quinta-feira, dezembro 08, 2016

Eu sempre acreditei que jamais chegaria perto de um volante na vida. Nada contra carros, até tenho amigos que são (transformers), mas a ideia da minha pessoa pilotando uma máquina capaz de matar atravessando uma turba de gente raivosa me deixa desgraçadíssimo da cabeça. Não sei lidar mesmo.

Fica aí o suspense de por que eu coloquei "Andar de Kart" na Lista, só sei que eu estava de bobeira nas minhas férias, visitei o Random.org e, PLAH, kart. Eu amo a minha vida, sérião.


Claro que eu não ia entrar na roubada sozinho e arrastei meus fiéis escudeiros Jonas e Elisa para a pista. Minhas férias estavam tão badaladas com esse negócio de publica conto aqui, publico livro lá que eu nem estava dando muita atenção ao fator KART, mas, quando o dia chegou, gente, repensei todas as minhas escolhas da vida.

Foi minha primeira vez, e sabe aquela pessoa que não entende NADA de carro? Então, essa pessoa sabe mais que eu. Eu tenho vergonha de lidar com cinto de segurança porque sempre fico preso ou enrolado nele. Não sei abrir o vidro. Nunca tenho certeza se a porta está realmente fechada, se bati forte demais ou fraco. Detesto sentar na frente com medo da minha mão ou pé apertar algum troço sem querer e o carro desgovernar. Jonas, que tem um carro, diz que sair comigo é tipo Conduzindo Miss Daisy, porque eu sento no banco de trás mesmo estando só eu e ele no carro Hahahahahah Nasci pra ter choffer, fazer o quê? (não)

***

Um amigo meu tentou me ensinar comandos básicos do kart, coisas sobre acelerador, volante e freio, mas, gente, incrível como não absorvi uma única palavra. Eu disse "Na hora eu descubro", e ele "Você provavelmente vai apertar acelerador e freio ao mesmo tempo". NUNCA FUI TÃO OFENDIDO.

(spoiler: fiz isso mesmo algumas vezes, risos)

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Que realidade paralela. A gente assistiu um vídeo de 8 min com instruções que explicava como entrar e sair do Kart, os acessórios de segurança, o que significavam as bandeiras que iam aparecer ao longo da corrida... Era muita coisa e eu sabia que não ia aprender metade, então apenas ri e fiz piada o tempo todo. E a roupa que tem que vestir? Primeira vez que uso uma BALACLAVA (aquela touca ninja) e essa talvez seja minha nova palavra favorita. A gente se sente meio ridículo vestindo aquele macacão, as luvas, o capacete... Uma coisa meio astronauta.

Não sei se em todo lugar é assim, mas eu senti que ia dirigir um troço que eu mesmo poderia ter construído no meu quintal. Ou seja, algo que ia explodir a qualquer momento. Não é como se fosse um carro bonitão da F1. Mas eu já estava ali, né? O cara me explicou a parada do freio e do acelerador. "Não pisa fundo direto em nenhum dos dois, você tem que ir alternando". Beleza.

Assim que foi dada a largada, A EMOÇÃO. GENTE, EU NO CONTROLE DE UM CARRO. A primeira coisa que eu fiz foi prender a roda do kart num poste, daí vieram me socorrer. A segunda foi pisar fundo no acelerador e bater de frente em um monte de pneus. Me socorreram de novo, eu já tava até sem graça. MAS DEPOIS DISSO FOI UM SUCESSO.

Quer dizer, Jonas e Elisa já tinham me dado umas duas voltas quando o cara mandou eu parar.

- Amigo, só pisa no freio quando for parar
- Não era para ir alternando?
- Não alternando entre o freio e o acelerador! Alternando entre pisar fundo no acelerador e relaxando o pé
- COMO É QUE É?
- É, ué
- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME SABOTOU

Eu esse tempo todo passando vergonha arrastando meu kart pela pista. Aaaaaanda. Para do nada. Aaaaaaaaaanda. Para. Vocês imaginem os solavancos. Mas ok. Depois disso, AÍ SIM, APENAS SUCESSO.

