segunda-feira, julho 25, 2016

Estava eu escrevendo vários parágrafos para aumentar o suspense, mas, pelo amor de Deus de gente, já não é o bastante? Eu fiquei dois dias inteiros encarando caixas fechadas sem poder abri-las para FINALMENTE ver com os meus próprios olhos o produto que me mandaram. Então coloquei logo no título pra matar a curiosidade de todo mundo de uma vez.

Do que você está falando, Felipe? Quem não segue no Twitter ficou desavisado, mas COISAS ACONTECERAM.



Vocês lembram que eu fiz um post sobre as fascinantes chaleiras de nariz? Pois é, gente, aquilo rendeu. Repetindo: AQUILO RENDEU. Aquele post onde eu conto como fiquei maravilhado com aquele trem de enfiar no nariz para matar a sinusite e onde eu fico perdidamente apaixonado por este vídeo comercial incrível do Narin rendeu um e-mail completamente inesperado em nome da própria empresa que vende o produto.

Gente, eu estava quietinho no meu canto quando rolou meio que um "Oi, Felipe! Viemos aqui em nome do Narin, aquele produto que você nem conhece direito mas considera pacas. Lemos seu post, adoramos a good vibe e, como as coisas sempre espelham nossas atitudes, aqui estamos pra te oferecer os Narins conforme vc desejou :-)".

eu

EU


>>>EU<<<


QUE MUNDO É ESSE, MINHA GENTE? MEU DEUS DO CÉU, EU AMO A INTERNET. Eu já contei essa história para os amigos umas 17 vezes e não consegui não rir em nenhuma delas. Porque, assim, quando você para para pensar, não faz mesmo sentido algum.

SÓ SEI QUE EU ADOREI.

Mas claro que esse aqui é um blog profissional e nós não trabalhamos com amadorismo, somos sérios (risos) e por isso topei o ACORDO de gravar um vídeo contando sobre a experiência de usar o produto.

"Daí, Felipe, você só precisa fazer esse vídeo dizendo se o Narin funcionou ou não (FUNCIONARÁ, mas não tenha medo de dizer a real caso não)"

FUNCIONARÁ!!!

Me deixaram 100% confortável. Nunca fiz merchan de produtos desse naipe e Deus me livre enganar vocês, mas eu realmente fiquei fascinado com o Narin. Pra vocês terem noção, eu até já tinha comprado o meu Narin antes desse e-mail chegar. Eu tenho CINCO Narins agora e talvez morra soterrado neles. A VIDA É TÃO BOA.

TUDO MEU

Eu também aceitei essa ~proposta~ do Narin porque, na minha Lista, um dos itens é "Gravar 1 vídeo e publicar no Youtube". Eu tenho PAVOR disso, mas resolvi unir o útil ao agradável e derrubar esse medo de uma vez . Vai ser: Um mico! Uma experiência! Um aprendizado! Quem sabe o quê mais?

Agora eu tenho que usar o Narin por 15 dias e ver no que dá.

VAMOS ACOMPANHAR.

Posted on segunda-feira, julho 25, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, julho 22, 2016

NOS EPISÓDIOS ANTERIORES... Eu finalmente terminei de escrever meu livro, revisei, editei, odiei e aprendi a amar e, então, risos, tomei meu primeiro não de uma agência literária. Mas vida que segue, porque uma das minhas resoluções de ano novo foi entrar em processo de publicação desse livro em 2016, seja encontrando um agente literário, uma editora ou publicando gratuitamente em algum lugar. Eu só quero que as pessoas leiam essa história. Mas agora estou esperando outra agência literária abrir inscrições para submissão de originais, e essa vai ser minha última tentativa de publicar pelos meios convencionais. Caso não dê certo, a história vai para o mundo de algum jeito. Fica aí o suspense (aceito dicas).

Então agora você só está sentado e esperando, Felipe?

Como se eu soubesse fazer isso. Enquanto esse meu livro segue empacado (ou melhor, não segue), eu resolvi criar outras histórias E AQUI ESTAMOS COM UMA PRONTINHA!



