segunda-feira, setembro 26, 2016

Eu esqueci de comentar no post passado sobre a minha mais recente lista, que também é minha favorita. Uma lista de Viver Pessoas. Mais um pouco e vocês vão pensar que sou um robô.

Mas, sabe, já faz um tempo que ando com essa meta de: Fazer coisas! Viver pessoas! E eu até ando fazendo muitas coisas (coisas demais inclusive) e vivendo com um monte de pessoas, mas estava refletindo sobre esse último caso. Uma coisa que aprendi com Amanda Palmer é que todo mundo gosta de ser visto. Tipo, não necessariamente ser enxergado, com pessoas literalmente olhando pra você, mas aquele visto de ser compreendido. Aquela sensação de quando alguém está realmente prestando atenção em você e apoiando quem você realmente é e o que você faz. Então o Viver Pessoas pra mim seria ver essas pessoas e, para isso, eu tenho que prestar atenção nelas.

 Eu querendo ver todo mundo

Chega a me doer o coração perceber que todo mundo é muita gente. Tipo, NÃO DÁ. Ou a gente presta atenção em algumas pessoas ou não presta atenção em ninguém quando tenta abraçar o mundo. Tive que escolher a primeira opção. E ver precisa ser um exercício consciente meu, senão eu acabo voltando pra mim mesmo e esqueço das pessoas facinho.

(Vocês lembram que, mesmo gostando da minha vó, eu fiquei ONZE MESES sem notícias da mulher, sendo que eu podia simplesmente fazer uma ligação ou ir visitar. É disso que estou falando)

Daí fiz essa lista de pessoas, meio que uma lista de pessoas que quero manter contato ou até criar um contato que ainda não existe, pessoas que quero ver. Não que eu não queira as outras pessoas, mas essas eu queria pelo menos uma vez dar essa sensação de enxergá-las, de estar ali por elas. Eu coloquei os nomes na lista, amigos antigos, amigos novos, pessoas que eu mal conheço até, mas que posso me aproximar... Daí eu vou atrás de uma, crio um momento legal com ela e deixo a vida seguir. Eu monto a lista, vou vivendo com as pessoas e riscando a lista até ficar vazia. Quando termino, faço outra.

(Vocês já perceberam como a vida é meio ridícula às vezes? Quer dizer, todo mundo manda esse "a vida aconteceu" pra falar de gente que foi embora, sendo que um telefonema de vez em quando, uma happy hour, uma mensagem aqui e outra ali poderia ter mantido o laço)

Tem pessoas que AMAMOS, que nos divertem à beça, mas a gente meio que só vê de 2 em 2 anos, tipo aqueles amigos de escola ou os parentes legais nas raras festas de família. E um dia eles somem por motivos de vida aconteceu.

Vai acontecer longe de mim, sua miserável. STAY AWAY FROM MY PEOPLE.

Mas, ai, Felipe, isso é muito mecânico, cadê o sentimento? E a saudade?

Gente, o sentimento tá todinho ali na hora que eu monto a lista. Escrevo de cara o nome de todos os meus amigos mais próximos, porque eles são incríveis e vou protegê-los, ponho o nome da minha mãe, porque ela é maravilhosa e eu sou um filho péssimo que nunca arruma um programa mãe & filho, vou pensando Nossa, séculos que não vejo fulana, por onde ela anda? e escrevo o nome dela também. Tem uns parentes (minha vó!!!), gente que eu acho que necessita urgentemente ser vista e tal. Enfim, a lista vai mudar cada vez que eu fizer, mesmo tendo uns nomes fixos. Ainda não terminei a primeira rodada.

Tipo, eu AMO essas pessoas, mas o famigerado Vida Acontece não me deixa pensar muito nelas e prestar atenção, então essa lista é meu jeito de criar tempo pra isso.

Você não precisa ir tão longe quanto eu, mas faz aí rapidão uma lista de pessoas com as quais você gostaria de manter contato. Assim, só por fazer mesmo, sem compromisso. Você provavelmente vai ver que tem um monte de gente que você gosta e sente reciprocidade, mas que não dá um oi há séculos. A gente nem sabe pelo o que eles estão passando, quais os conflitos, as indecisões, as alegrias, as metas, nada... Eu quero saber.

Posted on segunda-feira, setembro 26, 2016 by Felipe Fagundes

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quinta-feira, setembro 22, 2016

Tava analisando aqui que meu jeito de fugir das decisões como a SENHORA SENHORA foge da repórter encontrou em mim um espaço para EXISTIR. Agora ele não apenas vive na minha cabeça como também pode ser visto a olho nu no meu dia-a-dia. Acho que quem vê de longe pensa que é TOC (favor não me contar se for), mas juro que é só eu não querendo decidir o que eu não sou obrigado. Eu amo filas e listas e vou protegê-las a todo custo.

