segunda-feira, julho 24, 2017

Uma amiga estava me contando sobre uma rejeição que sofreu. Ela chegou toda animada num grupo de pessoas pronta para fazer novas amizades, se enturmar e tal, mas o resultado foi que as pessoas deram um chega-pra-lá nela e ela ficou se sentindo um lixo depois disso. Fiquei meio besta com ela me contando isso, porque ela falava como se fosse um fato ela ser chata, insuportável e difícil de lidar.

Essa minha amiga é super legal e um amor de pessoa. Mas ela continuou falando:

- Eu sei que eu sou muito chata, eu não deveria falar certas coisas, às vezes eu insisto demais, tem opiniões que é melhor não contradizer. Eu falo alto, né? Tem gente que não gosta. E esse meu jeito maluquinho. Putz, eu sou insuportável de verdade, nunca fui de fazer muitos amigos e, né, tem motivo...

Cara, as pessoas são tão diferentes. Falei uma coisa pra ela que a fez rir.

- Algumas pessoas te rejeitam e você fica revoltada com você mesma. Quando alguém me rejeita, eu fico revoltado COM A PESSOA. Eu sou legal pra caramba, eu hein, vá rejeitar teu pai.





Não é questão de sempre se achar o bonzão do pedaço, eu sei reconhecer meus próprios erros e conserto sempre que posso. Às vezes, duas pessoas simplesmente não se dão e nem é um problema com nenhuma das duas. Eu já me afastei de pessoas que gosto, porque, apesar disso, a convivência não era boa. Nem sempre o problema está na gente. É questão de ouvir Liability e aprender com a Lorde.

Mas o que eu fiquei pensando nisso tudo é que, cara, o amor faz tanta diferença. Quer dizer, não apenas o amor, mas o fato de uma pessoa se sentir amada. Tem gente que nos ama, mas a gente nem sente. A pessoa demonstra numa linguagem que a gente não compreende. Mas, quando a gente entende, é só sucesso. Molda toda nossa personalidade.

Minha amiga foi me contando que sempre se sentiu assim rejeitada. Passou várias situações tensas com o pai, acha a família dela horrível... Em contrapartida, eu sempre me senti amado. SEMPRE. Não por todo mundo o tempo todo, mas sempre existiu uma base constante de amor na minha vida, sempre tive apoio de alguém, sempre ouvi o quanto eu sou querido, importante e capaz. Não é à toa que eu me abalo menos com rejeições.

Eu tenho pra mim que jamais serei pai, mas nunca digas um bebê não tereis, pois vai que tereis. Só sei que, se um dia eu tiver um, vou fazer de tudo para demonstrar amor de todas as formas. Se você é pai, mãe, tio, tia, avó, avô etc, pelo amor de Deus, faz seu papel direito e deixa essa criança se sentindo amada. Vai fazer toda diferença lá na frente e o mundo já tem gente gente quebrada demais.

Posted on segunda-feira, julho 24, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 10, 2017

Todo dia 15 de julho, também conhecido como dia do meu aniversário, eu corro atrás de uma coisa especial para fazer. Eu tenho uma relação toda esquisita com datas comemorativas, e o meu aniversário é, tipo, MEU. Não me importo se as pessoas lembram ou não, não ligo pra festa, presentes dos outros, nada. Mas eu vou comemorar comigo mesmo e, nesse 2017, achei a coisa especial perfeita: vou participar do Big Brother.



Ok, não vou aparecer na Globo, mas o que vale é a intenção, né? Hahahahah Eu tava passeando pela página do Facebook de uma comunidade de Survivor e vi que estavam selecionando pessoas para participar desse BBRIO. Vi a data, 15/07, e soube que tinha que me inscrever.