"Muitas coisas na vida mudam, mas, desde a infância, Lídia tem certeza de seu lugar no mundo: quietinha num canto ou, no máximo, aplaudindo os gênios. Você sabe quem eles são. Aqueles que surgem do nada com ideias incríveis e ganham rios de dinheiro, que nasceram para brilhar com um talento natural e merecem tudo de bom que existe. Isso não era um problema para Lídia, até que um reencontro inesperado acontece e ela precisa decidir se quer mesmo ficar para sempre em seu canto ou se vale a pena ir atrás do que apenas gênios conquistam"

Uma comédia leve inspirada por uma das cafonices do blog (não disse qual). "Não sei lidar com gênios" é um conto com 4 partes e que em breve vai estar completinho lá no Wattpad para quem quiser ler. AGORA, você já pode conferir o prólogo e as partes 1, 2 e 3 :)

>>> LEIA GÊNIOS <<<

As outras partes da história vão sair até sexta que vem, eu prometo, mas tudo bem se vocês quiserem esperar pelo conto completo. Eu vou falar dele nas redes sociais provavelmente até 2027, POIS AMEI ESCREVÊ-LO, então vocês saberão quando tudo estiver disponível.

***

Eu espero muito que vocês gostem e vou cobrar leitura de todo mundo que diz que quer livro meu, mas, se não rolar, a gente continua amigo, eu juro. VENHAM ME AMAR. Lendo, comentando, compartilhando e fazendo críticas do bem. E a estrelinha! Se gostarem, marquem a estrelinha lá no Wattpad. É o engajamento nessas estrelas e nos comentários que faz uma nova história subir no ranking do Wattpad e ser vista por mais gente. AJUDA EU, ok? Então ok.

Posted on sexta-feira, julho 22, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 18, 2016

Eu gosto muito da pessoa que eu sou, vocês já devem ter percebido isso, e às vezes sinto que minha meta na vida é fazer com que vocês também gostem de vocês mesmos. Não é como um endeusamento próprio ou se achar perfeitão. Você tem que ser muito tapado para se achar perfeito, desculpa te dizer isso. Não trabalhamos com perfeição, mas eu geralmente sei onde acerto e onde erro. E, sabendo onde eu erro, eu posso tentar consertar.

O caso é que eu geralmente tô bem felizinho na minha, até que chega um dia em que o jogo vira porque alguma coisa não muito legal aconteceu e eu fico me sentindo 100% descartável. Do you ever feel like a plastic bag? Eu já.

E é surreal como a coisa toda bate forte, sabe? Parece que TUDO está ruim. Todas as áreas da vida. Você não é uma boa pessoa, ninguém gosta de você de verdade, você não tem futuro, todas as suas escolhas na vida foram ruins e, se você sumisse, ninguém sentiria falta. E a gente acredita em tudo isso! Quer dizer, a gente nem questiona pra ver se a desgraceira toda é mesmo verdade. E olha que dificilmente é.

Eu estava nessa vibe dia desses e, quando eu vou, eu vou fundo. Sabe aquela vontade de não sair da cama porque não há nada de bom lá fora? Ou ser obrigado a sair, mas desejar ardentemente a hora de voltar pra cama porque você pode ficar sozinho e parar de pensar? VOCÊ É INÚTIL. Eu estava quase acreditando, porque, gente, esse estado da mente é muito convincente.

Daí eu recebi um e-mail cheio de amor gratuito da Fernanda S.

"Quero falar aqui como a tua paixão me motivou a ser a melhor versão de mim e de dar o meu máximo em todos os projetos que eu me proponho a cumprir". Entre outras coisas, ela terminou dizendo "Quis compartilhar isso contigo porque acho importante tu saber que toca as pessoas das mais diversas formas e isso é um dom".

Assim, gente, sem querer me gabar mas já me gabando pois este blog é meu, EU FUI NO CÉU E VOLTEI. Porque, nossa, uau, tipo... Gente, que isso, GENTE.

EU POR DENTRO
Resumindo o e-mail da Fernanda:
BABY, YOU'RE A FIREWORK

Não é todo dia que ouvimos isso de alguém, ainda mais tão assim do nada. Daí aquilo de ser 100% inútil e descartável perdeu um pouco da força, porque, bom, pelo menos eu tinha ajudado a Fernanda um pouquinho. Então acabei me lembrando de todas as mensagens que já recebi através do blog e fui fuxicar minha caixa de entrada para reler todas. 

Cara, quanto amor gratuito, jamais parem <3

Chegava a ser ridículo como eu estava me sentindo pra baixo, sendo que tinha aquelas pessoas todas me dizendo o contrário. Eu ainda me forcei a lembrar das coisas boas que já me disseram pessoalmente e notei que eu não sou inútil e descartável COISA NENHUMA. Muita gente me ama. Algumas pessoas eu nem entendo o porquê (mas também não vou reclamar). E, mesmo se não fosse muita gente, mesmo se fosse só 1 pessoa, já me bastaria.