As minhas camisas ficam em fila no guarda-roupa. Como eu escolho o famigerado look do dia? Pego a que estiver na frente. Depois ela é lavada e volta para o final. As minhas calças também ficam em fila, das mais velha pra mais nova. Tô rindo aqui comigo mesmo porque acabo de notar que as minhas MEIAS E CUECAS também ficam em ordem e eu pego a da frente. Ou seja, perco 0 tempo escolhendo roupa (nem sempre a combinação faz sentido, mas ¯\_(ツ)_/¯). O calçado também segue em fila, mas eu sempre separo os Dois Da Semana e fico alternando entre eles. Quando a semana acaba, eu substituo um deles pelo próximo da fila e vida que segue.

Eu tenho uma lista imensa com todas as ideias para posts que já tive para esse blog. Quando tô a fim de escrever, eu sorteio uma e escrevo. Assim que publico, eu já agendo quando devo postar nas redes sociais seguindo uma lógica que funciona pra mim.

 Minha lista de ideias para posts
Eu penso num assunto hoje, e ele é publicado em 2038

Sempre assisto 5 séries ao mesmo tempo. Montei um rodízio. Tem a série de todo dia à tarde, tem a de segunda e quarta de manhã, a de terça e quinta e por aí vai. Quando uma temporada acaba, eu substituo por outra de outra série cuja vez chegou na minha fila de séries pra assistir.

Minha ordem pra livros é assim: Um YA, um adulto, outro YA, uma não-ficção.

Eu lavo cabelo dia sim, dia não.

Na minha igreja, acontecem cultos duas vezes por semana. Eu só vou em um, mas alterno entre os dois pra decidir qual deles eu vou faltar.

Confesso aqui em primeira mão que sorteei uma cafonice do blog para transformar em conto e foi assim que nasceu Gênios. Muitas das situações e boa parte da personalidade dos personagens do conto também. Eu uso a minha MÁQUINA GERADORA DE PERSONAGENS, ela cospe uma pessoa e eu jogo na história pra ver o que acontece. É tipo assistir um reality show.

Vocês sabem que a Lista funciona toda na base do Random.org e eu vou pra onde a vida me levar.

Eu inclusive baixei um aplicativo de sorteio para ter sempre à mão ~alguém~ para decidir coisas para mim.

Não sou obcecado pela ordem nem nada, até porque, se eu quiser furar a fila, eu furo, mas minha vida nunca foi tão fácil de ser vivida. Claro que eu sempre escolho o que eu realmente quero, mas, para o resto, aquelas coisas que meio que "tanto faz", dá-lhe tá nas mãos de Deus pois nas minhas não quero mais.

Apenas me digam se um dia isso vai me matar.

Posted on quinta-feira, setembro 22, 2016 by Felipe Fagundes

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terça-feira, setembro 20, 2016

Eu tô no último semestre do curso de inglês e agora tenho um problema com o novo professor: ele é excelente. Eu não acredito que agora no fim de tudo me aparecem com um professor excelente. Estou quase pegando em armas.

Cada semestre rola um professor novo e teve muitos bons, alguns meio preguiçosos, uns xófens demais, mas FLAWLESS só esse. A essa altura do campeonato, eu só quero mesmo meu certificado e ser feliz longe das aulas.

Ele é criativo, ele se importa que a gente aprenda, ele cobra os exercícios, ele dá um jeito de todo mundo participar. Ele realmente avalia como deve, aquela praga não dá pontos de graça, não tem moleza com ele. O que é MARAVILHOSO, é do jeito que todo professor deveria ser, mas nessa reta final já me sinto idoso e sou um aluno preguiçoso.

Dia desses, eu entrei na sala e tava todo mundo jogando um mix de perguntas em inglês com TWISTER (me recusei).


 Essa bundinha pro alto me incomoda muito

Outro dia fui forçado a ficar de pé e DANÇAR Age of Aquarius. Tinha coreografia e tudo (me recusei SEM DÓ). Ele já espalhou Pokémons de papel pela sala pra gente caçar. Cada dia é uma surpresa.



Toda vez que entro na sala


A última dele foi inventar um jeito da lei NÃO FALE PORTUGUÊS NA AULA funcionar. Cada aluno ganhou 10 elásticos no braço. Se um ver o outro falando em português, esse um pode tomar um elástico do infrator. Ganha algum prêmio quem tiver mais elásticos no final. Adoro ganhar elásticos, mas, gente, não sei competir. Não sei TOMAR elástico de ninguém.

- Fulana, você falou em português, pode me dar um dos seus elásticos?
- AH, NÃO, FOI SEM QUERER
- Mas
- NÃO VOU DAR NÃO
- Tá bom :)


Talvez eu não sobreviva a esse semestre, já tivemos amostras de como estou lidando bem com a situação.

- EU TENHO LIMITES. VOCÊ NÃO PODE ME FORÇAR A DANÇAR.
- CLARO QUE EU POSSO.
- VOCÊ É UMA PESSOA HORRÍVEL.
- NUNCA NEGUEI.


Help me.

Posted on terça-feira, setembro 20, 2016 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, setembro 19, 2016

Antes de tudo, um spoiler para quem não me acompanha no Twitter.

 TEVE


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Eu faço questão de ir atrás das minhas próprias ciladas do bem, mas, de vez em quando, uma vem e me pega de jeito DO NADA. Gente, eu estava quietinho na Firma fazendo meu trabalho quando meu chefe veio dizendo que viu minhas fotos aventureiras no Facebook e perguntando se eu queria fazer rapel com ele. Repito: FAZER RAPEL COM ELE.