Para quem não sabe acho que ninguém sabe hahahahah, o BBRIO é um evento inspirado por lendas urbanas (???) e organizado por fãs do Big Brother, mas das versões internacionais (BBUS e BBCAN). Eu descobri esse dias que elas são diferentes do BBB, não têm voto do público e aquela patacoada toda. São bem mais parecidas com Survivor, com os participantes eliminando os outros por votação e, no final, os eliminados escolhendo o vencedor. Claro que não teremos uma casa, será só 1 dia, como uma gincana. Mas: Provas! Votação! Alianças! Barracos! No meu coração, eu estarei jogando Survivor e esse será o mais perto que já cheguei do meu reality show favorito de todos os tempos, EU TÔ GRITANDO, ME SALVEM, AAAAAAHHHHH

Tem umas duas semanas que me informaram que fui selecionado e entrei para o ~cast~, desde então eu estou me tremendo todo e pensando em estratégias Hahahahah

Como eu acho que serei no jogo
Eliminando adversários com classe e sendo a maior lenda que esse jogo já viu

Como realmente serei
Chorando, sofrendo bullying e estragando os planos dos meus aliados

Ai, gente. Pra vencer Survivor, a gente precisa blefar, derrubar os adversários quando eles menos esperam, se livrar dos aliados quando eles estão se sobressaindo demais, saber o tempo certo de usar as vantagens especiais, lidar com os twists que te atropelam do nada, ir razoavelmente bem nas provas físicas... ESTOU NERVOSO. ANSIOSO. Eu mal sei mentir. Eu fico rindo de nervoso mesmo falando a verdade, SOCORRO. Meu cérebro vira uma geleia sob pressão.

Outra coisa é que, né, eu nem conheço ninguém da comunidade dos Big Brothers e de Survivor, mas existem vários jogos virtuais rolando toda semana, esse povo todo já deve ser amigo e vão chegar no BBRIO montados nas alianças pra eliminar os avulsos (eu).

A única arma que eu tenho é implorar por piedade quando eu for para o primeiro paredão. GENTE, EU VIM DE NOVA IGUAÇU, ACORDEI DE MADRUGADA PRA CHEGAR AQUI NO HORÁRIO, NÃO ME FAÇAM VOLTAR PRA CASA AGORA. Isso e o fato de ser meu aniversário, mas eu quero guardar essa informação e soltá-la só na final (se eu chegar lá, né, risos) para ganhar a compaixão do Júri. Talvez eles pensem "Nossa, esse garoto novo é um zero à esquerda, vamos eliminar os fortes e arrastar esse peixe morto até a final". É minha melhor chance Hahahahah

A verdade é que eu sou fraco de coração e vou sofrer pra enganar e eliminar essas pessoas que nem conheço, mas elas vão me comer com arroz e feijão.

Só sei que vai ser lindo se eu vencer, melhor presente de aniversário. Mas já saio satisfeito se eu conseguir fazer novas amizades e ser convidado para outros rolês desse naipe.

ME DESEJEM SORTE.

Aceito dicas de como me tornar uma pessoa sem coração, falsa, fria e calculista em menos de 7 dias. Grato.

Posted on segunda-feira, julho 10, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, julho 03, 2017

Existem poucas coisas que eu aprendo ou descubro e realmente levo pra vida toda, isso porque minha memória é bem ruim. Mas essa teoria das 5 linguagens do amor eu guardei pra sempre e uso todo dia. Sério, quando eu bati o olho nisso e entendi como funcionava, ficou mais fácil compreender as pessoas e até mediar conflitos. A gente briga quando não precisa, gente. Também não sou de acreditar em tudo cegamente, mas consigo ver as 5 linguagens do amor agindo todos os dias.



Chega a ser meio óbvio e não sei como a gente não percebeu antes, mas o conceito de amor é uma coisa que varia muito e de pessoa pra pessoa. Cada pessoa foi criada de uma forma, temos nossas particularidades, gostos diferentes, uns são introvertidos, outros são extrovertidos... Então por que entenderíamos o amor da mesma forma? O problema e a solução meio que vem disso.

As pessoas não são iguais. Eu posso me sentir muito amado quando alguém age de tal forma comigo, ao passo que você pode não dar a mínima para a mesma atitude e até se sentir ofendido. E vice-versa! Aprendemos a demonstrar amor da mesma forma que gostamos de receber, mas nem sempre dá certo. Não estamos nos relacionando com nós mesmos. E isso vale pra tudo: relacionamentos amorosos, amizade, pais e filhos, ambiente de trabalho, qualquer coisa.