A gente foca na coisa ruim e esquece de tudo de bom que já foi dito a nós e que fizemos antes, né? Feelings are the only facts uma ova, o que a gente sente em certo momento engana muito. Não que os sentimentos sejam irrelevantes, mas, na maioria das vezes, contra fatos não há argumentos. Então eu caguei pra bad e fui ser feliz.

Quando eu me inspiro com as minhas próprias cafonices


Queria propor aqui duas coisas então. A primeira é que vocês continuem me amando, brincadeira vocês pensem em 5 pessoas agora (sério, AGORA) (não tô brincando, pensem) e façam a elas algum elogio. Ou expliquem por que vocês as amam, digam motivos específicos delas serem importantes, agradeçam por aquilo que vocês nunca agradeceram. Não precisa ser uma declaração de amor melosa ou aquela rasgação de seda cafona que eu amo, mas tentem. Joguem amor gratuito no mundo! 5 pessoas, não esqueçam.

A segunda coisa é que, se você está lendo esse blog, você provavelmente é uma pessoa que nem eu, que tem algum costume de trocar mensagens, seja por e-mail, nas redes sociais, no whatsapp etc. Então é bem capaz de você já ter recebido doses de amor gratuito por escrito. Eu queria que você fizesse que nem eu e procurasse por essas mensagens, queria que você salvasse os prints numa pasta, no celular, sei lá, algo assim, e relesse SEMPRE. Nos dias difíceis, nos fáceis, todo dia, toda semana, quando você quiser e/ou precisar.

Porque é verdade, gente, nós esquecemos. Você vai lembrar daquela ofensa que rolou em 1983, mas vai esquecer do elogio feito no começo da semana. Eu vou, pelo menos.

Espalhem esse amor aí porque faz milagre. Experiência própria.

***

Ei! Se você quiser ser muito maravilhoso comigo, você pode compartilhar esse post nas suas redes sociais e me ajudar com essa corrente do bem de amor gratuito. Quero todo mundo explodindo que nem as pessoas no clipe da Katy Perry.

Obrigado! :)

Posted on segunda-feira, julho 18, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 11, 2016

Vocês estão preparados para mais uma parte da minha saga com a igreja? Porque essa tem REVIRAVOLTAS. Se você está por fora e quer estar por dentro, recomendo os textos: Quando perdi minha fé na igreja, Como minha fé sobreviveu à igreja e Em busca do Jesus há muito perdido.

VAMOS LÁ.


 Aparentemente, o roteirista dessa minha jornada é Jesus e ele decide os plots no aleatório mesmo



***

Eu estava muito bem da vida, sabe? Sempre tem aquela história triste da pessoa que sai da igreja e fica loucona da cabeça até voltar acabadaça e arrependida, mas 10 meses depois e o desgraçamento mental não tinha me alcançado. Eu estava super bem. Na verdade, eu me sentia ÓTIMO. Inclusive, melhor do que quando frequentava minha antiga igreja. "Ah, mas isso é impossível, tem que ter a comunhão dos cultos". Fica aí o mistério pra vocês então, pois já cansei de me explicar.

Eu nunca deixei de frequentar a Escola Bíblica Dominical, que é minha reunião ~igrejal~ favorita. Para quem não sabe do que se trata, é uma aula sobre um assunto relacionado à Bíblia, que obviamente acontece em todos os domingos. Eu adoro. Você aprende, escuta, pode falar, pode debater, pode discordar etc. Recomendo a todos. Daí estava eu lá quietinho na minha até que o professor começa:

- Porque a igreja de Deus está se levantando! Estamos de pé fazendo a diferença no mundo! Isso mesmo! Temos que continuar! Impactar as pessoas! Trazendo salvação! Olham para a gente e nos dão respeito pelo que fazemos!

Eu

E aí todo mundo concordando, aquele sentimento de orgulho, de "Isso aí", "Somos maravilhosos!", etc. Esperei todo mundo falar o que queria e levantei minha mão.

- Então, gente... Sem querer ofender, mas, honestamente, eu já passei por umas 3 igrejas e em nenhuma delas, nem mesmo nessa, eu vi um impacto significativo na sociedade. Na verdade, aqui só fazem cultos. Essa igreja canta. Até é legal e tal, mas, na maior parte do tempo, está todo mundo sentado e de braços cruzados. A gente nunca fez nada realmente relevante.

