu não terminar.

Mesmo perdendo vergonhosamente, foi incrível pra mim. Vi a história crescer, conheci gente legal e li os conselhos úteis da galera já publicada (Pep Talks <3). Não vou desistir. Quero MUITO terminar essa história. Pelo menos essa. Decidi que vou continuar, num ritmo menos frenético, mas vou. Preciso de pouco texto pra terminar um primeiro rascunho, mas ainda falta MUITO pra sair uma história engraçadinha, legalzinha e gostosinha de ler (Essa frase cheia de inhas é a minha pretensão, pra não dizer que a história é despretensiosa).

Com certeza, pretendo participar das próximas edições do Nano E VENCER. Recomendo a todo mundo que tem esse sonho de escrever um livro. Aproveito pra compartilhar a melhor dica que recebi nesse mês: SENTE A BUNDA NA CADEIRA E ESCREVA. A segunda melhor foi que "A pior história escrita ainda é melhor do que a ideia mais incrível na sua cabeça". O que te leva de volta à melhor dica.

Posted on terça-feira, dezembro 03, 2013 by Felipe Fagundes

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terça-feira, novembro 19, 2013

Esse é um daqueles textos onde o blogueiro retorna dos mortos para explicar onde esteve por todo esse tempo em que o blog ficou desatualizado e faz juras que nunca serão cumpridas sobre novidades, assiduidade  e qualidade, só que sem as juras.

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Só em pronunciar a palavra Novembro, você já causa uma alteração na harmonia do ambiente. Fale Machismo, fale Política, fale Justin Bieber, mas não fale o nome do penúltimo mês do ano. Por alguma razão bizarra, esse é o mês de Murphy na vida de muita gente. Novembro nunca me fez mal e nem xingou minha mãe, então eu respeito. Ele tem o direito de me fazer feliz como todos os seus outros onze irmãos e, olha, estou satisfeito. Não estou postando no blog por estar simplesmente escolhendo (ou não) fazer outras coisas. Vamos aos principais culpados:


1) TCC Tá Chovendo Canivete: A defesa do meu TCC já tem data marcada pra dezembro SOCORRO, então vocês podem imaginar a loucura que está isso aqui. Já passei do céu ao inferno e vice-versa umas duzentas vezes e o mês ainda nem terminou. Tem TANTA coisa acontecendo nesse projeto que ele tinha mesmo que ser meu. Se eu conto, ninguém acredita, mas, né, vamos manter a ética.

2) NanoWrimo: Melhor coisa. Finalmente tomei coragem de encarar o Nano! Se você não sabe o que é vai continuar sem saber leia aqui. Basicamente é um desafio de escrever um livro de 50 mil palavras em 1 mês. Vocês sabem, eu quero escrever um livro. Tipo, muito. Não estou falando de publicar, de enriquecer, de ser autor do novo Harry Potter, nada disso. Eu só quero terminar uma história que faça sentido, tenha início, meio e fim, e seja, no mínimo, legal. Legal pra mim, pra você, pra quem for ler. É um sonho. E é nisso que estou trabalhando.
Honestamente, estou falhando miseravelmente no NanoWrimo (Culpa do TCC. Juro que a culpa é dele), tanto que nem tenho mais esperança de chegar nas 50 mil palavras. Estou correndo atrás de 30 mil e isso me satisfaz. Vocês podem acompanhar meu progresso nesse gráfico aí e me desejar boa sorte, força, sucesso e essas outras coisas que a gente gosta de desejar.



3) Reality shows: Ok, confesso, esse item é safadeza minha. Mas não resisto a esse tipo de programa! Não digo que acompanho todos porque, gente, acho A Fazenda um troço ruim demais, mas, quando calho de assistir um, vicio total. Dito isso, estou gastando horas da minha vida assistindo o Roberto Justus expulsando as invejosas demitindo pessoas, surtando com a beleza que é Survivor (GENTE, MELHOR REALITY) e cantando junto com o pessoal do The Voice US (Brasil também, admito, apesar de: Tudo).

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Eu penso em escrever no blog, orientadora me chama no TCC. Clico em Nova Postagem, lembro que não bati minha meta diária do Nano. Tenho uma ideia de post, mas está na hora de um dos realities. Esse tem sido meu novembro.

Uma hora tudo isso vai acabar, né? Mas enquanto não acaba, prioridades.

Posted on terça-feira, novembro 19, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, novembro 04, 2013

"Meu Nokia quebrou"
- Ninguém

Curso de inglês, além de ser o lugar onde aprendo uma nova língua, é meu encontro marcado com um choque de realidade, todo sábado. Principalmente, pelo contato inevitável com adolescentes. Ó, nem estou criticando. Até tenho amigos adolescentes. Risos.

Daí que o contexto da aula era coisas antigas, o que mudou desde muito tempo atrás até os dias de hoje. As pessoas mandavam cartas, usavam videocassete, celular era luxo e etc.