Rapel nem tava na Lista nem nada, nunca tinha cogitado, mas, gente, não é todo dia que a oportunidade aparece, concordamos? Para leigos, rapel é um alpinismo ao contrário. Ao invés de subir, a gente desce. Era tudo o que eu sabia antes de aceitar. Então estava eu olhando para a cilada de descer um paredão de sei lá quantos metros pendurado numa corda, mas enxergando apenas o verdadeiro desafio: SAIR COM MEU CHEFE.



Eu perguntei se podia levar um ou dois amigos, porque chefe ia carregar um grupo gigante de amigos dele da Firmaem que eu conhecia 0 pessoas, ele disse ok. O que eu fiz? Isso mesmo, levei 4 das minhas pessoas. Meu jeitinho.

***

Quem mora no Rio deve conhecer mais que eu, mas meio que adorei conhecer aquela trilha da Urca, que começa com a pista Cláudio Coutinho e tal. No domingo, aquilo fica cheio de gente feliz, famílias, crianças. A vista é bem interessante também. Até eu, que não dou a mínima para vistas, achei sucesso.



Depois do baque inicial de OMG, ESTOU SAINDO COM MEU CHEFE, eu relaxei. Na verdade, ainda fiquei travado com medo das minhas pessoas fazerem vergonha, porque eles fazem sempre, mas a extroversão deles ajudou no processo de entrosamento. Agradeço. Inclusive, gente, que coisa fascinante juntar num balaio de gato pessoas de núcleos diferentes da sua vida e ver todos interagindo bem. DOIS MUNDOS SE ENCONTRANDO.

O rapel em si... Essas imagens da minha pessoa representam muito.

 MOMENTOS....................

MAS EU FUI. É coisa de maluco? Sinceramente, é sim. Sem condições mesmo se você tem medo de altura. Eu quase inventei que tinha só para ter uma desculpa. Não é só descer. Tem todo um põe essa mão aqui, a outra ali, afrouxa a corda devagar, não olhe para baixo, confie na corda, clame o nome de Jesus e um passo de cada vez etc que meu meu medo era minha coordenação motora me matar.

Eu confiei na corda, nos equipamentos, no meu chefe (que é instrutor de rapel, quem diria?), no poder de Jesus Cristo, mas O CAGAÇO ERA REAL. Teve uma hora que meu chefe mandou eu largar tudo e abrir os braços que eu simplesmente não consegui. Meu corpo não ia. Eu lá inclinado e pendurado na pedra, meu corpo e minha alma querendo voltar pra segurança. Mas tudo o que vocês verão no Facebook é A VISTA LÁ DE CIMA É MARAVILHOSA. Risos. Desci numa boa. Depois que a gente pega o jeito, fica mais fácil e dá vontade da pedra ser maior. Também tem aquela sensação de NOSSA, EU TÔ FAZENDO ISSO. Menos para um dos meus amigos que ficou com medo e desistiu.

Assim, foi mesmo uma experiência inesquecível e tá aí mais uma história para eu contar para sempre, recomendo a todos. Inclusive, recomendo meu chefe também, 10/10, gente boníssima. Não digo que virei um grande fã do rapel e que quero fazer todo dia, mas curti.

O melhor de tudo foi que eu nem morri nem perdi meu emprego, ou seja, missão cumprida.

Posted on segunda-feira, setembro 19, 2016 by Felipe Fagundes

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sexta-feira, setembro 16, 2016

A Aline me mandou o link de um concurso literário da Amazon com a Nova Fronteira, e eu tô encarando ele faz mais de uma semana. Será que vale a pena? Eu tenho uma ideia do tipo de livro que vence esses prêmios, e eles são desses profundos, cheios de referências, que fazem alguma crítica social e joga o leitor numa torrente de emoções e tal... Eu não escrevo esse tipo de livro. Acho inclusive que sou incapaz de escrevê-los, mas nem querer eu quero. O que eu gosto de fazer é ficar brincando na simplicidade e contar histórias bestinhas, tá aí o blog e Gênios pra provar.

(ALIÁS, VOCÊS JÁ LERAM GÊNIOS? Eu tô muito feliz com o feedback positivo e descaradamente orgulhoso do que escrevi nesse conto. Tô quase imprimindo e distribuindo na rua)

Mas é o mesmo Gênios que me faz ficar encarando o link sem deixar pra lá. Quem leu sabe que, se eu me privar de participar desse tipo de concurso, a Lídia sai lá de dentro do Wattpad e vem aqui encher minha cara de tapa. Porque a história dela é justamente sobre isso. Chega a ser ridícula a coincidência. "Não sei lidar com Gênios" é sobre acreditar em si mesmo e desafiar um pouco essa ideia de que o pessoal lá fora é cult, sábio e genial. O que vale é tentar.

Amo quando as coisas que eu mesmo invento ficam me empurrando pra frente.

Posted on sexta-feira, setembro 16, 2016 by Felipe Fagundes

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