¯\_(ツ)_/¯

Porque, pelo amor de Deus, gente, a igreja não tem nenhuma obra social, não apoia nenhum trabalho missionário, não faz muita coisa pelos membros além de mal ou bem a parte espiritual, mal falam de Jesus nos cultos, os ensinamentos estão há muito esquecidos ou distorcidos, só fazem vergonha na internet... Posso ter me excedido um pouco? Posso. Mas achei necessário. Até porque eu também me vi como parte do problema e só a partir daí que a coisa começou a mudar pra mim. É um longo processo.

Eu esperei alguma retaliação, mas me surpreendi. Ouvi coisas como:

- Nossa, Felipe, acho que você tem razão!
- Realmente precisamos de mudança!
- Eu estava mesmo querendo me doar mais!
- Felipe, você é a resposta das nossas orações! [gente] Eu e minha esposa estávamos orando por algo assim e agora você falou [socorro]
- A mudança podia começar POR VOCÊ, FELIPE. POR QUE VOCÊ NÃO LEVANTA E FAZ?

Então, eu acabei virando >>>O ESCOLHIDO<<< Hahahahahah Achei hilário no começo. Muito folgadas essas pessoas jogando tudo em cima de mim que nem estou lá, mas beleza.

Acontece que eu gostei do que vi. Quer dizer, não esse trem de RESPOSTA DA NOSSA ORAÇÃO, mas a boa vontade das pessoas. Pessoas querendo fazer coisas, querendo melhorar, conscientes de que existia um enorme problema para ser resolvido. Mas que aparentemente não sabiam muito o que fazer.

Fiquei num dilema gigante. Por um lado, eu tinha todo meu passado de desgosto com a igreja. Por outro, tinha essa nova VONTADE DE VIVER que eu tinha descoberto no Jesus há muito perdido. Eu sabia que não ia ser fácil, sabia que a igreja tinha mente fechada e cabeça duríssima, e todas aquelas picuinhas e falta de noções básicas sobre Jesus que dificultavam qualquer projeto bom. QUE TRABALHO ISSO VAI DAR. Era o que eu estava pensando. Eu ficava meio "Poxa, talvez eles realmente precisam de ajuda... Eles não sabem o que fazem..." e aí mudava para "Mas, caramba, FRANCAMENTE, será que eu, todo doidão, que vou ter que ir lá ensinar Jesus para os outros? Eles já não deveriam saber essas coisas todas, inclusive bem mais do que eu?". Como eu disse, um dilema, e durou meses.

Acho que enchi todos os meus amigos só falando disso (desculpa, gente), até tive que me afastar para não desgraçar as pessoas, mas só tomei uma decisão quando li o livro de Hebreus. Nele, Paulo diz:

"Depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres, mas ainda precisam de alguém que lhes ensine as primeiras lições dos ensinamentos de Deus. Em vez de alimento sólido, vocês ainda precisam de leite. E quem precisa de leite ainda é criança e não tem nenhuma experiência para saber o que está certo ou errado"
(Hebreus 5.12,13)

Que é basicamente o que eu me questionava. Ele puxou a orelha do povo que não sabia nada e já deveria saber, mas o pulo do gato foi que ele não desistiu. Esse auê é no começo do livro. O resto do livro é Paulo explicando tim-tim por tim-tim os conceitos básicos da fé cristã.

Aí eu fiquei "Bom, se Paulo tentou uma vez, quem sou eu pra não tentar também, né?". Então, gente, comecei a pensar na minha volta. O RETORNO DO ESCOLHIDO. Não poderia ser voltar e continuar tudo do mesmo jeito. Não poderia ser voltar, sentar e cruzar os braços. Tinha que chegar CHEGANDO quebrando tudo logo, naipe Jesus no templo com os cambistas. Se eu fosse devagar, era capaz de desistir e nunca mais pisar lá de novo.

***

Fiquei meses pesquisando na Bíblia e na internet bons exemplos de como uma igreja deveria ser. Acho que nunca li tanto livro crente em toda minha vida. Assisti vídeos, li matérias sobre igrejas que eram bons exemplos para a sociedade, ouvi as críticas das pessoas, as principais acusações e, pelo menos para a minha futura ex-igreja, montei todo um plano de transformação.