- E vocês lembram do primeiro celular de vocês? Hahahahah Aquele negócio grande, esquisito e que a gente achava o máximo Hahahahhah

*toda turma cai na gargalhada*

- Claro que eu lembro do meu primeiro celular. Uso todo dia.

*todos chocados*

Chocado fiquei eu com uma menina que com 17 anos deve ter trocado de celular mais de 17 vezes. Mas é verdade. Ainda tenho meu primeiro celular. Já deve ter uns cinco ou seis anos e isso parece me garantir uma medalha de Honra ao Mérito. Ou de weird person.

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Sempre digo: Só vou trocar quando quebrar. Porque uma coisa que me dá agonia são esses celulares modernos, com suas telas touchscreen (que são versões para pessoas do papel pega mosca), as câmeras que transformam todos em paparazzi de si mesmos e a conexão com a internet 24h que não deixa ninguém descansar. Uma estrela morre no céu toda vez que alguém compra um novo celular.



O que eu acho engraçado nessa história toda é que, sejamos francos, os celulares modernos não prestam. A pessoa parece realizar um sonho quando compra um, mas dias depois já está reclamando que trava muito, que está lento, que não faz o que o modelo XYZ faz e etc etc. É uma insatisfação constante. Confesse, você conhece pelo menos uma pessoa cujo celular quebrou a tela. 75% de chances dessa pessoa ser você mesmo.

Por esses motivos completamente plausíveis, não me interesso pelos aparelhos modernosos. Deixo a agonia pra vocês. O meu tem altas funcionalidades: liga, manda/recebe mensagem e tem despertador. Enquanto o Candy Crush está aí travando os aparelhos de vocês, tô aqui me divertindo horrores com o jogo da cobrinha.

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Gente, até a Nokia faz piada Hahahahahah

Posted on segunda-feira, novembro 04, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, outubro 21, 2013

Teve uma época em que minha mãe estava usando um aparelhinho que media a pressão 24h por dia (ou algo assim, não sou médico). Obviamente, ela andava com ele o tempo todo, um troço preso no braço, com uns cabos aparentemente necessários e o aparelho em si na cintura. Não podia nem tomar banho, veja que degradante. O mais incrível era que minha mãe não podia se exceder. Se ela gritasse ou fizesse um esforço físico muito grande o aparelho começava a apitar e apertar o braço dela. Nesses casos, ela parava imediatamente o que estivesse fazendo, deitava no sofá, colocava os pés pra cima e esperava o bip bip passar.

- FELIPE! OLHA COMO TÁ ESSA SUA...
*bip bip bip*
*deita no sofá*

- QUEM FOI QUE DEIXOU ESSA LOUÇA AQUI NA...
*bip bip bip*
*deita no sofá*

- OLHA ESSE QUINTAL COMO ESTÁ SUJO E...
- Mãe, tá apitando!
*deita no sofá*
*silêncio*
- kkkkkkkkkkkkkkk
- PALHAÇO!
*bip bip bip*

Bons tempos.

Se eu usasse esse aparelho, acho que não apitaria nenhuma vez. Eu não me esforço fisicamente, não grito, não me excedo. Um aparelho útil pra mim seria o inverso desse: Um que apitasse quando eu me refreasse, um que gritasse toda vez que eu optasse por ficar no meu cantinho botando pra quebrar só que não ao invés de participar. Não sou um cara de ousadias. Na maior parte das vezes, eu não me arrependo, mas, de vez em quando, eu gostaria que existisse alguma coisa que me enviasse a mensagem "Cara, SE JOGA". Ou, pelo menos, que fizesse bip bip.

Posted on segunda-feira, outubro 21, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, outubro 14, 2013

Não sei se vocês conhecem a Meredith. Meredith é uma pessoa complexada. Não, Meredith é uma pessoa muito, muito ferrada. Psicologicamente ferrada. Tão ferrada que fizeram um seriado com 10 temporadas só pra tentarmos entendê-la e nem posso dizer que tiveram 100% de sucesso.

Na vida da Meredith, acontecem um monte de coisas, assim como acontece na vida de todo mundo, mas ela tem o azar de existir apenas num seriado médico, então os problemas dela são um pouco mais interessantes que os nossos. Mas Meredith até tira de letra. Só que, às vezes, tudo fica bem, as coisas estão dando certo, os pássaros cantam e etc, mas Meredith trava. Fica mal. Surta. E ninguém entende bem o porquê. Você fica com vontade de sacudi-la e berrar um VAI SER FELIZ, MULHER. Mas ela não nos ouve (já tentei).

Três ou quatro episódios depois a gente acaba descobrindo que Meredith tem um trauma de infância ou passou por uma situação de choque ou se decepcionou com um milhão de pessoas ou qualquer coisa horrível e inimaginável que fez com que ela ficasse do jeito que é.