MEU DEUS DO CÉU É TÃO RÁPIDO E AQUELAS CURVAS PERFEITAS EU SOU INFINITO OLHA QUE MAESTRIA A MINHA OLHA EU DE RETARDATÁRIO NO MEIO DO CAMINHO ATRAPALHANDO JONAS E ELISA ARRASEI

Eu de fato fiz os dois baterem com meu kart desgovernado imprevisível no meio da pista Hahahahahah Mas em minha defesa quero dizer que fiz uma performance dramática de Jesus Take The Wheel apenas UMA VEZ. Se Jesus pegou naquele volante, ele dirige mal a beça.

E as bandeiras que eu tinha que ter decorado? Tinha bandeira da largada, bandeira de última volta, bandeira pra parar, acidente na pista, deixe seu coleguinha te passar, punição, AFASTE-SE DESSE VOLANTE AGORA, ordem e progresso, essas coisas. A única que eu decorei foi a de deixar os amigos passarem, o azul, porque eu sabia que ia acontecer muito comigo. Não errei. No tempo que eu estava dando a vigésima volta, Os dois já estavam na vigésima segunda. Risos. Eu tava morrendo de vergonha que os caras estavam me mostrando bandeiras de outras cores e eu não fazia ideia do que era pra fazer Hahahahahah Só acelerei e fingi que não vi. Bandeira branca pra mim era paz mundial. Caguei.



Cheguei em TERCEIRO LUGAR. Uma vitória pessoal, sinceramente só tinha nós três. Mas, sem brincadeira, quem sabe como seria se eu não tivesse sido SABOTADO desde o início? Talvez o mundo não estaria preparado para mim. Eu realmente fiquei impressionado de ter conseguido me divertir a beça atrás do volante, fazendo as curvas sem desespero, curtindo a adrenalina de meter o pé no acelerador numa pista reta. Não sei se Deus estava no controle, mas eu estava e foi ótimo mesmo assim.

RECOMENDO DEMAIS. Talvez não tenha TANTA graça para quem já sabe dirigir e manja dos paranauês, mas tenho pra mim que não é a mesma coisa, ainda vale a pena. Com certeza, voltarei.

1 item a menos na Lista! Faltam só 36

Posted on quinta-feira, dezembro 08, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

Ai, gente, o momento finalmente chegou. Depois de ANOS com essa história engavetada, retomada, editada e revisada, depois de ter esperanças de vê-la publicada por uma editora e dois nãos na cara, eu finalmente posso dizer que tenho um livro com início, meio, fim e muito amor publicado em algum lugar. Um livro que pode ser lido pelas pessoas, um livro que é real. Não Somos Um! Um livro que eu espero que vocês gostem tanto quanto eu.


"Téo está em busca da Garota Perfeita, uma garota que ele idealizou e com a qual tem certeza de que será feliz. Após a busca não encontrar resultados e Téo conhecer Victória, uma garota completamente fora dos padrões dele, eles resolvem se ajudar: Vic não aguenta mais a sociedade dizendo que ela precisa de um namorado para ser feliz e Téo está cansado de ser visto com pena por seus amigos por ser solteiro. Logo, eles forjam um namoro com regras e prazo de validade. Seria mais uma história clichê de namoro de mentirinha, contudo, a irmã de Téo é uma investigadora criminal de 11 anos de idade, a mãe dele entrou em guerra com a vizinha, seus melhores amigos estão brigando por causa de um país, um cara barbudo muito popular apareceu em seus sonhos e Victória trouxe consigo conflitos próprios e um ponto-de-vista que abala tudo em que Téo sempre acreditou. Juntos, eles terão que encarar o fato de que todo ser humano tem mais de um lado e vai além da primeira impressão."

Não Somos Um é uma comédia romântica adolescente que, nossa, representa praticamente tudo o que eu gosto. Eu sei bem quem eu sou hoje, mas esse livro foi idealizado pelo Felipe de 2012 e desde então vem sendo trabalhado por todos os outros que me tornei pelo caminho. O livro tem 32 capítulos que em breve serão publicados gratuitamente no Wattpad, mas agora você já pode conferir os 4 primeiros.