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Um caso clássico é aquele do pai que não deixa faltar nada em casa, que enche os filhos de presentes e tal, mas não passa tempo com as crianças, não é carinhosos e tal. Acontece em todo filme adolescente que tem uma família rica. As crianças ficam se sentindo pouco amadas e quem assiste até concorda que ama mais o trabalho que os próprios filhos. Engraçado que, se a gente assistisse o filme pela visão do pai, as crianças iam parecer ingratas, egoístas e exigentes. Aposto.

Outro caso clássico e que você provavelmente conhece é o da pessoa romântica que namora com uma não tão romântica assim. Chega aniversário de namoro, uma compra balões em formato de coração, presente, escreve carta, declaração no Facebook, faz surpresa romântica e o escambau, mas a outra... A outra nem curte a postagem no Facebook.

Às vezes, está faltando amor mesmo, mas nem sempre. As pessoas estão demonstrando amor, mas de um jeito que quem recebe não entende como tal. Aí elas não se entendem mesmo e o que era para ser um bom relacionamento acaba se transformando numa frustração sem fim.

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TÁ, MAS QUAIS SÃO AS CINCO LINGUAGENS?


1) CONTATO FÍSICO:  É facinho de perceber. Tem gente que simplesmente PEGA na gente. A pessoa gosta de beijo, de abraço, de dar as mãos, de encostar. Põe a mão no nosso braço quando quer nossa atenção, puxa a gente pra mais perto quando quer proteger, faz massagem no nosso pescoço do nada, cafuné, deita na gente quando a gente não espera...



Tem gente que é assim e gente que simplesmente NÃO É. Tem pessoa que, se a gente for chegar pra abraçar, a pessoa trava. Eu mesmo fico pouco confortável com gente encostando em mim se não tenho intimidade. Tem gente que não gosta de ser tocada de forma alguma. Então você que é fã de contato físico e se sente rejeitado por aquela pessoa que te abraça meio seca, CALMA, não significa que ela não te ama. Ela só não fala essa linguagem.



2) ATOS DE SERVIÇO: É aquela demonstração de amor quando a pessoa te ajuda em alguma coisa, quando ela te serve. É o exemplo do pai ou mãe que passa pouco tempo com os filhos por conta do trabalho. A pessoa pode não ser carinhosa, mas ela está se esforçando a beça pra sustentar os filhos porque os ama.



Preparar uma refeição, ajudar a pessoa a resolver um problema difícil, oferecer ajuda quando alguém pede, dividir uma tarefa, notar que a pessoa está cansada e fazer de tudo para deixá-la mais confortável e descansada e apoiar os projetos das pessoas são exemplos de atos de serviço. Tem gente que se sente no céu quando recebe ajuda, mesmo que numa coisa bem simples. Um café que você pega para um colega de trabalho atarefado seu pode fazer muita diferença para ele se a linguagem principal dele for Atos de Serviço.


3) TEMPO DE QUALIDADE: É passar tempo junto. Eu sou muito passional com tempo de qualidade porque total é minha linguagem principal. Antes de verificar, eu já sabia. Sair com as pessoas, sentar pra conversar, passear, dividir tarefas, ir a algum lugar fazer alguma coisa, assistir um filme juntos... É uma linguagem bem democrática. Não importa muito o que exatamente será feito, mas tempo de qualidade é sobre compartilhar algum momento, mesmo que nada de especial esteja acontecendo.



Uma coisa que eu aprendi sobre essa linguagem é que não é necessariamente sobre estar junto fisicamente. Pode ser virtualmente também. Falando no telefone, passando tempo digitando groselha no whatsapp, num grupo de e-mails, redes sociais... Eu acho que aquilo de: Esta pessoa está usando o tempo dela para interagir comigo. Isso é amor, gente!


4) PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO: Elogios, incentivos verbais, declarações de amor, textão no Facebook falando como a amizade de vocês é linda, seus colegas de trabalho dizendo que você fez um excelente trabalho... Também é amor!



Como todas as outras, tem gente que AMA receber esse tipo de elogio, mas tem gente que não dá a mínima. Tem aquela pessoa que nunca diz "eu te amo" porque, pra ela, simplesmente não significa nada. Mas outra pessoa pode ouvir um "eu te amo" e significar o mundo pra ela.