Fiquei pensando nas Merediths espalhadas pelo mundo, aquelas com quem a gente não tem três ou quatro episódios para conhecê-las. Eu mesmo já tacho de louca e instável. Vocês já repararam no tanto de gente estranha/babaca/seca/forçada/ruim que cruzou o caminho da sua vida? Aposto que com três ou quatro episódios de convivência a gente entenderia a história sofrida e ficaria até com pena.

O chato é que a gente realmente não tem esse tempo todo. Então, eu só desejo sorte na vida para as Merediths do mundo e minhas sinceras desculpas.

Posted on segunda-feira, outubro 14, 2013 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, outubro 11, 2013

Existem aquelas pessoas que possuem um dom. Pessoas que são excelentes em alguma coisa. Gente que tem habilidade, gente que tem o poder. Todo mundo pode fazer aquela mesma coisa, mas, geralmente, sempre tem um que se sobressai, sempre tem aquele que faz melhor, que faz diferente. E é natural que a pessoa saiba que é boa. Se eu desenho super bem (não é o caso), é normal desenhar com confiança. Se eu cozinho como ninguém (não é o caso) é natural que eu exiba meus dotes culinários para outros apreciarem. Se eu sou o melhor jogador de futebol entre os presentes (Definitivamente não é o caso), é óbvio que serei o primeiro a ser escolhido na formação dos times da partida.

E essas pessoas iluminadas podem ser humildes, falsamente modestas ou não. Elas podem ser arrogantes, metidas, cheias de si e etc. Nem julgo porque tecnicamente elas podem. Com ressalvas, claro, mas, olha, elas podem.

Mas elas já são admiradas o suficiente, então nem queria falar delas. Queria falar das outras. Existem as outras que não tem o talento e sabem seu lugar (é o caso), mas tem aquelas que não tem o talento e, risos, acham que tem. Pior coisa, não desejo pra ninguém. Você saber seu lugar no mundo (E, pelo amor de Deus, não estou falando de não sonhar, nem de preconceitos, estou falando de limitações reais)  é uma benção com a qual nem todos foram abençoados.

Esse tipo de pessoa me mata de vergonha. Gente que se acha sem ter o porquê. Porque a pessoa manda soltarem o som e parar o baile pra que todos possam a ver dançando, e isso chama a maior atenção, todos realmente param pra olhar e... A pessoa está babando. Gente. Que. Vergonha.



Será que não tem um amigo pra dizer "Colega, menos"? Eu canso de enfiar minha cara no chão por causa de gente que super acha que canta e desafina horrores. Gente que acha que dança que nem a Beyoncé, mas erra o dois-pra-cá-dois-pra-lá. Gente que se acha porque fala inglês fluente, mas troca are/is e canta iarnuou iarno silver. Gente como o Viserys de A Guerra dos Tronos, que acha que é O Dragão, mas só racha a cara. Parem.

Ou melhor, não parem. Se for pra parar o baile, tenha certeza de que está realmente dan-çan-do. Ouça os amigos, a família, quem te conhece, profissionais da área. Se for pra ficar babando, por favor, fica na sua que o resto do baile nem vai reparar e nem vai te julgar por estar pisando no pé de todo mundo.  

PS: Só pra deixar claro que esse post não é uma crítica para Anitta. POR FAVOR. Acho óbvio, mas sempre é bom avisar, tem uns fãs perdidos que aparecem... Mas até que funks em geral são um ótimo exemplo de gente que se acha, mas só racha a cara. Até gargalho com alguns.

Posted on sexta-feira, outubro 11, 2013 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, outubro 04, 2013

Atenção: Texto sem spoilers de Guerra dos Tronos! POR FAVOR, deixe assim, não apareça aqui com um spoiler.

O inverno está para chegar...

Nem está, né, porque acabou de acabar, mas eu comecei a ler A Guerra dos Tronos esses dias e queria usar o lema dos Starks em algum lugar. Nem é meu tipo de livro favorito nem nada, mas estou gostando muito, recomendo a todos (Eu só quero alguém mais atrasado do que eu, pra poder surtar comigo).

Tem como não amar a Arya mesmo sabendo que ela pode morrer tragicamente no capítulo seguinte? Filha do Rei do Norte, Arya foi educada pra ser uma dama, uma futura esposa de um nobre, assim como sua irmã e 100% das meninas filhas da nobreza. Mas Arya quer isso? Nada, a menina gosta de aventura, gosta de correr com os lobos, lutas de espadas, descobrir lugares novos.

Morro de rir da forma que ela simplesmente caga e anda pra essas coisas de realeza. Ela foi criada pra ser uma coisa que, risos, ela despreza, ela não quer ser. Acho que todo mundo se identifica com a Arya de alguma forma. Sabe quando querem que você aja de uma forma que você não quer agir ou quando esperam algo de você sem nem te consultar se aquilo condiz com sua personalidade? Eu sei, acontece todo dia.