E, gente, marquem o vote (a estrelinha do Wattpad, é como se fosse um like) em todos os capítulos que vocês lerem e gostarem! Deixem comentários, mesmo que sejam apenas risadas ou citações do próprio capítulo. Tudo isso faz diferença para a história subir no ranking. E, tipo, não é pouca diferença! 5 comentários num capítulo já é capaz de jogar a história no Top 100. AJUDA EU!

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Agora que já foi, preciso dizer que o coração é um só, mas os sentimentos são muitos.

FELIZ, porque uma das minhas resoluções de ano novo era entrar em processo de publicação com esse livro (e Deus e vocês sabem que eu tentei correr atrás de agentes e não deu certo) e agora, aos 45 do segundo tempo de 2016, eu consegui. TÁ AÍ NO WATTPAD.

IMPACTADO, com a campanha de divulgação que deu super certo e eu não tinha ideia de que ia receber tanto amor em forma de apoio. Mais de 100 pessoas me ajudaram e gente de todo canto! Eu pude ver gente que conheci ao longo de toda minha vida surgindo para me apoiar e me bateu aquele sentimento de não estar sozinho. Acho que estou fazendo algo de bom com a minha vida, sabe? Essas pessoas GOSTAM DE MIM. Eu ainda preciso achar um jeito de agradecer melhor, até chorar eu chorei <3

ME CAGANDO DE MEDO, dessa história não ser tão boa, ainda mais com o tanto de link que agora existe dela publicado pelas redes sociais Hahahahahah Não se enganem, eu AMO essa história e todos os personagens, ela faz parte da minha vida, mas eu tenho noção completa de que não é o meu melhor trabalho, não é a melhor escrita que vocês já viram e muito menos uma história 100% perfeita. Ela é jeitosinha, mas bem desengonçada! O Felipe de 2012 começou, o de 2013 transformou, o de 2014 abandonou e retomou, mas foi o de 2015 que tentou fazer a coisa toda funcionar e trabalhou DEMAIS no livro. O resultado foi essa salada que eu só consigo amar. De Gênios, eu tenho muito orgulho, sou eu na minha melhor forma como escritor, nasceu em 2016. Por Não Somos Um, eu tenho carinho. Eu poderia escondê-lo numa gaveta pra sempre, mas, sinceramente, esse livro merece ter a chance de ser lido. Por isso que fiz o possível ao meu alcance para jogá-lo no mundo. Quem gostar, parabéns, quem não gostar, segue em frente, vida que segue.

REALIZADO, porque, pronto, tá no mundo. Chega de trabalho, chega de mexer nessa história, já fiz o melhor que pude. Agora é partir para outras, porque óbvio que quero escrever mais e melhor.

NA TORCIDA, pra esse livro cair nas graças do Wattpad e alcançar o top 10 de Ficção Adolescente. GENTE, QUE SONHO. Vamos fazer isso aí acontecer, por favor.

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Agora é ver o que o futuro me reserva e continuar escrevendo. Não pretendo parar. Já tenho contos engatilhados na mente, livro novo e tudo mais. É o que eu sempre digo até para mim mesmo, eu tenho que correr atrás dos meus próprios sonhos, ninguém mais vai fazer isso por mim. Então VAMO QUE VAMO.

Posted on segunda-feira, dezembro 05, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, dezembro 02, 2016

Vocês sabem que eu não sou muito de apreciar museu (só tem aquele monte de coisa pra VER), mas eu fui dar um olá para o Museu do Amanhã por dois motivos. Primeiro, a Ju me chamou, e Ju é uma das minhas pessoas favoritas. Além disso, uma das pessoas favoritas dela (Jaqueline) ia também, então já visualizei o sucesso. Segundo, muita gente falou mal do tal do museu, da mesma forma que criticam o Museu de Telecomunicações (que eu AMEI), e esse é meu parâmetro para avaliar o potencial de um museu: se quem gosta de museu não curte, é capaz de eu gostar. E vice-versa.

Mas acho que as pessoas estão certas dessa vez.