5) PRESENTES: Talvez a mais injustiçada de todas as linguagens, Dar e Receber Presentes também é uma forma de amar. Não pode confundir com interesse, gente. Aqui se enquadram as pessoas que gostam de saber que alguém pensou nelas para escolher um presente. Não precisa ser nada caro, pode ser uma bobeirinha, mas é o fato do presente ter algum significado ou ter sido escolhido porque a pessoa te conhece e sabia que você ia gostar.

Quando você dá um presente nada a ver pra alguém que ama com Presentes

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A gente geralmente pensa que todo mundo morre de amores por uma declaração de amor cheia de palavras bonitas, mas, gente, talvez não. Pode ser uma pessoa que a vida toda acreditou nas palavras dos outros e levou uma rasteira depois. Não dá pra querer que aquela sua namorada que cresceu numa família onde as pessoas não se abracem com frequência chegue abraçando todo mundo da sua família.

Não é você querer agradar alguém do jeito que você se sente agradado, mas é entender o jeito que a outra pessoa gosta, mesmo que não faça muito sentido pra você. E é legal entender também como a pessoa demonstra amor, porque pode parecer que ela não se importa com você quando, na verdade, ela te ama.

Doido, né? Mas gente é assim.

O autor da teoria é o Gary Chapman e vocês podem descobrir mais sobre isso no site dele (em inglês) e até fazer um teste para identificar sua linguagem do amor principal, caso você não tenha certeza lendo as descrições.

AGORA ESPALHEM AMOR. Obrigado.

Posted on segunda-feira, julho 03, 2017 by Felipe Fagundes

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segunda-feira, junho 26, 2017

Chega a ser engraçado como eu vivo situações que me inspiram a escrever cafonices aqui no blog, daí essas cafonices me deixam com vontade de escrever histórias que, por sua vez, puxam minha orelha para eu viver mais e melhor e o ciclo recomeça. Essa roda nunca para de girar e eu gosto é assim mesmo.

Devo ter comentado algumas vezes por aí, mas, agora que eu tenho dois contos, já posso dizer que a Série Não Sei Lidar é uma coisa real e oficial? Pra mim, sempre foi, mas não queria pagar mico alardeando que Gênios era o primeiro de uma história em série que nunca teria volume 2. SÓ QUE AGORA TEM!



"Maria tem quinze anos, acredita em Deus e está torcendo para que não descubram que não há nada de especial sobre ela.  Ela precisa tanto daquela vaga de aprendiz! Tímida e escondida dentro de seu inseparável casaco, ela até que está feliz de ter uma nova amiga extrovertida. Às vezes, meio triste. Mas tão feliz!

Lídia já passou dos vinte e sinceramente? Não acredita em muita coisa. Mas, entre essas poucas coisas, está sua amizade com Pablo, e a deixa doida ver o amigo todo estranho por conta de um namoro que, gente, é isso mesmo que o amor faz com as pessoas? Queria morrer solteira.

Em duas semanas com altos e baixos, elas terão que trabalhar juntas soterradas em malas e lidar com problemas que talvez sejam um só: Será que toda mala precisa ser carregada?"


Não Sei Lidar com Malas é uma história que faz parte do mesmo universo que Gênios, então quem curtiu os personagens pode dar uma chance e matar a saudade, mas quem não leu o primeiro conto pode ler esse sem problemas. São independentes!

Assim como Gênios, o conto também veio de um textos publicados aqui no blog, mas depois você descobre de qual. Malas tem 11 capítulos, e os 7 primeiros já estão disponíveis de graça no Wattpad. VEM, GENTE.




Agora que eu terminei, posso dizer que escrever esse conto foi uma experiência diferente pra mim. Se vocês acompanham esse blog e/ou minhas histórias, sabem que eu adoro escrever sobre coisas positivas, histórias cafoninhas do bem, comédias simples que fazem rir de coisas comuns e tal, mas Malas fugiu um pouco da regra. Quer dizer, ainda tem todas as minhas marcas registradas, para o bem ou para o mal risos, mas o tema é um tiquinho mais espinhoso. Não tanto, mas não é só raio de sol e arco-íris. Eu não sabia quando comecei a escrever, mas aí a história me atropelou e, quando eu percebi, estava INDIGNADO lendo, narrando e vivendo meus próprios capítulos. Quem é Maria, quem é Lídia, quem é Felipe, jamais saberemos.