Eu queria seguir o exemplo da Arya mais vezes e dizer: Não sou obrigado. Vai desagradar um ou dois, mas a vida é de quem, afinal? Como disse um grande filósofo grego: Se não tá mais à vontade, sai por onde entrei.

Só que a Arya tem menos de 10 anos. As pessoas acham que ela ainda tem alguma salvação. Que é só uma fase, que ela vai crescer e entender como as coisas devem funcionar. Arya é rica. A gente tem 16, 22, 30, 40+ e querer ser diferente nos tacha como caso perdido para o resto da vida. E nem na fantasia isso dá certo sempre.

Posted on sexta-feira, outubro 04, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 30, 2013

Antes de contar o causo, é necessário que vocês saibam: eu tenho um histórico com lacraias. Odeio tanto quanto elas me odeiam. Honestamente, a lacraia é um bicho vil, peçonhento e desnecessário (Onde elas entram na cadeia alimentar?).

Acho que tenho todo um ressentimento sobre esse bicho, porque foi uma das maiores desilusões da minha infância. Quando a gente é pequeno, as lacraias são apresentadas com o codinome "centopeia" e aparecem como sendo aquele personagem simpático com o corpo cheio de bolinhas e vários sapatos nos pés e etc. 

Pura. Enganação.


Nem nos melhores dias lacraias são assim


Argh...Gente.

GENTE!!!

Como realmente são:
Quando Deus te desenhou, ele tava de zueira ♫


Mas Ok. Se até moça (ex) virgem tomando chicotada de milionário vira romance best-seller, quem sou eu pra dizer que as lacraias não podem ser... romantizadas?
Elas me infernizam. Já perdi a conta de quantas lacraias quiseram meu corpo nu durante meu banho (Sério. Acho que tem um ninho no ralo do banheiro), quando uma não aparece até sinto falta. Já acordei com uma lacraia passeando no meu rosto (!), já achei uma dentro da minha calça (!!!) e etc etc. E então...


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Sabe aquelas coisas que mães vivem dizendo, mas a gente ignora porque não fazem sentido nenhum? Numa noite de extremo cansaço eu deixei minha mochila no chão e fui dormir, coisa que minha mãe me alertou mil vezes pra não fazer. No dia seguinte, acordo, saio de casa para os compromissos da vida, pego o trem.

Sério, estava super bem na viagem, sentado, com mochila no colo, lendo meu livro e tal. Aí cansei de ler e fui escutar música. Nisso eu já estava uma meia hora no trem. Fui pegar meu mp4 que guardo no bolso da frente da minha mochila, um bolso que nunca fecha de verdade porque só tem um velcro vagabundo e etc.

Só tive tempo de abrir o bolso, ver a enviada de Satã e... fechar de novo. Eu prezo muito pela minha dignidade em público. Olhei para os lados beirando o pânico pra ver se alguém mais tinha visto. Trem cheio, mas ninguém se manifestou.

Agora eu pergunto, amigos. A família nos prepara pra isso? A escola nos ensina como agir numa situação dessas? Os filmes, os livros, as séries de TV te dão alguma dica do que fazer QUANDO UMA LACRAIA ESTÁ NO BOLSO QUE NÃO FECHA DA MOCHILA NO SEU COLO NO TREM CHEIO????

Resposta: Não. 

(  ) Sair gritando histericamente pelos vagões e jogar a mochila para o alto
(  ) Tentar mandar a lacraia discretamente pra bolsa do vizinho
(X) Fingir que nada está acontecendo e pedir a Deus perdão por todos seus pecados

Claro que não tinha mais leitura, mais música, mais NADA. Se a lacraia ficasse quieta no bolso por mais uns 10 minutos, eu poderia me livrar dela sem chamar a atenção e sem parecer ESTRANHO aos olhos de todo mundo (Não que eu não seja, mas ninguém precisa comprovar isso). Mas a lacraia ficou quieta?

Spoiler: Não.

Foi rápido: Ela saiu do bolso, eu dei um tapa, ela caiu no meio do vagão, levantei, pisei, sentei e senti minha cara em chamas na mira laser de todo mundo.

Silêncio. No. Vagão.

Alguém abriu a boca: Olha, já vi até barata nessa porcaria, mas lacraia é a primeira vez. Esse pessoal do trem está se superando! Heheheheh

Nunca mais ignorarei minha mãe. Nunca mais ignorarei minha mãe. Nunca mais ignorarei minha mãe. Nunca mais ignorarei minha mãe. Nunca mais ignorarei minha mãe. Nunca mais...

Posted on segunda-feira, setembro 30, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 23, 2013

- Então, Felipe, diagnosticamos você como portador da Síndrome de Dsjkfhsejifh.
- Oi?
- Síndrome de Dsjkfhsejifh.
- Isso faz todo sentido!
- Né? Não sei como você não descobriu isso antes jogando os sintomas no Google.