Amo que ele parece um ventilador gigante da ARNO

O caso do Museu do Amanhã é que ele já começa todo errado com esse papo de ser do AMANHÃ. Não dá para defender muito, a menos que ele fosse um museu com exposições de objetos fictícios do futuro. Isso sim seria digno do nome e juro que ia render mais dinheiro. Fica aí a dica para quem projeta novos museus (esse com certeza é o trabalho de alguém no Rio de Janeiro, tem um monte de museu aqui).

Eu sinto que a ideia que brotou no fundo do coração de quem primeiro sonhou com esse museu foi a de um lugar em que a galera entra sem propósito e sai de mãos dadas dizendo VAMOS SALVAR O MUNDO. Cafona e linda, do jeito que eu gosto. Porém, sinceramente, não sei que ruim deu lá no meio, mas o museu me pareceu muito negativo. Ele quase berra pra gente VOCÊS VÃO TODOS MORRER. Eu, hein.

Que a humanidade caga tudo em que toca, a gente já sabe, mas o Museu do Amanhã insiste em ficar "Olha quanta poluição é gerada! Em 10 anos, todo mundo terá problemas respiratórios" e "Animais! Amamos animais! Mas comemos muita carne e eles todos serão extintos até ano que vem" e "Vocês fazem tanto filho que em breve pessoas terão que lutar por um copo d'água. PAREM DE TRANSAR".

Até sei que ele diz umas verdades, mas tudo está no tom, não é mesmo? Cadê a sutileza? O Museu do Amanhã aponta muita desgraça, mas não deixa muito claro como sair dessa situação desgracenta. Poderia dar umas diquinhas básicas já que é tão espertão.

Outra coisa é que ele promete uma experiência de imersão, conexão com a vida e sei lá mais o quê, mas, quando a gente chega lá... É só um monte de tela passando vídeos que NINGUÉM tem paciência de assistir até o final. No começo, a gente vê todo mundo encarando as telas e até tenta dar uma disfarçada. A gente também para e fica "Nossa, olha essas informações sobre o DNA humano, que interessante", "Que incrível esse pesquisador falando por 10 minutos sem parar sobre um negócio que eu nem estava interessado em saber" até que finalmente "Caramba, esse vídeo não acaba? Que chatice. Isso é o quê, aula do Telecurso 2000?". Aí a gente abandona e vai para outra tela ouvir sobre, sei lá, mitocôndrias. São muitas telas. Logo no começo, há uma sala no formato de um globo, onde acontece uma projeção em todas as paredes. Daí tem gente que deita no chão e tudo para poder visualizar o teto e dá aquela sensação de "Vai ser incrível". Aí, assim, é até legalzinho, mas rolam várias imagens aleatórias e umas frases soltas que parecem super profundas na hora. O UNIVERSO. DE ONDE VIEMOS? O FUNDO DO MAR. O MEDO DO DESCONHECIDO. A CONTINÊNCIA DAS ABELHAS. REPRODUZIR! ENERGIAS. Daí saímos da sala e fica aquele "Oi? Abelhas?".

Esse negócio de deitar inclusive pode ser meio constrangedor. Enquanto a Ju e a Jaqueline estavam vendo vídeos sobre a escassez de alimentos (VOCÊS VÃO MORRER DE FOME) e a produção de tabaco (ENCHAM O PULMÃO DE CÂNCER MESMO, SEUS MISERÁVEIS), eu estava entediado olhando as pessoas deitadas no sofazinho assistindo "interessantes projeções nas telas de 3 metros". Daí gargalhei demais sozinho, tanto que Jaqueline e Ju vieram ver o que era tão interessante. Na minha opinião, foi o melhor retrato da humanidade que vi no museu. No caso, o cara deitado com as pernas arreganhadas e um rombo enorme na bermuda, bem nos fundilhos. Nenhum amigo pra avisar, coitado.