Eu tinha que acertar o cabeça. Ou seja, JESUS. Não, pera, essa analogia não está boa. O PASTOR. Sabe, com a ajuda dele já seria difícil. Sem ele, praticamente impossível. Eu sabia que ele precisava concordar comigo, reconhecer que havia um problema e trabalhar junto comigo para resolver. Se você é cristão, deve imaginar que não é pouca coisa um pastor reconhecer que sua igreja é problemática, mas eu confiava que, à luz do evangelho de Jesus, é impossível negar os fatos. Então, o que eu fiz? Isso mesmo, montei uma ~palestra~ que no meu coração é intitulada "Olha como essa igreja é esquisita". Meu jeitinho. Marquei na CASA dele, fiz um roteiro da conversa, levei vídeos, versículos, relatos que coletei durante esses meses fora para convencê-lo de que os problemas de fato existiam e que a maioria deles poderíamos resolver com um pouco de boa vontade e conhecimento de Jesus.

Gente, foi A CONVERSA DA MINHA VIDA. Não vou entrar em detalhes agora porque esse post precisa ter fim, mas teve uma hora que a esposa dele (que também estava presente) levantou a bola:

- Mas, Felipe, é muito fácil as pessoas criticarem a igreja, que falta isso, que falta aquilo, que o pastor está errado etc, mas ninguém faz nada para mudar. Não adianta só falar e apontar o dedo. O que adianta ficar só criticando? Cadê a solução?

Minha cara teria ido no chão, se eu não tivesse levado UM ARSENAL para essa conversa:

- Então, se você esperar mais um minutinho, já vamos chegar na lista de VINTE E NOVE PROJETOS que eu planejei para a igreja.

 !!! FLAWLESS VICTORY !!!

Hahahahahah Só digo que a conversa foi TÃO BOA que no dia seguinte pessoas vieram me perguntar o que fiz com o Pastor, porque ele parecia outra pessoa. Naquele mesmo dia, iniciamos os preparativos de um novo projeto social (projeto 17, "Doação de Sangue") e não demorou muito para darmos o pontapé inicial nos projetos 11, 13, 18, 19 e 29. EU QUERO ESSA CAMBADA TODA TRABALHANDO.

Quando eu decidi finalmente ir no culto, foi praticamente um evento. Tive a oportunidade de pegar o microfone e falar Oi, pessoal, voltei pra irritar as pessoas que me irritam, vocês no caso sobre Jesus e a responsabilidade da igreja de divulgar o nome dele através de atos e palavras e nada mais. Eu estava quase ouvindo os pensamentos das pessoas "Gente, o que esse menino tá fazendo ali na frente ressuscitado dos mortos? Ele não virou cracudo ou, sei lá, satanista?". Risos.

***

Confesso que eu não acredito nessa bobagem de >>>ESCOLHIDO<<<. Eu tive um monte de ideia e já consegui causar algumas mudanças porque sentei um dia para olhar para o problema e tentar resolver. E isso é coisa que QUALQUER UM consegue fazer, sozinho ou em grupo, mesmo você que está lendo esse texto e acha que sua igreja está te matando. Ou talvez o escolhido seja quem olha para Jesus e de fato o enxerga, porque é IMPOSSÍVEL olhar para esse homem e não querer fazer alguma coisa.

Eu tinha chegado à conclusão nesses 10 meses fora de que não preciso da igreja-instituição para nada. Eu acho estranho afirmar isso, mas, gente, tô falando pela minha experiência e o que funciona para mim. Com alguns amigos, boa vontade e Jesus, eu poderia tocar de boa os vinte e nove projetos e causar, sim, impacto na sociedade e ajudar as pessoas a enxergarem Cristo. Mas a igreja tem potencial. E chega a ser um ABUSO não usar dele. Às vezes as pessoas de dentro da igreja estão piores que as de fora no quesito Jesus, porque acham que sabem, mas estão boiando, o que dificulta muito o aprendizado. Então eu acho que ainda tenho muito trabalho a fazer.

Está sendo um processo complicado esse meu de volta. Eu ainda tenho dificuldade em me sentir bem nos cultos e participar dessas reuniões "espirituais". Falam umas besteiras e palavras vazias que ainda me irritam. Fico lá sentado maquinando como poderíamos usar aquelas 2 horas de uma forma melhor. Estou mais interessado em fazer coisas do que ficar sentado ou em pé cantando. Às vezes eu vejo uns comportamentos que fico PELO AMOR DE DEUS, GENTE, mas respiro fundo e vejo mais uma oportunidade de trabalho. É mais engraçado que irritante, na verdade. Vocês sabem que amo crente.