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Mas eu já joguei e não descobri nada (ainda). Sério. Às vezes, eu meio que sonho com o diálogo hipotético acima, imaginando o quanto seria revelador. A pecinha que falta pra esse grande quebra-cabeça da minha vida fazer sentido. É a minha cara ter uma síndrome doida dessas com características psicológicas. Tipo, eu tinha que ser portador de uma delas. Porque aí eu me encaixaria num padrão e tudo seria mais fácil de entender.

Todo mundo já se sentiu deslocado na vida perante um grupo de pessoas, talvez na faculdade, trabalho, igreja, sei lá. Ok. Eu me sinto deslocado entre humanos. Meu jeito de pensar é diferente, meu jeito de andar, de me expressar, de me emocionar... E isso cansa, um pouco. Como se eu tivesse sido criado por lobos (Ou gatos, o que é ainda pior). Acham lindo ser diferente, mas há momentos em que eu só queria ser igual a todo mundo. Com o passar do tempo fui me adaptando melhor, corrigindo alguns comportamentos entre outras coisas, mas, ainda assim, causo estranheza vez ou outra.

Nesses casos alguém poderia dizer "Ele tem a Síndrome de Dsjkfhsejifh" "Ah". E aí todo mundo compreenderia e as coisas voltariam ao normal.

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Não tenho Asperguer. Fui ler sobre os sintomas. Não chego a tanto.

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Falando sério, eu sei que a vida de quem é autista, por exemplo, é super complicada. Veja bem, eu não quero adquirir uma síndrome de comportamento (?). Já sou do jeito que sou, só queria uma explicação.

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Passando na cabeça de vocês:  "Encomendar camisa de força"

Posted on segunda-feira, setembro 23, 2013 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, setembro 18, 2013

Não consigo conceber o vazio que uma pessoa que tira sua própria vida sente dentro de si mesma. Suicídio é meio que um desapego quase total. Você está indo embora porque viver está inviável, nada nem ninguém te prende aqui, a vida pode simplesmente continuar sem você. Veja bem, estou só supondo. Como eu disse, não consigo conceber. Conheci três pessoas que suicidaram. A última delas mais profundamente. O que vi foi uma série de sonhos frustrados. Em questão de qualidade de vida (emprego, casa, renda...), a pessoa estava muito melhor que eu, mas a mente muito cauterizada.

Estou tocando nesse assunto por causa de um livro que li faz pouco tempo, Os 13 Porquês (Jay Asher). O livro trata de suicídio, mostrando o passo a passo de uma menina que caminhou de uma vida feliz para esse fim trágico (não é spoiler, é a premissa do livro). Eu achei o livro um tantinho exagerado, apelativo, como me disseram, mas chamou a minha atenção o fato de que os motivos da menina são, humn, comuns. Corriqueiros. Nem todos, verdade, mas a maioria não chega perto de ser um estupro ou algo assim. Não estou dizendo que os motivos sejam menos significativos, mas não é o que passava pela minha cabeça quando peguei o livro nas mãos.

Uma palavra mal dita (ou maldita), um erro de julgamento, a falta de elogios e acusações constantes, boatos... Esse tipo de coisa que levou a menina a tirar a própria vida. É um livro, eu sei, mas eu fico pensando nas tantas pessoas planejando suicidar que toparam comigo e se sentiram com um pouquinho mais de vontade de morrer.

Posted on quarta-feira, setembro 18, 2013 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, setembro 11, 2013

Eu tinha uma imagem mental fortíssima do que seria uma demissão. Ok, culpa das noites em que fiquei com a cara em chamas vendo O Aprendiz, ouvindo o João Dória acabar com a dignidade da pessoa e dizer "Você está demitido" daquele jeito tenso que poucos sabem imitar.



Bom, a minha não foi assim. Só ouvi um hesitante "Olha, não poderemos mais continuar com você" seguido de muitas desculpas e etc. Eu meio que não estava preparado pra algo assim, então reagi da única forma que sei: segurei uma vontade louca de gargalhar. Mas passou. Nem teve aquela cena constrangedora de carregar uma caixa de papelão cheia de objetos pessoais pelo corredor do escritório com todo mundo olhando sem saber o que dizer. Nem sempre a vida imita uma sitcom (o que é uma pena, viver numa sitcom é essencial).

Não foi ruim. Eu já queria sair. No final do aviso prévio ainda me ofereceram uma proposta pra continuar na empresa, mas, risos, eu não quis. Por n motivos não dava pra eu aceitar, mesmo se eu quisesse. Ou talvez foi o orgulho ou a vontade de conhecer coisas novas ou de receber uma bolada pela rescisão do contrato de trabalho de uns quatro anos (recomendo a todos). Não vou dizer que foi bom-uhull-vou-dar-uma-festa. Também não é assim. Eu queria ter um plano B em mente. E ninguém gosta de ser dispensado de nada, verdade seja dita. Nunca é bom ouvir "Você não é mais necessário. Um abraço".