***

Para não dizer que foi tudo tipo pombo, teve um joguinho no final que finalmente me animou. Uma tela (claro) que nos fazia umas perguntas até criativas ("Você trocaria todos seus dentes por próteses artificiais mais resistentes?") dava um perfil para a gente com alguns dizeres. Gente, tocou meu coração. Eu acredito mais naquele jogo do que em mapa astral. Não vou lembrar mais as exatas palavras, mas foi muito a minha cara, deu algo assim: "Você é meio hesitante, mas arrisca e vive novas experiências. Continue compartilhando suas ideias! O peso das suas experiências pode valer ouro para outras pessoas! O mundo se beneficiaria de mais pessoas como você".

GENTE!!! O MUSEU FLERTOU COMIGO. EU ME APAIXONEI. QUE MUSEU FOFO. EU ACREDITO 100% NELE.

A Jaqueline não curtiu muito, porque o jogo disse que ela é rabugenta. Risos. Eu saí de lá me sentindo uma pessoa excelente, autoestima 10/10. Recomendo a todos.


(O museu encheu tanto minha bola que depois a gente resolveu ir numa ~cafeteria gourmet~ e eu resolvi experimentar finalmente esses cafés gelados. Ainda ousei, porque no menu tinha mil tipos de cafés com descrição explicando o que vinha em cada um, mas escolhi um especial da casa cuja descrição era algo como "CAFÉ SURPRESA. PEÇA E SE SURPREENDA". Olha o risco. Mas o museu disse que minhas experiências VALEM OURO, então pedi esse mesmo. Foi um sucesso, uma delícia! Espero que essa experiência tenha agregado um valor imensurável à vida de vocês. Obrigado)

***

Eu sei que o museu me ama e tal, e fiquei realmente lisonjeado, mas tenho que ser sincero. Não é grandes coisas. Não é aquele tipo de lugar que você vem de longe exclusivamente para aprecia-lo, mas pode ser legal incluí-lo num passeio com outras coisas, a Orla Conde e tal. Abaixe bastante suas expectativas. Tem muito daquela coisa de existir para agradar turista. Achei um desperdício aquela infraestrutura toda bonitona e aquele espaço todo disponível. Acho que vou mesmo enviar minha sugestão de exposição de objetos futuristas.

Posted on sexta-feira, dezembro 02, 2016 by Felipe Fagundes

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quarta-feira, novembro 30, 2016

SPOILER: Não morri

Eu estava levando tudo na brincadeira e adorando inserir nas conversas "Acredita que vou na Bravus Race? rsrsrs Ai, ai". A ficha não tinha caído. Nem quando eu entrei no crossfit e comi o pão que a Pugliesi amassou a coisa toda não me pareceu real. Só no ônibus, indo para a Bravus com meu amigo, que O CAGAÇO BATEU.

Eu! Na Bravus! EU!!!

Mas voltar pra casa que eu não ia, né? Pois bem. Para entrar na ~arena~ do Jockey Club de fato, a gente tem que atravessar um túnel escuro e ali foi tipo atravessar para o outro lado da vida. A vida real ficou do lado de fora, porque, assim que saí do túnel, ERA OUTRO MUNDO. Gente, que atmosfera. Todo mundo com as brusinha combinando, um montão de gente se alongando, rindo, passando protetor solar, todo mundo feliz. Parecia um festival, aquele gramado gigante, tendas por todo canto, gente sentada na grama, música alta tocando. Ali eu realmente senti a atmosfera e fiquei KKKKK QUE QUE EU TÔ FAZENDO AQUI? KKKKK SERÁ QUE É SONHO? Eu nem sabia para onde olhar. Foi tudo muito rápido, muito fascinante. Quando eu vi, já estava junto com o pessoal da minha bateria, esperando darem o ok para a corrida.

Antes disso, enquanto eu estava deslumbrado com a Bravus Race, ouvi um "Isso aí, Felipão! Quero ver você fazendo bonito, hein". Quando eu olhei pra ver quem tinha falado... Gente. GENTE. MEU PROFESSOR DO CROSSFIT HAHAHAHAH Isso mesmo, o cara que me vê passando vergonha com a corda, com as barras, morrendo nos abdominais etc. EU NEM SABIA QUE ELE IA. Acho que até ele ficou confuso de me ver ali. Risos.