Espero que não mate vocês, mas o que não mata te faz mais forte etc. QUERO TODO MUNDO LENDO E ME FAZENDO SER O REI DO WATTPAD. Grato ;)

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Se você quiser me ajudar e me incentivar a escrever novas histórias, compartilhe Não Sei Lidar com Malas nas suas redes sociais! Sério, gente, não importa se você tem 10 ou 1000 seguidores. Toda divulgação é bem vinda. Indique para as pessoas, levem para os blogs e sites de vocês, me chamem pra entrevistas, tô aceitando tudo de coração aberto.

VAMOS ACOMPANHAR!

Posted on segunda-feira, junho 26, 2017 by Felipe Fagundes

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terça-feira, junho 20, 2017

Uma coisa legal de chamar seus amigos constantemente para ciladas do bem é que, depois de um tempo, eles ficam viciados no esquema e começam a organizar as próprias ciladas. Minha Lista agradece, é a terceirização do trabalho Hahahahah A Elisa descobriu uma promoção de 50% de desconto no Escape60 e, MEU DEUS DO CÉU, a gente tinha que ir.



Como a maioria das coisas que entra na Lista, eu não faço ideia de como descobri essa coisa de escape room, só sei que tava lá e eu queria muito. Parece que virou febre no mundo, e aqui no Rio de Janeiro temos até opções. Para quem não sabe do que se trata, escape rooms funcionam assim: Você entra numa sala com o seu grupo e juntos precisam sair dela dentro de um limite de tempo. Geralmente são 60 minutos. Acontece que existe toda uma história dentro dessas salas, elas são cenários montados para simular situações onde o grupo precisa desvendar enigmas para encontrar a saída. Caso não consigam, TODOS MORREM. Sim, a gente paga pra morrer.

MAS É CLARO QUE EU QUERIA ISSO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS. Eu cresci assistindo Scooby-Doo, gente. Eu amo enigmas, anagramas, problemas numéricos, quebra-cabeças, charadas, eu já inventei os meus próprios mistérios (Sdds #DesafioDos50), eu piro com livros de suspense. Então fomos para o Escape60, que é o mais popular no Rio de Janeiro.

(Engraçado que somos muito impopulares e não tínhamos quórum. Risos. A sala atende até 8 pessoas e tínhamos 4. Eu acabei vivendo momentos muito legais por causa da Lista, então conheci pessoas nesses momentos e resolvi OUSAR e misturar todo mundo. Ficamos com uma equipe de 7, nem eu conhecia todas as pessoas, mas foi o maior sucesso. Todo mundo se deu bem e já queremos dominar o mundo as escape rooms juntos. Fui o RH da cilada do bem Hahahahah)

VOCÊS ACREDITAM QUE A GENTE PERDEU???

Fuéeeeeeeeen

Gente, que morte horrível Hahahahah Eu jurando que minha vida inteira tinha me preparado para este momento, meu corpo estava pronto, mas aparentemente meu cérebro não. A GENTE CHEGOU TÃO PERTO. Talvez se fosse Escape80. Risos. Mas, fora essa derrota, eu achei a experiência toda bem legal. É uma coisa tão doida que a gente não tem como se preparar mesmo.

Não vou dar detalhes para não estragar o jogo de quem for jogar nessa mesma sala que a gente acho que até posso ser processado se contar -q, mas, gente, vivemos vários momentos. A atendente do Escape60 disse que a nossa sala era a mais felizinha, todas as demais tem um aspecto meio sombrio e de terror. Já imagino sangue pelas paredes e um cadáver na mesa. Mas a nossa, realmente, era toda colorida, clara e limpinha. Depois que fomos derrotados, nos contaram que só 15% dos grupos vencem nessa sala, então por aí vocês já podem abaixar as expectativas de ser a nova gangue do Scooby-Doo. Eu perdi, mas tô me sentindo 87% orgulhoso do meu trabalho (dei uns moles, sim).