Já faz mais de uma semana que eu estou em casa sem ter um emprego. Olha, é um saco. Quem acha que ficar em casa é uma colônia de férias, deveria passar uns dias na minha. O descanso/ócio não compensa. Efeitos colaterais do desemprego:

1) Eu não pego mais ônibus, logo (isso é óbvio, gente) não estou terminando de ler nem um panfleto de 200 palavras por semana. Eu PRECISO dos transportes públicos pra movimentarem minha vida de leitura. Eu sei que isso não faz o menor sentido, mas quem sou eu pra mandar no meu cérebro?

2) Parece que perdi o contato com a civilização: Não tenho mais Correios por perto, nem meu banco, nem papelarias, nem fast-foods, nem o senhor que todos os dias me vendia um bombom.

3) Agora eu tenho tempo pra tudo: Tempo pra trabalhar no TCC, tempo pra escrever todos os textos que eu quiser, tempo pra dormir e isso parece ótimo. Mas também tenho tempo pra morrer de tédio, tempo pra me estressar no Facebook, tempo pra entrar em discussãozinha besta de internet, tempo de ver que nossa família não é perfeita e, às vezes, um tanto disfuncional. Tempo pra surtar.

Resumindo: Me abrace, me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe desempregado por mais de um domingo.

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Quero agradecer a todo mundo que está caçando emprego pra mim. Vocês são melhores do que eu nisso oO

Posted on quarta-feira, setembro 11, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 09, 2013

Eu e uns amigos marcamos de ir juntos para um curso no fim do mundo que começaria às 14h. A ideia era sairmos de casa ao meio-dia, mas, risos, se existe uma coisa que o ser humano não consegue fazer é cumprir horários. 13h estávamos berrando com nego que mora perto e é o último a chegar, rindo da cara de nega que pela primeira vez tinha chegado antes e estava brigando com os outros e, principalmente, perplexos com fulana que deixou pra fazer a compra do mês no horário marcado.

Mas, ok, estávamos juntos e só precisávamos ir para o ponto do ônibus (que nem era longe). Só que existe um fato muito curioso sobre esses meus amigos: eles adoram estar dentro de um carro. ADORAM. Se desse pra ir de carro do quarto para o banheiro, eles iriam, certeza. Daí surgiu um amigo do amigo do primo da tia do conhecido de alguém com um carro (Realmente não importa quem a pessoa seja. Se tem carro, vira melhor amigo) pra nos levar até o PONTO. Só sei que todo mundo saiu correndo pra dentro do carro como se não houvesse amanhã (Um fenômeno. Tipo quando alguém joga pão para um grupo de pombos).

Fomos mais educados do que os pombos, verdade.
Mas, embora neguem, alguns ficaram com vontade de detonar o carro, sim.

Eu não quis ser o cara chato que fica pra trás e atrasa todo mundo porque prefere ir a pé. Mentira, eu quis sim, mas, né, o horário. Todo mundo se amontoou no carro do conhecido, vários corpos ocupando o mesmo lugar no espaço, um milagre maior que aqueles bichos todos na arca de Noé. Minha cara rachando de vergonha, mas a gente supera certas coisas em nome da amizade.

O carro começou a ir pelo caminho mais longo para chegar ao ponto de ônibus. Nem 5 minutos tinham se passado e:

- Er... pessoal, chegamos.
- QUÊ?

A. Gasolina. Acabou.

- Vocês vão ter que empurrar.

Risos. Minha cara em chamas por ter que descer do carro da Mãe Joana no meio da rua e ir a pé para o ponto de ônibus. Quis apontar o dedo na cara de todo mundo e "Vão ter que andar mais ainda kkkkkkk", mas, né, maturidade sempre.

Vida (de pobre), essa sádica.

Posted on segunda-feira, setembro 09, 2013 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, setembro 05, 2013

Primeiro foi a garganta inflamada. No dia seguinte, eu estava com febre e dores no corpo. Minha garganta ficou queimando como fogo. Não demorou para eu ficar com dor de cabeça, espirrando e catarrando como nunca.



Me considero um cara muito abençoado (apesar de) com anticorpos sempre alertas e uma sorte 5 estrelas no quesito Quebra de Ossos. A única doença séria que peguei foi aquela piada do Mal de Fagundes, que, graças a Deus e uma boa dose de corticoides, passou. Mas essas viroses acabam comigo. Só não fico de cama, porque sou teimoso (mas deveria). Já sou meio atrapalhado quando estou são, mas, gente, esse combo de febre-dor-de-cabeça-espirro me deixa alucinado. Ando como se não houvesse amanhã, querendo só desabar no primeiro lugar onde a sociedade não me julgaria. Dormir ou morrer, o que for mais rápido.