(Uma coisa que eu preciso comentar: na minha bateria, deveria ter umas 50 pessoas ou mais. Todas eram brancas. TODAS. Quer dizer, todas exceto meu amigo, que é negro. A Bravus Race é uma coisa tão de gente rica, gente. Isso a gente já vê no preço do ingresso. Para não dizer que não havia outras pessoas negras ao redor, havia sim. No pessoal do apoio, que estava lá trabalhando. Eu me senti meio desconfortável com a coisa toda, mas não comentei nada com o meu amigo)

Até que o cara que estava lá animando a gente perguntou quem ali era da "tribo do crossfit" e eu nem abri a boca para não envergonhar meu professor. Risos. IA COMEÇAR. Mandaram a gente fazer um juramento com coisas naipe VOU REDEFINIR MEUS LIMITES, VENCEREI MEUS MEDOS, NADA PODE ME PARAR etc que eu gargalhei em cada frase, mas repeti gritando para ver se entrava na vibe.

MANDARAM A GENTE CORRER E ENCARAR A COISA TODA.

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Gente, QUE EXPERIÊNCIA. Acho que eu tive MOMENTOS em todos os obstáculos, desde o primeiro muro de 3 metros que eu tive que pular no começo até as fogueiras que atravessei no final. E tudo foi muito legal, porque as pessoas realmente te ajudam. Eu não conseguiria sem elas e principalmente sem o amigo que foi comigo (Rogério, te amo, seu cagão). Eu fui possuído pela vibe EU SOU UMA MÁQUINA PERFEITA E SOU CAPAZ DE TUDO e, gente, muito sucesso.

Vocês tinham que ter me visto escalando os muros, arranhando a cara toda na lama, levantando troços pesados e sem perder o pique!

Minha maior vitória foi ter subido pela corda de 6 metros. Nossa, ali eu me senti O FAMIGERADO MONSTRO. A gente tinha que subir pela corda com nós e tocar um sino lá em cima. Foi meu momento de glória. DE GLÓRIA. A outra foi o tal do Monte Bravus, aquela rampa subindo que a gente tem que correr E SEGURAR NA MÃO DE DEUS e se agarrar em alguém. Voei feito um... feito alguma coisa que voa. DIRLIZEI.


Mas nem só de vitórias vive o homem, não é mesmo? Eu fui uma derrota em tudo que dependia da força dos meus braços. Em tudo que consistia em atravessar um lago se pendurando em barras horizontais, argolas e/ou cordas, tava eu lá: de cara na água Hahahahah Também caí na água na hora de atravessar o QUEBRA-NOZES, que nada mais é que uma madeira fina onde a galera tem que passar por cima se equilibrando, projetada malignamente para acertar os bagos de quem cair de perna aberta ali. Um amor os idealizadores dessa prova. DEUS É MAIS, e eu só caí para o lado mesmo.

Como eu já esperava, meu maior mico foi carregar meu amigo nas minhas costas. Ele pesa uns 40 quilos a mais que eu (quem não pesa, não é mesmo?) e, assim que ele subiu nas minhas costas, o resultado não poderia ter sido outro. EU DERRUBEI ELE NO CHÃO HAHAHAHAHAH e caí junto, claro. Todo mundo riu, minha cara ardeu. Mas fui quase até o final carregando ele depois. Um cara do apoio:

- Migo, vem andando, tá bom já
- MAS VOCÊ VIU QUE EU TENTEI
- É... Mas não tava dando pra vc não
- MAS EU TENTEI

EU TENTEI, GENTE. Fui carregado como uma pena depois. Rogério até correu comigo nos ombros. Exibido do caramba.

Outros MOMENTOS... : Minha bermuda agarrando no arame, eu comendo lama sem querer, eu gritando MAS QUE GENTE MISERÁVEEEEL assim que saí da piscina de gelo e depois eu pedindo desculpas para o cara que eu tive que pisotear na pirâmide humana.

Saldo geral: 0 hematomas, 0 fraturas, 0 mortes. Achei sucesso!