No mais, a coisa toda está indo. Gente querendo ajudar, gente se doando, querendo trabalhar e aprender. Posso ver uma geração de fato se levantando para mudar as coisas. O próprio Pastor quer mudanças e me apoia 100% das vezes. Não sei pra onde esse carro vai, mas já gritei JESUS, TAKE THE WHEEL umas cinco vezes, então acho que vai bem. Eu estou o tempo todo lutando nesse "Epa, vai dar certo? Parece estar dando certo... AI, MEU DEUS, DEU CERTO. Opa, pera, talvez não dê... Mas tá dando".

Claro que voltarei aqui para comentar dos projetos e do que mais me acontecer nessa nova fase, a jornada nunca termina. Se você se sentiu inspirado a também fazer algo para mudar o quadro da sua igreja, podemos trocar figurinhas via e-mail (quem ainda não tem meu e-mail, pode usar o formulário de contato). Estou sempre procurando novas formas de ação. Se você já fez algo na sua igreja que deu muito certo, eu adoraria saber :)

VAMOS ACOMPANHAR.

Posted on segunda-feira, julho 11, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 04, 2016

Eu até driblo um monte de abacaxi no jogo da vida, mas ainda existem coisas que eu vejo, paro e fico me perguntando "Mas gente?". Eu não sei lidar mesmo.

1) Bolsa de lado: Esse é um tique pessoal meu, jovem adulto que pega ônibus e metrô todos os dias. Gente, como eu fico ~nervouser~ com essas bolsas ou mochilas que as pessoas usam de lado. Tem aquela regrinha que graças ao menino Jesus já foi gravada no coração da maioria de que mochila nas costas em ônibus lotado é um abuso, então a galera se comporta nesse quesito, PORÉM, sempre tem a bolsa de lado para ocupar espaço e espetar os demais. Gente, é a mesma coisa que a mochila nas costas, só que de lado. Bolsa feminina então, caramba, é cada TRAMBOLHA. E, de alguma forma, do mesmo jeito que as hostilizo de longe, elas sentem e me hostilizam também porque, se há a oportunidade da pessoa virar a bolsa para o meu lado, ELA VIRARÁ. Para morar no meu coração, só bolsa e mochila virada para frente ou no chão. Um abraço também para quem está sentado e segura a bolsa alheia. Jamais parem.


Vocês no ônibus
(Fonte)

2) Livro de suspense sem respostas: Eu amo suspenses. É um gênero de livro que simplesmente ativa todas as partes do meu cérebro e me deixa maravilhado com a genialidade dos autores sempre que termino o livro. A menos que o livro tenha um final porco que não explique nada. Aí, gente, dizem que amor e ódio dividem as mesmas emoções, e deve ser verdade, porque eu fico CAGADO DA MENTE com livros de suspense que não respondem as perguntas principais. Quem era o assassino? Ninguém descobre. Quais as motivações? Não tem como descobrir. Mas e aquela cena suspeita que aquele personagem protagonizou e não foi explicada? Cena, oi? Gente, NÃO FAÇAM ISSO. Depois de 300 páginas, você não dar o que o leitor quer e é total direito dele é uma FALTA DE CARÁTER. Talvez eu odeie vocês.


Fale por VOCÊ, Plínio



3) Gente que reclama todo dia da mesma coisa: Também amo gente e sou o rei dos draminhas que, na verdade, não precisam ser resolvidos. Eu só quero reclamar, fazer uma piada e pronto. Acho sadio. Experimentem. PORÉM (sempre tem um porém), eu começo a me incomodar quando a pessoa que reclama está realmente irritada com a situação e nada faz para resolver. Pior, quando ela reclama diariamente de uma coisa. Um exemplo: Existe um trecho no caminho que faço pra casa que SEMPRE tem engarrafamento. O ônibus sempre para ali, demora quase 20 minutos para sair. Todo santo dia as pessoas reclamam. Ficam realmente irritadas, brigam com o motorista, com o cobrador, xingam umas às outras, colocam a culpa na Dilma (juro), dizem que precisam queimar ônibus... Elas ficam, tipo, surpresas! Hahahahah Eu fico só observando o desgraçamento mental e lendo meu livro ou assistindo minha série. Eu fico até grato por aquele engarrafamento, porque é o tempo certinho de assistir um episódio de Parks and Recreation ou Friends. Risos. Minha vontade às vezes é dar um gritão de TODO DIA É ASSIM, CARAMBA, mas depois eu me recupero e penso que poderia treinar essas pessoas para sobreviver a um engarrafamento diário mantendo a paz de espírito e a integridade física.


Posted on segunda-feira, julho 04, 2016 by Felipe Fagundes

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