Os mais inconvenientes são os espirros e o nariz transformado em bica. Tenho quase pavor de ser o centro das atenções de alguma coisa. Imagina um lugar silencioso e eu sendo o autor de espirros catastróficos. E aquele escorre, passo o lenço, escorre, passa o lenço, escorre, passa a manga do casaco, escorre, passa a mão, escorre, passa o que estiver por perto, meu deus, cadê meu lenço? O tal pedacinho de pano deveria ser isolado atrás de uma porta com uma placa de "Risco Biológico" no fim do dia.

- ATCHIM!
- Saúde!
- ...
- ...
- ATCHIM!
- Saúde!
- Não é saúde, não, é doença, mesmo.

Pra quê perder um dia indo no médico só pra ouvi-lo dizer que é virose? Pelo menos, todas as minhas viroses se curam com o melhor remédio: (dessa vez não é Rir) Tempo. Tempo e um paracetamol da vida, do qual tenho um estoque ilimitado.Queria sair distribuindo por aí nos meus dias virulentos junto com um "Desculpa aí qualquer coisa".

Posted on quinta-feira, setembro 05, 2013 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 02, 2013

Você está entediado em casa, como num domingo que parece não ter fim. De repente você repara numa porta misteriosa que sempre esteve ali, embora você nunca tenha se perguntado para onde ela leva. Daí você dá seu jeito de passar por ela e descobre um mundo novo, cheio de excelentes possibilidades. Só que o mundo não é tão novo assim. É o seu mundo, só que do jeito que você sempre quis que ele fosse. Foi mais ou menos isso que li em Coraline (Neil Gaiman), um livro encantador, aliás (Falo mais sobre ele num outro blog numa outra oportunidade).



Do outro lado da porta, Coraline encontra uma Outra Mãe sempre sorridente, um Outro Pai que sempre tem tempo para brincar com ela, Outros Vizinhos muito mais interessantes do que os que ela tinha e coisas legais assim. Eu fiquei pensando o que aconteceria se eu atravessasse uma porta dessa...

Minha Outra Casa seria espaçosa, do tipo que me permitiria dar um duplo mortal carpado do quarto pra cozinha, da cozinha para o banheiro, dali pra sala e etc. 

Minha Outra Mãe não se acharia uma especialista em fitoterapia e nem acharia que todos os problemas do universo são causados pelo computador ou por eu não comer banana, nem maçã ou outra fruta qualquer. Meu Outro Pai seria desses que largam tudo pra viajar ao redor do mundo, mas sempre entraria em contato comigo, seja enviando cartões-postais, presentes surreais ou ligando para contar que a Índia é fantástica ou que a Estátua da Liberdade é mais bonita por fotos do que pessoalmente. Assim como Angelina Jolie, minha Outra Irmã seria, não necessariamente, uma celebridade, mas uma dessas pessoas que parecem ter um bom coração e, por isso, adotam crianças do mundo todo e montam uma versão dos líderes da ONU na própria sala de estar.

Eu teria um livro publicado. O Outro Livro seria o começo de uma nova era na literatura, seria o carro-chefe de uma nova febre assim como foi Harry Potter, Crepúsculo, Cinquenta Tons de Cinza... Muito diferente da história cheia de clichês, água e açúcar que estou tentando escrever no momento.

Meus Outros Amigos morariam na minha Outra Rua e eu não precisaria demorar meses para ouvir as vozes calorosas novamente. Talvez, eu salvaria o mundo de mil maneiras diferentes, diariamente, no meu Outro Emprego.

Seria o mundo perfeito. Ou não. Tem uma cena no livro em que viram pra Coraline e dizem que se ela escolher ficar de vez no Outro Mundo, ela terá tudo o que quiser. Ao que ela responde (mais ou menos assim):

"Eu não quero tudo o que eu quero. Ninguém quer. Não realmente. Que graça teria eu ter tudo que sempre quis? Assim, ter tudo não significaria nada"

Concordei com ela. Porque se tudo já está do jeito que você quer, então você não quer. Eu não saberia dar valor pra coisa alguma. Talvez eu não daria valor aos meus amigos se eles estivessem aos montes por perto, sempre disponíveis pra mim. É esquisito, porque ambição é uma coisa boa (com ressalvas), só que nunca teremos tudo. Nada será perfeito. Caso um dia isso aconteça, de eu topar com meu Outro Mundo, eu me estragaria. Absorveria as maravilhas do mundo novo, porém, elas se tornariam banais em pouco tempo. Aí o Felipe não iria existir mais e eu teria que me transformar no seboso, metido e vazio Outro Felipe.

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E o seu Outro Mundo? Como seria?

Posted on segunda-feira, setembro 02, 2013 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, agosto 30, 2013

Vamos começar do fim. 

Não, "fim" é uma palavra muito forte e definitivamente não é a que eu quero usar. Vamos começar do último dia dessa época que não vai voltar mais.