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Uma pena é que não deu pra tirar foto de nada. O ideal é alguém ir para te assistir e bater as fotos. Teve gente que levou aquelas câmeras especiais que podem entrar na água, na lama, etc. Tirei fotinhas de antes e depois :)



Postei antes no Twitter e ficou todo mundo "Mas nooossa, você está tão limpo, será que fez tudo mesmo?". EU VOU AÍ DAR NA CARA DE VOCÊS HAHAHAH Mas, realmente, pelas fotos oficiais, eu estava esperando sair de lá irreconhecível pela lama e desgraça. Mas nem teve o monte de lama que prometeram, só um pouco no começo. Foi tanto tombo na água que fui lavado. Vez ou outra também surgia um cara enviado por satanás com uma mangueira gigante e ATIRAVA água na gente. E, claro, tem meu brilho natural, que me faz ficar lindo e atraente em todas as minhas aparições (não).

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EU QUERO MAIS. Mas talvez só no final do ano, porque, gente, 180 reais, né. Mas vale a pena! Vá! Use protetor solar (eu esqueci e tô com a cara toda ardida)! Leve alguém com você (acho que deve ser meio chato ir sozinho)! Recomendo a todos que tenham o mínimo de molejo para encarar atividades físicas. Não é aquela coisa de "qualquer um faz", mas só um ou outro obstáculo é do naipe IMPOSSÍVEL. Com a ajuda do pessoal, fica ainda mais fácil.

Foi um dia vitorioso e acho que todo mundo merece um dia desses. Meu amigo disse que foi a melhor experiência da vida dele. Eu vou guardar forte no coração.

Posted on quarta-feira, novembro 30, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, novembro 25, 2016

Mas, nossa, Felipe, você já chegou dando spoiler no título? Isso mesmo! Vão lá na Amazon me deixar rico, nem precisa ler o resto. Obrigado.


Brincadeira!

Depois da experiência de finalmente publicar uma história completa na internet, ser lido e receber comentários muito positivos a respeito, eu decidi levar "Não sei lidar com Gênios" pra Amazon. Mentira, mais de uma pessoa me pediu para publicar lá pela praticidade, visibilidade etc e eu fiquei por que não? Daí foi para lá.

Então agora é isso. Você que sempre quis ler alguma coisa minha e ainda não leu Gênios, pode fazer isso de duas formas:

1) Acessando o Wattpad e lendo a história gratuitamente (aqui). Por favor, não esqueça de marcar a estrela (eles chamam de "vote") em cada capítulo lido! Funciona como um "like". Quanto mais estrelas e comentários uma história tem, mais para cima no ranking ela sobe e pode ser vista por mais gente.

OU

2) Pagando R$ 2,50 pelo ebook na loja da Amazon (aqui). O meu objetivo não é ganhar dinheiro nem ficar rico com Gênios. EU QUERO SER LIDO. Como muita gente não se entende com o Wattpad e prefere as facilidades do Kindle e tal, está aí. Aliás, você que vai ler ou já leu a história, deixe sua avaliação e comentário lá na Amazon! Isso conta demais para atrair novos compradores.

Amem essa história tanto quanto eu amei, obrigado.

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A Dana se ofereceu para dar uma ajeitada na capa desse conto (DANA, EU TE AMO), e aqui está a nova:


Ok, é muito parecida com a antiga. Risos. Mas não é igual! Agora tem mais espaço vazio, não fica tudo entulhado (me dava essa impressão), algumas carinhas mudaram e não tem mais aquela frase de créditos para o ilustrador (eu descobri que não precisava dar créditos na capa em si, agora os créditos estão no interior do livro). Para vocês lembrarem como era antes:


Vou cortar amizade com quem falar que prefere a antiga.

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Para terminar, Não Sei Lidar com Gênios agora está no Skoob também. Minha primeira história lá! Quem usa o Skoob e já leu, quer ler etc agora pode colocar Gênios na sua estante :)

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PS: Não esqueçam que está rolando campanha para divulgar Não Somos Um, meu primeiro livro! AJUDA EU.

Aqui é só sucesso, rapá!

Posted on sexta-feira, novembro 25, 2016 by Felipe Fagundes

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