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Os enigmas não são difíceis, mas são MUITOS. Você acha uma chave secreta, atrás da porta tem um cofre. Você desvenda o segredo do cofre, tem um mapa dentro. Você descobre como ler o mapa, acha um críptex. Você abre o críptex, tem uma bomba relógio. Nunca acaba. Teve até uma hora que a gente jurou que tinha resolvido tudo! Até comemoramos!!! Mas daí, PLOT TWIST, NÃO ERA O FINAL E TINHA DUZENTOS NOVOS ENIGMAS AINDA AAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH


Juro que não sou mau perdedor, mas preciso confessar que os enigmas poderiam ser melhores. Sei lá, eu acho que eu conseguiria pensar em algumas coisas mais legais. Nessa sala que a gente foi, de cara a gente já se depara com meia dúzia de coisas diferentes para resolver. Daí vamos achando um bando de pista que não sabemos onde enfiar. As pistas não se conectam diretamente com os enigmas e, mesmo depois que a gente consegue resolver, fica aquela sensação "Nossa, nada a ver". A gente apenas aceita e segue em frente pois ainda falta uma vida de enigmas. 

Nós somos monitorados pelo pessoal do Escape60, daí de vez em quando eles dão dicas quando percebem que estamos travados. "Tem uma pista embaixo do banco", "Prestem atenção na sequência dos números", "Tentem a combinação XXXTRG7875". Sim, até resposta eles dão quando a coisa tá braba.

Me atrapalhou um pouco eu achar que os desafios eram super elaborados, sendo que na verdade eles são bem simples. Foi aquela coisa de "Claro que não é essa resposta idiota" e daí era ¯\_(ツ)_/¯

Saí de lá com vontade de fazer minha própria escape room.

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De qualquer forma, é muito legal trabalhar em grupo! A gente dava várias risadas das tentativas nonsense feitas no desespero e RACHÁVAMOS NO MEIO quando elas funcionavam Hahahahahah Foi legal que cada pessoa teve seus momentos, acho que deu pra todo mundo se divertir. Eu fiquei orgulhosíssimo de ter encontrado pistas escondidas (que no final nem prestaram pra muita coisa, mas ENFIM) e ter entendido alguns padrões. Outros eu só entregava nas mãos de Deus e o grupo resolvia. Risos. Queria muito ver a imagem das câmeras desses nossos 60 minutos, eu tenho certeza que certa hora eu estava só rodando a esmo pela sala sem saber o que fazer. Eu jurando que ia ser uma Velma ou pelo menos um Fred, fiquei mais pra Salsicha mesmo.

Um momento ICÔNICO (sim, vivemos momentos icônicos em 60 minutos) foi quando o Jonas apertou sem querer o botão vermelho. Tem um botão vermelho que qualquer um pode apertar caso queira desistir da sala, seja lá qual for o motivo. Claustrofobia, medo, vontade de ir no banheiro, sei lá, qualquer coisa. Só que a pessoa não pode voltar. O Jonas apertou o botão E SAIU DA SALA. E eu JONAS, ONDE VOCÊ VAI? VOLTA AQUI. E ele MAS EU APERTEI. E eu MAS FOI SEM QUERER. Mas ele foi embora, e o grupo ficou abalado, e eu só pensando QUE MORTE HORRÍVEL, COITADO DO JONAS, AINDA TEMOS QUINZE MINUTOS. Daí do nada o Jonas foi reinserido na sala Hahahahahahah Deixaram ele voltar. Aí a bomba explodiu antes da gente conseguir desarmar e todos morremos. Achei sucesso.

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Eu recomendo demais e estou doido para jogar em outras salas. Só é meio puxado por causa do preço, quase 80 reais, gente. E só uma hora! Ou menos, se você terminar antes!!! É aquele tipo de coisa que, quando você encontra uma promoção, TEM QUE APROVEITAR. É tão diferente de tudo que a gente geralmente faz que vale a pena. É risada, desespero, drama, vitórias e derrotas, tudo condensado em uma hora. Tô apaixonado pelo conceito.

Posted on terça-feira, junho 20, 2017 by Felipe Fagundes

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