Descemos do elevador juntos (pela última vez), passamos pela portaria (pela última vez), o porteiro deve ter fofocado da nossa vida (pela última vez) e ganhamos a rua. A ficha realmente não tinha caído, mas a gente sabia que um ciclo estava sendo fechado. Então, permaneci impassível até seu ônibus chegar, conversando sobre trivialidades. O ônibus chegou e você espontaneamente me abraçou. E, sejamos francos, somos horríveis nessa coisa de abraço, mas me desarmou. Somos o rei e a rainha de reinos separados de um mesmo país chamado Drama, mas até que foi rápido. Depois segui meu caminho e meio que me surpreendi, porque uns cinco ou seis passos depois eu estava enxugando lágrimas tímidas e envergonhadas com o lenço que eu tinha separado pra assoar o nariz. Eu preferia ter vivido as últimas vezes sem esse resfriado.

Poderia ser uma história de um casal apaixonado, mas nem de longe é. NÃO É (Que os maiores interessados prestem atenção nessa parte). É melhor que isso. É a história de uma amizade muito profunda. Somos almas-gêmeas-não-românticas. Deveria ser lei que todo mundo encontrasse a sua, recomendo a todos.

(Melhor piada interna)

Eu ainda tirei sorte grande na loteria de amizades da vida, porque ganhei uma amigA. Ser amigo de uma mulher é um mundo de possibilidades. E, cara, foi a melhor coisa. Eu pude ser amigo pra todas as horas, irmão, pude ser pai, pastor, guru espiritual, psicólogo, plateia para o stand up diário ou só aquela pessoa necessária pra ouvir. Muitas vezes, tive que fazer o papel do amigo gay, porque mulher tem cada coisa que o lado masculino da humanidade não sabe lidar (oO). Até conselheiro sobre assuntos cuja minha experiência é nula, eu fui (conselhos ótimos, modéstia à parte u.u)
E você deve ter representado mais funções ainda, porque digamos que eu não seja a pessoa mais fácil de compreender do planeta Terra. Acho que é por isso que eu gosto tanto de você.

Bom, vamos ter que seguir com a vida. Vamos ter. Mas isso não precisa ser o fim da melhor amizade que já vi. Geralmente, é, mas não precisa. Quero acreditar veemente que não precisa. Porque a gente passou por muitas situações pra chegar no nosso nível de comunhão. Porque passamos por muitas fases nesse jogo da vida. Porque sabemos muito um do outro pra descartar essa bagagem assim, sem fazer nada a respeito. Porque parece simplesmente certo a nossa amizade continuar intacta. Acho que isso garante a estabilidade do universo ou algo assim.

Obrigado por todo esse tempo. E por todo o tempo que, olha, tem que estar por vir.

Posted on sexta-feira, agosto 30, 2013 by Felipe Fagundes

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terça-feira, agosto 27, 2013

Por mais de uma vez, logo assim que eu terminava de contar um caso real, ouvi exclamações do tipo "FELIPE! Não pode ser real!", "Você não existe", "Você deve ser um personagem, só pode".

Mas, risos, é óbvio que não sou. Quer dizer, mais ou menos.


Vocês já tiveram a sensação de estar participando de uma daquelas pegadinhas da TV? Sabe, aquelas situações tão absurdas que você tem vontade de dizer aos presentes: Cadê as câmeras? Cadê a produção? Então. Tem gente que vive uma maluquice dessa uma vez ou outra, mas experimenta ser alvo de uma eterna torta na cara?

Essa meio que é a minha vida. Uma eterna pegadinha da TV. Uma comédia com roteiristas entediados (mas com criatividade de sobra), com personagens legais (nem todos), episódios nonsense, conversas hilárias e tudo que tem direito. Uma sitcom da vida real, sem tirar nem por (Só que mais hardcore, como já me disseram, e achei essa a melhor definição).

Nesse sentido, eu me vejo como um personagem. Não que eu finja, atue ou tente me passar por uma pessoa que não sou. Longe disso, até porque não tenho nenhuma habilidade artística. E não é muito mais difícil ficar enganando todo mundo do quê simplesmente ser você mesmo? Eu acho que sim.

É isso. A vida, essa piadista sádica, me convida todo dia pra protagonizar uma cena, eu não resisto e dá no que dá. Geralmente as pessoas riem. Eu recomendaria a todos continuarem por aqui, acompanhando o blog pelo Facebook e pelo Twitter, mas não prometo nada. Me desculpe pelos inconvenientes, qualquer coisa mude de canal.

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PS: Pra quem não pegou a sitcom desde o começo recomendo os melhores episódios eleitos pelos fãs (Mentira. Eu que escolhi ) (Os fãs não existem) (Nem são os melhores, foram os que vieram na minha cabeça agora): Fuga do Cafofo, Diário de viagem que mal fala da viagem e não tem fotos, O barbeiro demoníaco de Nova Iguaçu e O curioso caso de F.Harquimedes.

Posted on terça-feira, agosto 27, 2013 by Felipe Fagundes

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